História Maldito biscoito da sorte - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, Girls' Generation
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tiffany, Yuri
Tags Chanbaek, Fushoji, Hunhan, Kaisoo, Suchen, Troca De Corpos
Exibições 374
Palavras 6.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Dessa vez não demorei tanto, não é mesmo?!
Esse capítulo até que ficou grandinho e acho que vocês vão gostar, só espero que não fiquem muito bolados com o final.....

Mas, enfim, boa leitura!

Capítulo 18 - Quando o jogo começa a virar


O chão começou a tremer e uma sensação incomoda tomou conta do corpo de minha irmã.

Sentia como se algo dentro dela quisesse ser liberto, era quase como uma ânsia de vômito, sabe? Mas, nesse caso, essa ânsia se localizava na caixa torácica. Tal incomodo me impossibilitou de prestar atenção ao que Jongdae falava. Podia vê-lo, mas as palavras que ele dizia não eram captadas pelos meus ouvidos. Estava assustado e ainda sentia o chão tremer levemente sob meus pés. Logo me peguei olhando para Tiffany, que parecia estar no mesmo estado que eu, suas órbitas arregaladas me dava tal confirmação. O único que parecia não sentir tal tremor era Jongdae, que ainda conversava comigo como se nada tivesse acontecendo, como se eu não tivesse quase me mijando na frente dele. Parecia que ele estava me vendo, só que não se dava conta do quão assustado eu estava, aquilo era bizarro. Até eu mesmo tinha ciência que a expressão, na qual eu contorcia o rosto de Tiffany, estava bem longe de ser tranquila.  

Abri a boca para chamar a atenção de minha irmã e perguntar se ela estava sentindo a mesma coisa que eu, mas, assim que abri a boca senti uma pontada tão forte na cabeça que, automaticamente, fechei os olhos. Se antes eu achava que a avó do Luhan mexia com coisa pesada, agora mesmo que achava que ela fazia negócios diretamente com o coisa ruim. 

Ainda sentia um pouco de dor de cabeça, mas não tão forte quanto a pontada que me obrigou a fechar os olhos e acariciar as têmporas. Depois do que me pareceu alguns segundos, abri os olhos e pisquei várias vezes até acreditar no que estava vendo. Estava sentado ao lado de Jongdae e Tiffany estava na ponta da mesa. Rapidamente mirei minhas mãos e apalpei todas as partes do meu corpo que conseguia alcançar de momento. Aquele era meu corpo, eu estava de volta ao meu corpo!

Um riso alto se desprendeu de minha garganta antes que eu pudesse me controlar e isso atraiu a atenção de Jongdae, que me encarou com o cenho franzido. 

Não podia acreditar que havia voltado ao meu corpo! Seria até capaz de beijar Jongdae se ele não estivesse me encarando com uma expressão tão confusa, semelhante aquelas que os cachorrinhos fazem quando ouvem algum som esquisito. Sentia que ele iria me perguntar o motivo de meu riso, porém, antes que Jongdae pudesse falar qualquer coisa, levei um susto ao ouvir um tapa forte ser desferido contra o tampo da mesa, instantes antes da voz de Tiffany preencher o ambiente:

- Agora me falem, o que acharam dos meus motivos para shippar suchen? - voltei meus olhos para ela e engoli em seco. Seus olhos tinham um brilho lunático, já havia visto aquele olhar antes e foi quando a flagrei vendo um yaoi sacana de madrugada há uns anos. Me recordo de ter ficado escandalizado por minha irmã ver um anime tão explícito daqueles, enquanto ela, por sua vez, riu da minha cara e me pediu para me juntar a ela. Na época, considerei aquilo como uma afronta.

Portanto, aquele olhar de Tiffany, não era um bom sinal, e o fato dela estar de volta ao seu próprio corpo me assustava ainda mais. Até porque, agora ela podia falar o que bem entendesse, sem se preocupar de está sendo baixa ou não. 

-  Mas eu já falei. - Jongdae voltou sua expressão confusa para a figura de minha irmã, que arqueou a sobrancelha bem feita para ele. 

- Falou? Estranho, eu não ouvi nadinha. - Tiffany voltou a se sentar e contorceu a face levemente, provavelmente estava sentindo as pontadas em seu baixo ventre. Juro que não sabia como ela aguentava sofrer desse mal todo mês - Você ouviu, maninho? - ronronou. 

- Não. - respondi automaticamente. 

- Então, por que estava rindo? - sabia que essa pergunta viria. 

- Err...Que eu estava rindo das expressões de dor da minha irmã. - soei tão sádico que, assim que as palavras saíram da minha boca, senti a necessidade de retirar o que disse, mas a merda já tinha sido jogada no ventilador. 

- Isso foi maldoso, Suho. Você está sentindo dor, Tiffany? - lá estava o Jongdae todo preocupado e eu me sentindo a vilã da cinderella.

