História Malen - The Selection - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Descendentes
Personagens Carlos de Vil, Chad, Doug, Evie, Jane, Jay, Lorrie, Mal, Princesa Audrey, Príncipe Ben
Tags A Seleção, Cane, Devie, Jonnie, Malen
Visualizações 96
Palavras 4.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteeeei amores da minha vida!
Espero que gostem! ❤️❤️

Capítulo 6 - Chapter 6.


Fanfic / Fanfiction Malen - The Selection - Capítulo 6 - Chapter 6.

 

Local: Casta Um - Palácio Real de Auradon. 
           18:52p.m., sexta-feira. 

Mal Point Of View

 

Já estávamos contornando um aramado de folhas em forma de labirinto. Um som agonizante percorreu pelos meus ouvidos assim que nos aproximamos. Aquilo era uma... banda? 

Para piorar o que já não estava bom, Evie dava gritinhos histéricos a medida que o carro ia chegando na frente do castelo. Eu não tive uma visão muito ampla e detalhada do local na chegada, estava zonza, meus olhos ainda se adaptavam ao ambiente e ainda tinha o som desagradável de instrumentos irritando meus tímpanos. Mas apesar disso reparei na grande estrutura de pedras muito, muito altas. Tinha um estilo meio medieval. Notei também uma pequena movimentação logo na porta. Tinham mais limousines como a nossa estacionadas e garotas entrando rapidamente. Entendi de cara. A banda, a recepção... Era para ser algo digamos, confortável e agradável para nós, mas estava todo mundo ali num estranho alvoroço como se fossem um furacão. E a banda apenas prosseguia com tudo para não ficar uma situação tão constrangedora. 

- Estamos em Auradon! - escutei a voz de Amber pela primeira vez em alto e bom som e tapei os ouvidos, era barulho demais para uma cabeça perturbada como a minha. 

- A terra da oportunidade. - Evie completou sabiamente a fala de Amber, olhando para todos os lados pela janela com um sorriso bobo. - É tão lindo! - ela olhou para mim, como se esperasse que eu confirmasse o pensamento dela sobre o lugar, mas eu apenas sorri. 

Logo o motorista parou a limousine, em frente ao portão principal onde tinha um tipo de passarela com um tapete amarelo e guardas em cada um dos lados. O acompanhante saltou, retirou nossas malas, e logo mordomos chegaram para pegá-las. Ele abriu a porta da limousine revelando nós cinco a quem estava do lado de fora. Eu respirei fundo, tentando me manter calma e aceitei sua ajuda para descer, fui a última de todas. E então, vi a limousine sumir, provavelmente indo estacionar em algum lugar apropriado. 

Depois disso não tivemos nem mesmo tempo de respirar direito. Com um pouco mais que um “oi”, duas mulheres agarraram o braço de cada uma de nós e nos arrastam  - literalmente - para dentro. Escutei Uma reclamar pela falta de modos delas. Eu também o teria feito caso a voz não tivesse faltando. Eu estava perdida e atordoada. 

- Perdoe-nos pela pressa, senhorita, mas seu grupo está atrasado. 

- Atrasado? - perguntei sentindo me arrastarem ainda mais rápido. - Mas, espera! Pra onde estamos indo? 

- Para lá! - a outra respondeu apontando para onde devíamos ir. Como se eu soubesse de fato onde era “lá”. Dei uma breve olhada na parte de dentro do castelo e era muito diferente do externo. Parecia tudo muito mais moderno e sofisticado ali no interior. Não que eu tivesse tempo para reparar tanto. Tinha duas loucas me levando para um lugar que não tinha ideia de onde era, e mal podia falar ou questionar porque me faltava o ar. Voltei o olhar e vi Evie que estava na minha frente, na mesma situação que eu, só que ela conversava com as duas moças e direcionava olhares surpresos para cada canto. Me senti tão desconfortável por estar sem ela naquele momento pavoroso. 

- O que você fez com sua calça? - uma delas perguntou olhando diretamente para o lugar rasgado, surpresa. E a outra fez o mesmo. 

- Tropecei e caí de joelhos no chão. - respondi dando de ombros, sem me importar se estava sendo sarcástica.

- Ah é claro, caiu sim. Meu Deus, você é louca! - a outra respondeu balançando a cabeça negativamente e eu ri com a reação. Era exatamente como eu já esperava. 

