História Maldito Pocky! - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hetalia: Axis Powers
Personagens China, Japão
Exibições 42
Palavras 1.202
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Essa fanfic também está sendo postada também na minha conta do Nyah!
Boa leitura, pessoas

Capítulo 1 - One - Shot


Estava um dia chuvoso e frio. Eu estava na varanda de casa apreciando a chuva cair; o clima estava sereno como gostava. Não tão sereno, se não fosse por um, certo Yao Wang. 
  Eu não sabia oque ele estava fazendo. Yao tinha ganhado férias de seu chefe e resolveu passar um tempo comigo, seu “adorável irmãozinho” sem me avisar. 
  Era o primeiro dia que estava ali e já tinha planejado várias coisas, como: “Nós temos que ir na, Rainbow Bridge*!”, “Você precisa me levar ao Monte Fuji*!”, “Quero visitar Shibuya*!”, entre vários outros. Estava muito desanimado para ir a todos esses lugares, mas dei graças aos Deuses da Fortuna* por chover, o que o deixou  muito aborrecido.

Amanhã nós poderíamos ir. Duvido que esteja chovendo igual hoje, eu disse. Na realidade eu não queria ir de jeito nenhum. Poderíamos fazer qualquer coisa, mas dentro de casa. Estava pensando o que fazer para o jantar quando ouvi Yao me chamar, vindo até onde estava e se sentando ao meu lado.
  — Hey, Kiku! Oque é isso? — levantou uma caixinha vermelha com os dizeres em branco “Pocky”.
  — Onde você achou isso? — perguntei.
 — Estava procurando algo para comer, ai eu achei tipo, vários desses no armário — riu. — É gostoso?

Não respondi. Tentei tirar o pocky das mãos do chinês, mas esse levantou a mão com a caixinha impedindo que eu a agarre.
— Ei! Por que essa agressividade, aru? — perguntou tentando não rir. Pude ver que ele estava achando engraçado.
  Parei me dando conta do que estava fazendo, se eu forçasse mais para pegar a caixinha, cairia em cima de Yao. Sentei-me novamente, tentando esquecer o que ocorreu.
  — Isso se chama pocky, como você pode ler aí. É feito de biscoito e chocolate, também podendo ter outros sabores.
Yao me olhou querendo saber mais, o que me deixou um pouco irritado. 
  — Há uma brincadeira chamada pocky game — expliquei —, você pega um ponta do pocky e coloca na boca, a outra ponta vai à boca de seu parceiro. As duas pessoas vão comendo até... Até... — estava indeciso se falava ou não.
  — Até? — Yao também se sentou para ouvir a explicação. — Ah, Kiku, fala logo , aru!
  — Até seus lábios se tocarem! — disse rapidamente. — quem quebrar o pocky primeiro perde — completei.
   Ele fitava a caixinha.
  — Poxa, Honda. Não sabia que tinha brincadeiras tão pervertidas no seu país, aru.
  — O que? — pude sentir que já estava vermelho feito um rubi. O fitei indignado, tudo bem que alguns dos animes de romance do meu país mostrem essa brincadeira, uns que sejam até hentai, mas não eu não tenho nada a ver com isso. — Não pense assim. Eu tenho vários desse porque é gostoso comer. 
— Você sabe que estou brincando, aru. Então vamos jogar? Três rodadas.
— Jogar?
  Yao já colocava um na boca. Se eu tivesse falado que eram apenas canudinhos de chocolate, pensei me remoendo. 
Com relutância pus na boca a ponta que estava livre. Senti o rosto queimar e as mãos soarem. Então começou. Cada um mordia devagar, apreciando o sabor do chocolate, chegando mais perto os rostos. De repente o pocky se partiu.
  — Perdi, acabou a brincadeira, fim — disse no meu tom sério, tentando ocultar o tom de “pois é, finalmente”.
 — Um ponto para mim, são três rodadas, tem mais — mal me deu ouvidos; pegou outro. — E vê se para de tremer, se partiu por sua causa, aru.
  E fomos para a segunda tentativa. Vi que estava tremendo mesmo. Abri os olhos (estava com olhos totalmente fechados para evitar encarar Yao), ele estava me encarando também. Fechei os olhos novamente. Tentava evitar pensar nos olhos caramelados dele. Pude perceber que o pocky estava ficando mais curto. Comecei a sentir a respiração de Yao sobre meu rosto. O pocky se quebrou novamente.
  — Me desculpe Kiku. Fui eu desta vez — abri os olhos e encontrei Yao com o rosto vermelho.
  Tentei ignorar. 
  — Bem, então estamos empatados — disse sério. Queria terminar aquilo logo  senão, começaria a ter um sangramento nasal.
E fomos tentar pela terceira vez. Dessa vez, não fechei os olhos, tendo que encarar Yao. O pocky estava começando a ficara curto. Fizemos uma pausa, um analisando o outro, calculando o que o outro faria.
  — Não vai morder? — Yao me perguntou.
  Mordi uma lasquinha do pocky. Yao também. Senti minha respiração e a dele começar a ficar pesada. Eu não via a hora de quebrar aquilo de novo. O jogo parecia não acabar, tinha que ter um fim. Ou nós selávamos nossos lábios ou simplesmente quebrava o pocky. Mas, eu poderia ter recusado o jogo, quando Yao sugeriu. Pensando bem, não sei por que eu aceitei ter participado. Eu sempre admirei um pouco o chinês, mas, não sei se essa admiração era por ser quem ele era ou por gostar mesmo dele. Não gostar como irmão, outra coisa a mais, talvez?
  Raios livrem — por favor — meus pensamentos fudanshis*. Será que andar vendo um pouco de yaoi afetou minha mente? Eu não era assim. Mas o fato de lembrar por tudo que passamos principalmente as guerras, as quais eu tentava esquecer, me fizera perceber que não era impossível eu o amar. 