Tiffany fez um barulho engraçado com a boca antes de inclinar o tronco contra a mesa, colocar ambas as mãos em punhos sobre o queixo e indagar: 

- É cólica, eu irei superar. Mas, me conte de novo o que você achou sobre meu discurso lindinho sobre você e meu amado irmão. - ela não iria desistir disso. A lancei um olhar de aviso para ela se controlar, em troca recebi uma piscadela e seu sorriso travesso. 

- Alguma coisa me diz que você está me sacaneando. - soltou um riso soprado - Mas, enfim, achei fofo. - falou por fim. 

- Fofo? - eu e Tiffany falamos em uníssono. Me pareceu que ele falou muito mais coisas quando eu estava no processo de troca de corpos. Ainda estava intrigado com o motivo de voltarmos aos nossos corpos tão subitamente e de tal processo prejudicar tanto nossa audição. 

- Sim - Jongdae abriu um sorriso pequeno - E cheguei a conclusão que você é bem observadora. 

- Chegou a conclusão certa. - Tiffany deu um sorriso bonito - Mas ainda acho que entre vocês ainda há de existir alguma coisa. - deu leves batidinhas com o indicador sobre o lábio inferior. 

- Pare de falar essas coisas, Jongdae já a respondeu, podemos mudar de assunto? 

Ouvi um risinho vindo de Jongdae e ele soltou um "Pode deixa ela falar, Suho, não me incomodo". Ele não estava incomodado, mas eu estava, ué! Jongdae estava mesmo se divertindo com aquilo?! 

Eu estava tentando impedir minha irmã de baixar o nível das perguntas, mas foi um esforço em vão, já que a mesma pareceu se sentir energizada com a resposta de Jongdae.  Tiffany abriu um sorriso largo antes de abrir a boca e fazer a pergunta que me deu uma vontade gigantesca de sair correndo dali. 

- Se meu irmão fosse uma garota? Vocês teriam algo? 

- Falei para não deixar ela continuar! - reprovei a figura de Jongdae, que agora estava com olhos levemente arregalados, mas não parecia tão abalado quanto eu esperava que ficasse. 

- É uma curiosidade, ué?! - retrucou ela, como se tivesse perguntando qual molho ele usou na pizza. 

- Sei bem qual é a sua curiosidade. - rebati. 

- Sabe, mesmo? - seus olhos se espremeram e um sorriso malandro se espalhou pelos seus lábios. Engoli em seco pela segunda vez naquele dia. 

- Não discutam por causa disso. - Jongdae interviu. Pelo canto do olho pude ver que ele havia acabado de bebericar uma boa quantidade de coca cola. Sinal que ele havia tentado ganhar tempo, conheço Jongdae o suficiente para conhecer tal hábito - E, respondendo sua pergunta, eu não sei, talvez?  

- Talvez? - acabei falando um pouco mais alto do que deveria. Não sabia muito bem o que pensar com essa resposta, pensei que ele fosse parar no "não sei". Para mim seria bem melhor se ele parasse no "não sei" ao invés de parar no "talvez". Talvez remete uma possibilidade incerta, talvez reforça o fato que Jongdae é a droga de um hétero que, só teria algo comigo se eu tivesse um par de peitos. Coisa que eu tinha uns minutos atrás, porém os peitos não eram meus, mas enfim, eram peitos. 

- Sim, talvez. - deu de ombros, reparei o quanto suas orelhas estavam vermelhas. Ele estava envergonhado, porém não aparentava estar. 

- Interessante. - Tiffany pegou seu garfo, o afundou no último quadradinho de pizza de seu prato e o enfiou na boca, deu umas três mastigadas antes de continuar - Uma amiga minha me fez a mesma pergunta que acabei de fazer para você há um tempo, sendo que, tal pergunta se referia a ela. Ela me perguntou "se eu fosse um garoto, você se atrairia por mim?" e eu respondi com um "sei lá". Umas semanas depois, ficamos. - sorriu ao acabar de mastigar. 

Senti minhas bochechas arderem terrivelmente e meu ar ficar preso na garganta. Nunca me acostumaria com o quão desinibida minha irmã podia ser. 

Minhas bochechas queimavam demais, sentia que estavam vermelhas que nem um tomate. Coisa que me fez levar ambas as palmas das mãos até elas e tapa-las. A quentura das maçãs de meu rosto era absurda. 

- Uau! Você gosta de aventuras. - Jongdae não pareceu nada abalado com a revelação lésbica de Tiffany, o máximo de surpresa que ele exibiu foi um leve arquear de sobrancelhas - Vocês deram certo? 

E o sorriso de Tiffany morreu. 

- Sinto muito. - Jongdae parecia arrependido de ter feito minha irmã ficar notavelmente murcha, coisa que me fez também me fez sentir culpado, já que uns minutos atrás planejava tacar coisas nela. 

