História Maledictus Hufflepuff- Interativa - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter, Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Cedrico Diggory, Harry Potter, Personagens Originais
Tags Drama, Maldição, Romance, Salaniza Diggory, Torneio Tribuxos
Exibições 5
Palavras 1.973
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Que os preparativos para o torneio tribuxo comecem.

Capítulo 4 - A Escolha do Cálice de Fogo


Fanfic / Fanfiction Maledictus Hufflepuff- Interativa - Capítulo 4 - A Escolha do Cálice de Fogo

No dia seguinte acordei ansioso, hoje seria o dia em que o cálice de fogo escolheria dois participantes de cada distrito. Minha mãe estava contente com sua decisão, mas, ela só olhava o lado bom desse evento, por que; a) eu ficaria famoso, b) sairíamos da pobreza e c) ela poderia voltar à mansão Diggory.

Minha expressão permanece tranquila enquanto me dirijo ao pátio dos tributos no distrito 9. Com o manto cinza dependurado em meu braço, seguro firme o punho, percebo pelos movimentos constantes que olhos me observam. O edifício a frente como todas as outras construções ao redor, é feita de vidro e aço. Há uma enorme escultura de metal em frente ao edifício que Vladimir Palentir mandou construir depois de sua eleição.

Dirijo-me a Lya, uma vizinha que conheci há pouco tempo. Ela acena com a cabeça ao atravessarmos um pequeno grupo de soldados e ficamos parados fitando um homem negro e careca entrando e se estabilizando no palco de metal. Meus músculos contraem-se quando dois soldados fardados entram com o cálice de fogo. As chamas azuladas começam a brotar em ondas bruxuleantes em azul e vermelho.

Há um clima de fome no ar, como se cada tributo ali presente estivesse tentando devorar o máximo possível deste dia. É bem provável que não caminhemos mais por estes corredores depois da Cerimônia de Escolha. Quando o cálice escolher qualquer um dos presentes. Nossos dias de trabalho acabariam. Alguns minutos depois, soldados entraram no palco de metal trazendo o cálice de fogo. Um homem negro e careca disse:

-Atenção, tributos presentes. – começou o homem. – O cálice de fogo escolherá dois tributos deste distrito, cada tributo será encaminhado a Hogwarts, a escola de magia e bruxaria de Panem. Como vocês sabem, sua entrada será para o torneio tribuxo. – disse e os soldados posicionaram o cálice ao lado do homem. – Agora vamos ao primeiro tributo.

O cálice fulgurou em azul e um pedaço de papiro voou para cima e caiu sobre a mão do homem negro. Ele analisou a folha e anunciou:

-Beatriz Salvatore.

Olhei para frente e ela parecia incrédula, seu corpo ficou rígido pelo medo e ela engoliu em seco. Suas pernas fraquejaram.

Beatriz não trabalhava nas lavouras como nós homens. As mulheres do distrito 9 eram responsáveis apenas pela separação dos grãos para a exportação. O trabalho do pai de Beatriz exige que ele circule bastante pela cidade, pois é o responsável pela exportação do produto. Algumas vezes nos falamos, mas não constantemente.

Desvio o olhar para o homem que ordena que os soldados a levem ao palco.

Os soldados assentem.

Beatriz é levada sem reação para a construção de metal, enquanto o careca continua sua sina. O cálice de fogo mais uma vez brilha e um pedaço de folha cai lentamente sobre a mão do homem.

Ele olha atento e diz:

-Williamsom Wilbert.

Ao longe consigo ouvir o bater de palmas, viro-me rapidamente e minha mãe está do lado de fora do pátio, com um sorriso no rosto. Em meio ao silencio mortal, ela era a única que comemorava. Todos me olham e eu sigo até o palco. Subo as escadas e fico ao lado de Beatriz que por sua vez parece assustada.

-Comemorem distrito 9. – disse o homem nada entusiasmado. – Bem vindos ao torneio tribuxo, a sua 79ª edição. Que a sorte esteja do lado de vocês. – ele apontou para a porta atrás de nós.

Entramos.

