História Man Down - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford
Tags 5 Seconds Of Summer, Ashton Irwin, Assassinato, Calum Hood, Luke Hemmings, Michel Clifford, Originais, Violencia
Visualizações 5
Palavras 1.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estava com saudade do site e resolvi escrever essa one shot baseada numa proposta interessante que achei no tumblr. Provavelmente terá duas partes só. Boa leitura, espero que gostem!
(p.s. estou escrevendo pelo celular, corrigo os erros de formatação mais tarde.)

Capítulo 1 - Parte 1


Depois que o primeiro pingo de chuva colidiu com a janela daquela Dunkin' Donuts inacreditavelmente vazia, as próximas gotas logo tomaram sua deixa e se puseram a cair. Luke se permitiu cerrar os olhos por um momento e apreciar o som calmo da chuva caindo e o cheiro de café sendo feito. O gosto seria péssimo, ele sabia, sempre era, o copo acabaria no lixo após o primeiro gole, mas nada lhe parecia tão ruim quanto experimentar uma rotina monótona igual à daquele sábado. Pela primeira vez em semanas resolveu tirar tempo para si e, embora tenha ignorado o despertador por horas e batido o recorde de cigarro fumado mais lentamente no estado de Nova York, o relógio mal batia dez horas; era o dia mais tedioso que já tinha vivido, e ele já havia passado dos vinte.

Pegou o copo das mãos do atendente e se virou para sair da loja, encarando o céu escuro. Se havia alguma forma de tornar o cenário do Brooklyn mais cinza e monocromático, era com chuva. Luke pensou no quão satisfeita sua vizinha, a Sra. Hood, ficaria com o tempo. Dizia que era o melhor pras suas plantas. Surpreendente até para ele mesmo, Luke gostava dos Hood. O gato da família visitava sua varanda esporadicamente e o filho mais velho, Calum, beijava bem, o que vinha a calhar eventualmente. O apartamento do Brooklyn sempre foi seu favorito, a decoração moderna porém simples se encaixava em seu gosto, a cama era confortável e ficava num andar alto o suficiente para se ter uma visão decente da cidade. O único problema estava nos vizinhos do prédio da frente; a gritaria era audível de seu quarto a madrugada inteira. Isso o trazia memórias ruins do pai do seu melhor amigo – e eventual namorado – Michael. Sua cabeça doía ao pensar nas coisas horríveis que ouviu durante suas visitas ao amigo, ou nas vezes que o garoto aparecera roxo e chorando na janela de seu quarto, e como em todas elas Luke estava disposto a tomá-lo em seus braços até sentir que o outro estava em paz. Luke estaria disposto a realizar novamente um serviço de graça pelo bem maior, mas Ashton odiaria a iniciativa.

"Faça por um dólar sequer a menos e veremos o quanto faltará na sua fiança.", ele diria. Não é como se existisse a possibilidade do dinheiro faltar, de qualquer forma, se tratavam de milhões, mas Ashton era rigoroso enquanto à isso. Seus serviços eram o total oposto de lícitos, haviam gastos sérios à serem cobertos, aluguél, material, cobrir rastros para garantir o sigilo. Não era barato, Luke entendia, mas não via como cem mil à menos no meio de tanto dinheiro faria falta.

Balançou a cabeça para afastar o pensamento e acendeu mais um cigarro. Sua roupa já estava encharcada da chuva e ainda faltavam alguns metros até seu prédio. Uma risada de deboche escapou seus lábios relembrando a ligação para Ashton mais cedo no dia, onde pediu uma pausa em seu trabalho atual alegando estar doente. O outro cedeu relutante, reforçando que "este é um jackpot, Hemmo, estão pagando muito acima do normal, você tem até sexta". Ter como alvo gente importante e de altro esquadrão, mesmo depois de anos, lhe traz sempre a ansiedade da primeira vez. A naturalidade na qual adotava seu nome falso, a sutileza na qual se enfiltra e ganha a confiança do alvo, poder usufruir descaradamente dos privilégios da classe alta, a adrenalina da traição, o fim dramático – Luke era um grande fã de veneno na bebida, era discreto e eficiente. Tiros espalhavam muito sangue, e ele prezava mobília cara e antiga. Ser capaz de continuar como se nada fivesse sequer acontecido lhe trazia uma sensação satisfatória de poder e, com tantos zeros na sua conta, não havia do que reclamar. (Isto é, fora o fato de que nem todos os zeros do mundo poderiam trazer Michael de volta.)

