História Maldito Seja Esse Amor! - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Fugaku Uchiha, Hashirama Senju, Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Karin, Kiba Inuzuka, Madara Uchiha, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Hashimada, hashirama, Hentai, Hinata, Itachi Uchiha, Itahina, Kibaxhinata, Lemon, Madanaru, Madara, Narusasu, Naruto, Sasuke, Sasunaru, Sasusaku, Universo Alternativo, Yaoi
Exibições 269
Palavras 4.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Wooohul!
Olha quem tá de volta? Sim, isso mesmo! Euzinha aqui!
Olha, antes de me atirarem tijolos, eu gostaria de dizer duas coisas.

1º Por favor, alguém me diz que não sou a única anta que já derramou Nescau no próprio computador, e acabou estragando ele bonito.
Sim mariposinhas. Eu, em toda minha glória, acabei derramando Nescau no meu computador e quase fui a óbito ~bem que eu gostaria hum... ( ͡° ͜ʖ ͡°) ~
Enfim, o que quero dizer com isso, é que eu como estraguei meu computador, estava só pelo celular. E quem já tentou escrever pelo celular sabe que é terrível. Então por isso a demora dessa vez. Contudo, eu consegui roubar o computar de um amigo aê, e vim escrever esse capítulo para vocês. Que na verdade já estava quase todo pronto no meu caderno. Tinha escrito ele no tempo que fiquei sem meu amado not, para que quando conseguisse enfim um, já estar com quase todo ele feito para vocês.

2º Coisa: Eu queria dizer que agradeço muito quem não desistiu de mim, mesmo com minhas demoras. Relevem ai, sou lerda mesmo. E aproveitar e falar também que estou MUITO feliz por que uma leitora no Nyah! recomendou a one-shot que antecede essa fic, para duas cosplayers que fazem vídeos SasuNarusSasu.
Cara, ver elas lendo a fanfic no vídeo, como Naruto e Sasuke, foi muito engraçado.
Pra quem estiver interessado, link da pagina nas notas finais.
Boa leitura seu lindos! E agradeço quem veio me cobrar pela demora, pois mostra que vocês se importam. Isso me deixa mais feliz ainda. To passando mal de tanta felicidade.

Capítulo 19 - São muitos problemas.


Maldito Seja Esse Amor!

19 - São muitos problemas.

 

Eles não queriam que eu saísse sozinho, que pegasse o carro e dirigisse para sabe se lá a onde. Tentaram me convencer a aceitar uma carona, alegando que seria mais seguro não só para mim como para outras pessoas também. Mas que não queria carona nem uma, não queria a companhia de ninguém naquele momento. Então recusei várias vezes, e quando consegui que se distraíssem um pouco, fugi em direção ao meu carro, e dei partida. Deixando-os para trás, pedindo para que eu repensasse.

Mas eu não estava bêbado, estava em sã consciência, então não era perigo algum no transito. Tentei argumentar com isso antes, mas ainda sim eles disseram que não estava tão bem quanto desejava aparentar. Falaram-me algo sobre eu estar distraído, e notei que a palavra “distraído” fora usada apenas para substituir a palavra arrasado. Eles queriam ser gentis, não esfregar em minha própria cara a verdade. Mas de nada adiantou, eu sabia muito bem como estava. Estava caótico.

Tudo dentro de mim era um caos nesse momento, uma bagunça sem fim de destroços pontiagudos e dolorosos. Eu me sentia mal antes, já não estava me sentindo muito bem comigo mesmo há um tempo, mas nada se comparava a como eu me sentia agora. Simplesmente um lixo.  Eu me sentia uma droga, algo que não merece nem se quer respeito. Estava me sentindo completamente destruído. Tinha raiva de mim mesmo, raiva das minhas escolhas, minhas atitudes, raiva do que fiz.

E tudo o que me restava agora, era ficar revivendo aquele momento na minha cabeça, sozinho de preferencia. Não queria nenhum deles aqui comigo agora, embora fossem meus amigos e eu soubesse que estariam lá caso eu precisasse. Ainda sim, eu não podia suportar olhar para eles agora, pois tinha medo do que encontraria. Eles me olhariam da mesma forma que Sasuke me olhou? Será que eles estariam decepcionados comigo também?