-Vocês ficarão no mesmo quarto por hoje, até amanhã, onde viajarão para Hogwarts. – disse uma mulher com roupas em vermelho e rosa. Seus cabelos eram lisos e brancos. – Por aqui, ela disse se dirigindo a uma porta. Este é o quarto de vocês. – Nós entramos. Ela bateu palmas e as luzes ascenderam – Tem chuveiros elétricos, duas camas de casal, frigobar, comida, camareiras. – dizia ela enquanto percorria o enorme quarto refinado. – Ah se precisarem de algo estou à disposição. – disse ela ficando a minha frente. Ela usava saltos enormes que ficava da minha altura. – Você até que é bonitinho Williamsom. A proposito eu me chamo Hika Scanor. Descansem crianças, amanhã será um dia cheio. – disse e saiu fechando a porta.

-Que merda! – murmurei involuntário. – Você está bem? – indaguei a Beatriz que parecia pálida. – Quer um copo d’água?

-Por favor. – disse ela e desabou num divã.

Fui em direção do frigobar e alcancei um copo de água.

-Aqui. – disse dando-lhe o copo. – Que vida amarga. – digo e sento em uma poltrona ao lado oposta do divã. – Droga! – sussurro.

-Eu não quero participar deste torneio. – disse Beatriz, finalmente.

Fico em silêncio. Ninguém quer participar deste torneio maldito. O torneiro tribuxo começou a longínquos anos atrás, de inicio era um torneio “sadio” para os bruxos de Panem, mas, depois que Snow tomou posse da cidade os torneios pacíficos acabaram e se tornaram um entretenimento sangrento e sádico dos presidentes de Panem. Agora a liderança estava sobe as mãos de Vladimir Palentir que decidiu reabrir o torneio após o mandato de Taylor. E agora eu estou neste torneio. Meu pai participou nos anos pacíficos, mas eu, não tive essa sorte.

-Eu estou com medo, Will. – disse ela lagrimando.

O que eu devo fazer? – pensei.

-Então, vamos a um curso intensivo para quem sofre antes do tempo. – digo em tom solícito. – Nós frequentamos o mesmo distrito. – fiz sinais com os dedos. – Isso significa que somos uma dupla de “pessoas malvadas”. Por isso, nós fomos mandados a esta adorável prisão... quer dizer “escola legal”... onde nós vamos chutar muita bunda magrela e gorda desse torneio. E como prêmio, vamos voltar para o nosso distrito em cavalos brancos com coroas penduradas em nossas cabeças.

Beatriz riu.

-Obrigada. – ela bebericou a água. – Pode me chamar de Bea.

-Ok. –digo e a porta abre.

 

Hika entra com alguns assistentes trajados em preto segurando roupas. Ela os direciona com as mãos e eles colocam as roupas em cima da cama a nossa esquerda.

-Assuntos meus queridos. – diz ela dispensando os assistentes. – Seus testes de aptidão começam depois do almoço.

-Espera aí. Que testes? – indago atônito. – Não falaram de teste algum antes.

-Ah sim, houve uma mudancinha na entrada dos tributos. – disse Hika se aproximando. Ela pegou uma folha. – Os tributos deverão passar por um teste de aptidão antes de adentrarem o torneio, aqueles que morrerem, terão suas famílias banidas de Panem, levando-os a execução pública. Se algum da dupla morrer, a sentença servirá também para o que sobreviveu. O teste terá duração de cinco horas. Que a sorte esteja do lado de vocês. De seu presidente Palentir. – Hika guardou a folha na bolsa felpuda rosa.

-Droga! – grito e cerro o punho. – É participar ou morrer. E participar para morrer. – dirijo o olhar para Beatriz. – Bea, tudo bem se não quiser participar. – digo em um tom amigável.

-Não, se eu não participar, sua mãe e meu pai morrerão. – disse e fitou Hika. – Por mim tudo bem.

-Ótimo, comam alguma coisa e me esperem. – disse a mulher caminhando a saída.

Comemos em silencio. Não tinha outra piada na manga para agradar a Beatriz. Era definitivo, se eu morresse minha mãe e o pai dela morreria também. Tinha que ser cauteloso neste teste. Dei uma garfada em um pedaço de bolo e beberiquei um pouco de suco.

-Ok. – ela disse cruzando as mãos em cima da mesa. – Temos que ver nossas táticas de batalha. Eu costumo caçar patos no verão. Então sei manusear um pouco de arco e flecha. Se os nossos testes forem aptidões físicas de sobrevivência, eu posso me sair bem. Se esses testes forem aptidão de magia também posso me sair bem, sei alguns feitiços. – dizia ela nervosamente.

Eu ri.

-Desculpe. – digo e beberico em um gole o suco. – Beatriz eu não sei se te chamo de arqueira verde ou Tinker Bell do distrito 9.

