História Malditas Sejam As Nuvens - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Rafael "Guaxinim" Montes, Thiago Elias "Calango"
Personagens Rafael "Guaxinim" Montes, Thiago Elias "Calango"
Tags Calango, Cellbit, Felps, Gualango, Guaxilango, Guaxinim
Exibições 54
Palavras 1.676
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiee
Aqui estou eu com o último cap dessa fic maravelhosa :3
Demorei pra postar? Demorei, mas o importante é atualizar né skkdkf

Dslcpem a demora ;-;

Espero que gostem

Capítulo 7 - Um ano depois do dia


Fico mais ansioso a cada segundo, esperando pelo médico sair daquela porta dizendo que o Calango está bem e que vou poder vê-lo em breve. Pensamentos positivos, pensamentos positivos são o que me mantém agora.

Meus amigos continuam segurando as minhas mãos, Cellbit me abraça deixando eu descansar em seu ombro. Algumas pessoas chegam no lugar e sentam em cadeiras afastadas, outras entram em salas para verem familiares ou amigos. Tudo ocorrendo normalmente, para alguém que visse a cena de fora, mas quando se tem alguém dentro de uma sala fazendo uma cirurgia com chances de resultados negativos, não é nem um pouco normal a situação.

É assustador, eu diria, eu sinto medo. Medo de dar tudo errado, medo de que todas as coisas à minha volta comecem a ruir e esse ciclo comece pelo Calango. Mas também sinto uma felicidade quando imagino o Calango depois da cirurgia, sem problema nenhum e nós dois livres para viver nossas vidas sem nada para nos atrapalhar. É assustador porém bonito imaginar o futuro, dois futuros totalmente diferentes dependendo de uma frase, que pode ser ele resistiu” ou “ele não resistiu.

Vejo um homem se aproximar, e logo percebo que é o médico que estava fazendo a cirurgia do Calango, e me levanto. Os outros garotos se levantam também, Felps aperta a mão de Cellbit e Pk olha atencioso para o médico esperando a notícia.

— O senhor é o namorado do paciente Thiago Elias? — O médico pergunta. — O Sr. Rafael Montes, certo?

— Sim, sou eu… — Respondo, respirando pesadamente ansioso pelo que ele tem a dizer.

— O paciente Thiago...


UM ANO E MEIO ANTES DO DIA


Lembro-me de estar deitado com Calango no quintal de sua casa, enquanto víamos as estrelas, a noite estava realmente bonita, ventava e estava um pouco frio, mas nossos corpos estavam abraçados, aquecendo um ao outro.

— Eu queria poder ficar assim com você para sempre. — Lembro de ouvir ele dizer, com sua cabeça sobre meu peito enquanto eu o acariciava.

— E por que acha que não pode?— Eu perguntei, e ele ficou em silêncio por uns instantes.

Calango se sentou, abraçando seus joelhos e olhando para o céu.

— Você já se perguntou para onde vamos quando morremos? — Ele perguntou, e eu o respondi negativamente com a cabeça enquanto me sentava, não que eu realmente nunca tivesse pensado sobre, mas não é como se minha resposta realmente importasse naquele momento. — Eu acredito que todos vamos para um lugar lindo, cheio de árvores, cachoeiras, flores e paisagens encantadoras. E nesse lugar não há doenças ou sofrimento.

— Parece o lugar perfeito. — Eu disse.

— E é! — Ele falou, me olhando. — É convidativo, não é?

— Por que está falando sobre isso agora? — Perguntei. — De repente começou a pensar nessas coisas…

Ele sorriu.

— Não foi de repente. — Ele disse, ficando cabisbaixo. — Eu te amo.

— Eu te amo! — Respondi, chegando mais perto e beijando-o. — Mais do que amo qualquer um.

— E se eu morresse amanhã? — Calango perguntou.

— Não fala isso…

— Só uma hipótese. — Ele disse. — Se eu morresse amanhã, de uma hora para a outra, o que faria?

— Eu ficaria triste… Entraria em uma depressão provavelmente, eu amo muito você, não suportaria, provavelmente me mataria! — Eu disse, olhando-o e ele balança a cabeça negativamente. — O que foi?

— Não era a resposta que eu esperava. — Calango disse. — Se eu morrer amanhã, tudo bem ficar triste, mas não pode se deixar entrar em depressão, você tem que superar, porque o mundo continuaria rodando mesmo sem eu aqui. — Ele continuou. — E, se matar? Nem brinque com isso, só seria uma reação em cadeia e pioraria as coisas ainda mais, você teria que continuar aqui e refazer a sua vida, conhecer outra pessoa talvez. — Ele voltou a olhar para mim. — E quem sabe, nos encontraríamos lá, no lugar perfeito...

— E o que você faria se eu morresse amanhã? — Perguntei.

— Eu ficaria triste… Entraria em uma depressão provavelmente, eu amo muito você, não suportaria, provavelmente me mataria! — Ele repetiu minha resposta, e voltou a deitar-se no chão, e eu me deitei ao seu lado.

— Mas nenhum de nós dois vai morrer amanhã. — Eu disse.

— Pois é… Não amanhã… — Ele disse, antes de me abraçar, e eu o abracei também, apertado, tirando aqueles pensamentos da cabeça dele.


UM ANO DEPOIS DO DIA


Calango não resistiu ao último estágio da cirurgia, por mais que os médicos tenham tentado salvá-lo, houveram algumas complicações e parece que o problema dele era mais grave do que imaginaram. Segundo os médicos, ele provavelmente escondeu as dores que sentia dos médicos, se ele tivesse contado, os tratamentos seriam outros, demorariam mais tempo e a cirurgia seria ainda mais arriscada. Me pergunto se ele sabia disso.