E Sasuke? Como ele estaria agora? O que estaria pensando? Provavelmente me odiava mais do que nunca. Provavelmente ele nunca mais vai olhar na minha cara. E como eu olharia na dele? A lembrança do modo como ele me olhou antes, mais cedo, do tom de sua voz ao se dirigir a mim. Da maneira como parecia transtornado... Eu simplesmente não tinha coragem para encara-lo, muito menos vontade. Só queria cavar um buraco bem fundo na terra, e nunca mais sair dele. Eu era uma vergonha mesmo.

Contudo, ainda que quisesse ficar sozinho para que ninguém visse a desgraça que estava meus sentimentos agora, também não queria estar completamente só. Era contraditório, mas por um lado, a ideia de ficar sozinho, era aterrorizante. Não queria fica remoendo meus pensamentos para sempre, sem ninguém do meu lado. Talvez tivesse medo, por que eu tinha definitivamente perdido alguém importante da minha vida.

Até então eu achava que meus problemas eram enormes, e desejava mais do que tudo fugir deles. No entanto eles não eram nada comparados a isso. Eram tão simples e banais, que eu me sentia envergonhado só de pensar em como me desesperava por causa deles. Sem saber que na verdade era apenas a pontinha o iceberg.

E por causa disso, eu queria muito que tivesse alguém aqui que pudesse apenas me acolher e dizer que ficaria tudo bem, mesmo que eu soubesse que não era verdade. Então pensei em dirigir ate a casa de Hina, por que sabia que ela estaria lá para mim caso eu precisasse. Mas só depois me ocorreu a ideia de que talvez ela estivesse com Kiba. Ou talvez estivesse dormindo em sua cama agora, feliz pelo encontro que tinha tido com ele. E eu não desejava chegar lá e afunda-la nos meus problemas mais do que eu já vinha fazendo há muito tempo. Não queria acabar com a noite incrível que ela tinha, despejando todas minhas angustias sobre seus ombros. E esperando que ela desse um jeito de me reconfortar. Não podia mais fazer esse tipo de coisa com ela. Não depois de tudo que Hinata fez por mim.

Então quando percebi, já estava parado em frente à casa de meus pais, fitando as luzes apagadas lá de dentro. Indicando que eles já estavam dormindo. O que não deveria ser novidade, era provavelmente três e meia da manhã. Todos já estavam dormindo a essa hora. Será... será que eu estava sendo tão egoísta então? Seria muito egoísta da minha parte acorda-los, para que cuidassem do meu coração ferido?

Eu já não era mais uma criancinha, então eles não tinha mais a obrigação de acordar no meio da noite para cuidar de mim. Mesmo que fossem meus pais, eles não precisavam fazer isso, eu já era um homem feito. Tinha que lidar com meus próprios problemas sozinho. Todavia, eu queria tanto... Tanto que quando vi, já estava adentrando a casa. Utilizando da chave que eles me deram há muito tempo, e rumando escada a cima. Em direção ao quarto deles, com lagrimas grossas escorrendo pelo meu rosto. Molhando minhas bochechas que já tinham lagrimas secas ali.

Silenciosamente, levei à mão a maçaneta da porta e abri uma pequena frecha, apenas para ver se eu não estava sendo tão importuno assim. Logo meus olhos captaram o casal deitado na cama, parecendo tão serenos, da mesma forma que sempre eram quando estavam acordados. No entanto, claro, minha mãe parecia mais calma do que eram quando estava acordada.

Pensei mais uma vez se não era melhor deixa-los dormir. Ir embora seria o certo a se fazer, e eu estava pensando seriamente em o faze-lo quando a ruiva puxou o ar com força. Gritando logo em seguida, enquanto sentava-se na cama de supetão. Acordando meu pai, que abriu os olhos apavorado com o grito da mulher. E ficando mais ainda ao me notar parado ali. Droga, eu faço tudo errado mesmo! Como se já não bastasse o que aconteceu mais cedo, ainda quase matava meus pais do coração.

Tentando acalma-los, antes que eu levasse uma surra do meu pai por me confundirem com sei lá o que tenha invadido a casa deles, estendi a mão e ascendi o interruptor. Logo fechando meus olhos pela violência da luz contra eles, e depois os abrindo de novo. Vendo o olhar assustado de meus pais tornarem-se preocupados à medida que eles percebiam que era eu que estava ali. Com o lábio inchado e levemente cortado, provavelmente tendo a região em sua volta avermelhada ou ate mesmo roxa. Com lagrimas escorrendo de meus olhos de modo compulsivo, enquanto eu me desfazia mais ainda.

