História Malditamente quebrados - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Blaire Rogon, Bratt Watson, Bruna Levigne, Grant Coleman, Jolene Watson, Liam Lambert, Shane Walter, Sophie Bull
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Palavras 2.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hello!
Um novo capítulo da história.
Espero que gostem.

Capítulo 2 - Talvez amigos


                 Me arrependo um pouco da noite de ontem. Eu voltei para casa com um estranho e aceitei sair com ele. Felizmente depois de amanhã não vou vê-lo novamente. Eu não estaria numa boa situação se fosse amiga dele. Sem número, sem localização, apenas um dia, e voltaria para casa. Ia esquecer dele.

                    Como uma tigela de cereais e leite pela manhã sem muito entusiasmo. Não faço ideia de onde minha tia se meteu, mas ela é adulta e sabe cuidar de si. Porquê meus pais me deixam visitá-la?

                   A campainha soou e com relutância eu levanto para abrir a porta. Se não fosse essa figura alta com calças jeans rasgadas nos joelhos, camiseta azul regata mostrando suas tatuagens no braço direito, cabelos despenteados escuros, olhos verdes hipnotizantes e lábios bem esculpidos, eu ficaria decepcionada.

                  — Olá, Blaire, como você passou a noite? — Encaro o chão triste por ter feito o que fiz.

                   — Bem. — Tive que mentir. Nunca me senti tão mal em toda a minha vida. — O que você faz aqui? Eu pensei que iria para casa do seu amigo mais tarde.

                     — Eu mudei de ideias. Primeiro quero que você conheça um lugar, agora! — Ele pega na minha mão e me leva para sua moto.

                    — A casa do seu amigo?

                    — Não! — Nós paramos na frente da sua moto. Uma moto Kawasaki Ninja 250R azul escura.

                      — Vamos andar de moto?

                      — Parece que sim. — Ele fecha a garagem e sobe na moto, liga e coloca o capacete. — Pode subir, é seguro! 

                      Eu subo com um peso na consciência. Coloco o capacete e as mãos ao redor dele. É apenas para não cair, mas aproveito para sentir seus músculos e abdominais bem formados. Uma garota bem comportada não faz essas coisas.

                       — Pronta? — Ele sussurra.

                       — Sim! — Digo com um pouco de medo. Ele começa a guiar devagar, depois ganha o ritmo e acelera.

                       É apenas um convite, Blaire! porque irei me livrar dele no dia seguinte.

                   Ele dá um pequeno salto com a moto e agarro a ele com mais força. Andar de moto não é tão ruim assim. Ser uma garota má também não. Tenho que experimentar!

        

                     Chegamos num parque isolado, à frente de um lago, com uma pequena casa abandonada. A vista é incrível. E bastante, romântica! Não que ele saiba o que isso significa. Nem eu sei. 

                        Liam desce primeiro e depois me ajuda a descer. Nós tiramos os capacetes e andamos para perto do lago.

                     Silêncio é tangível.

                  — Que lindo lugar! — Tinha que dizer alguma coisa.

                  — Eu sei.

                  — E é também muito romântico! Eu adorei!- Ele olha para mim e sorri. Eu definitivamente não devia ter dito aquilo. Sou uma idiota!

                    — Que bom, que você gosta. Eu também gosto muito. Venho sempre aqui para pensar! — Porquê ele me trouxe aqui?

                    — Porquê estou aqui? — Ele olha para o lago.

                    — Porquê a pergunta?

                    — Eu quero saber porquê!

                    — Porque todo o mundo devia conhecer esse lugar. Sinto uma paz aqui.

                     — É calmo! — Não sei mais o que dizer.

                     — Meus pais deixaram de ter orgulho em mim, por causa do que me tornei. — Olho para ele.

                    — Porquê?

                    — Antes, eu seguia todas as regras. Era um menino bem sucedido. Bem para eles eu era. Meu pai sempre quis que eu seguisse os seus passos. Nunca me perguntou o que eu queria. Eu era uma espécie de marioneta dele. — Eu penso o mesmo sobre meus pais, e entendia o que Liam passava.

                   — Porquê você diz isso pra uma estranha?

                   — Porquê você não é tão estranha para mim assim.  — Isso não faz sentido. Ele não faz sentido.