As duas contaram que a sala de jantar ficava à direita. E o Grande Salão à esquerda. Eu não tinha perguntado nada, mas parecia que elas se sentiam obrigadas a agirem como meu mapa humano que falava e andava rápido demais. Vi um pedacinho florescente do jardim do outro lado das portas de vidro. Queria ter parado. Antes de conseguir processar aonde iríamos, vi as duas repetirem o mesmo gesto que as outras assistentes fizeram com Uma, Payton, Amber e Evie em sequência, me empurrando para um salão gigantesco com pessoas que passavam de um lado para outro. 

Abriu-se uma brecha naquele formigueiro humano. Pude ver fileiras de profissionais cortando o cabelo e fazendo as unhas das garotas. Roupas pendiam de cabides, e as pessoas gritavam coisas como “Encontrei o tom!” e “Assim ela parece gorda!” 

- Ai meu Deus, Mal! Está vendo isso? - Evie me balançava como uma criança que de minuto em minuto fazia uma descoberta nova e ficava hiper mega feliz, assim que conseguimos um minuto para retomar o ar e ficamos próximas. - Não me diga que morri e vim direto para o paraíso? 

- Paraíso? Chama isso de paraíso? - olhei para ela, arregalada. Havia tanta gente, tantas vozes. Eu mal havia chegado e já tinha total certeza que aquele não era meu lugar. Que diabos eu tive na cabeça de não bater de frente até o fim com a ideia de não vir para Auradon? - Isso é um pesadelo! 

- Aqui estão vocês! 

Vi uma mulher meio baixa, de vestido azul claro com um laço rosa no meio, e o cabelo preto preso em um coque caminhando em nossa direção. Era ela, a tão admirada Fada Madrinha. Talvez nem tão admirada assim já que hoje não passava de alguém comum. - Sou a Fada Madrinha. - aquela mesma voz chata do telefonema da semana passada agora estava ali pertinho de mim. - É um imenso prazer conhecê-las, ah! São todas tão adoráveis!

Arqueei as sobrancelhas, com os braços cruzados e uma postura nada digna de uma dama, enquanto a louquinha fugia completamente do foco, encantada, tecnicamente nos nossos rostos.

- Senhora, suponho que as apresse urgente. - uma moça chegou, fazendo a mesma voltar à realidade. 

- Ah sim, claro. - falou sorridente, batendo palmas. Me segurei para não revirar os olhos. - Digamos que sou a “governanta” daqui do castelo, ou a diretora, como preferirem. Me verão quase sempre por aqui, é bom que tenhamos uma boa relação. - olhou para nós cinco. - E que se sintam à vontade. 

- Caramba. É tão legal, poder conhecer a verdadeira Fada Madrinha! - Payton comentou e ela agradeceu. Se despediu de nós e então, a mesma moça de antes continuou:

- Muito bem, agora vamos ao que realmente importa. Uma coisa de cada vez. Primeiro, as fotos do “antes”. Venham aqui. - ordenou, apontando para uma cadeira em frente à um biombo no canto do salão. - Não se preocupem com as câmeras, senhoritas. Faremos um especial sobre a transformação de vocês. Todas as meninas de Auradon vão querer ficar iguais a vocês quando tivermos terminado. 

Transformação? Câmeras? Espera, mas já começava assim? Inacreditável! Não tive dúvidas de que se pudesse, sairia correndo dali naquela hora mesmo. Pena que todos veriam a minha fuga. 

- Com a Mal com certeza não vai haver tanta diferença. Só um milagre sobre a vida dela. - Uma retrucou me provocando e eu me virei para ela que estava ao lado de Amber. A moça parecia entretida com algo que nem mesmo prestou atenção, para a sorte dela. 

- Mas que abuso... - Evie levou as mãos até a cintura, negativando com a cabeça. 

- Vá se ferrar! - sibilei movendo os lábios sem fazer som. Não estava afim de aguentar a isca de peixe e suas provocações. Mas era bom que parasse logo com aquilo. Não me contenho muito quando me estressam ao extremo. 

De fato, varias pessoas com câmeras perambulavam pelo salão, filmando de perto os sapatos das garotas e fazendo entrevistas. Após as fotos, a moça começou a disparar ordens diferentes.

- Levem a senhorita Payton para a estação quatro, a senhorita Uma pra a cinco, Amber para a oito... e parece que acabaram de liberar a estação dez. Leve a senhorita Evie para lá. A senhorita Mal vai para a seis. 

