História Mandacaru - Capítulo 24


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Categorias Originais
Tags Nodestes
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Palavras 1.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bom gente chegamos ao último capítulo, espero que gostem e que seja do agrado de todos vocês. Boa leitura.

Capítulo 24 - Meu pedaço de chão é sempre Mandacaru.


Algum tempo depois.

POV. João.

Olha lar o Chicó enterrando um defunto...epa, m ais que danado que eu estou fazendo aqui em cima... eita!... mais que danado que eu estou fazendo ali em baixo.

Após alguns minutos a lama de João retorna para o seu corpo e após despeitar João observa Chicó que estava terminando de prepara a sua cova para enterra-lo.

— Quando penso que o podre João nem teve direto a enterro no cemitério com os outros.... O coitado ta mais abandonado do que o cachorro do padeiro. — Chicó disse. Falando sozinho sem perceber que João escutava tudo o que ele dizia.

— Oh um pai nossas e uma ave maria pra uma alma que aqui pena. — João disse. Ser levantando da carroça fingindo uma voz de fantasma na tentativa de assustar o amigo.

— Meu deus é o João... João dize-me o que quereis?.... Ser estais no céu, no inferno ou no purgatório? — Chicó pergunta. Ser ajoelhando no chão pensando ser coisa de outro mundo.

— Olha a besteira dele...falando lago com alma... João dizeis ser estas não sei o que.... Tenha vergonha Chicó.... Eu to vivo! — João disse. Ser aproximando do amigo.

— Aí... é alma e das ruins.... Daquelas que diz que ta viva, ai minha nossa senhora. — Chicó disse. Ser jogando dentro da cova que avia feito para João.

— Levante Chicó!... Não está vendo que eu estou vivo, rapaz? — João pergunta.

— E é possível? — Chicó pergunta.

— É possível como eu estou aqui! — João disse.

— Só acredito vendo. — Chicó disse. Não acreditando que João estava vivo.

— Pôs então veja! — João disse. Enquanto Chicó virava-se de frente para ver o amigo.

— Ai meu deus. — Chicó disse. Saindo correndo apavorado com aquela cena.

— Que isso home?... ocê não disse que só acreditava vendo? — João pergunta. Perseguindo Chicó que continuava correndo.

— Disse mais não era pra mim mostrar não! — Chicó disse.

— Mais e agora, Chicó? — João pergunta.

—  Agora fica assim.... Eu sem acreditar e ocê sem mi mostrar. — Chicó disse.

— E a nossa sociedade, a nossa velha amizade?... Vão ser acabar? — João pergunta.

— Já acabaram! ... é contra os meus princípios fazer sociedade com defunto. — Chicó disse.

— Mais eu to vivo, rapaz!.... Veja... pegue aqui no meu braço. — João disse. Estendendo o braço para confirma que estava vivo. — Coragem, home... pegue!

Ao tocar o braço do amigo, Chicó ser vira de gente e percebe que João estava mesmo vivo. — É você mesmo, João? — Chicó disse. Ser abraçando com o amigo. — Como foi isso home?

— Eu não sei? Acho que a bala pegou de raspão, fiquei com a vista escura e quando acordei já ta aqui... vivinho! — João disse.

— Eita noticia boa! — Chicó disse.

— Tenho uma ruim pra li da! — João disse. Ser lembra do dinheiro que avia perdido. — Eu perdi o dinheiro que tava no meu bolso.

— Fica tranquilo!... Eu tirei do seu bolso ante de ti enterra. — Chicó disse.

— Eita cabra safado!... Com pena de mim, mais não esqueceu do dinheiro não... não foi? — João pergunta.

— Que saber foi!... O dinheiro tava ali, ocê tava morto não servia pra nada então achei que o dinheiro ficaria mais seguro comigo. — Chicó disse.

— Fez bem! Eu teria feito o mesmo. — João disse.

— Então vamos embora, João... vamos volta pra Mandacaru. — Chicó disse. E em seguida os dois sobrem na carroça e seguem pela a estrada que levava a cidade.

— Quer dizer que agora nos tamos rico? — João pergunta.

— É milho dado... além do dinheiro do padre e do bispo, ainda tem o dinheiro que o Severino tirou da padaria antes d morrer.... Mais e agora quem vai ficar com a padaria? — Chicó disse.

— Ochê!... A padaria era do seu Vigário e da dona Tonha, eu tenho certeza que ela vai ficar pra Massinha que era fia deles.... Só quero ver reação dela quando ficar sabendo que os pais foram mortos pelo o cangaceiro quando ela voltar de Taperoá. — João disse.

— Ah mais a menina ta casada, João!.... Não vai ficar desamparada nesse mundo não...mais sobre a padaria bem que podia ser diferente.... Imagina, padaria mira mar, João das couves e Chicó.... O que acha? — Chicó pergunta.