- Não sinta. - um sorriso pequeno voltou aos seus lábios - Só queria dizer com isso que, nem sempre é o sexo oposto que irá o atrair, se bem que, no meu caso, ambos os sexos me atraem. - deu uma risada e seus olhos felinos se voltaram para mim - Suho, você está parecendo uma garotinha adorável, toda coradinha. 

- Vai se lascar, Tiffany! - rosnei, tirando as mãos das bochechas e virando a cara. 

- Você está dizendo que eu deveria tentar algo com seu irmão? - Jongdae retrucou com um sorrisinho de canto dançando em seus lábios.  

- O quê? - tossi nervoso, acabei por me engasgar com a própria saliva e comecei uma crise de tosse patética que não chamou muita atenção dos dois que pareciam ter entrado em um jogo. 

-  Eu não falei nada, você que está falando isso. - Tiffany era tão descarada que me doía, até se fingia de sonsa. A pessoa não vale nada mesmo, viu. 

- Você claramente sugeriu isso. - Jongdae deu uma risada nada nervosa, pareceu até descontraída demais para o meu gosto. Ele provavelmente achava tudo uma grande piada. Aquilo estava se tornando desconfortante.

- Vamos mudar de assunto. - tentei novamente, mas não deu em nada. O desgraçado do Jongdae não me respondeu, visto que encarava minha irmã, coisa que me permitiu o secar um pouquinho. Ele estava bonito, bonito até demais. Seu cabelo estava grandinho, Jongdae andava abusando muito do comma hair, coisa que eu adorava, afinal de contas, combinava bastante com ele. Não reparei muito em sua roupa antes, mas agora podia ver que ele usava jeans de lavagem escura e uma blusa azul marinho que Baekhyun havia dado para ele no natal passado. A frase "He's dreaming" se destacava na camisa em letras brancas. Azul marinho combinava com seu tom de pele. Combinava infernalmente com seu tom de pele.

Deixei com que meus olhos vagassem até os semelhantes de Jongdae, e estes ainda miravam Tiffany, bem, até ele se virar para mim de súbito e me pegar o encarando, senti meu coração vacilar algumas batidas. O olhar dele, por mais que tivesse uma pitada de divertido contido, havia um quê de intensidade que me causou calafrios. Jongdae estava estranho. 

- Sei o que está fazendo. - Jongdae começou, seu olhar voltando a figura intrigada de Tiffany. 

- Sabe? - indagou ela e ele confirmou com um "aham".

Observei ambos se encarando, seria algo cômico se não houvesse uma certa travessura no ar. A feição de minha irmã era de uma verdadeira demônia pervertida, parecia que esperava alguma coisa...

- Suho - senti Jongdae cutucar minha cintura duas vezes antes de eu voltar meus olhos para ele. Iria pedir para ele parar de me cutucar, até porque não gostava de ser cutucado, mas qualquer coisa que eu iria dizer foi jogada para o canto mais negro do meu cérebro quando senti lábios macios tocando nos meus em um selar singelo. Jongdae estava me beijando! Mas, em um piscar de olhos, já desgrudava a boca da minha, um pequeno estalo foi ouvido antes de nossos lábios se descolarem de vez. Me vi gritando internamente por bis, porém, mal me dei conta e este havia voltado a me encarar, agora com uma merda de sorrisinho no rosto.

Não sabia o que dizer, sentia-me zonzo, meu coração espancava meu peito e meus lábios formigavam. Senti minha boca se abrir e, consequentemente, meu queixo cair. Não acreditava no que tinha acabado de acontecer, só fui tirado do choque quando Tiffany deu um berro tardio e começou a bater palmas que nem a louca que era. 

- MEU SUCHEN!  

Encarava Jongdae querendo respostas que justificassem seu ato. Eu poderia amar muito ele e querer bastante que ele continuasse me beijando até eu perder a droga do ar, mas aquele beijo foi inesperado, ainda mas partindo dele. Seu olhar parecia me analisar e não me dá a resposta que eu tanto queria. 

-  Era isso que você queria, não é? - a pergunta poderia muito bem ser dirigida a mim e eu teria um treco ali mesmo, porém o mundo não é esse mar de rosas, visto que a pergunta foi direcionada a Tiffany.  

Nunca senti tanta vontade de bater em Jongdae quanto estava sentindo naquele momento.  

- Foi melhor do que eu queria! - ouvi Tiffany exclamar, antes de me levantar da cadeira, na qual estava sentado, cruzar os braços fortemente e lançar um olhar feroz para o Kim. 

- Você me usou para entreter minha irmã?  

Jongdae sorria, mas assim que ouviu minha indagação seu sorriso murchou. 

- Não, eu só estava...  

- Só estava sendo um palhaço! Olha, a pizza estava muito boa, mas agora vou embora. 

