História MALIHINI - Interativa - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Bruxas, Etc, Fadas, Interativa, Sereias, Seres Misticos
Exibições 33
Palavras 2.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Desculpem bastante pelo atraso!

Capítulo 8 - Mudança de planos e horloge


Fanfic / Fanfiction MALIHINI - Interativa - Capítulo 8 - Mudança de planos e horloge

Alguma coisa caiu com força, fazendo um ruído de estalo, tentou controlar a sua raiva, ali não era o melhor local pra ter um acesso de raiva, testemunhas demais. Desabrochou um pouco da gravata, pegando um copo de whisky e bebendo um gole, fez uma careta logo em seguida, detestava aquele sabor amargo mas pelo menos impedia que continuasse a quebrar as coisas.

Jogou-se na cadeira se sentando, pegando outro telefone, já que o primeiro havia atirado no chão, celulares estavam ficando cada vez mais frágeis nos dias de hoje. Não demorou muito para a voz do outro lado atender.

 

–Se acalmou? –A voz soou do outro lado, para aumentar seu ranger de dentes, não suportava aquela calma que o homem horrível possuía , parecia que não via a seriedade da situação, que, agora que ele via, parecia estar em situações piores.

 

–Não! eu NÃO me acalmei, de forma alguma! – Bateu a mão na mesa de madeira, tentou controlar o volume da voz outra vez, não adiantaria gritar. –Vocês me falharam outra vez.

 

A voz do outro lado seguiu em silêncio, às vezes o homem achava que ele fazia isso para irritá-lo, mas provavelmente não era isso o que pensava.

 

–Escute aqui, não podemos deixar que ‘aquilo’ escape.

 

–Eu pensei que haviam-

 

–Pensamos errado!

 

–E o que vamos fazer em relação aos novos dados? –Pela primeira vez a voz estava tomando algum senso, mas não da maneira correta.

 

–Nada.

 

–O que?! – Foi a vez do outro explodir.

 

–Você me ouviu, não podemos arriscar.

 

–Mas ainda não faz sentido – Pelo som que o homem podia ouvir, ele havia se agrupado com outros.

 

–Não esperava que você pudesse compreender mesmo, vocês não estão pensando, provavelmente aquela já é uma chance perdida.

 

–Mas você não pensa que a cada um que se vai, eles ficam mais fortes?

 

–Mais numerosos sim ,não mais fortes, Erik.

 

Foi a vez de Erik ranger os dentes, nunca havia concordado muito, mas deveria fazer a sua parte, mas simplesmente deixar com que o assunto se resolvesse sozinho soava ridículo. Se acalmou, não deixaria que isso  atrapalhasse mais do que já havia atrapalhado.

 

–A julgar pelo silêncio você está disposto a tentar compreender. – A primeira voz masculina termina de dizer. –Vocês têm um objetivo, sigam ele, deixem comigo, eu tomarei parte no resto.

 

Sem outra forma, Erik soltou um suspiro.

 

–Sim, vamos seguir com o plano.

 

A ligação foi cortada imediatamente, o homem acabou com a ligação, girando o pequeno pedaço de tecnologia entre seus dedos compridos, antes de o jogar dentro de um copo d’água, gerando um curto circuito.

 

–Nenhuma prova poderá ser deixada.

 

~

 

Silvana estava alegre, ter Iara era uma ajuda quando se tratava de encontrar fendas, às maiores estavam embaixo do oceano, ou em locais de difícil acesso á humanidade, uma das fendas mais conhecidas seria ao topo do Monte Everest, e até mesmo no topo da torre Eiffel, bem em sua ponta, e mesmo assim, precisando de uma pequena ajuda para que pudessem se expandir, ou, como a maior parte dos seres que podiam faziam, mudavam de forma para se adequar a situação.

As mulheres andavam determinadas, sem olhar para trás, mas não poderiam deixar de evitar de olhar às mudanças, fazia muito tempo que ambas não passavam na cidade, ou até mesmo no continente, quando se tinha uma vida tão longa os seres humanos pareciam mudar tão rapidamente, nada parecia ser consistente para eles, moralidade ou eticamente e quem diria outros costumes como moda ou padrões de comportamento.

Iara mantinha a dianteira, ela não compartilhava muito da curiosidade que a fada possuía por humanos, a gorgóna nunca havia realmente compreendido Silvana, a espécie dela geralmente era unida, de uma forma que quase nenhuma era vista sem um companheiro de caça ou semelhantes, mas Silvana se mostrava o oposto do que ela era quando junto de um grupo de fadas, ela parecia congelar, como se não estivesse confortável, mas, em meio a humanos, ela tratava como se não fosse nada de mais, até chegava a ficar curiosa em relação a sociedade deles, mesmo que se alimentasse deles.

