História MALIHINI - Interativa - Capítulo 9


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Categorias Lendas Urbanas, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Bruxas, Etc, Fadas, Interativa, Sereias, Seres Misticos
Exibições 12
Palavras 1.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


ATENÇÃO: O capitulo contém linguagem obscena, o leitor foi avisado

Capítulo 9 - Kyjo - parte 1


Candy dava respirações compassadas enquanto esperava em uma pequena cela, o lugar em si não era como geralmente às pessoas descreveriam a ideia de prisão, não era um lugar sujo e sem janelas, ao menos lá. Havia uma pequena cama montada no chão, um banheiro privado (o qual também estava limpo), um pequeno fogão elétrico para aquecer água com um conjunto de chá e até mesmo uma pequena estante de livros.**

Tudo ali parecia humano, mas ao mesmo tempo lhe trazia memórias ruins do seu tempo com os Loraynes, até mesmo sua outra personalidade parecia se calar quando elas vinham a tona. Quando era menor sempre lhe falavam que o que ela estava não era uma prisão, mas sim que estavam querendo protegê-la de algo e que ela deveria ser grata pelos mesmos terem aberto suas portas para aceitá-la quando ninguém mais queria, nem mesmo sua própria mãe. E estar naquele lugar somente confirmava o que havia pensado antes.

Aquilo que ela viveu antes era a mesma prisão que ela estava vivendo agora.

 

‘Candy isso aqui é chato, vamos sair, eu não aguento mais esperar’ a voz soava em sua cabeça, ganhando um pouco de controle sobre o corpo e batendo o pé repetitivamente no chão, com impaciência.

 

‘Tentamos do seu jeito e olha aonde acabamos’ com um pouco mais de esforço conseguiu controlar o braço e apontar para o seu redor. Uma parte de si estava querendo começar a chorar de novo, mas a outra preferiu ser durona e não tentar consolar, queria poder escapar, precisaria ter o controle sobre o corpo. Nenhuma das duas partes queria ficar ainda mais tempo ali dentro, presas outra vez.

 

–Agora me deixe tomar conta de tudo –Ambas as personalidades pareceram falar juntas por um momento, mas a segunda já parecia tomar mais controla, sendo exibido em um sorriso sádico, fechando o seu punho, era bom poder agir da maneira a qual queria. Olhou para a janela por um instante, as barras eram de metal, não conseguiria sair por ali, o espaço sendo pequeno demais, assim como às barras da porta principal da cela.

Se pôs de pé, deveria explorar o que mais a cela poderia ter para oferecer a ela, nenhum dos livros parecia ser muito interessante, o travesseiro da cama era pregado nela, suas opções eram poucas, mas ao olhar ao seu redor, já poderia ter algumas ideias de como sair, ser detalhista poderia ser algo útil.

Um riso a separou de seus pensamentos e as palavras de calma de sua outra personalidade, virando-se para a porta da sela, que tão rápida como foi aberta antes, havia sido fechada.

 

–Nenhum dos livros é de seu agrado, querida? – A voz doce demais não era algo que lhe fosse desconhecida, deveria lembrar da mesma com um ódio em seu coração eternamente. A pequena sombra da velhinha de cabelos grisalhos saia, tendo consigo outras duas pessoas, que não pareciam estar falando muito, mas tampouco pareciam ser seres humanos.

O primeiro estava com a boca cortada até as orelhas, um corte passando por seu olho, de forma que o deixou cego, olhava para baixo com uma expressão de tristeza sem consolação, não atrevia levantar o olhar, com suas roupas agora em trapos; Candy sorriu com a imagem, quem quer que tenha feito aquilo, fez um bom trabalho.

O segundo não parecia estar tão mau, mas pouco ela poderia dizer, se tratava de uma criatura grande e alta, bem arredondada, parecia uma espécie de monstro, mas que era feito de sombras, as quais pareciam se desfazer aos poucos à medida que ele mancava para a frente, sua expressão era mais confusa do que com medo, lembrava a Candy de um bichinho de pelúcia que ela havia visto nas máquinas no centro da cidade, mas sem as cores vibrantes.