                  — Eu entendo perfeitamente! Acontece o mesmo comigo. Meu pai é super protetor, e nunca me deixou seguir meu caminho sozinha.  Eu sempre quis ser independente, deixar de morar com eles algum dia, ter a minha própria casa, mas eu não sou capaz de fazê-lo, não sou capaz de dizer a eles o que eu quero, porque tenho medo que eles fiquem machucados.

                — Eu também tinha, mas eu falei com eles, e pensei que iríam me apoiar apesar de tudo, mas me enganei. Eles são impossíveis! Algum dia não vou mais aguentar estar naquela casa.

                — As coisas são tão complicadas quando crescemos. — Rio sem humor algum.

                     — O que você faz? — Deixo meus pensamentos e o encaro.

                   — O quê? — Pergunto confusa.

                    — O que você faz no colégio?

                   — O que todo mundo faz. Estudar. Você não estuda?

                   — Tenho 19. Claro que sim. Fiquei dois anos sem estudar porque queria mostrar rebeldia a meus pais.

                   — Sério?

                   — Sim! Viajei sem eles saberem. Levei o cartão de crédito e mais algumas notas. Muitas notas. Foi divertido até eles me acharem.

                   — Não sei se seria capaz! — Eu coloco uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

                  — Eu faria outra vez.

                  — Você quer mostrar rebeldia, mas não é.

                  — Quem disse isso? Ninguém! 

                  — Não precisa! Você só quer provocar seus pais.

                  — Só quero escrever o meu destino e não deixar que eles o façam por mim.

                    — Eu também queria viajar pelo mundo. A pior parte de ser adulto é que tem muito em que pensar! Arranjar emprego, comprar uma casa, casar, ter filhos, esse tipo de coisas. Não se compara a vida de uma criança. Elas simplesmente não têm nada que se preocupar! São totalmente inocentes e totalmente felizes.

                  — Eu entendo. Mas já não somos mais crianças! Bem, eu não!

                    —  Eu também não. Tenho 17.

                    — Aonde você mora? — Porquê ele faz essas perguntas? Não vou dizer nada.

                  — Eu entendo que você não queira dizer, afinal, sou um estranho que você acabou de conhecer!

                  — Isso é verdade.

                  — Quando você volta para casa?

                  — Amanhã.

                    — Que pena que não vamos poder nos conhecer melhor. Eu gostava tanto de ser seu amigo. 

                    — Claro. 

                    — Podemos trocar os números de celular?

                   — Liam... talvez não.

                   — Porquê não?

                   — Nos conhecemos ontem. Eu não sei se você é um homem perigoso ou não.

                   — Eu sou perigo para caralho! Mas não do sentido que você pensa! — Ele é muito atraente, e muito sexy, mauzão e eu muito sentimental, não vai funcionar.

                   — Então, em que sentido?

                   — Não me fica bem contar. Eu prefiro mostrar a você. Mas não agora, agora é muito cedo. — Olho para ele bastante confusa. Percebendo porquê, o meu pai sempre quis que me afastasse desses tipos de pessoas, em particular os homens.

                     — Agora você me deixou curiosa. Eu quero saber!

                     — Não é uma boa ideia, senão você ficará obcecada por mim, e você não vai querer se separar de mim.

                     — Eu acho que você está exagerando. — Reviro os olhos e depois começo a rir.

                     — Não! Eu não estou! — Ele diz baixinho, bastante sério.

                  — Não me mostre, apenas me diga!

                    — Blaire, você é a menina mais impertinente que eu conheço!

                     — Eu só quero saber. Se você não vai me dizer, então que não tocasse no assunto.

                      — Você é quem começou. Eu não tive culpa de nada.

                      — Eu só quis dizer que não te conheço!

                      — Eu também não conheço você, mas confio em você mais do que ninguém. A que se deve isso?

                    — Eu não sei. Talvez porque você apenas vê o lado bom das pessoas.

                   — Será? — Ele levanta uma sobrancelha. — Ou talvez porque temos uma ligação especial. — Dou enormes gargalhadas. Quando termino, observo Liam que olha para o rio distraído.

                   — Desculpa, eu não queria rir. — Digo sinceramente. Liam se vira para mim e sorri.

                    — Tudo bem.  Eu entendo.

                    — Ainda bem.

                    — Podemos ir para casa?

                    — Claro, vamos!

                       Caminhámos de volta para a moto, subimos, colocamos os capacetes e arrancamos. Eu apertei com muita força ao redor de Liam, para que eu não caísse.

       

                  Chegando de volta a casa do amigo do Liam, desço da moto e tiro o capacete. Liam apenas olha para mim através do espelho retrovisor. Não sei se olha para mim ou para ele.