Bea ri.

-Pare com as brincadeiras é sério. Me diz o que você sabe fazer?

-Sei dormir tarde, comer sem parar, lavar minhas roupas...

-Will. – diz Bea.

-Ok, ignore a última parte. – digo em tom brincalhão. – Na verdade eu sei auto defesa pessoal, mas é algo irrelevante porque não treino mais. Não sei manusear armas como arco e flechas, espadas nem lanças. Sei três tipos de feitiços, obliviate, estupefaça e diffindo, talvez isso seja útil. – digo sem entusiasmo. – Desculpe-me, mas você ficou com o pior parceiro de luta de todos os tempos.

-Nossas chances de vitória despencaram. – diz ela.

Encaro isso como um elogio apesar de ela estar certa.

-Pode ter certeza.

Hika entra no recinto novamente. Nos dirigimos a ela trajados com as novas roupas. Eu uso uma roupa preta que mais parece roupa de mergulhador, e Bea traja o mesmo uniforme. A mulher de cabelos brancos nos deixa em uma sala oval totalmente vazia, a iluminação vinha de todos os cantos da alcova. Não conseguíamos ver o teto por causa da forte iluminação.

-Vocês devem se posicionar um a frente do outro ao centro da sala. – disse uma voz feminina.

Nos posicionamos conforme o mandado.

-Não morra. – disse Bea preocupada. Enquanto a mulher contava em ordem decrescente. 10...9...8...7...

-Não se preocupe. Sou um deus. – brinco. 3..2...1.

Desço com extrema velocidade, paro em um corredor escuro e mal iluminado. A minha frente está uma mochila e uma faca. Verifico a mochila, dentro tem uma lanterna, cordas, recipiente seco de água, fita isolante, gaze e um tipo de isqueiro. Coloco a mochila nas costas e me direciono a saída do corredor. A luz invade meus olhos, mas depois me acostumo com o ambiente. Arvores muito alta está a minha frente, sigo meio sem rumo por entre os arbustos e vejo uma bola brilhante vindo em minha direção, com certeza não é um fogo de artifícios dizendo “Bem-vindo”. Ela se aproxima ainda mais e eu me jogo para o lado.

-Aptidão física! – resmungo. Corro o mais depressa possível por entre os arbustos. E bolas incessantes de fogo me perseguem. Chego a um despenhadeiro e olho para baixo.

Ouço um ranger e viro-me para ver quem é. O que vejo não é uma pessoa, mas um cachorro com sua face decrépita, parado a alguns metros de distancia. Ele rosna como um predador sedento por sangue e abre sua boca revelando seus dentes desuniformes. Penso em correr, mas o cachorro seria mais rápido do que eu. Dou um passo para trás e algumas pedras caem no despenhadeiro. Eu vou ter que lutar contra essa aberração. Cuidadosamente dou um passo para frente e me lanço em sua direção, segurando a faca já desembainhada.

O cachorro rosna, e posso quase sentir seus caninos perfurarem minha pele. A roupa de combate era rígida de ser perfurada. Ele balança a cabeça freneticamente a fim de rasgar-me a proteção do braço direito que uso como bloqueio. Pego a faca e finco-a em seu pescoço. Ele ainda persiste e farto, enfio a faca freneticamente sobre o estomago. As tripas e vísceras do animal caem sobre o meu abdômen. Aliviado, desabo no chão.

-Cara isso vai ser um massacre. – cansado, cochilo um pouco.

 

Acordo com as palmas das mãos suadas e o peso de sangue nas mãos. Levanto-me rapidamente e caminho em direção do sul, já era noite e meu estomago estava reclamando constantemente. Ando mais um pouco e avisto uma fruta de tonalidade vermelha a 3 metros de mim, inclino a cabeça e de repente uma flecha atinge minha panturrilha, caio bruscamente no chão, e trinco os dentes para não gritar. Escondo-me rapidamente atrás de uma arvore.

Busco em minha mochila e pego a gaze e fita isolante. Olhei para o lado e vi um pedaço de madeira, quebrei-a ao meio para fazer uma tala. Depois arranquei a flecha da panturrilha, sangue jorrou da abertura e rapidamente passe a fita isolante sobre o ferimento. Peguei as talas e a amarrei com a fita. Arrastei-me pelos arbustos e avistei um galho q serviria de bengala.

-Ótimo! – resmunguei pela dor.


Notas Finais


^^...


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