História Maligna - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxa, Bruxaria, Demônio, Demonios, Horror, Magia, Maligna, Pacto, Romance, Sobrenatural, Suspense, Terror
Visualizações 9
Palavras 1.656
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Primeiro capítulo, espero que gostem

Capítulo 1 - Primeiro dia de aula = inferno


"Se você pretende ler sobre uma certa garota loira vitimizada que tem que escolher entre dois caras lindos e profundos, está no lugar errado.

Se você procura uma história romântica e feliz, sinto muito, está no lugar errado.

Se você busca uma protagonista boa e justa, adivinha? Lugar errado.

Porque aqui não irá encontrar nenhuma dessas coisas. Na verdade é bem ao contrário.

Não sou loira, meus cabelos são castanhos e na maior parte do tempo, sem vida. Não sou uma pobre coitada, apesar de muitos dos meus "colegas" de escola acharem que sim. Não estou apaixonada e não tenho que escolher entre dois caras. Alias, não tenho que escolher cara nenhum, pois ninguém quer se aproximar da "garota negra", um dos muitos apelidos carinhosos que me deram.

Não tem nada de feliz aqui. Só há tristeza, dor, maldade e morte.

Não sou boa, nem justa. Alguns dizem que sou o mal encarnado, outros que apenas sou uma menina perturbada. Bem, talvez as duas hipóteses estão certas.

O que eu quero dizer, é, esse é um caminho sórdido, um caminho sem volta. Vai querer seguir por ele?"



- Lucinda Miller, desça agora! Quer se atrasar para o primeiro dia de aula? - Ouço minha mãe gritar e bufo, fechando meu diário. Tenho dezesseis anos e escrevo em um diário sim. É o único com quem posso desabafar.

Guarda meu diário no seu esconderijo, debaixo do colchão. Ninguém iria mexer ali, até porque sou eu quem limpo tudo nessa maldita casa.

Me olho no espelho, observando-me. Meus cabelos castanhos caiam sob meu rosto, parecia mais pálida e magra que o normal. Vestia uma blusa preta, uma saia xadrez e meu coturno. Meus olhos estavam pretos por causa da sombra e do deliniador. Coloco meu colar de pentagrama invertido, mas o deixo por dentro da blusa. Não quero dar mais motivos para aqueles idiotas da escola caçoarem de mim.

Desço as escadas, ouvindo a discussão rotineira no andar de baixo. Como sempre, não escuto mais a voz elevada de minha mãe, que provavelmente havia sido silenciada por um tapa.

Chego na cozinha, me deparando com minha mãe Agatha e meu padrasto Bruce. Eu simplesmente odeio os dois. Meu pai me deixou antes mesmo de eu nascer, e nunca soube nada dele. Minha mãe desde então me culpa por isso, e por tudo o que acontece de ruim em sua vida. Sou uma decepção constante para ela, e vejo isso todos os dias em seus olhos.

Claro, tem o Bruce. Nem sei porque ela ainda está com esse idiota. É o cara mais repugnante que já vi, só sabe ficar sentado em frente á tv comendo, bebendo e fumando.

Pego uma maçã, pois já sabia que não teria nenhum café da manhã me esperando. Ninguém jamais fez questão disso.

- Que bom que está pronta. - Agatha diz, me olhando de cima a baixo. - Seu pai irá te levar hoje.

- Ele não é o meu pai! - Digo com raiva. Recebo um tapa no rosto, e encaro Agatha com mais raiva. Apenas a olho por alguns segundos, me viro e saio de casa. Bruce logo sai e destrava o carro. Entro e me sento no mesmo, batendo a porta. Ouço Bruce me xingar se algo, mas simplesmente ignoro.

- Por que não se veste normal? Nunca vai fazer amigos vestida igual uma esquisita. - Ele me repreende. - Tem que usar aqueles shorts e blusas coladas… Iriam cair bem em você.

Me seguro para não vomitar ali mesmo. Nem me dou ao trabalho de responder. O resto do caminho se seguiu em silêncio, depois finalmente chegamos ao colégio.

Saio do carro, não antes de escutar Bruce:

- Garota imbecil.

Suspiro e ando para dentro da escola. Percebo olhares em mim, enquanto o caminho pareceu se alongar. Muitos riam e apontavam em minha direção, caçoando e dizendo coisas horríveis.

Nunca achei que iria mudar, de qualquer modo. Já me acostumei a ser a esquisita, a imbecil. Mas um dia todos eles irão pagar, um dia todos irão arder no inferno. E eu não ficarei para trás, estarei lá dançando sob suas cinzas.

Entro para a sala e imediatamente vejo Penny e suas seguidoras. Sabe aquela loira clichê, a popular líder de torcida? Então. Ela riem e cochicham, sabia que era de mim.

Como de costume me sento no fundo, encostada na parede. Fico quieta no meu canto esperando a professora chegar.

Brian e seus amigos entram. Mais um clichê, jogador de futebol, que se acha o pegador. Não passa de um macho alfa idiota. Eles vem em minha direção.

- Oi bruxinha, pensei que talvez tivéssemos a sorte de não ver você esse ano. - Brian fala e seus amigos dão risada.

- Você não é lá muito sortudo, não é, Brian? - Retruco. Se eles pensam que esse ano sofreria tudo calada, estavam redondamente enganados. Eu descobri que existe uma mulher poderosa dentro de mim, uma bruxa, sim, bruxa. Desde as férias venho estudando magia negra, nisso Brian tinha razão.