                    — Você não vai descer da moto? — Pergunto.

                    — Estava apreciando a vista. — Ele tira o capacete e sorri.

                  — Se já terminou, então vamos entrar. — Ele desçe da moto, e a leva até a garagem, depois retorna para junto de mim. 

                    — Tudo bem. Vamos entrar! — Ele abre a porta e deixa eu entrar primeiro, entrando em seguida.

                   — A casa é acolhedora. — Digo olhando para todos os cantos da casa.

                     É organizada para apenas homens viverem aqui. Organizada até de mais. A sala não é muito grande mas é agradável. Os sofás de coro preto combinam com a mesa de centro de madeira escura, e com a estante cheia de CDs. A TV na parede é grande demais para a pequena sala e as paredes são azul escuro.

                    — Sente - se por favor. — Liam aponta para o sofá. Sento, me perguntando o que faço aqui. Ah, sim! É a última vez que irei ver Liam por isso, não faz mal.

                    Ele entra na cozinha,me deixando sozinha na sala. Um homem loiro aparece na sala sem camisa mostrando todas as tatuagens na sua pele. Também é musculoso como Liam, mas um pouco mais, e tem tatuagens nos dois braços e nas costas.

                       — Você é a garota que Liam está pegando? — Pergunta ele. — Sou Scott! Amigo, e mais alguma coisa de Liam. — Ele acende um cigarro e põe na boca, depois de se sentar.

                    — Mais alguma coisa? — Pergunto.

                        — Quer? — Ele mostra um maço de cigarros.

                       — Não Obrigada!

                      O fumo do cigarro me incomoda. Já vi que eles são perigosos. Não preciso de mais nenhuma prova. Liam regressa com uma cerveja e senta ao meu lado.

                       — Liam, ela não me disse o nome dela! — Scott olha para Liam.

                      — Blaire. — Digo. Só tenho de aguentar mais um dia! Só mais um.

                      — Você ficou a manhã toda com ela? — Scott fala sob a fumaça.

                      — Ele é um idiota, não liga ao que ele diz. Faltam parafusos na cabeça.

                     — Você quer jogar? — Ele mostra o game e eu rio.

                    — Você está brincando comigo? Eu vou esmagar você! — Recebo o controle.

                 — Eu sou invencível, por isso, você não vai.

                 — Eu vou sim!

                 A gente joga a tarde toda, fazendo apenas uma pausa para um lanchinho feito por Scott. Foi divertido. Foi estranho porque eu não conheço ele e eu parecia confortável. Rindo quando vencia ele, e dando uns tapinhas de leve sempre que leve fazia uma dança da vitória sempre que ganhava. E jantei com eles também. Não ia voltar a vê-los mesmo, por isso não faz mal.

  

                      No Domingo a tarde, arrumo as minhas coisas na minha mochila para ir embora. Olho pela janela do quarto, mas não vejo Liam. Seria o mínimo ele se despedir de mim.

                     Saio do quarto para encontrar minha tia. Ela me abraça, e beija minha testa.

                     — Até a próxima querida sobrinha. Vou ter saudades.

                     — Eu também tia. — Seguro a minha mochila.

                    — Então e o seu namorado? — Ela sorri. Porquê eu ia namorar com alguém que conheci a pouco tempo?

                    — Ele é um estranho para mim. E jamais ia namorar alguém assim.

                  — Sério? — Ela ri. — Não importa! Vamos! O seu táxi está esperando.

                    Nós saímos e encontramos o táxi na frente da casa. Dou mais um abraço na minha tia. Não faça ideia de quando vou voltar a visitar ela.

                   — Se cuide Blaire!

                   — Claro tia.

                   Ando até o táxi, e oiço passos vindo em minha direção. É Liam. Ele vem com um belo sorriso, e sem camisa. Ele sim não se importa com nada. Nada o impede!

                     — Não ia se despedir de mim? — Pergunta já perto o suficiente.

                     — Eu estou com pressa!

                      — Está aqui o meu número já que você não quer dar o seu. — Ele me entrega. — Liga para mim!

                      — Obrigada. — Recebo. Como se eu fosse mesmo ligar! — Então... adeus Liam!

                        Entro no táxi porque não sei se o abraço ou se lhe dou um aperto de mãos. Mas não importa. Devia esquecer o nome dele. Não vou vê-lo nunca mais. Tenho a certeza disso.




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