Seria tão difícil assumir que sinto isso por ele? Comecei a tossir constantemente com o pensamento.
— Kiku está tudo bem? — ele tirou o pocky da boca. Seu tom tinha um misto de preocupação.
— Sim, foi só uma tosse qualquer. Vamos continuar — falei sério.
A ocasião não parecia favorável, agora que descobri o que realmente estava sentindo, não parecia o momento certo para me declarar. Tinha algo ainda que eu temesse o sentimento de rejeição. Acho que me trancar no quarto e esperar uns cem anos seja certo, porque Yao não sabia o que era o pocky, então digamos que ele tenha pensado que seria divertido jogar o Pocky Game apenas por jogar. Senti leves toques na minha barriga. Estremeci.
— Pa-fa... Com isso! — tentei falar. Percebi que Yao estava fazendo cócegas em mim.
— Mas, se... Não... O jogo não acaba — parece que virou uma prova de resistência. 
Era só quebrar, apenas quebrar. Mas eu não conseguia. 
— Chega — Yao disse, ele tirou o pedacinho de pocky que agora media uns quatro centímetros. 
  Ele segurou meu rosto e puxou-me para um beijo, quente e caloroso.  E eu correspondi. Era minha primeira vez, então estava meio sem jeito, mas acho que ele previu isso e fomos com mais calma — onde aquele chinês aprendeu a beijar assim? Segurei suas mãos que ainda tocavam meu rosto e aprofundou o beijo; eu podia jurar que ia desmaiar assim que sua língua tocou a minha.  A única coisa que eu necessitava era de ar. Depois de alguns segundos nos separamos, Yao me abraçou e não disse nada, continuou a acariciar meus cabelos. Depois, pegou a caixinha de pocky que estava no chão e saiu correndo, me deixando sozinho ali. 

Levei as mãos aos lábios, assimilei o que acabou de ocorrer. Estava um pouco feliz de saber que o sentimento era recíproco, porém saber que Yao viu a chance perfeita para me beijar me deixava intrigado, eu tinha muitas duvidas.

Levantei e fui atrás dele, provavelmente meu rosto estava mais corado que o normal (os tomates de Antônio deviam estar com muita inveja de mim).

— Maldito pocky! — murmurei sorrindo.


Notas Finais


Eu custei achar fanfics desses dois, são muito poucas, não tem quase nenhuma.
Ai vai o dicionário-chan:
Rainbow Bridge: é uma ponte pênsil que atravessa o norte da Baía de Tóquio, no Japão, cruzando o cais Shibaura, na Baía de Tóquio até Odaiba, Minato-ku
Monte Fuji: é a mais alta montanha da ilha de Honshu e de todo o arquipélago japonês. É um vulcão ativo, porém de baixo risco de erupção.
Shibuya: é um dos 23 bairros de Tóquio, no Japão. Foi marcado pela morte de Hachiko, em 8 de março de 1935.
Deuses da Fortuna: são os 7 deuses da sorte e da fortuna e precursores de conhecimento, riqueza, saúde, prosperidade, etc. Fazem parte da Mitologia Japonesa.
Fudanshi: garotos que assistem yaoi e yuri.
É isso pessoas
bye,bye!


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