 

Sete horas antes...

 

-Devia tentar se animar um pouquinho. - Hinata sorriu gentilmente, enquanto as mãos trabalhavam sem pressa para fazer o nó da gravata em mim. Eu estava tão perturbado, com a cabeça rodado tão loucamente, que não conseguia nem se quer fazer a porcaria do nó sozinho. Por sorte, sempre havia a Hina por perto, se disponibilizando para me ajudar em qualquer situação.

-Eu juro que estou me esforçando para isso. - resmunguei assim que ela terminou, indo me olhar diante do espelho. O blazer tinha o caimento perfeito, e havia sido passado a pouco pela Hyuuga. Os meus cabelos loiros estava penteados e arrumados adequadamente para trás, ao invés de revoltos e espetado para todos os lados como era de costume. A camisa branca bem passada estava limpa e impecável, os sapatos brilhavam de tão polidos e tudo estava perfeito. Exceto claro, minha cara de desanimo.

Eu me sentia mais cansado do que nunca, e não era aquele cansaço físico que te assola quando você faz muito exercício ou passa um dia inteiro trabalhado compenetrado. Era mais aquele cansaço mental, onde minha maior vontade era retirar toda aquela roupa que parecia me sufocar, e voltar correndo para o quarto. Atirar-me na cama e só levantar quando eu bem entendesse. Não é novidade que minha situação com o Sasuke estava mais do que desgastante, e isso estava tão repetitivo que chegava a me enjoar.

Sempre brigando, sempre tendo que resolver alguma confusão. Sempre me desiludindo ou fazendo besteira, sempre me arrependendo ou desejando voltar no tempo. Sempre me condenando por querê-lo, ao mesmo tempo em que sabia que não deveria quer algo que me faz mal. Em parte claro, sabendo que eu tinha uma grande parcela de culpa pela atual situação. Isso já estava tão desgastante que nem vontade de resolver alguma coisa eu tinha. O que claro, era meu erro. Eu precisava arrumar as coisas, não queria ficar com esse peso maldito nas minhas costas. Chiando para mim que se eu não esclarecesse tudo com o teme, ficaria me arrependendo pra sempre.

Porcaria. É uma porcaria esse sentimento de culpa. Mas como eu conversaria com o Sasuke, diria a ele que tive um breve momento intimo com o Madara? Talvez eu não devesse contar a ele, a final o que mudaria? Só serviria como estopim para mais uma briga. No entanto eu sentia que deveria falar, por que não desejava ficar guardando isso pra mim. Talvez ele devesse saber, pois se não soubesse, eu continuaria me esquivando tanto dele quando do tio dele pelo resto dos dias na empresa. Isso era tão infantil que eu me sentia um completo estupido.

E me sentia mais estupido ainda por estar atolando meus pensamentos com isso, enquanto o Sasuke muito provavelmente estava se atolando na Haruno. Argh! Maldição!

-Não parece. - olhei atordoado para a morena mais atrás, ajeitando a alça do vestido que usava. Não me lembrava do que estávamos falando, meus pensamentos continuavam muito embaralhados e sem coerência alguma. –Sabe que se precisar conversar eu estou aqui, não sabe?

-Aham. - murmurei, soltando um longo suspiro. Não queria pensar mais nisso, não queria falar mais a respeito disso. Ao menos não agora. –Você está bonita Hina.

Ela levantou o olhar para me ver, deixando de lado a necessidade que só ela via de ajeitar o vestido, que lhe caia perfeitamente. Seu rosto se iluminou com o elogio, os olhos perolados cintilando.

-Obrigado!- sorriu. - Estou um pouco nervosa, engraçado não? Não sou mais uma adolescente. - ela deu uma breve risadinha descontraída.

-Quando ele chega?- perguntei.