 

–Ah, a velha vadia resolveu aparecer? –Candy levantou as sobrancelhas com uma expressão indiferente. –E com com companhia? Pensei que era só velha e vadia, mas agora tendo que trazer guardia, também posso dizer que é covarde.

A velhinha riu um pouco, interrompendo tudo em uma forma de tossir, pegando um lenço na bolsa.

 

–Eu não sei que companhia você está falando mocinha –Olhou para os dois lados, por um momento parecendo abalada que poderia haver alguém ali–Mas você tem uma boca muito suja.

 

–Ao menos não sou eu quem fica chupando p– Antes que pudesse terminar a frase, sua outra personalidade conseguiu fazer com que ela calasse a boca para esse pensamento.

 

‘O que você pensa que está fazendo?’

 

“Não é hora pra ficar fazendo essas coisas, ou falando elas!”

 

‘Quem manda aqui agora vou EU, você fique quieta e siga o meu plano’

 

“Você tem um plano?”

 

‘Ha, parece que você nem se conhece mais. Talvez se você prestasse mais atenção’

 

“Eu sou você”

 

‘Por isso mesmo’

 

–Querida? – A voz doce volta Candy para ela mesma. –Que tal um pouco de chá? –Ao falar essa frase, a velhinha atravessa um de seus companheiros e uma das coisas se torna evidente para Candy, eles não eram mais seres vivos.

 

–Chá –Ela hesitou um pouco, as personalidades dentro dela pensando um pouco. –Chá soa bem –A primeira falou, a segunda se concentrava mais no que ela estaria planejando fazer. A velhinha sorriu, parecia que a menina queria colaborar.

 

–Então? – Ela fez uma pausa.

 

–Então o que? –Candy a observa, focada um pouco mais no bule de chá. –Esperava que eu lhe enchesse de perguntas do tipo: ah mas porque você fez isso, que crueldade, fale a verdade, eu não fiz nada e você me colocou nessa cana, blá blá blá –Começou a dramatizar um pouco antes de parar com uma expressão séria. –Não era isso que você queria que eu fizesse? –Candy dá dois passos para trás se sentando na cama grudada ao solo.

 

–É geralmente o que eu encontro. –Explica, gesticulando com as mãos.

 

–Por favor, você começa a soar como uma menininha mimada que nunca teve uma resposta diferente do que você quis na vida, se bem que no caso... –Olhou a mulher de cima a baixo, analisando especialmente suas mãos e bolsos. –...Seria uma velhota mesmo.

 

A velha então percebe a água borbulhando, e, ignorando o comentário da garota pega as duas xícaras e deposita as ervas, esmagando-as depois com uma colher e colocando a água quente.

 

–Você fala muito, mas espero que esteja disposta para ouvir –Ela beibica seu chá, que Candy pode dizer que pelo cheiro, é de camomila. –Muito bem, estou disposta a fazer um acordo com você.

A menina de cabelos castanhos levantou o olhar, sua expressão parecia ser interessanda, mas ao mesmo tempo desconfiada.

 

–Eu deveria confiar em você? Eu não estaria aqui se não fosse por sua culpa, eu sou inocente. –Candy fala sem dar muita importância, sua filosofia continuava viva ali. A velha se aproxima da garota.

–Não sei, acho que você vai gostar da minha ideia. –Ela oferece o chá para a menina, o depositando nas mãos dela, Candy pode sentir o ar quente doce em seu rosto, uma estranha sensação de conforto a invadindo. –Então –A velha acrescenta um sorriso. –O que me diz? Aceita ouvir o que tenho a oferecer?

 

A menina sorri em resposta, levando a xícara até os lábios.

