História Manhwa Love - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXID
Personagens Hani, Hyerin, Junghwa, LE, Solji
Tags Dasoni, Drama, Exid, Heyrits, Hyojung, Mochiaisu, Orange, Romance, Suspense, Tom&jerry, Yuri
Visualizações 18
Palavras 3.800
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oe. 🐼

Este capítulo era para ter saído ontem, mas por falta de atenção minha, eu tive alguns imprevistos. Esse capítulo não saiu semana passada por conta de uma cena, vou explicar nas notas finais.

Tô com comentário pra responder, vou tentar amanhã, já que bom tenho uma fanfic para revisar (7.000 palavras em um capítulo alguém me mata)

uma short fic de hyeni, pois aquetar o rabo e postar semanalmente manhwa love não é coisa pra mim é muito organizado
Mas sem enrolação vamos né

Boa leitura, e vejo vocês nas notas finais!

Capítulo 5 - Capítulo Cinco – Sangue.


Os olhos curiosos das crianças observavam o homem que acusava, que estava com um rosto cínico, fingindo tristeza. A mão do garoto segurava firmemente da menina, que estava com um machucado na região do pescoço.


Estava um clima estranho naquela sala. Repórteres tentavam invadir, mas por conta dos seguranças, falharam, mas tentavam escutar o máximo possível.


O garoto franziu a testa a medida que aqueles olhavam para sua direção, como se estivessem ansiosos para algo acontecer. Mas não dava sinal que poderia aparecer.


Depois de alguns minuto em resmungos e fofocas, a porta se abriu, fazendo a menina segurar mais forte a mão do garoto, soltando um murmúrio assustada.


— Parem… — tremia. E como tremia. Havia tremido quando passaram as fotos dos corpos no chão, quando viu que todos olhavam para ela, é o mais importante. Havia tremido quando abriu a porta naquele dia. — Eu estou com medo…


— Yah. Não há motivo, meu pai vai ser liberado. Ele não fez nada. — falava nervoso, acalmando de certa forma a menor, que os olhos castanhos estavam marejados. — Não chore. Eu queria entender o que eles estão dizendo.


Realmente, algumas palavras soltas eram ditas ali, mas não conseguia entender metade daquelas leis, muito menos a mais nova, que queria apenas que tudo voltasse ao normal.


O rosto do promotor não era tão confiável para as crianças. Olhos agressivos, postura mostrando seu poder, e sorriso meticuloso que escondia suas intenções.


— Meritíssimo. Após todas as provas mostradas anteriormente, é um resultado unânime. Por conta de seus crimes, deixando uma simples criança sem família… — olhou lamentavelmente em direção a garota que tentou esconder o rosto. — Mentindo claramente, para benefício próprio. Por conta do assassinato qualificado das vítimas da família Park… Não há outra pena além de morte.


Nao conseguia acreditar. Muito menos aceitar. Seu pai? Os olhos que seguravam as lágrimas não se contiveram ao ouvir a batida do martelo do juiz, deixando óbvio que havia sido aceito.


— Não! Pai! — gritou tentando sair dos seguranças que seguravam a criança, em forma de dete-la.


O advogado soltou um suspiro arrastado, massageando as têmporas, cansado. Agora aquelas crianças estavam sozinhas no mundo. Mas tinha uma ideia pequena na cabeça. Só que ela tinha que ser aprovada pelo juiz.


• • •  


— É estranho você vir até aqui. — murmurou, movendo o anel, distraída com algo.


— Me desculpe. Pelo que ocorreu alguns dias atrás. Eu sinto muito. — se desculpou novamente, arrancado um olhar constrangido da Park. Desculpas eram algo superficiais e repetitivos as vezes, mas sentia algo sobre aquelas palavras ditas pela mulher a sua frente. Talvez fosse raiva.


— Não se preocupe. Não vou te processar. Só por você ter vindo até aqui percebi suas intenções. — tentou desconversar o assunto, retirando o anel do dedo, e o analisando durante um breve período.


O anel não era muito caro, mas era bonito. Talvez fosse o único presente que ainda poderia encaixar em seu corpo, da sua família.


Riu com a lembrança, do dia que havia recebido isto.


— Por que não está falando nada? Me acha assustadora? — riu soprado, fazendo Hyojin alternar o olhar para o chão.


— Não. — murmurou, simplesmente fazendo uma longa pausa novamente.


— Você me disse que era advogada, da vez que você foi até o hospital. É uma pessoa ocupada então?


— Não tanto. Eu não estou recebendo nenhum caso, recentemente. — se sentia mais a vontade com assuntos que tinha mais facilidade de falar sobre.


— Ah, entendo. Você não se lembra o rosto dele certo? Já se passou muito tempo... — colocou o anel de volta, olhando diretamente para a Ahn.


— Daquele que tentou te… — interrompeu a frase, repensando o que poderia falar. A palavra matar era uma coisa forte? — Esfaquear..?


— Sim. — afirmou. — Se ficar desconfortável, me avise.


— Ele não tinha muitas características memoráveis. Estava tudo coberto. — falou a verdade, fazendo Junghwa tentando montar uma imagem sobre aquela pessoa. Não parecia com os resquícios que havia visto quando foi esfaqueada pelas costas.


— Deve ter sido difícil identificá-lo. Foi descuido a pergunta idiota.


— Tem algo a mais para dizer? — perguntou se levantando. Agora sairia daquele local. Ao mesmo instante Junghwa se levantou, olhando fixamente nos olhos castanhos.


— E você? Tem algo a dizer?