- Dez? - Evie fez uma cara de desgosto. - Não da pra ficar com minha amiga, não? 

Evie entendia meu receio de ficar sozinha ali. Ela com toda a certeza se daria bem com tudo e todos, mas eu não. E ficar separada dela mais uma vez era o fim. Torci para que respondessem que sim. 

- Sinto muito, senhorita. Uma garota para cada estação. - respondeu e eu bufei de raiva. Evie me olhou e deu de ombros, tão sentida quanto eu. - Mas não se preocupem, logo se verão novamente. 

Ela disse por último, antes de um rapaz chegar e a conduzir até o lado oposto. 

A cada minuto que passava, mais desconfortável eu ficava. Por isso evitava qualquer tipo de diálogo com qualquer um.

- Então, é o seguinte - disse um moreno baixo, conduzindo-me para o assento número seis. - Precisamos conversar sobre sua imagem. 

Ele ia direto ao assunto. Pisquei algumas vezes, sem entender.

- Oi? Minha... imagem? 
Já não estava boa? Não foi ela e aquela foto idiota que me levaram até ali onde eu estava? 

- Que impressão você quer dar? Com esses cabelos loiros podemos te deixar bem mais sedutora. Mas se essa não for a sua jogada, pensamos em outra coisa. - ele disse sem rodeios. Eu ri pela sua fala ridícula. Sedutora era algo que eu estava longe de ser, e muito menos queria parecer.

- Certo, escute. Você não sabe como eu estou confusa com isso tudo, mas vamos lá... Não vou mudar absolutamente nada em mim para arranjar um cara que eu nem conheço e que eu não quero. - eu disse firme, sem receio, sem medo de proferir palavras como aquelas, ainda mais direcionadas ao príncipe.

- Direta, gostei! Parece que temos alguém especial aqui. - disse como se fosse uma criança. 

- E não somos todos especiais? - perguntei com sarcasmo, olhando-o pelo espelho enquanto apalpava meu cabelo.

O rapaz deu um sorriso, parecendo se divertir com minha onda de repostas verdadeiras e nada forçadas. 

- Minto, somos todos especiais, exceto a casta Um. - corrigi-me. - Esses então são esnobes e sem graças. Apesar de eu não conseguir decifrar quem é e quem não é no meio desse tanto de gente igual. 

Ele riu novamente. 

- Tudo bem, então. Não vamos mudar sua imagem, vamos apenas melhora-la. Preciso dar uma polida em você, mas sua aversão a tudo que é falso aqui pode ser uma vantagem. Continue assim, querida. 

Ele me deu um tapinha nas costas e saiu, não sem antes chamar um grupinho de mulheres que se moveu em um bloco em minha direção. Bufei, entediada, no meio de tanta gente chata. 

Não sabia que a “polida” que ele havia falado era literalmente uma polida. Começaram a esfregar meu corpo e eu quase, por um fio, não as mando me largar. Passam óleos, essências e loções que me deixavam com cheiro de baunilha. O que me irritou foi o fato de terem dito que aquela era a essência preferida do príncipe como se eu tivesse me importando em me arrumar para ele.

Faça-me o favor!

Assim que terminaram, voltaram às atenções a minhas unhas. Apararam, lixaram e - milagrosamente - conseguiram até tirar uns pedaços mais duros de cutículas. Geralmente só Evie conseguia tal proeza. 

- Prefere renda ou areia? - uma delas me perguntou estendendo dois esmaltes simplesmente horríveis e sem graças na altura de meus olhos. 

- Credo, nenhum. - disse sem cerimônia e elas me olharam torto.

- Prefere escolher, então? - perguntou com certo receio.

- Por favor. - assenti, pegando um cor púrpura - a cor mais quente e que mais amo. - Esse aqui. - dei a ela que pareceu não se satisfazer muito. Mas fala sério, estavam me fazendo de boneca contra minha real vontade, usando da minha imagem, e eram minhas unhas. Eu tinha direito a escolha. 

- Tem certeza? - frisou uma última vez o quanto não concordava e eu assenti. 

- Absoluta. 

Após isso, foi a vez da equipe do cabelo. Eles foram lavados, condicionados, hidratados e amaciados. Eu só não entendia o para que daquela baboseira toda. Já não bastava a semana toda com Elinor e Evie...