- Junmyeon, eu não estava te usando para entreter sua irmã, foi só um beijo entre amigos, não precisa ficar assim. - Jongdae se levantou e tentou pegar meu braço, não deixei. 

- Aham, sei. Até porque é bem comum a gente se beijar, ainda mais na frente da minha irmã. - ironizei.  

- Não entendo esse seu drama, não há nada demais nisso.  

- Nada demais?! - ri seco, se ele me desse um soco teria sido melhor - Tchau, Jongdae. 

- Junma, para com isso! - Tiffany se manifestou. 

- Você pode ficar se quiser, eu estou indo embora. - fui andando a passos duros até a segunda porta de saída daquela casa que, felizmente, se localizava na cozinha e, para minha sorte, estava destrancada, um giro da maçaneta me permitiu sair daquela casa. 

Ouvi Jongdae me gritando, mas não voltei atrás. Em algum momento ele deve ter se tocado que havia me magoado, já que seus gritos cessaram e ele não me seguiu. Sabia que estava fazendo um drama desgraçado, mas aquilo havia me magoado. Me beijar era "nada demais" para ele, eu era mesmo um idiota e Jongdae era um hétero de merda. 

- SUHO! Me espera! - ouvi a voz de Tiffany antes dela bater forte contra meu ombro - Por que saiu daquele jeito? 

- Você ainda me pergunta o por quê? É sério que não notou? 

Tiffany bufou. 

- Ele te beijou, você notou isso, não é?! 

- E ele tratou isso como algo comum. - cuspi, estava com um tantinho de raiva, admito. 

- Como ele deveria tratar, Suho? Não esperava que ele ficasse afetado após te beijar, né? Ainda mas eu estando lá. Ele te beijou, maninho. Sehun é muito amigo meu, mas nunca me beijou, nem quando estava na fase que adorava apertar seios.  

-  Não precisava ouvir isso. E uma coisa, a amizade dele com o Yixing é suspeita. - funguei. 

- Também acho. - mordiscou o lábio inferior em empolgação contida - Mas o assunto aqui não é Sehun e sim você e Jongdae. Vai por mim, você não foi usado. Aquilo pode ter sido uma brincadeira para ele ou pode ter sido algo que ele queria muito fazer e se aproveitou do momento. 

- Pare de me iludir, Tiffany, é sério. - estava cansado de construir e desconstruir um romance com Jongdae em minha cabeça, estava exausto disso. 

- Não estou o iludindo, estou falando sério. Você não viu como ele ficou depois que você saiu de lá. Ele ficou tão tristinho, coitado. Você foi duro com ele. 

- Estou sabendo, isso passa.  

- Que cruel, Suho! Você é um péssimo uke!  

- Para de me chamar de uke! Ai droga, ele claramente é hétero. 

- Aposto que ele não é. - Tiffany falou com uma convicção assustadora, tive que parar e olhar a face de quem está empolgada demais no seu próprio corpo e já está dando piti de viciada em shippar. 

- Tiffany, não começa com isso, é sério. - já estava cansado disso, queria ir para casa e escutar a minha playlist de músicas tristes enquanto desabo em lágrimas. 

- Não estou falando besteira, é questão de tempo até você descobri do que eu estou falando. - deu um pulinho empolgado - Essa discussãozinha de vocês pode muito bem ser o empurrão que vocês precisavam para o primeiro "Finalmente". 

- Qual seria o segundo "finalmente" ? - me arrependeria de ter perguntado, mas no momento estava tão na merda que ver Tiffany tão convicta sobre a sexualidade de Jongdae até que estava me entretendo um pouquinho. 

- Beijos e amassos. Terceiro: encontros trabalhados na diabetes e por último, mas não menos importante, sexo. Os quatro passos da felicidade! - seu sorriso era tão grande que chegava a me assustar. 

- Sua imaginação é muito fértil. - tive que dar risada com o bico que ela fez e em como ela murchou enquanto murmurava "Você é muito descrente, isso é chato". 

- Só irei esperar o momento, no qual você virá até mim, querendo dicas de como lidar com as tremedeiras nas pernas depois que Jongdae te pegar de jeito. - arregalei meus olhos com tamanha era a lascividade dela ao falar isso - Mas, mudando de assunto, porque sei bem que vocês dois não vão ficar brigadinhos por muito tempo, VOLTAMOS AOS NOSSOS CORPOS! - fez uma dancinha de comemoração na minha frente, tive que rir. 

- Isso ainda é surreal e, sinceramente, ainda não entendi o por quê da gente ter voltado naquele momento. - e realmente não entendia.  

Tiffany entrelaçou o braço com o meu e começou a caminhar e a me puxar para acompanha-la. 

