História Maldito Amuleto - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxa, Comedia, Magia, Original
Visualizações 3
Palavras 1.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Magia
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Minha primeira fic de comédia, espero que gostem. Aceito opiniões e críticas construtivas <3

Capítulo 1 - Maldito Amuleto


Suspiro finalmente aliviado por sair daquela casa barulhenta. Era meu aniversário e minha casa estava cheia de parentes barulhentos e meus primos correndo pela casa toda fazendo barulho enquanto sobem a escada aos pulos. Não, eu não gosto de todo esse barulho, essa bagunça. Festas sempre me apavoraram por conta da multidão, mas como era meu aniversário, não podia sequer opinar sobre quais parentes iriam entrar na minha casa tão silenciosa na maioria dos dias. Eu já tinha 18 anos, era um adulto agora, mas minha opinião continuava irrelevante nas festas da família, sendo assim, eu não via problema em sair por algum tempo e respirar o ar puro e a rua silenciosa de fim de tarde. Provavelmente eles nem perceberam que o aniversariante não estava mais presente.

Enfim, não importa. Vou aproveitar o pôr do sol junto dos meus amigos no Millenium Park, como eu queria fazer desde o início.

No caminho, ligo meus headphones e deixo algumas músicas tocando enquanto estou sozinho. Se tem alguma coisa com a qual não consigo viver sem, são meus fones de ouvido e minhas amadas músicas. Ao botar minhas mãos no bolso, sinto a superfície gelada e lisa do presente da minha tia Edith. Paro ao chegar na calçada vazia e tiro do bolso o amuleto de pedra vermelha e preta em formato de espiral no cordão também preto e lembro das palavras da mulher no momento em que me entregou essa bugiganga maluca há cerca de uma hora atrás.

"Meu querido, você já é um adulto agora, deve assumir suas responsabilidades sociais daqui para frente. No entanto, quero que fique com isso. É um presente de aniversário, mas não é qualquer presente. Esse amuleto é muito especial e sua magia permite que você realize um de seus sonhos. Tudo que tem que fazer é desejar, mas é preciso ter cuidado. Uma vez que o seu pedido se concretize, não pode ser desfeito."

Depois dessas palavras ditas em tom assustador, ela fechou o amuleto em minha mão e me abraçou desejando-me feliz aniversário como se nada tivesse acontecido. Tia Edith é como a ovelha negra da família, uma mulher na casa dos 39 anos, poucos anos mais nova do que a minha própria mãe, mas como eu, ela é completamente diferente do resto da família. O seu jeito de ser diferente é só um pouco esquisito demais. Em uma família supersticiosa como a minha, a vibe mística da tia Edith é vista como uma bruxaria maliciosa e a mulher é tratada como maluca. Às vezes me compadeço pela mulher jovem afastada da família por conta de seu jeito maluco de ser, mas eu sou cético. Aceito seus presentes esquisitos e deixo para lá porque não importa, o problema é que não tive a chance de deixar esse maldito amuleto no meu quarto antes de dar o fora da casa barulhenta. 

Estremeço com a lembrança das coisas que aquela mulher estranha já me disse e guardo o objeto no bolso da calça mais uma vez. Mais tarde, quando meus parentes e principalmente as crianças agitadas forem embora da minha casa, eu volto para lá e destranco meu quarto para guardar esse colar junto com os outros presentes idiotas da Edith na caixa escondida em uma das gavetas do meu armário.

Encontro Anthony encostado em uma das laterais do Cloud Gate mexendo em seu celular enquanto os turistas tiram fotos da enorme escultura de metal espelhado em forma de feijão. 

Ao me aproximar da escultura, assobio o mais alto que posso e vejo meu melhor amigo levantar a cabeça do seu celular com tanta rapidez que quase a bate no metal quente às suas costas. Seguro a risada quando estou apenas a alguns passos de distância dele, mas não é o suficiente para que ele não perceba o sorriso que não consegui evitar ao vê-lo quase se machucando por causa de sua total distração.

Paro a música que estava tocando e retiro os headphones para poder escutar Anthony e presto mais atenção no garoto de cabelos castanhos e olhos cinzentos na minha frente.

—Muito engraçado, Derek!-ele diz sério enquanto se desencosta do enorme feijão de ferro e guarda o celular no bolso da calça.- Rindo do quase desastre dos outros! Sabia que isso é falta de educação?

—Sim, mas você não pode me dar um desconto, só hoje?-pergunto já sério outra vez.

—Ok, tudo bem. Você está certo, é seu aniversário, hoje é dia de comemorar e não de repreensões.-Anthony diz passando um dos braços por cima dos meus ombros.-Por falar nisso, tem algumas pessoas que estão te esperando lá pra dentro do parque. Então, se não se importa, temos que festejar!