Uma moça muito bonitinha fez minha maquiagem. Pedi - exigi - que não carregasse muito, e o resultado ficou... bom. Pelo que vi, muitas das garotas pareciam umas palhaças, mais velhas, ou mais jovens, mais eu ainda parecia eu. Ainda não tinha visto Evie e nenhuma outra das que conhecia. 

Usei um roupão branco durante a maioria do processo. Quando terminaram de me ajeitar, me levaram até as araras. Meu nome estava marcado em uma barra de onde pendiam vestidos para uma semana. Quase nada me agradou de verdade. 

- O que você prefere? - perguntou. 

Pensei durante um bom tempo se responderia aquilo da forma que eu gostaria ou não, e a resposta foi sim. Eu não perderia a chance de fazê-los de bobos.

- Sou do tipo amante de calças. - respondi e fiz um bico. 

- Calças rasgadas, suponho. - entrou na brincadeira, olhando para minhas pernas e eu ri fraco. Até que a moça não era boba. 

- Em cheio. - respondi e me virei para as araras. Por mim eu nem vestiria nada, precisava apenas que me mostrassem o caminho do meu quarto e só. Estaria com a vida feita, pelo menos por aquela noite. 

Mas como não tinha para onde correr, escolhi um vestido azul claro. Tinha bom caimento nos ombros, ia quase até o joelho, um tipo de renda refinada atrás e ficava confortável na cintura. A moça que me ajudava, pôs um broche dourado perto da alça do vestido. Meu nome estava escrito nele em letras brilhantes. Por que era tudo tão chamativo?  Por fim, ela me deu uns sapatos de salto médio. Questionei o porquê de não poder usar meus próprios sapatos. A maioria das pessoas que me ajudavam ali já deveriam me detestar só pela minha má vontade e por causa das perguntas provocativas com relação a tudo se faziam. Mas esse era mesmo meu objetivo, estava gostando. 

Ela me mandou para o canto de antes, onde iam tirar minha foto do “depois”. De lá, mandaram-me para uma das quatro estações menores alinhadas contra a parede. Cada uma delas tinha uma cadeira, um biombo, e uma câmera bem na frente. 

- Pra que isso? - perguntei enquanto me aproximava. E confesso que fiquei aliviada quando vi que Evie estava ali. Não aguentava mais ficar sozinha com gente estranha. 

- É para o especial sobre a transformação. Vamos transmitir um programa sobre a chegada de vocês hoje à noite, e na quarta-feira, sobre a transformação. Na próxima sexta-feira, vocês vão participar do jornal oficial de Auradon. As pessoas viram fotos de vocês e sabem um pouco do que está no formulário de inscrição. 

A mulher cruzou os dedos e continuou: 

- Mas queremos que o povo realmente torça por vocês. E isso não vai acontecer se eles não conhecerem bem cada uma.

Ótimo! - pensei. Porque eu não quero mesmo que ninguém torça por mim. Se tudo der certo, em meus planos, sairei o mas breve possível daqui. 

- Então faremos uma rápida entrevista aqui, e você vai fazer o seu melhor no jornal oficial. Não quero que fique tímida quando nos vir circulando pelo castelo. Não estaremos aqui todos os dias, mas vamos aparecer bastante. 

- Hummm. Emocionante. - respondi simplesmente indisposta a dar continuidade. Aquilo era chato demais. 

Finalmente chegamos e eu olhei para minha amiga que posava graciosa com seu vestido tomara que caia, perfeitamente detalhado em uma mistura de preto e cinza, estranhei a escolha das cores, mais ainda assim a deixava muito elegante. Usava um salto médio, uma maquiagem muito bem feita e os cabelos azuis soltos e sedosos, como sempre.

- Amiga, você está um arraso! - exclamou quando cheguei perto e eu ri do exagero.

- Só não tanto quanto você. - ela riu satisfeita. 

- Acha mesmo que estou bem?- perguntou risonha como uma criança e eu assenti. Era mais que óbvio que sim. - Aqui para nós, eles têm uma equipe maravilhosa. - colocou a mão na boca para cochichar. - E que massagem incrível! 

Eu ia responder, se não tivesse sido brutalmente interrompida: 

- Senhorita Mal, peço que se acomode na cadeira enquanto entrevistamos a senhorita Evie. Vamos? - chamou ela e eu revirei os olhos me sentando.

- Já volto. - garantiu e foi até lá.

