História MALIHINI - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Bruxas, Etc, Fadas, Interativa, Sereias, Seres Misticos
Exibições 90
Palavras 1.672
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 2 - 2016


2016

 

O sol estava em seu ponto mais alto do dia, pessoas se moviam para todos os lados para chegar em suas casas, e seguir com seus dias, a hora do rush era a parte mais movimentada do dia, mesmo em cidades não muito grandes como aquela. Era o preço o qual deveria ser dado a colonização, mais e mais pessoas nascendo, se estabelecendo no local.

Próximo ali, a floresta parecia estar mais calma do que nunca, a área de reserva nunca tinha movimentação naquelas horas, mesmo às pessoas às quais trabalhavam dentro dos parques ecológicos estariam em suas pausas para o almoço, por isso não deveriam notar uma presença tão pequena como uma borboleta passar, isso claro, se considerassem que está borboleta em questão se movimenta mais rápida do que qualquer outra da espécie, além de ter um formato extremamente peculiar.

O nome dela era Silvana,e claro, não era um borboleta, apesar de suas asas guardarem uma grande semelhança a elas, sendo de ricas em tonalidades de cinza,com alguns detalhes em tons mais escuros, que ajudavam ela a ser confundida com uma folha seca,ao menos não se preocupar com predadores. Seus cabelos lustrosos e compridos se balançavam no ar a medida que viajava em zig zags dentre a vegetação que lhe era tão familiar.

Parecia ter um pouco de pressa, para chegar aonde queria, se apoiou em uma das árvores próximas, ali deveria haver uma frecha, podia sentir a energia com suas mãos no tronco da árvore, com certeza deveriam ter deixado outra fenda ali. Silvana sorriu com seu achado, se espremendo um pouco pela passagem. Por mais que tentassem tirar os resquícios da magia, ela ainda poderia encontrar essas, diria-se que é uma das vantagens de ser uma fada.

Não demorou para entrar pela fenda, atravessando-a completamente, sendo coberta por uma luz a qual já estava acostumada, antes de sentir o clima ao seu redor ficar seco, ar seco, e sol forte, uma mudança que seu cabelo não parecia lhe agradar, mas já estava tão longe, porque parar por agora?

Deu dois passos para fora, começando a recuperar o tamanho original, não esconderia suas asas agora, afinal, qualquer um que a visse nunca acreditaria que ela era algo real, não deveria ser algo deste mundo, a ignorância parecia ser uma das coisas preferidas dos humanos, ajudava ela a criar o caos, por isso não reclamava.

Seus olhos negros olhavam a paisagem, nenhuma árvore em quilômetros de distância, bem, ao menos facilitava o seu trabalho.

– Vamos, anda, eu sei que você está aqui – Cantarolou a última parte – Sabe que não pode se esconder de mim – E com menos de um salto ficou invisível, flutuando levemente acima da areia, de modo o qual não pudesse notar que ainda estava ali. –Então parece que vou ter que sair e voltar para o meu lugar, que triste –Fingiu uma falsa dor, clara por seu tom de voz, mas sabia que se a pessoa quem esperava aparecesse, não teria problemas em se revelar.

Um…

 

Dois…

 

Três!

 

Neste momento a fada se torna novamente visível, saltando para agarrar o ser que antes se movimentava diante da areia.

 

–Te peguei – Ela disse, ainda abraçando o ser por seu torso.

 

–Acho que pegou a pessoa errada – A outra voz respondeu, Silvana voltou o pescoço para cima, e seu rosto se transforma em uma expressão incomoda, com certeza não era quem estava procurando.

 

–Arg Aegeus – solta-o rapidamente.

 

–Awn, que pena, estava gostando do abraço – Ao que a fada simplesmente se punha de pé. – O que? Não está feliz em me ver? –A Naga se revelava translúcida ao solo de areia, se você ignorasse os enormes chifres que possuía, parecia um homem normal até os quadris, mas claramente tinha diferenças que se faziam mais claras ,a começar pelo tom de pele acinzentado, chifres de cor púrpura bem escuros; mas ainda o detalhe mais óbvio que seria que a partir de seus quadris, ele não possuía pernas, mas sim uma longa cauda de cobra, resplandecentes ao sol.

 

–Não estava procurando por você, pensei que era Kuru – Explica, já mudando os olhos para ver se o encontraria.

 

–Isso explica os abraços? – Aegeus fazia graça dela, ela e Kuro eram amigos peculiares, especialmente quando ele se lembrava da dieta que Silvana possuía.

 

–Não estou a fim de falar com você hoje – A garota fica no chão outra vez.

 

–Talvez eu não esteja com muita vontade de ouvir a sua voz irritante, você quem atrapalhou meu banho de sol.

 

Silvana resolve não responder, não adiantaria de nada, ainda teria que encontrar o Kuru de alguma forma, irritá-lo era um passatempo dela.

 

~

 

Em um outro canto da cidade, uma secção de um filme havia acabado, com eles grupos de pessoas saindo, todos amontoados ao mesmo tempo, se empurrando uns pelos outros, correndo apressados para irem almoçar, ou voltarem a tarefas diárias. Dentre tantos, a menina de cabelos azuis se destacava, não somente pela cor do cabelo mas por sua forma ser igualmente bela, mesmo que estivesse trajando roupas simples, jeans e uma camisa polo.