 

Somente para jogar o líquido quente no rosto da velha.

 

–Nem fudendo –Enquanto a velha gemia de dor, Candy não hesitou em pegar as cobertas da cama e usá-las como uma corda, ao redor do pescoço da velha, o prendendo com força, forçando o corpo que se contorcia para baixo.

Mas a emoção de Candy durou pouco quando ela sentiu as unhas daquela velha subindo buscando pegá-la, a menina rindo e se afastando, somente para sentir algo em seu pescoço que começava a fazer um pouco de pressão.

 

–Uma pena. –A velha fala com uma voz que nem parece mais estar sentindo dor de verdade, a menina tenta olhar para baixo, vendo uma massa negra em seu pescoço, que se movia como pequenos fios.

Cabelo?!

–Eu também não gosto de fazer acordos.

 

~

 

A corrida com o carro havia sido curta, ao menos a primeira parte dela, geralmente a segunda requeria mais descrição que a primeira que praticamente gritando para todos quem ele era, esse deveria ser o fardo de ser um pessoa pública, por isso a mudança constante de um carro para outro, assim como a de pessoas ao seu redor.

Ao chegar na casa no meio do campo, não parecia ser nada diferente do que poderia estar em outros lugares, uma casa com um grande campo aberto para a criação de gado e peixes. O homem arrumou seu chapéu, sabia que deveria manter a fachada mas nunca havia sido um grande fan da estética do lugar, ensolarado demais e muitos insetos.

Não perdeu tempo para entrar, ninguém poderia pensar me pará-lo, bem, quase todos. O lugar estava um tanto vazio por dentro da casa central de madeira, barulhos poderiam ser ouvidos de trabalhadores no quintal e mais distantes da casa, dentro as pessoas pareciam andar como se não notassem o homem alto com roupas formais.

Bem, todos menos uma pessoa.

 

–O que você faz aqui? –Uma mulher morena se pôs a frente, bem mais baixa que ele, mas também extremamente mais bela que ele, com longos cabelos que desciam em cascatas cacheadas em castanho escuro e lábios cheios, cobertos por flores e olhos escuros.

 

–Nada de seu interesse, Gabby – Ele tentou dar um sorriso para ela, mas logo perdeu o interesse, tentando passar na frente dela.

 

–Gabriela, não Gabby –Ela se pôs na frente dele, bloqueando a passagem. –E não pense que você pode ir entrando aqui a hora que você bem entende sem avisar.

 

–Devo lhe recordar quem está pagando por todos os gastos, incluindo os SEUS? –Ele encarou a mulher, ainda tentando manter seu tom de voz. Ao que ela abriu a boca para responder mas preferiu calar a boca, qualquer coisa que ela falasse poderia ser usada contra ela. –Foi o que pensei, agora, aonde esta ele?

 

–O doutor Morllens está no porão, como sempre. Mas ele esta ocupado-

 

–Certamente terá tempo para um velho amigo. –O homem sorriu. –Muito bem, então vou encontrá-lo, Gabby. – Disse novamente, provocando a mulher ao dar ênfase ao apelido, quem pareceu não estar mais se importando tanto com isso. Ia se retirar, mas sentiu um puxão firme em seu braço.

 

–Código Delta? – A mulher parecia tremer por baixo da voz, mas mantinha a posição forte. –Envolvendo assuntos recentes? –O homem manteve um pouco de silêncio antes de afirmar com a cabeça.

Gabriela o soltou, e esse seguiu para o porão, arrumando os pulsos do paletó, resmungando baixinho para si mesmo, mas Gabriela não se importava, muitas coisas mais importantes cercavam a cabeça dela, mas a primeira seria a mais urgente, teria que fazer uma ligação de última hora.


Notas Finais


*Kyūjo = resgate, em japonês

**foi usada uma representação de uma prisão por um cartunista japonês:
https://mangatom.files.wordpress.com/2015/06/27107a4f4886.jpg


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