- Então, Evie Grimhilde, está pronta? - ela perguntou segundos antes de uma luz vermelha ascender.

- Nasci pronta. Quando quiser. 

- Conte-nos. Como foi a viagem até aqui? 
Ela franziu a boca levemente e pensou nas próximas palavras.

- Cansativa, mas eu adorei! Principalmente a limousine. 

A moça sorriu e assentiu, continuando:

- Sendo bastante sincera, a senhorita está ainda mais deslumbrante do que quando chegou. Pode nos contar como foi sua transformação hoje? 

- Foi simplesmente maravilhosa! Nunca em toda minha vida experimentei algo tão bom assim. Deram um trato a mais no meu cabelo, fizeram massagens e também passaram loção de baunilha. Fiquei com cheiro de sobremesa. - deu uma fungada elegante no braço direito e a moça riu. Evie se saia tão bem. Era ela mesma ali na frente da câmera. Confortável e delicada. Apesar de a entrevista ter me dado sono. Mesmo sendo da casta Cinco, estava claro que ela tinha nascido para isso, para uma vida de uma verdadeira dama, qualquer um via. Eu com toda certeza não me sairia bem assim. Minhas respostas seriam práticas e objetivas. Para acabar de uma vez. 

- Que linda! E esse vestido cai muito bem em você. 

- Obrigada, nunca experimentei usar coisas nesse tom, mas também adorei!

- O que achou da concorrência até agora, senhorita Evie? 

- As outras garotas são muito simpáticas, mas estou confiante. 

- E o que acha do resultado da transformação? Tem medo de que outra menina tenha ficado melhor?

Percebi que Evie parou para pensar. Essa era uma pergunta inconveniente. Dizer não seria esnobe, não que nos importássemos de fato, e dizer sim a faria parecer uma coitada.

- Sinceramente? Nah! - fez um gesto de deboche negando com a cabeça e eu ri daquilo. A mulher sorriu.

- Muito bem, está ótimo. Obrigada, senhorita Evie. 

Após isso eles me chamaram, praticamente repetiram as perguntas e me esforcei ao máximo para não parecer grosseira demais para as câmeras. Mas não estava disposta a responder perguntas tão invasivas. 

- Obrigada. Vocês podem sentar naquele sofá ali que alguém logo vira cuidar de vocês.

Nos levantamos e fomos para o grande sofá circular no canto. Haviam três garotas ali que eu me lembrava bem quem eram. Olhei para os lados, na porta e vi alguém dizer que o último lote havia acabado de chegar. Mais tumulto nas estações. Suspirei, exausta com a correria.

- Audrey, o seu cabelo! - a garota baixa de olhos azuis falou com a morena, lembrava delas, Jane, filha da Fada Madrinha e Audrey, filha de Phillip e Aurora, ao lado delas, e ao meu lado esquerdo, estava a outra, Lonnie, usando o telefone.

- Eu sei! Eles cortaram em camadas. Acha que o Benny vai gostar? - prestei atenção na conversa e fiz uma careta, rindo sarcástica. A garota tinha uma voz fina e irritante. Um tanto estridente. 

E quem era Benny? Seria o príncipe? Quem chama alguém por apelidos tão bizarros assim? 

A seção “princesinha mimada” havia começado. Estava demorando. Fora que era ridícula a ideia de se importar com a opinião nada verdadeira de uma pessoa que teria que sair com trinta e cinco garotas ao mesmo tempo. 

Olhei para ela, indignada e falei:

- Isso é sério? - as três viraram o olhar para mim, pausadamente. - Sério que se importa se o príncipe irá gostar do seu cabelo? 

Lonnie riu. Ela dizia nada desde que chegamos. Jane olhou-me como quem não compreendia minha interrupção na conversa e Audrey, bom... tinha uma careta de nojo estampada na face. Notei que ela era bem mais irritante de perto do que já parecia apenas por foto. 

- E quem é você? - levou as mãos até a cintura, fazendo uma careta de descompressão. 

- Mal! - Evie que estava ao meu lado, falou por mim, inclinando-se para frente para vê-la melhor. - E eu sou Evie, prazer. 

Estendeu a mão para cada uma, Audrey deu um risinho forçado e nos ignorou, voltando a conversar com Jane. Já não tenho boas impressões sobre essa garota. Digamos que encontramos Uma na sua versão princesinha em Audrey.