- Deixa eu fazer você notar o óbvio, maninho. Você falou, resumidamente, sua visão sobre você e Jongdae e porque você acha que eu os shippo. E, sei bem que você seguiu meu conselho e observou melhor Jongdae, notou o jeito que ele olha para você? Como se você fosse o centro do universo? 

- Eu não acho que...

- Pare de tentar se enganar, eu sei que você notou!

- Ele me olha diferente, sim. E estava meio esquisito hoje, pode ser que, por alguns segundos, eu pensei ver algo nele.... - me interrompi. Afinal de contas, eu nem sequer admiti para mim mesmo, apenas taxei como estranho ou "só Jongdae sendo Jongdae". Quando, na verdade, poderia ser interpretado de outra forma. Jongdae realmente me olhava diferente, o olhar que ele lançava para Tiffany não era o mesmo que ele lançava para mim. Pude perceber isso enquanto estava no corpo dela, sentado na mesa da cozinha da casa dele. O olhar de Jongdae para Tiffany era amistoso e brincalhão, mas quando este retornava o olhar para minha casca ostentava um olhar cuidadoso e afetivo, afetivo até demais. Ele me amava, mas não sabia dizer de qual jeito. 

- Ver algo? - Tiffany estimulou. 

- Ver mais afeto do que eu esperava. Eu posso ter me iludido, ainda mas com a reação que ele teve depois que eu falei como eu me via com ele. A reação dele foi inesperada, ele hesitou muito, parecia que estava com mil e um pensamentos invadindo aquela cabecinha, isso pode ter me confundido por um momento e ter me feito acreditar em algo que só é real na minha cabeça. - abri um sorriso de canto, bem esganado por sinal.

- Suho, não seja duro consigo mesmo. Você quebrou a macumba da avó do Luhan, você acreditou no amor dele por você. E você sabe que o corpo não costuma mentir, né? A boca pode falar não, mas os olhos e as demais partes podem falar sim. As reações corporais devem ser levadas muito em conta nesse caso, lembre-se sempre disso.

- Levei até demais e acabei caindo na minha própria ilusão. 

- Pare de ser negativo, oh saco! Jongdae o beijou quando eu nem sequer mencionei beijo. Tudo bem que eu estava fazendo joguinho com vocês e ele aceitou jogar, mas ele optou ir por aquele caminho sem eu sequer propor tal coisa. Bem, irei esperar ansiosamente a conclusão disso. - sorriu largamente - Estamos de volta aos nossos corpos e nada irá me impedir de os ver juntos, se o bunda mole do Jongdae não agir eu o farei agir. 

- Tiffany, pelamor! Deixa de ser atacada! 

- Meu amor, você não me viu atacada ainda. - seu sorriso se tornou convencido - Como foi sentir a boquinha dele na sua?  

- Tiffany! - a reprovei, a sensação de sentir os lábios de Jongdae nos meus foi incrível, tudo bem que fui pego desprevenido (quando eu não era, aliás?! Parecia que todos gostavam de roubar beijos meus), mas não deu nem tempo de sentir as famosas borboletas no estômago e muito menos de sentir que está flutuando ou qualquer viadagem desse gênero. Uma hora ele estava com os lábios nos meus e em outra estava me encarando com aquele sorriso demoniado dele, mas nada disso minha irmã precisava saber, não é mesmo?! 

- Aish, quero saber, ué! Como foi perder o bv com Jongdae? 

- Eu não perdi o bv com ele! - me exaltei. 

- Então perdeu com quem? - e ela não perdia uma. 

- Aish, não te interessa! 

- E o "Não te interessa" beijava bem? Entre o "Não te interessa" e a bitoca do Jongdae, qual o marcou mais? 

- Você é impossível! 

- Não, meu amor, eu sou a Kim Possible.

- Suas piadas estão piorando. - comentei, não controlando que um riso ou outro escapasse. 

- Se fossem tão ruins, você não estaria rindo. - jogou o cabelo para um dos lados - Ai como senti falta de tacar cabelo! - e falando isso, tacou ainda mais as madeixas, mas logo contorceu a face - Mas não senti nenhuma falta dos meus ovários. - fez bico e resmungou baixinho antes de me lançar um olhar digno do gato do Shrek - Vamos voltar a trocar de corpos? Só para eu ter um pintinho no meio das pernas mais um pouquinho e.... 

- Vai sonhando!  

..... 

Acabei por ser arrastado para o restaurante da avó do Luhan, tudo porque falei que havia tirado uma com a cara de Sehun antes de sair de casa e, tal tirada com a cara dele, havia o nome do Luhan no meio e não deu outra, Tiffany quis ir até o chinês.

Passava um pouco das sete da noite quando adentramos o restaurante e avistamos Luhan transitando entre as mesas com uma bandeja vazia nas mãos. Tiffany logo foi até ele, o que assustou o chinês, que deu uns passinhos para trás devido ao sobressalto.