Assim que o café cumpriu a função de esquentar suas mãos, o copo finalmente foi parar na lixeira mais próxima. A um semáforo de distância, entrada para o edifício onde estava locado já era visível e, mirando no portão principal, Luke reparou uma figura pequena e não familiar passar por ela correndo, vestindo uma capa de chuva amarela e botas combinando. Não moravam crianças naquele prédio, ele sabia. Fora do comum, mas irrelevante. Então, continuou seu caminho e terminou cigarro a tempo de jogá-lo fora ainda na rua.

Foi antes de suas mãos encostarem na maçaneta de seu apartamento que Luke notou o pedaço de papel no capacho à sua frente. Desconfiado, pegou o objeto estranhamente pesado e o levou para dentro, abrindo o envelope enquanto tirava os sapatos molhados. Dentro continham várias moedas que, surpreendentemente, totalizavam $23,42 e uma carta escrita em tinta cor de rosa, a caligrafia difícil de ler.

bom dia senhor eu tenho um pedido. papai grita muito comigo e com a mamãe e ele muito machuca nós duas e eu moro na sua frente e já vi o senhor com armas pela minha janela e eu pensei que você talvez possa nos ajudar pois não quero mais ver a mamãe triste e não quero mais o papai no meu quarto de novo ele me faz doer muito. eu vi na tv que não fazem isso de graça então eu peguei todo o dinheiro do meu porquinho para o senhor é tudo que eu tenho por favor nos ajude.

asinado: claire

Luke sentiu seu coração cair até os pés e de repente sentiu que ia desmaiar. Você imaginaria que, matando por aluguel por tanto tempo, o rapaz já teria sangue frio. E tem, mas a carta continha um tópico sensível até demais. Seu batimento cardíaco acelerou e a sala parecia girar ao seu redor. Decidiu sentar-se no chão mesmo, enterrando o rosto nas mãos enquanto os flashes de memória o antingiam como chutes no estômago.

Michael soluçando no telefone, medo em sua voz. Luke desejando poder abraçá-lo. "Ele me tocou lá, Luke. Dentro de mim." O horror. A notícia no dia seguinte. Michael tinha se enforcado. Raiva. Briga. Sangue. O pai de Michael inerte no chão. Sirenes. Delegacia. Cela. A oferta de Ashton, que o levou até onde ele está agora. Luke crê que sua família pense que ainda está preso.

Respirar. Inspirar. Voltar à realidade. Respirar, inspirar. Assim que sua cabeça pareceu voltar pro lugar novamente, Luke sentiu-se determinado a acabar com aquele homem no mesmo momento. Era surreal coml alguém conseguia ser tão sujo. Levantou-se com cuidado e se dirigiu ao quarto afim de vestir roupas secas enquanto ponderava se contaria para Ashton ou não.

Por fim, resolveu que manteria segredo por enquanto. Depois se resolvia com Ash. Antes de sair, passou a mão em dois bolos de dinheiro do cofre de dentro do guarda roupa e enfiou dentro dos bolsos do casaco junto com o envelope de Claire. Na última olhada no espelho, ajeitou os cabelos quase secos e partiu em direção ao edifícil do outro lado da rua.


Notas Finais


Não sei o quão longo está esse capítulo mas o resto sai amanhã. A ideia era ser um oneshot mas eu quero dormir haha. Até amanhã!


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