- Prazer, sou Lonnie. - a garota de traços orientais ao meu lado cumprimentou. Decidi estudar seu sorriso para ver se notava algum tipo de falsidade, mas ela parecia estar sendo gentil. 

- Nós sabemos. - Evie respondeu rindo. 

- Princesa Lonnie, não é? - perguntei e a cumprimentei. 

- Sim, filha da Mulan e Shang Lee. Mas sinceramente, prefiro só Lonnie. - deu de ombros e eu ri fraco, Evie acompanhou. Olha só, tínhamos uma vencedora ali no quesito “princesa”.

Ficamos as três trocando algumas palavras de vez em quando. Lonnie era bem falante e até legal, considerando ser uma pessoa da casta Um. Mas ela era uma pequena exceção.

- Essa garota é sempre nojenta assim? - perguntei fazendo gestos com a cabeça para Audrey, sem ligar se era ouviria, mas pelo visto não ouviu. 

- Audrey? Ah, não ligue muito pra ela. Digamos que ela não é fã de amizades novas. E nem pretende ser amiga de ninguém aqui. - falou meio que sussurrando, mas o barulho estava alto demais, ela não ouviria de qualquer forma.

- Ah, que ótimo. Porque eu também não pretendo ser amiga dela. - falei e ela e Evie riram. 

- Ela tá meio desesperada pra ganhar o concurso. 

- Não é para menos. Quem não quer ganhar? - Evie questionou, com um sorriso bobo. 

- Mas ela é diferente. Está muito mesmo. Ela meio que já saiu com Ben algumas vezes e levou um pé na bunda por ser... grudenta demais. 
 

Evie deu uma gargalhada.

- Isso é sério?
 

Lonnie assentiu.

- E agora ela diz que vai reconquista-lo através do concurso, sendo a melhor de todas. - falou e balançou a cabeça negativamente.

Era confirmado. Audrey era uma tonta. 

Íamos dar continuidade a conversa, quando uma mulher chegou até nós, batendo palmas, pretensiosa.

- Muito bem, garotas, estão prontas? 

Nos entreolhamos, sem saber para que deveríamos estar prontas de fato.

- Acompanharemos vocês até a sala de jantar. Farão suas refeições, depois conheceremos um pouco o castelo e poderão ir para seus quartos descansar. Já está tudo pronto para suas estadias, e amanhã conhecerão suas criadas. 

- Nós teremos criadas? - Evie perguntou animada. Cada nova descoberta era como se fosse a melhor coisa do mundo. Estava claro o quanto ela estava familiarizada ali.

- É claro que sim, garota! Em que castelo não tem criada? Todos sabem disso. Você mora onde, num cativeiro? - Audrey se intrometeu, revirando os olhos.

- Audrey... elas são da casta Cinco. Não tem castelos lá... - Jane a cutuca e diz baixinho. 

- Ah... Bem que eu notei algo diferente mesmo. - fez uma carinha de desaprovação, provocando, enquanto nos levantávamos. Evie ignorou, e se levantou para seguir a mulher. 

Aquela garota estava procurando encrenca. Encarei a mesma por um tempo. É uma pena as leis de Auradon serem contra a agressão, porque se não fosse isso ela já teria ganhado o que merecia. 

A moça nos chamou com as mãos e passamos a andar. Audrey puxou Jane, jogando o cabelo. Antes de passar por mim riu cinicamente. Se ela queria provocar, então que assim fosse. Coloquei o pé disfarçadamente para frente, e quando a mesma passou, e por muito pouco não caiu de cara. Apenas tropeçou. 

Sei que não era legal prejudicar outra candidata, mas não era por causa do príncipe, e também ninguém teria como provar que foi de propósito. Ela olhou para mim com uma cara feia, e um pouco sem graça por causa do tombo que foi assistido por algumas pessoas, dei um tchauzinho para ela, sorrindo cinicamente sem mostrar os dentes. Ela empinou o nariz e saiu puxando a outra. 

Respirei fundo e me pus a seguir as outras. Aguentar todo aquele alvoroço, uma nova vida que não era nada do que eu queria e todas aquelas pessoas irritantes juntas todos os dias, seria um desafio para mim. Um desafio muito, muito complicado. E o pior de tudo era saber que estava apenas no começo...

 

 

 


Notas Finais


Ta peeerto gente, ta peeeerto!
Mas então, o que acharam, linduuuus?
Até o próximo!
❤️


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