- Essa garota é esquisita demais. - Brian fala e se afasta, com seus gorilas rindo. Pareciam um bando de hienas.

A professora chega e começa a dar a aula. Tudo corria normalmente, até Penny se levantar com uma cara triste. Ela se aproxima da professora.

- Professora, roubaram minha borracha. - Ela fala. Suspiro, sabendo que iria sobrar para mim. Sempre sobra.

- Você sabe quem foi? - A professora Susan pergunta. Penny confirma com a cabeça.

- Foi a Lucinda. - A loira fala. Tinha que dar meus parabéns, ela era boa em atuar.

A professora me encara, com uma cara de poucos amigos.

- Lucinda, por favor, devolva a borracha.

- Mas não peguei nada! - Me defendo.

- Eu vi ela pegando! - Uma das amigas de Penny, Laurie, fala.

- Elas estão mentindo. - Digo.

Brian se aproxima de minha mesa e abre meu estojo, tirando uma borracha rosa de lá e a levanta para todos verem.

- Não é essa? - Ele pergunta. Todos me olham com raiva.

- Eles armaram isso! - Ralho.

- Lucinda, peça desculpas á Penny - Susan fala autoritária.

- Não vou pedir desculpas, não fiz nada! - Falo.

Susan suspira.

- Peça desculpas.

Penny sorri para mim:

- É só pedir, Lucinda.

- Não vou pedir nada, sua loira azeda. - Retruco já perdendo a paciência. Será que todos iriam ficar contra mim pelo jeito que me visto? Pelas minhas crenças? Mesmo que injustamente?

- Lucinda Miller, não vou tolerar desaforo na minha sala! - Susan grita.

- E eu não vou tolerar injustiças! - Ralho. - Eles mentem. Todos mentem!

- Chega! Você vai ter uma conversa com o diretor. - Susan fala, me puxando para fora da sala. Deixo ela me levar, sabia que nada adiantaria. A garota estranha contra a queridinha da sala? Sabia que a luta já estava perdida.

Nos aproximamos da sala do diretor e Susan bate na porta, me dando um sorriso de triunfo. A olho irritada e o diretor nos manda entrar.

- Como posso ajudar Susan? - O velho gordo pergunta.

- Lucinda roubou a borracha da colega, não quis se desculpar, a xingou e me faltou com respeito.

Bufo. Mas quanta mentira. Era só o que eles sabiam dizer. Mas todos iriam pagar.

- Fez bem em traze-la para mim. - O diretor sorri.

- Espero que ela seja punida, Gordon. - Susan fala e sai da sala.

Suspiro e encaro o diretor.

- Por que fez isso? - Ele pergunta.

- Eu não fiz nada. Eles armaram para mim. Colocaram a borracha no meu estojo e depois disseram que roubei. Não vou pedir desculpas por algo que não fiz. - Respondo, mas era óbvio que ele não estava acreditando em mim.

- E de quem era a borracha?

- Penny Winter. - Digo.

- Penny é uma ótima garota, não faria isso. - Gordon a defende.

- Devemos estar falando de Pennys diferentes então.

- Você vai insistir nessa história? Sinceramente… Posso te dar uma advertência e te liberar o resto do dia e claro, ligar para seus pais. Ou…

- Ou? - Pergunto.

- Ou você pode pedir desculpas á Penny e acabamos com esse assunto.

Me levanto, não querendo acreditar em tudo aquilo.

- Por que todos sempre a defendem? Você faz ideia do que essa garota já fez para mim? Ela não é a santa que todos pensam!

- Chega! - O diretor também se levanta. - Não quero mais ouvir suas mentiras. Vou ligar para os seus pais virem te buscar.

Arregalo os olhos. Bruce e Agatha não iriam gostar nada daquilo, certamente me renderia uma boa surra. Vejo o diretor preencher um papel, e logo depois ligar para a minha mãe.

Sou encaminhada para o corredor, fico sentada em um banco esperando alguém vir me buscar.

Escuto barulho de salto alto próximo, sabia que Agatha chegara. Ela me olha com um ar de reprovação e me puxa pelo braço.

- Menina estupida, não cansa de arranjar problemas?! - Ela me arrasta pelos corredores.

O sinal para o intervalo toca, bem a tempo dos meus colegas de sala saírem e me verem passando vergonha.

Obrigada, "mamãe".

Entro no carro e me encolho contra o banco.

- Você só trás desgosto. - Ela fala. - Ainda vai arranjar encrenca com Penny Winter? Sabe que a mãe dela é dona de metade da cidade, inclusive do salão onde trabalho! Quer que eu perca o emprego?

- Eu não fiz nada. Eles… - Começo a dizer, mas sou silenciada com um tapa no rosto.

- Chega! É melhor você tomar jeito, eu e seu pai não vamos aturar essas merdas.

Suspiro, me controlando para não gritar que aquele babaca não era meu pai. Não queria levar outro tapa.

Agatha estaciona o carro e eu desço, batendo a porta. Entramos em casa, meu padrasto mal me vê e já começa com os xingamentos.

Ignoro e subo correndo as escadas, me trancando no quarto.

- Vermes imundos, todos eles! - Digo procurando freneticamente em minhas coisas. Paro ao achar um livro negro.

Viro as folhas, até que acho o que quero. Um feitiço de invocação.

Para mim já deu, eu irei invocar um demonio, e ele irá me ajudar em minha vingança. E todos finalmente irão pagar.  



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