Ele sacode seu braço livre no ar como se estivesse em uma festa e me conduz até a área arborizada do Millenium onde já posso ver as figuras dos meus outros amigos sentados encostados em uma das mais altas árvores que posso ver. Provavelmente deve ser algum tipo de ponto de encontro.

—Hey, gente! O aniversariante chegou!-Anthony grita próximo aos meus ouvidos e preciso tapar meus ouvidos para evitar ficar surdo. Anthony sempre foi assim, extrovertido e barulhento, tão diferente de mim, mas creio que foi por nossas diferenças que nos tornamos amigos, para começar.-Dalia, pode chamar o Uber, não vamos voltar tão cedo hoje.

A garota de pele morena e tranças multicoloridas no cabelo se levanta ao ouvir seu nome e levanta a garrafa de vidro já pela metade e faz o moreno ao seu lado se levantar antes de correr em minha direção e se jogar em meus braços para que eu a abrace.

—FELIZ ANIVERSÁRIO, DEREK!-Ela grita em meus ouvidos e já está visivelmente bêbada, pelo visto vou ter que bancar o cuidador mais uma vez pelos meus amigos malucos.-Nem acredito que você já é de maior! Pode ser até preso agora.

—Isso mesmo, Dalia.-Anthony concorda depois de tomar alguns longos goles do que quer que tenha naquela garrafa.-Os ricaços lá da turma ganham carros ao completarem 18 anos, nós meros mortais, podemos ser presos.

—Sua visão pessimista me assusta às vezes, Tony!-é a primeira vez que  ouço a voz de Thomas desde que o vi. De nós quatro, ele é o mais quieto, até mais do que eu. Se é que isso é possível.

—Não sou pessimista, Thom, sou realista.-ele diz o puxando até perto de nós no meio da calçada.-É diferente. Agora chega desse assunto, temos uma festa para ir.

Anthony faz uma dancinha mesmo sem música e começa a caminhar para fora do parque seguido de Dalia que o acompanha aos risos. Antes que eu possa segui-los, Thomas me para e me estende o amuleto que eu jurava que continuava no meu bolso.

—Acho que você deixou isso cair quando estava rodando Dalia no ar.-ele diz e eu assinto pegando o amuleto da sua mão.

—Obrigada.-agradeço e voltamos a caminhar atrás dos nossos dois amigos já altos pela bebida.-Sabe como é, mais um daqueles presentes estranhos da Tia Edith. Assim que puder, já vou colocá-lo com os outros.

 

—Sua tia me assusta, cara-Thom comenta com um meio sorriso.

—Ela assusta à todos.-repito o que sempre digo sobre ela.-Dessa vez ela me falou sobre responsabilidades de adultos e amuletos mágicos que realizam desejos. Está piorando, eu tenho certeza.

Nesse momento, olho para cima e vejo que o sol já quase não é visível entre as árvores. O pôr do sol, exatamente no meu momento preferido do dia. Assistir o pôr do sol no lugar mais bonito da cidade é o melhor presente de aniversário que eu poderia ganhar. Sorrio com isso e saio da minha bolha a tempo de ouvir a resposta do meu amigo nos primeiros momentos da noite.

—Bem, na pior das hipóteses, você pode pedir para reduzir seus encontros familiares de 3 vezes por ano, para um só.-ele sugere de brincadeira.-Ou zero, você quem escolhe.

—Sinceramente, Thomas, às vezes eu gostaria que existisse uma parte de mim que pudesse ser separada e me deixasse livre da responsabilidade de me encontrar com toda aquela gente barulhenta que eu chamo de família.-eu comento sendo o mais sincero que posso, sei que posso confiar em meus amigos com esse tipo de informação.-No fundo, sei que eles são meus parentes e sei que tenho que vê-los, mas seria bom me livrar do meu lado consciente que me diz para estar lá.

—Bom, com certeza esse desejo seria difícil de realizar.-ele diz em tom natural.-Ainda não existe tecnologia para separar uma pessoa em duas, mas bem que eu poderia fazer acontecer.

—Tudo bem, nerd.-eu digo apoiando uma das mãos em suas costas e o fazendo andar mais rápido.-Talvez um dia você crie uma máquina capaz de realizar esse pedido, agora vamos logo antes que aqueles dois malucos sumam da nossa vista.

Thomas faz uma expressão de confusão, mas é tão rápido que acho que devo ter imaginado.

—Mas eu...

Eu o interrompo e começo a correr, quando estou à uma certa distância, me viro e grito para que ele me escute:

—Apresse o passo, Thomas. Temos uma festa para comparecer!

 



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