Quarta feira. Hinata sairiam com o tal de Kiba, e eu iria para a droga da coletiva de impressa na empresa. E ao contrário da Hyuuga, eu não estava com nem um pouco de vontade de sair naquela noite. Tanto que tentava me convencer de que só não tinha pegado as chaves do carro e saído ainda, por que queria saber quem era o cara que estava de rolo com minha melhor amiga. Se ele era bom o suficiente para ela ou não. Contudo eu sabia que estava mentindo para mim mesmo. Só não tinha ido ainda, por que não tinha a menor vontade de fazê-lo.

Por mim, eu jogaria tudo pro alto e me recusaria a ir nessa coletiva, infelizmente as coisas não são como eu quero. Pois se fosse, eu não estaria nesse rolo todo agora. E algo me dizia que o “rolo”, ainda não tinha nem começado direito. Não sei dizer nem a mim mesmo o que é isso, essa sensação de que algo ruim. A premissa de que eu realmente vou me arrepender de ir nessa coletiva. Contudo, era uma sensação, e ainda que muito incomoda, eu deveria ignora-la. Tinha que ir, e não adianta nem tentar negar isso. Madara não seria assim tão bondoso o tempo inteiro comigo. Ele provavelmente me daria uma intimação, se não me colocasse no olho da rua, caso eu faltasse essa coletiva.

Porcaria! Como se já não bastasse ter que ir lá fazer droga nem uma, se não o papel de um bom funcionário (o que eu sou, deixando claro), ainda tinha que lidar com essa sensação ruim. Olha, eu acho que atrai alguma coisa muito ruim pro meu lado. Deve ter algum espirito maligno sugando minha alma aos poucos, por que não é possível. Tudo dá errado na minha vida. Definitivamente, ela não tem como piorar.

-Acabou de chegar. - disse ela sorridente, assim que o som de uma leve batida soou na porta da frente. Indicando que o tal sujeitinho havia vindo buscar Hinata para fazer sei lá o que com ela por ai. – Estou bem?- indagou, adquirindo uma repentina expressão de preocupação, o que me fez rir.

-Já disse que sim. - afirmei com a cabeça, sorrindo para ela.- Agora deixa eu ir lá “inspecionar o elemento.”

Hinata riu, me acompanhando até a porta de entrada.

-Não assuste ele Naruto. - recomendou com um ar divertido, que respondi com apenas um aceno, enquanto abria a porta fazendo a melhor expressão de cara sério que consegui. O que não me pareceu muito convincente, já que assim que a porta estava aberta, um lírio foi estendido em minha direção. Quase sendo enfiado na minha boca, que se abrira para cumprimentar esse tal Kiba. Qual é a desse cara? Por acaso ele tá me estranhando?

-Estava vindo pra cá e pensei em te trazer essa flor! Ela me lembra seus lindos olhos perolados, e tem seu doce cheiro! Por isso trouxe ela para você. Sua beleza combina com a dela. - disse o rapaz, falando tão rápido que mal pude entender uma se quer palavra que saíra de sua boca. Ele parecia bem nervoso, o suficiente para estar com os olhos bem apertados, impedindo-o de ver a quem ele oferecia uma flor e elogios.

-Hã... - cocei a bochecha com o dedo indicador.- Sabe o que é cara, meus olhos na verdade são azuis.- falei em tom divertido, vendo o homem abrir os olhos e os arregalar assim que os pousou em mim. Instintivamente abaixando o braço com a flor exposta, e corando significativamente.

-Ah, eu... - ele parecia desconcertado, o que era engraçado de ver. Seu jeito envergonhado enquanto tentava disfarçar a coloração recém-adquirida em sua face, tinha melhorado um pouquinho meu humor. Além do mais, ele não parecia um cara ruim, para ser sincero. - Acho que isso não era bem o que estava esperando.- ele sorriu desajeitado.- Mas seus olhos são maneiros também, não que façam meu tipo, claro.

-Imagino que não. - maneei a cabeça em concordância, ouvindo Hinata segurar o riso atrás de mim. E logo dando passagem para que a morena fosse receber seu pretendente.

-Boa noite Kiba. - ela sorriu gentilmente para ele, e no mesmo momento o sorriso do homem se alargou. Mais iluminado do que quando falava comigo.

-Boa noite Hinata. - ele estendeu o lírio na direção dela.- Agora sim, estou oferecendo a flor a pessoa certa.- brincou ele, ao passo em que ela tomava o lírio em mãos. Agradecendo-o com um abraço e um discreto tom vermelho nas maças do rosto.