- Vocês. - Luhan abriu um sorrisinho simpático enquanto ia até o balcão com Tiffany ao seu alcance sorrindo que nem uma maníaca. Se eu fosse ele, faria a bandeja de escudo.

Me aproximei deles e cumprimentei Luhan, que me deu um aceno de cabeça e franziu o cenho, provavelmente indagava o porquê de estarmos ali, porém este não precisou pensar muito, visto que Tiffany logo se pronunciou:

- Voltamos aos nossos corpos! - falou em tom baixo o suficiente só para nós dois a ouvirmos. 

Luhan arregalou os olhos e logo pós a bandeja em cima do balcão, falou algo em um mandarim bem ligeiro para uma mocinha atrás do balcão e sinalizou para uma mesa próxima, na qual logo nos sentamos. 

- Isso foi realmente rápido, o último casal que voltou aos próprios corpos demorou uns três meses. - Luhan fez careta - Tive que ouvir tanto. - bufou demoradamente, devia ser duro ter uma avó macumbeira, nada contra quem têm, mas imagina ter que lidar com casais frustrados com o próprio relacionamento com os corpos trocados?

- Você queimou o estoque de biscoitos batizados da sua avó? - indaguei. 

- Me livrei de cada um deles. Mas, em troca, tive que fazer massagem nos pés dela. Digamos que não foi algo muito agradável. - fez um biquinho adorável, realmente Luhan era um rapaz bem bonito e fofinho, podia ver porque Sehun se encantou tanto por ele - Mas me digam, como vocês voltaram? 

- Meu maninho se declarou indiretamente, notou algumas coisinhas óbvias e BUM trocamos de corpos. Foi louco, a sensação é esquisita, por alguns momentos senti que havia ficado surda. 

- É um dos efeitos colaterais.  

- Você já trocou de corpo com alguém, lulu? - Tiffany quando achava que tinha intimidade com alguém era triste.

Luhan deu um riso sem graça e coçou a nuca. 

- Não, é que sou xingado o suficiente para chegar a conclusão que esse é um efeito colateral comum. 

- Sua avó nunca foi denunciada por magia negra ou algo assim? - a curiosidade de minha irmã se manifestou.

- Tiffany, pelamor! -  a reprovei ao som do riso alto de Luhan. 

- Ela já foi até acusada de bruxaria, mas nenhum casal a denunciou, muitos alegam terem medo do que minha avó pode fazer com eles. Esse negócio de praga de bruxa, sabe. 

- Nossa, no halloween sua avó deve fazer sucesso!

- Hmm, a gente não comemora halloween. - Luhan pareceu sem graça. 

- Não seja por isso, amorzinho, esse ano quero que você passe o halloween com a gente. Halloween comigo é um máximo!  - Tiffany falou toda empolgada.

- Desculpe pela extrema falta de vergonha na cara da minha irmã, ela realmente é assim com todos que ela conhece... - e lá estava Tiffany me interrompendo colocando o indicador sobre meus lábios.

- Pera lá, todos que ela conhece e gosta, essa seria a frase certa. Quando eu não vou com a cara de alguém, coitada dessa pessoa.

- Creio que você seja o tipo de pessoa que pode ser classificada como "Melhor e pior pessoa". - Luhan brincou, fazendo uns biquinhos bem fofinhos enquanto falava, seu coreano era engraçadinho, mas dava para entender perfeitamente cada palavra. 

Tiffany abriu seu melhor sorriso, aqueles que exibiam bem sua arcada dentária. 

- Por isso que eu gosto de você! Olha que pessoa maravilhosa você é! - admirou o chinês, que percebi que ficou sem graça, mas, olha só, não corou nenhum pouquinho - Quero fazer um convite e não aceito que você o recuse.  

- Tentarei não recusa-lo. - Luhan abriu um sorrisinho contido, coisa que fez umas ruguinhas aparecerem no canto de seus olhos.

- Você ir até minha casa e fazer companhia a um adorável rapaz que anda bem tristinho esses dias.  

Luhan arqueou sutilmente uma das sobrancelhas.

- Seria, Sehun? Ele me ajudou bastante em um evento de caridade, mas sumiu do nada. Nem consegui pegar o número dele nem nada. 

- Ele mesmo, boatos que ele ficou meio emburradinho por causa de um tal de Xiumin. 

- Tiffany! - sabia que não deveria ter contado sobre o ciúme que Sehun sentia do suposto amigo de Luhan. 

- Emburrado? - Luhan franziu o cenho, parecia confuso.

- Ciúme bobo, você deve não deu atenção o suficiente para ele, Sehun é bem carente de atenção, sabe. - Tiffany gostava mesmo de expor o garoto, dava até pena.

- Não era minha intenção, mas, enfim. Eu aceito ir, queria agradecê-lo por ter me ajudado e tudo mais. Só vou me trocar e nós vamos, ok? - Luhan fez um sinal de joinha com a mão e Tiffany o imitou, toda sorridente, antes do chinês nos dar as costas e ir correndo até os fundos do restaurante. 