A de cabelos azuis tinha uma relação bem contrária a mente de Silvana, ela não gostava da humanidade em si, poucos os humanos os que ela teve contado antes que este se tornassem o seu alimento, e ainda assim, nunca realmente consegiu ter a simpatia necessária para se tornar tão próxima a eles, mesmo em casos específicos ela ainda mantinha a sua distância, uma hora ou outra, todos acabariam do mesmo modo.

 

–Você parece tensa, como um peixe fora d’água –Silvana entortou o rosto para ela, com um sorriso maroto.

 

–Ha ha – Iara revirou os olhos, mas acabou por dar um meio sorriso para a fada. –Piada antiga.

 

–Pelo menos arranquei um sorriso seu –Ela segue sorrindo –Você está séria demais. Iara relaxa os ombros.

 

–Kuru às vezes têm às ideias mais estúpidas, adoro ele, mas ele complica demais as coisas.

 

–Bem, você conhece ele a mais tempo do que eu –Disse a Iara e continuaram ambas pelas ruas desertas da noite, Silvana examinava o local com curiosidade, às árvores do lugar pareciam ser similares a sua, talvez suas semelhantes estivessem por ai.

 

–As intenções dele são boas demais – Resmungou colocando as mãos dentro dos bolsos do casaco recém adquirido. –As vezes me pergunto porque e como ele é meu amigo, ou mesmo me suporta, somos diferentes demais.

 

–Sabe o que eu acho?

 

–O que?

 

–Que você está perguntando para a pessoa errada – A fada tomou a dianteira, próximo ao complexo de aparência rígida e formal, nada feliz por fora, e provavelmente menos ainda por dentro.

 

–É aqui –Iara disse observando o endereço em uma pequena placa na rua, às luzes ainda estavam ligadas, o expediente era constante no lugar.

 

–Então vamos-

 

Antes que pudessem fazer alguma coisa, uma música começou a ressoar, animada demais e aleatória em uma língua diferente, mas que ainda era conhecida por ambos os seres.

 

–Ops –Silvana retirou o celular do bolso.

 

–Eu não acredito, sério? –Reprimiu Iara –Você estava com isso o tempo todo?

 

–Devo ter deixado aqui desde a última vez no meu “trabalho” – Respondeu fazendo as aspas nas mãos –Você se surpreenderia pela quantidade de humanos que acham estranho não ter um desses

 

–Sim, eu sei, mas ainda assim, isso é perigoso de se ter! –Iara bateu o pé no chão, seu rosto se enchendo de um rubor acinzentado de raiva.

 

–Assim como deve ser perigoso para você corar em cores diferentes as humanas para cada uma emoção –A fada ironiza, com uma pontada de verdade, não gostava quando atuassem como se ela fosse algum ser besta. Estava a ponto de desligar o número quando observou o nome. –E olhe quem é agora… –Ela disse mostrando a tela para a colega –Parece que é só falar nele.

 

Girando o telefone nas mãos Silvana atende a ligação, ao que parece a voz de Kuru esta alterada, dando urgência.

 

–Kuru, Kuru, eu não consigo entender nada do que você está falando…

 

–O que foi? –Iara se aproxima de ambos, um tanto preocupada, não era comum Kuru estar nervoso.

 

–Mudança de planos –Ela diz simplesmente, com um grande sorriso no rosto. –Tem uma híbrida! –Ela quase grita, animada.

 

–Espera ai – Ela parece desconfiada repentinamente –De onde vem essa informação? – Silvana faz um sinal para ela esperar por um momento enquanto pergunta a Kuru, uma expressão ficando um pouco irritada.

 

–Ele disse que Aegeus está na casa branca…

 

–Ele está confiando em Aegeus? Ele nunca sairia do conforto da casa dele pra ajudar alguém –Argumentou.

 

–Sinto algo similar, mas não é tudo, aparentemente, ele trouxe Helgo e Sleepy, e foram eles quem falaram a situação. –Disse Silvana em um tom de puro estranhamento a toda a situação, Iara seguiu sua expressão.

 

–Essa história está ficando cada vez mais confusa… Mas por outro lado não temos porque duvidar da palavra dos duendes… –Apoiou a mão em seu queixo.