-Obrigado, não precisava ter se incomodado. - ela cheirou a flor, e logo em seguida se virou para mim.- Naruto, esse é o Kiba, Kiba, esse é meu amigo Naruto.

-Prazer. - ele apertou minha mão, não parecia mais envergonhado.- Espero que não tenha pensando coisas estranhas sobre mim.- ele riu, e eu o acompanhei.

-Não esquenta, não pensei nada. - garanti.

-Bem, então vamos indo Hina?- perguntou ele, oferecendo o braço para ela, que o segurou delicadamente.

-Claro. - a Hyuuga assentiu.- Já vai também, ou prefere esperar mais um pouco?- perguntou, voltando os olhos perolados na minha direção. O que me fez estremecer sutilmente, lembrando que eu ainda tinha uma longa noite pela frente.

-Eu lá tenho escolha?- resmunguei, reprimindo a vontade de passar as mãos nos cabelos, não queria bagunça-los. Hinata havia passado um sufoco para ajeita-los devidamente.

-Não esqueça, tente se divertir um pouco. –ela aconselhou, despedindo-se e seguindo Kiba em direção ao carro dele. Logo o mesmo já avançava pela rua, sumindo da minha vista na esquina. É Naruto, está na hora. Não tenho nem como enrolar mais aqui. Então vamos acabar com isso de uma vez.

Fechei a porta e a tranquei, andando em direção ao meu carro na garagem da casa da Hyuuga. Assim que entrei no mesmo, não pude deixar de franzir o nariz ao ver as embalagens de Fast-food jogadas no chão. Eca! Eu teria de limpar aquilo mais tarde. O que significava mais um problema para mim! Isso só pode ser alguma pegadinha do mundo. Não é possível viu, ate nisso eu tenho que dar um jeito.

Ignorando as embalagens velhas, dirigi o mais lentamente que podia em direção a empresa. A coletiva seria feita em um dos salões, reservado exatamente para essas ocasiões, que a empresa possuía. Não que fosse muito utilizado, para ser sincero. Na verdade eu nem se quer me recordava da ultima vez que ele foi útil para alguma comemoração ou algo do gênero. Talvez na festa de ano novo há três anos atrás. Sim, provavelmente essa foi a ultima vez que ele fora realmente utilizado.

Ate que a ideia de que haveria outra “comemoração” lá, parecia interessante em um primeiro ponto de visão. No entanto era só lembrar-se de que seria uma coletiva de imprensa, que tudo o que poderia parecer interessante, tornava-se uma promessa chata e entediante. Hinata até tinha me questionado o porquê eu estava tão desanimado a ir, perguntando se era por conta do Sasuke. E não, não era por conta do Sasuke. Talvez em parte, já que ele seria sempre aquele que amo. E ama-lo e não poder tê-lo era um porre. Mas minha “grande vontade” de ir, se dava ao fato de que eu realmente não queria ter de aturar aquele evento. Passaria a noite inteira tendo que recepcionar a mídia, que assim que largasse Madara, iriam focar-se em fazer perguntas aos outros funcionários. Isso incluía a mim, infelizmente.

E isso era algo que eu realmente não desejava fazer. Responder perguntas. Não estava com disposição nem mesmo para levantar da cama, quem diria passar a noite no evento torturante que seria a coletiva coquetel. Claro, toda essa desmotivação de fazer algo, eu sabia, se dava ao fato que minha vida estava completamente fodida. Ao menos na questão amorosa. E como eu já tinha constatado antes, isso era desgastante demais.

Tão desgastante, que sabia que isso se manifestava para as feições de meu rosto. Hina havia me elogiado antes, dito que eu estava muito bem, mas eu sabia que não estava. Minha cara não era a melhor, e não precisava ser gênio para saber disso. Sabia estar com a melhor expressão de “ai que droga”, que alguém poderia fazer. Expressão essa, que só aumentou quando estacionei o carro no estacionamento lotado da empresa. Cheio de carros e vans, que ainda descarregavam algumas filmadoras ou coisas do tipo. O que era um pouco curioso, já que eu estava definitivamente atrasado. Não muito, mas estava. A mídia já deveria estar lá a tempo. Não que me importasse. Nada estava importando muito no momento.