- Eu adoro o Luhan! 

- Ele é bem fofinho. 

- Serei a futura sogra dele! - deu uns pulinhos sobre a cadeira.

- Olha as coisas que você fala, pelamor de Deus!

- Ué, Sehun é meu filhote. 

- Não faz a doida. 

- Não subestime meus instintos maternos! - Tiffany fez careta antes de me dar um peteleco no nariz, no qual eu protestei - Menino mal, tem que ficar um tempo com o Luhan para jogar fora esse seu lado azedinho.

- Lado azedinho? - tive que rir com essa - Tiffany, eu me passei por você nesses últimos dias. 

- E estou bem orgulhosa disso, você me representou muito bem. Como recompensa, eu não irei cozinhar para você hoje. 

- Tiffany, você não cozinha para mim. 

- Por isso mesmo, continuarei a nem tentar cozinhar para você, acredite, estou poupando seu estômago de ter que engolir minhas gororobas. Mas bem, se você quiser miojo, até vai. 

- Eu passo. - tinha que admitir que gostava desse lado descontraído de Tiffany, parecia que ao lado dela não havia tempo ruim. Mas eu sabia que só parecia, minha irmã possuia a cruz dela e assuntos que não gostava de falar. Vê-la toda sorridente e sem está me provocando era uma visão bonita.

....

Alguns poucos minutos se passaram até que Luhan voltou ao nosso ponto de visão e Tiffany soltou um assovio demorado quando o chinês veio até nós todo produzido. 

- Você está muito gato, nossa olha suas coxas! Quem me dera ter coxas assim, nossa deve ser uma delícia de apertar. - Tiffany enfiou um dedo no passador de cinto da calça jeans de Luhan e ficou o puxando infantilmente, o chinês riu com os comentários descabidos dela.

- Lay tinha razão ao falar que você é engraçada. 

- Seu amigo é muito sábio, outro amorzinho também, se ele tivesse aqui o arrastava para minha casa também. 

- Lay está na casa dos avós. Esta havendo uma janta de família, parece que uns primos do Lay vão levar um porco para matarem no quintal. - Luhan fez careta. 

- Misericórdia. - o que havia de tão divertido em sacrificar um porco? Ai minha nossa, essas horas que eu me perguntava o por quê de eu não ser vegetariano. 

- Coitado do porquinho. - Tiffany muxoxou. 

- Isso irá render história amanhã, todas as reuniões de família de Lay rendem histórias boas. - Luhan retrucou - Mas bem, podemos ir? 

- Mas é claro, temos que comemorar que eu e meu irmãozinho voltamos aos nossos corpos e, de quebra, fazer Sehun parar de ouvir Lana Del Rey.

 

No caminho, Tiffany parou no mercado e comprou uma quantidade absurda de doces, biscoitos, refrigerantes e uma ou outra bebida alcoólica no meu cartão, que eu nem sequer sabia que ela havia enfiado na minha carteira. Geralmente, não ando com meu cartão por ai, só o coloco dentro da minha carteira quando tenho certeza que vou usá-lo. 

Minha irmã acabou por sair do mercado sem uma única sacola na mão, visto que tinha eu e Luhan para carregamos as compras enquanto a dondoca desfilava na nossa frente. 

- Opa, tem loja de bubble tea bem ali! Vou levar um para meu bebê. - Tiffany apontou para uma lojinha de cores alegres com letras enormes escrita Bubble Tea. 

- Hum, compre um para mim também? Depois eu te pago. - Luhan falou meio acanhado.

- Qual sabor ?  

- Pode ser chocolate. - Luhan deu de ombros. 

- O favorito do Sehun, interessante. - Tiffany falou com a voz carregada de malícia antes de se afastar de nós e ir saltitando até a loja. 

Eu e Luhan fomos nos escorar em uma loja que já havia fechado, já que as sacolas que carregávamos estavam realmente pesadas. 

- Desculpe por qualquer coisa que minha irmã disse, esse é o jeito dela de ser. - queria deixar isso cristalino. 

Luhan soprou a franja para longe dos olhos e me encarou com os olhos sorridentes.

- Percebi isso e não se preocupe, estou de boa. Ela é divertida, admiro bastante pessoas que tem esse tipo de espontaneidade que ela têm. Queria ter um pouquinho disso, sabe. - encarou os próprios pés. 

- Ser tão abusado quanto ela? - estava confuso. 

- Não, não. - riu de leve - Apenas falar sem se importar de soar inconveniente, às vezes isso é bom.  

- É realmente bom. Tive um pouco disso enquanto estive no corpo dela. - era engraçado falar isso abertamente depois do ocorrido, como se fosse algo natural de acontecer. Tive que rir com o quão normal soou a frase. 