 

–Entããããããão –Silvana disse novamente ficando animada, se inclinando um pouco para a frente –Vamos conhecer a híbrida? –Ela soltou um sorriso enorme.

 

–Vamos conhecer a híbrida –Iara responde, igualmente sorrindo.

 

~

 

Kuru soltou o ar do peito no momento em que Silvana mandou uma mensagem para ele respondendo que ambas iam fazer parte, sentiu como se seu coração fosse parar quando a fada desligou o celular somente para escrever. A natureza dela poderia ser um tanto inusitada, mas a parte sádica parecia que ia a todos, ou talvez somente outra forma que tinha para o irritar, deveria fazer mais lembretes para ela não levar aparelhos de comunicação, mas desta vez teria sido uma boa coisa.

Akira por outro lado não conseguia entender o nervosismo dele por outra pessoa, tratava de ler seu livro em paz, levemente desconfortável com aquele ser novo que estava na casa branca, quem parecia confortável demais se espalhando por todo o sofá.

 

–Eu sei que você está me detestando ter aqui –Aegeus cantou para o albino, tentando desconcetrá-lo de sua leitura, algo que já estava fazendo a alguns minutos desde quando chegou a casa.

 

–Sim, eu estou. Saia daqui –Respondeu o menino não lhe dando o olhar, parecia ainda submerso dentro do livro.

 

–Não estou afim de sair daqui, é bem confortável –Olhou ao redor. –Apesar de ser um tédio, garoto albino.

 

–Já disse que meu nome é Akira.

 

–Não gosto desse nome, você não tem cara de Akira.

 

–Bem, isso é um problema seu.

 

–Nah, eu não tenho problemas, as pessoas falam muito isso pra mim –Esse sorriu, sarcástico. –Nem imagino o porque.

 

–Você é um ser desprezível, sua espécie é conhecida por milhões de atrocidades às quais cometeram, a natureza humana geralmente associa tudo relacionado com cobras a símbolos de coisas ruins, mas no seu caso é mais por você ter a postura de um preguiçoso que não serve pra nada. –Akira terminou em tom monótono e sem vida, virando a página do livro e seguindo a leitura.

 

Aegeus perdeu o sorriso, somente para ganhar novamente, virando o rosto para aquele pequeno ser ruivo o qual havia trago para o lugar, quem o olhava com uma expressão de desconfiança, mais que pavor.

 

–Esse cara deve ser legal em festas, não é mesmo?

 

~

 

Fora da casa, a luz poderia refletir as bordas da barreira da dimensão de bolso, era quase um dos locais mais seguros o qual eles poderiam estar, mas a fina linha ainda os fazia parecer preso, sentir-se presos dentro de algo.

Duas figuras estavam ali fora, não muito distantes da casa.

 

–Eu não sei Kaito –Tio Sleepy olhava para o mais alto, quem, sentado ao lado de um arbusto, parecia estar no mesmo campo de visão o qual ele tinha. –As vezes acho que deveria falar para Helgo mais, mas não sei se ele poderia aguentar a situação toda.– Massageou o tendão do ombro. –O moleque tem potencial, eu sei que ele tem, mas ele precisa saber mais das coisas que pode vir a enfrentar…

 

–Eu sei como você se sente, mas como você, eu também tenho minhas restrições… Não queremos envolver eles mais do que já estamos fazendo…

 

–Não podemos esconder a verdade deles pra sempre.

 

–Eu sei –Suspira, estendendo suas asas um pouco e pegando algo em seu bolso, um pequeno relógio de bolso, prateado com detalhes gravados; eram quatro divisões da parte exterior, cada uma contendo um tríscele, atrás com vários detalhes minusculos, cada um diferente do outro*.

O abrindo para se deparar com tons monocromáticos e um ponteiro de relógio negro com detalhes brancos, a parte de cima possuindo o contrário da patelle de cores.Sleepy o via, desde pequeno com aquele relógio, se tinha algo que nunca se separava, era dele.

 

–Eventualmente vão acabar por descobrir –Fechou o relógio com agressividade.

 

–Talvez seja pior assim, Kaito…

 

–Eu sei, mas, por enquanto, não é a hora. –Franziu um pouco a testa, sua voz mais parecia se perguntar se estaria fazendo a coisa certa ou a errada.


E com isso os dois seres desconhecidos por grande parte da humanidade voltaram a olhar para a fina linha que separava aquele lugar, aquela realidade.  


Notas Finais


*corresponde a imagem usada na capa do capítulo


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