Assim que o médico contou que ele morreu eu desabei, cai no chão em prantos, Pk, Cellbit e Felps me abraçaram, mas naquele momento eu mal conseguia sentir os abraços deles pois a minha dor emocional era maior do que qualquer sentimento que eu pudesse sentir. Eu senti um pedaço de mim indo embora, morrendo, talvez um pedaço do meu coração. Que irônico.

Eu tive que dar a notícia aos pais dele, eu tive que ouvir a mãe dele chorar e tive que ser forte para abraçar ela e ajudá-lá a se recuperar enquanto nem eu mesmo estava recuperado. Os outros amigos dele também ficaram sabendo, todos choraram e ficaram tristes, mas todos pareceram perceber que eu era o mais devastado ali, pois não exitaram em me consolar e ficar ao meu lado.

O enterro dele foi como todos os outros, pessoas tristes em volta de um caixão assistindo uma parte de suas vidas indo embora. Pelo menos eu me sentia assim. E a grande dúvida ainda permanecia na minha cabeça. Ele sabia que a doença tinha piorado? Ele sabia que poderia evitar aquilo? E se sim, por que não evitou? Por que não contou? Por que me deixou acreditar que todas aquelas coisas iriam acontecer? Nós iríamos envelhecer juntos, nos casar, ter filhos.

Hoje essas perguntas não me assombram mais, não como a um ano atrás. Depois da tempestade, a gente pode começar a ver os pensamentos positivos. A última coisa que ele ouviu de mim foi um “eu te amo”. Nossos poucos momentos juntos foram os melhores das nossas vidas. Os últimos dias dele foram felizes, e eu ajudei essa felicidade.

Hoje, colocando flores no seu túmulo, eu até consigo sorrir imaginando-o no lugar no qual ele fantasiou, um lugar cheio de árvores, cachoeiras e flores, e um lugar sem doenças e sofrimento. Eu também vou para esse lugar um dia, encontrá-lo, mas o Calango deixou claro que não queria que eu tivesse pressa. Então não terei pressa.

— Guaxi, vamos logo, cemitérios me dão arrepios. — Cellbit diz, ele está um pouco afastado de mim, abraçando o próprio corpo se protegendo do vento frio de inverno.

Ele tem sido um grande amigo durante essa minha jornada tentando sair do luto, ele sempre sai comigo quando preciso relaxar e conversa comigo quando preciso desabafar. Ele não está mais namorando o Felps, agora ele sai com um cara chamado Teddy, eles até formam um casal bonito. O Felps, bom. Não tenho certeza de onde ele anda, perdemos contato desde que ele terminou com o loiro.

— Já estou indo! — Grito, voltando a olhar a lápide do Calango. — Bom, espero que ainda esteja me esperando aí do outro lado. — Digo, sorrindo apenas para impedir as lágrimas de caírem. — Eu ainda estou tentando superar, assim como você me disse para fazer, eu não estou me acabando de chorar aqui como nas últimas vezes que vim, espero que esteja feliz com o progresso. — Digo, talvez seja estranho falar com uma lápide, mas sinto que ele pode me ouvir, e isso é o que importa. — Bom, é só isso, eu acho…

Levanto-me e limpo a terra nos meus joelhos, indo até mais perto do outro.

— Poxa, poderia ter mais consideração, eu estava conversando com o Calango. — Digo, enquanto caminhamos para fora do cemitério.

— Não pode conversar com ele por oração ou algo do tipo? — Cellbit pergunta. — É assustador aqui, as estátuas parecem olhar diretamente para você…

— Talvez estejam mesmo olhando diretamente para você. — Digo, e ele me empurra.

— Para com isso! Sabe que tenho medo. — Ele diz. — O que vai fazer agora?

— Eu vou dar uma volta, talvez para um lugar calmo ouvir uma música calma e relaxar. — Digo, enquanto saímos do cemitério e caminhamos pela calçada.

— Deveríamos ir a um barzinho qualquer dia desses. — Cellbit diz. — Conhecer gente nova, talvez.

— Não, ainda não… — Digo, talvez seja cedo para pensar em algo como ter um novo relacionamento.

— Tudo bem então, mas quando quiser, saiba que já tenho uns pretendentes maravilhosos.

— Você não tem jeito mesmo, não é?

Continuamos andando e conversando até chegar perto da casa de Cellbit. Me despedi dele e continuei meu caminho para um lugar calmo onde eu possa ficar sozinho. O nosso lugar.

Assim que chego no lugar onde costumávamos ficar, vou para o morro onde me sento na grama. O sol está se pondo no horizonte e a visão é perfeita, o céu alaranjado e um vento agradável chacoalhando meu cabelo. É quase tão agradável como quando vínhamos aqui para brincar a alguns anos atrás, mas ainda parece faltar algo, ainda me sinto só.

Uma lágrima escapa e desce pela minha bochecha, e sinto um movimento ao meu lado, como se alguém tivesse se sentado ali. Limpo a lágrima e sorrio, sentindo sua cabeça se deitar no meu ombro.

— Sinto sua falta… — Digo.

— Sinto a sua falta também…

— Eu te amo muito…

— Eu também te amo muito…

Abraço meus joelhos e começo a rir, rir de felicidade, mesmo com meus olhos vermelhos e cheios de lágrimas prontas para escapar. Eu posso estar sozinho. Mas nunca vou me sentir sozinho. Ele nunca me deixaria sozinho.


“Ele está me vendo de algum lugar dentre as nuvens” 


Notas Finais


Espero que tenham gostado
Espero que não estejam querendo me matar (mas eu sei que estão ;u;)

Dslcpem mas a vida nem sempre é mil flores né as vezes tem uns espinhos também :,)
Fiz de tudo pra não ficar tão triste, já basta a one que postei esses dias kskskd
Bjos e comentem <3


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