- Imagino que sim. No final das contas, vejo que vocês aprenderam algo um com outro, nem que seja mínimo. 

- Ah, aprendemos sim. - e de fato tínhamos aprendido bastante coisas um com outro. Ainda continuávamos opostos e provocativos um com o outro, porém notava que nossa relação até que havia se tornado mais agradável sem segredos nos separando. Podia viver a reclamar da postura dela, porém eu a amava com todo meu coração e seria capaz de fazer coisas absurdas por ela, assim como julgo que ela seria capaz de fazer coisas mais absurdas ainda por mim.  

E foi em meio aos meus pensamentos em Tiffany que meu celular tocou, com um toque qualquer que já vinha no aparelho que escolhi aleatoriamente por ser o toque mais alto do celular, tenho preguiça de colocar alguma música como toque, fazer o quê?!

Peguei o aparelho do bolso e logo vi quem estava me ligando, senti um estranho frio na barriga.

- Pode me dar um minutinho? - perguntei a Luhan que apenas assentiu e, com isso, me afastei dele e fui andando em direção a um carrinho de sorvetes, o que me fez me lembrar ainda mais de quem estava a me ligar. 

Com apenas um deslizar de dedos na tela do celular atendi a ligação e logo ouvi a voz dele. 

- Suho-ah, me desculpe. Eu fui um idiota.  

Acabei deixando com que um sorriso besta despontasse de meus lábios, eu era pateticamente apaixonado por aquela criatura. Quando estamos apaixonados a tendência é ficarmos 200% mais bobocas do que o normal. 

- Por ser idiota hoje ou por ser sempre? 

- Aish, Junmyeon! - seu tom de voz pareceu contrariado - Você sabe o que eu quis dizer, me desculpa? 

Fiz uma pausa dramática, até porque dramaticidade era comigo mesmo e eu meio que gostava de deixar Jongdae irritadinho vez ou outra. Estava mas do que na cara que eu iria perdoá-lo, não consigo ficar brigado com Jongdae por muito tempo, aliás, não consigo ficar brigado com ninguém por muito tempo, sempre acabo sendo o primeiro a dar o braço a torcer e admitir todos os pontos no qual eu errei e tentar uma reconciliação. Faria isso com Jongdae se já estivesse em casa, sem o risco de Tiffany ficar no meu calcanhar dando palpites em meu pedido de desculpas. Mas, como Jongdae se manifestou primeiro, por que não judiar dele um pouquinho? 

- Por que você está se desculpando exatamente? - eu iria fazê-lo falar do beijo? Ah, eu iria fazê-lo falar do beijo! O meu breve período no corpo de Tiffany me fez perceber que, ser um pouquinho cara de pau não mata ninguém. 

- Por ter o beijado? - soou como uma pergunta, mas relevei - Você não gostou daquilo, eu percebi. - sua voz soou consideravelmente mais baixa. 

Soltei um suspiro baixo. Inferno, eu queria que aquilo se repetisse, muitas e muitas vezes. Coisa que me fez perguntar algo que o antigo Suho dificilmente teria sequer coragem de pensar em perguntar para Jongdae. 

-  Não me incomodei com o beijo, não se culpe por isso, mas...Por que me beijou?  

Silêncio e um som de uma cadeira sendo puxada. 

- Sei lá. - respondeu por fim, dando um risinho ao final. 

- Quem sabe o "Sei lá" pode virar nosso sempre? - para minha defesa, só queria descontrair o clima. 

- Você está debochando de mim? - Jongdae parecia surpreso, quase conseguia ver sua face ficando com a expressão espantada que eu achava uma graça. 

- As probabilidades do deboche são altas. - retruquei por fim. 

Ouvi a risada engraçadinha dele ao fundo. 

- Vejo que está passando bastante tempo com Tiffany. 

Você não imagina o quanto. 

- Pode-se dizer que sim. 

Mais uns risinhos fofos de Jongdae repercutiram no telefone até que caímos em um silêncio desconfortável. Estava pensando em algo tosco para falar, mas meus pensamentos sempre voltavam ao "Sei lá". Por que as respostas dele para as questões que eu mais queria uma justificativa decente eram sempre vagas? Dava vontade de socá-lo, e olha que não sou a favor da violência, mas uns cascudos no seu melhor amigo/amor platônico, nunca é demais. 

- Junma - sua voz soou estranhamente hesitante, isso era bem raro de se acontecer - Posso falar uma coisa? Se eu não falar irei enlouquecer.

- Pode sim. - soltei um riso nervoso - Fala que eu te escuto - poderia evitar a tentativa falha de ser engraçadinho, mas eu estava nervoso, portanto, não me recriminei tanto.

- Eu gostei de te beijar.

 

 


Notas Finais


Posso soltar os fogos de artíficio ????

Até a próxima, beijinhos de luz <3


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