Ao seu lado estava um garoto, melhor vestido que ela, mas sem deixar de ser casual, com um boné, mesmo dentro do shopping, mas considerava-se que deveria ser por estilo, assim como os óculos escuros os quais levava, a garota ria de alguma coisa a qual ele falava e falava sem parar, agarrada ao braço dele como se não pudesse soltar aquilo por nenhum momento.

Não demorou muito para que estivessem fora do shopping, caminhando ainda sob o sol, o garoto seguia falando, aparentemente ele tinha muito assunto a ser falado, a única coisa mudou foi quando a menina parou de observar o homem e fixou seus olhos dourados em para a grande parte da reserva florestal que estava perto deles.

O garoto seguiu seu olhar, e deu um sorriso com malícia para a menina, sugerindo algo, o qual ela firmemente recusou, cruzando os braços com algo que parecia ser raiva, mas ele seguiu falando até que ela pareceu ter dado o braço a torcer, o seguindo entre as fendas de metal, adentrando a parte densa da floresta, com o garoto atrás dela, a segurando pelos ombros o tempo todo.

 

–Realmente – Ela olhou ao redor, para a mata fechada, e logo para o garoto com ela –Não acho que tenha sido uma boa ideia.

 

–Relaxa –Ele sorriu se aproximando dela, a encurralando perto de uma árvore, fechando-a em uma espécie de jaula com as mãos –Só estamos nós dois aqui.

 

–A isso eu me referia – Ela sorri fechando um pouco a pálpebras de seus olhos.

 

O garoto encara isso e sorri mais, se aproximando dela, suas mãos abaixam tocando em uma de suas coxas, até que sente algo úmido em sua nuca.

 

–Não acho que tenha sido uma boa ideia para você.

 

Foi a última coisa que ele escutou antes de sentir a cabeça encoberta por água, assim como a inabilidade de se mover.

 

~

 

Quase um ano havia se passado desde que o jovem tinha notado a existência das fendas, não que antes tivesse de modo algum dificuldades de se locomover, era mais fácil para ele, mas ao mesmo tempo não deixava de consumir energia que poderia estar sendo utilizada para melhores fins.

Assumindo a forma de um rato passava por uma que se encontrava nos canto de um esgoto na Escócia, chegando em seu destino final em menos de segundos, passando por outra multidão e voltando a forma natural.

Às vezes ele chegava a desejar que houvesse descoberto esses mais cedo, teria dado a oportunidade de Akira ter menos problemas com a polícia humana, ao menos em público, mas problemas pareciam ser atraídos por ele como um imã.

Multidão de pessoas atravessando a rua, momento de voltar a forma a qual era conhecido, ao menos por esses dez anos, um garoto mais pálido que o normal, bem alto, chegando a ter um metro e noventa de altura, com aparência de 18 anos, cabelos totalmente brancos, que só não se confundiam com a pele por alguns tons a mais, e olhos curiosos, em tom de vermelho vibrante e forte; por mais que sua aparência chamasse a atenção, seria taxado como um albino entre humanos, e somente isso estava bom para ele.

Seguiu com o fluxo por mais duas avenidas, antes de fazer a curva em paralelo a entrada de uma rua principal, cerca de uma reserva, parou por um segundo analisando a circunstâncias, havia outra fenda por perto de lá, a outra estaria mais distante, seria melhor se fosse por lá.

Observou seus arredores antes de rodear uma parede de gramíneas que enfeitava uma casa com uma grande placa de vende-se, assumindo outra forma para que pudesse passar pela reserva sem chamar muita atenção, voltando ao normal uma vez que já estava mais dentro.

Foi então que ele notou o cheiro de sangue, o cheiro de sangue humano. Várias ideias passaram por sua mente, mesmo que nenhum sentimento fosse demonstrado, era somente mais um humano, nada que realmente valesse a pena. Seguiu seu caminho, até começar a ouvir vozes.

–Poxa você deveria ter deixado um pouco da diversão pra mim Iara! – A voz feminina soou irritada.

 

–Eu deixei um pedaço bem grande de carne pra você Silvana. –A outra respondeu, algo claramente bloqueava sua boca.

 

–Você sabe que a carne têm que ser fresca, e sim, está fresca –A primeira voz deu uma mordida em algo que estava por ali –Mas eu falava da parte realmente divertida.

 

Akira resolveu ignorar a discussão, a julgar, não deveriam nem ser seres humanos, em seus anos de vida aprendeu várias coisas, vários mitos os quais às pessoas diziam não existir se tornando realidade bem em frente aos seus olhos, e a maior parte nem estaria tentando se esconder se não fosse o fruto do preconceito humano.

No chão, algo marrom chama seu interesse, uma carteira de couro, o mesmo retira o conteúdo, cartões, identidade, CPF, alguma quantia em dinheiro. Resolve guardar em seus bolsos, afinal, nunca saberia quando precisaria assumir outra identidade.

 


Notas Finais


espero que tenham gostado e que eu tenha pego as personalidades de forma correta, qualquer coisa errada espero que possam me falar.
>Personagens aceitos que não apareceram, não se preocupem, vão aparecer logo


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