Respirando fundo, sai do carro e andei ate as portas de entrada no saguão de recepção, notando como havia repórteres ali presentes. Alguns conversando e instruindo outros, gesticulando e se preparando para “entrar”, assim como se referiam. Outros já estavam gravando, e claramente, meus ouvidos captaram algumas frases do tipo:

-... Uchiha Madara vem expandindo ainda mais seu domínio no ramo das grandes empresas...

-... A primeira coletiva que Uchiha Madara dará ao reclamar mais uma grande empresa com inúmeras filiais...

-... Uchiha Madara é sem duvida alguma, o homem de mais renome...

E blá blá blá. Sim, eu estava furioso com o teme! Como aquele bastardo não havia me contado que tinha um tio tão famoso assim!? Ele nunca nem se quer chegou a comentar algo no tempo em que estivemos juntos! E isso era claramente um total absurdo. Ele sabia tudo sobre minha família, sobre mim. Era natural que eu soubesse sobre a dele, não? Afinal de contas, nós erámos um casal firme. Ou pelo menos é no que prefiro acreditar, mas posso estar enganado.

Ignorei tudo e todos ao meu redor, não dando mais atenção ao que os repórteres falavam ou aos seguranças de aparência amedrontadora que estavam parados como estatuas ali. Apenas observando, esperando que algo saísse do controle, e eles tivessem de intervir. Simplesmente ignorei tudo, e segui para o salão, arrumando a gravata no pescoço, que parecia me sufocar agora. Já que nesse momento, eu me via rodeado de pessoas para tudo quanto é lado. Havia ainda mais repórteres, todos aglomerados em um determinado canto do salão. Encobrindo o que quer que esteja no meio deles, que eu poderia jurar ser Madara.

Havia também mesas bem arrumadas, onde se via alguns funcionários sentados conversando em voz baixa. Garçons circulavam pelo recinto, carregando bandejas de prata e levando alguma bebida em taças finas. E era muita gente mesmo! Porcaria, quanto mais gente, mais chances de alguém me ver escapulindo para ir embora logo.

Bem não havia o que fazer, então passei a esquadrinhar o local com os olhos, logo encontrando o que procurava. Neji, Shikamaru e Sai conversavam sentado em uma mesa, bebericando de vez em quando uma taça de sei lá o que. Sem muita opção, me dirigi ate onde eles estavam sentados, cumprimentando a todos e sentando-me junto a eles em seguida. Claro, já ouvindo um deboche da lagartixa anêmica, intitulada de Sai.

-Nossa cara, você parece que não dorme há dias. - comentou, sorrindo falsamente, como de praxe.- Não me diz que tem sofrido todo esse tempo.

-Cale a boca. - resmunguei, pensando no que fazer ate a coletiva acabar. Francamente, aquilo era uma das coisas mais chatas que poderiam fazer, mas eu sabia que tinha de ser feito. Como Madara mesmo disse, era questão de obrigação.

-Está tudo bem Naruto?- Neji indagou-me, aproveitando para gesticular perguntando se eu não queria beber algo. O que claro, me fez contorcer a cara em uma careta, lembrando-me da merda que tinha feito quando bebi da ultima vez. O que me fez rejeitar a bebida, enquanto assentia para a primeira pergunta feita pelo Hyuuga.

-Na medida do possível, está tudo ótimo. - sorri em escarnio, sorriso esse que sumiu assim que vi Sasuke entrando no salão. Ao que parece, ele também estava atrasado, não que tivesse perdido muita coisa. Aquilo estava entediante.

Imaginei que ele estaria acompanhado de Sakura, mas para o bem ou para o mal, ele estava sozinho. E parecia tão desagradado quanto eu, já que sua expressão facial não era das melhores. Se bem que nunca era. Ele estava sempre parecendo que tinha chupado um limão puro. De qualquer forma, algo dentro de mim comemorou por não tê-lo visto chegando junto dela, o que eu sabia não significar nada. Chegar ou não junto, não significa que eles estejam separados. Além do mais, eu vi as marquinhas deixadas na pele branca dele, e aquilo servia como um lembrete doloroso de que Sakura o teve. Será que por algum momento o Uchiha sentiu-se assim em relação a mim? Será que ele ficou como estou agora, quando me empurrou para dentro de minha própria sala aquele dia?