— Seria ótimo. — Chicó disse. E em seguida para a carroça bruscamente e saindo de cima após ser lembrar de algo importante. — Ai meu deus, aí minha nossa senhora... burro... burro. — Chicó disse. Andando de um lado para o outro.

— Burro?.... Burro pé ocê. — João disse.

— Sou eu mesmo, João...sou o mais burro que já apareceu nessa história. — Chicó disse.

— Mais o que ouve? — João pergunta.

— Nossa João!.... Nos era rico neste instante e agora tamos pobre de novo. — Chicó disse.

— Não mi diga que ocê perdeu o dinheiro? — João pergunta.

— Perdi nada, João! — Chicó disse.

— E então por que essa gritaria, home? — João pergunta.

— Eu pensei que ocê tinha morrido, então eu achando que ocê tinha morrido... eu prometi da todo o dinheiro pra nossa senhora ser ocê escapasse. — Chicó disse.

— Ai meu deus!... Mais Chicó como você faz uma promessa dessa... você tinha que envolver a santa nesse meio. — João disse.

— E você quer que eu vá pro inferno por não cumprir a minha promessa com a santa.... e eu sabia lá que você não ia morrer, João. — Chicó disse.

— Ah promessa malfeita, oh promessa sem jeito. — João disse.

— Agora é tarde pra dizer isso! — Chicó disse.

— Não será a metade que você prometeu? — João pergunta.

— Não João!.... eu prometi da o dinheiro todo... e nos vamos faz isso agora pra não ter motivo pra a santa reclamar. — Chicó disse. seguindo com João rumo a cidade.

Ao chegarem ambos entra imediatamente na igreja e depositam todo o dinheiro na urna de doações. —  Pronto!... A promessa ta comprida! — João disse.

— Bom... mais e agora com nos ficar, João? — Chicó pergunta. Saindo da igreja.

— Ah isso só deus sabe, Chicó... e eu já tou farto dessa história de ficar rico, fica podre. — João disse. Até Chicó avista Massinha na padaria.

— Ochê! perai!... Aquela lá não é a Massinha. — Chicó disse.

— É mesmo, ela já voltou pra Mandacaru?...e eu já posso ate imaginar o motivo, dizem que em Taperoá tem mais cangaceiro do que aqui. — João disse. Enquanto ambos ser aproximavam da moça.

— Ochê Massinha!... ta triste por que? — Chicó pergunta.

— Não ta vendo?.... to assim por causa dos meus pais, acabei de chegar e fique sabendo da confusão com os cangaceiros. — Massinha disse.

— É mais ainda bem que ocê tem seu marido e é amiga da Sebastiana que é casada com o delegado. — João disse.

— Tão falando de mim? — Sebastiana pergunta. Saindo de dentro da padaria com uma cesta de pães.

— Ochê!... Mais o que tu ta fazendo aqui? — Chicó pergunta.

— Bom, a padaria ficou sem ninguém... então a Massinha mi chamou pra trabalhar aqui, enquanto o Ferreirinha ser esconder de mais um ataque dos cangaceiros ou algo parecido. — Chicó disse.

— Ta bom!... ocê que sabem. — João disse. Ser afastando das moças junto com o amigo.

— Sabe João?.... Tudo que aconteceu até agora mi fez lembrar de um caso que eu vi. — Chicó disse.

— Sei... qual é a mentira que você vai soltar agora, home? — João pergunta.

— Não é mentira não!... Uma vez eu mi encontrei com um sujeito em cabreira que diziam que ser encontro com jesus cristo... e disse o paraíso ficava lá pros lados da baia. — João disse.

— Sei mais um dos seus causos défices de acreditar. — João disse.

— É mais esse não tem quem não acredite. — Chicó disse.

— Qual dessa vez?  — João pergunta.

— De uma cidadezinha que eu passei uma vez... um lugarzinho simples mais muito do eu interessando... donde tinha um padre e um bispo metidos a corruptos, um padeiro avarento, a esposa dele que era mais atirada do que alpargata em cancha de bocha, um delega mais medroso do que uma galinha, duas meninas desesperadas pra casar, um cangaceiro que não gostava de ser chamando de capitão e dos sujeitos com fama de os mais trambiqueiros do sertão. — Chicó disse.

— E como você sabe disso, rapaz? — João riu.

— Não sei! — Chicó disse. — Só sei que foi assim!

E essa era Mandacaru, uma cidadezinha simples mais cheia de histórias com velho e bom gosto do sertão. E com um povo sofrido mais forte e cheio de fé, que não largava esse pedaço de chão por nada. E ser mi perguntarem ser essa história é verdade, eu não sei só sei que foi assim.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Aí galera é uma pena, mais tudo que é bom dura pouco. Agradeço a todos que leram essa história até agora, vocês foram aqueles que mi espiraram a continuar escrevem mesmo sem receber comentários e espero todos quando eu escreve outra história. Então ate a próxima.


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