-Isso está bem visível. - murmurou Shikamaru, como sempre, aparentando cansaço e a mínima disposição para qualquer coisa. Sinto-me como ele agora.

-Escuta, vai ser a noite inteira assim?- questionei, ignorando seu comentário anterior. - Isso aqui está entediante.

-E queria o que Naruto, uma festinha particular?- Provocou Sai, que riu da cara que fiz diante de sua pergunta.

-Com certeza não. - respondi, soltando um suspiro resignado, enquanto me contentava em observar os repórteres fazendo diversas perguntas a Madara. As quais ele respondia com uma expressão de total frieza, formalidade. A voz séria porem educada.

 

{...}

Uma hora antes...

 

Eu não tinha ideia de que horas eram. Meu celular havia descarregado há muito tempo, e não me prestei a perguntar a ninguém também. Já fazia algum tempo desde que Madara sumira, assim que os repórteres o largaram e se dedicaram a fazer algumas perguntas aos funcionários. Sasuke eu não via desde o momento em que ele havia chegado, mas escutei de Ino que ele tinha sido entrevistado na maior parte do tempo também. Afinal, Uchiha... Sobrinho do grande e renomado Madara Uchiha. Obviamente que a mídia cairia em cima dele também.

E para meu total desagrado, tive de responder algumas perguntas feitas. Não que prestei muita atenção a elas, talvez até tenha respondido alguma coisa de maneira leviana, o que poderia vir a ser mais um incomodo depois. De qualquer maneira, em certa parte da noite, o sono havia me abatido. E eu estava mais para lá do que para cá. Só pensando que podia estar dormindo naquele momento, e não estar ali, fazendo absolutamente nada.

Por sorte, já estava acabando, o que era muito bom. Contudo eu, assim como todos os outros funcionários, teríamos de ficar até que todos os jornalistas fossem embora. Não podíamos sair antes deles, claramente. E infelizmente, eles demoravam séculos para arrumar suas coisas nas vans, e sair! Nunca vi tanta enrolação assim. Talvez eles estivessem esperando que algo grande acontecesse, como urubus pairando sobre um animal que sabem que irá morrer. Só não imagino o que os faz pensar assim. Será que não estão vendo as caras desanimadas de todos aqui? Aposto que não sou o único a estar devaneando com uma cama macia.

Mas eu podia aguentar mais um pouquinho, logo acabaria mesmo, e eu em fim poderia voltar para casa da Hina. Que não sei nem se ela vai estar lá essa noite. E por isso, decidi que esperaria o fim dessa noite entediante, tomando um ar no terraço. Fazia tempo que eu não ia lá, pois geralmente só ia quando Sasuke estava comigo. Sempre para fazermos o que não deveríamos em horário de expediente.

Então peguei o elevador e subi, não tendo total certeza de que estaria aberto ou não, mas valia a pena tentar. A vista lá em cima era bonita, e a noite deveria ser mais ainda. Sem contar que o ar puro era muito reconfortante, e naquele momento eu sentia que necessitava dele. Estava me sentindo sufocado naquele salão fechado, rodeado de pessoas com disposição mínima para estar ali, e repórteres com suas câmeras.

E para meu deleite, o terraço estava aberto, e pude calmamente ir até ele. Já sentindo a brisa fria da noite tocando suavemente meu rosto, que só agora eu percebia como estava quente. De fato, eu estava mesmo ficando sufocado lá em baixo. Todavia, não esperava que fosse encontrar mais alguém ali. Apoiado no parapeito, tragando silenciosamente um cigarro, enquanto observava a noite em Tokyo.

Eu teria me virado e ido embora assim que percebi de quem se tratava, porem a voz naturalmente rouca dele me chamou antes que eu o fizesse.

-Naruto?- perguntou, erguendo-se do parapeito e virando para me encarar. Provavelmente tendo notado minha presença pelos meus passos. 


Notas Finais


Link link link pra quem se interessou na pagina da cosplayer. Gente, falando sério, ela é muito perfeitinha! <3
https://www.facebook.com/liizcosplay/?fref=ts

Bom, só pra falar que espero que tenham gostado, e que vou tentar não demorar para postar o vinte. Que sim, vai ter o que vocês estão esperando a tanto tempo! Agora vou lá devolver o computador roubado, por que sério, eu roubei ele de um amigo. hehe


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