— Adeus. — estendeu a mão, sendo retribuída depois de alguns instantes.


— Mesmo você tendo feito aquilo, ainda estou te devendo algo em troca. Se quiser algo investigativo sabe onde procurar. — a Ahn caminhou até a porta de saída da sala, sendo acompanhada pela Park, que mantia um olhar ainda de curiosidade.


— Ok. — foi em direção ao elevador, discando o andar térreo, olhando discretamente para a câmera de segurança. Finalmente, voltaria para casa.


Fechou os olhos durante alguns segundos, abrindo-os com um semblante mais disposto.


Saiu do prédio, olhando ao redor e soltando um grande suspiro de alívio. Agora nunca mais encontraria Park Junghwa e isto era bom.


Viu a rua movimentada, e esperou olhando para suas mãos. Pareciam mais enrugadas, precisava ao menos pintar as unhas novamente. Mas, percebeu algo estranho.


Elas pareciam tremer, vacilar no ar. Pareciam se apagar e acender, mas continuavam intactas de certa forma. Ouviu o barulho do sinal se fechando, e andou para frente, ainda prestando atenção naquilo.


O que estava acontecendo?


Viu uma luz se aproximar cada vez mais, e olhou para direita, onde a claridade se manifestava. Um carro.


Correu rapidamente para o outro lado, ofegante e surpresa. Olhou para o semáforo, que parecia piscar, alternando de vermelho para verde em segundos, quase que freneticamente.


Fechou os olhos, e depois de uma pequena pausa, olhou para o prédio atrás de si. Ainda estava lá.


— Mas… — se apoiou no poste de luz, tentando raciocinar. Sua cabeça não doía tanto, mas tinha apenas alguns espasmos, que doíam. — O que está acontecendo com meu corpo?


• • •


— Hyojin! — exclamou abrindo a sala, e jogando a bolsa de ombro na mesa de centro. A sala estava vazia.


Olhou para os lados com a testa franzida, confuso. Não poderia ser possível, que ela havia ignorado seus avisos, e ido para casa. Faria aquilo sozinho.


Foi em direção a uma das mesas, pegando uma mesa digitalizadora. Não era uma das melhores, mas era o que estava ao seu alcance.


Conectou rapidamente a um computador, instalando o HD externo rapidamente. Abriu o programa e pegou a caneta. Se aquilo não acabasse por bem, acabaria do pior jeito.


— Não tem como você fugir de novo, monstros. — praguejou, desenhando um esboço de um caminhão, com um olhar raivoso.


• • •


Estava estranhamente calmo naquele corredor. A residente andava escrevendo algo na prancheta. Parecia anotar algo em uma ficha de um paciente, que estava encarregada.


Parou no meio do corredor, analisando o barulho estranho. Eram passos. Olhou para trás, vendo uma sombra passar. Provavelmente era um médico. Ou apenas o vento havia derrubado algo.


— Pare de tomar café, Hyerin, está te tirando um parafuso… — resmungou, batendo levemente na própria cabeça. Voltou a andar, mas ouviu os passos ficarem mais evidentes.


Aquele corredor era muitas vezes agitado, por conectar dois hospitais como uma forma de economizar tempo e espaço.


E depois de alguns segundos, ouviu o mesmo barulho. Olhou para trás, e agora era um chinelo, virado do avesso. Olhou para a frente discretamente, onde alguns médicos passavam despreocupados. Estava curiosa apenas um pouco.


Andou em direção ao chinelo, olhando em volta, até chegar onde vinha desde o começo. Pegou o calçado, que parecia ser de algo semelhante a borracha, mas era muito áspero. Próximo da região do calcanhar, com um papel colado com fita isolante, escrito “04” em letras engarrafadas.


— Ei senhorita! — a voz veio em sua direção, e moveu a cabeça involuntariamente. — Obrigado por ter achado meu chinelo!


Era quase um senhor de idade, mesmo parecendo incrivelmente novo. Seu cabelo era preto, com algumas mechas brancas. Era alto, seus lábios tinham algumas feridas, e tinha roupa de paciente.


— Você é um paciente dessa ala? — perguntou, recebendo um olhar confuso, do mesmo franzindo a testa.


— Que ala estamos? Eu sou novo aqui no hospital. Acabei de ser internado.


— Estamos quase no meio dos hospitais Baek Ho, e Taemin. O que é isso que está na mão? — olhou discretamente para os comprimidos.


— O doutor Oh, pediu que eu tomasse isto. Assim eu poderia ver meu filho. Ele está na sala dele. — explicou, avisando um bebedouro, e correndo em direção a ele. — Aqui! Agora posso ver o Yoon.


— Quer ajuda? — o mais velho parecia ter dificuldade em abrir a pequena embalagem. O mesmo confirmou com a cabeça, ansioso.


— Obrigado. Agora pode me mostrar o consultório do doutor Oh? Eu acho que é pra lá. — apontou para o hospital Taemin, um tanto indeciso.


— Claro.


Depois de uma pequena caminhada chegou ao consultório do doutor, que lia um livro parecendo estar distraído, sentado em um banco próximo a recepção.


— Dr.Oh, seu paciente, se desviou um pouco do caminho do bebedouro. — se curvou ligeiramente, soltando do braço do paciente que agradeceu novamente.


— Ah, ele não conhece muito o local. — murmurou, apontando em direção ao teto. — No seu quarto seu filho o aguarda. Pode ir, senhor Joon. — sorriu discretamente arrumando alguns fios de cabelo. — Obrigado pela a ajuda, doutora Seo Hyerin.


— Não foi um problema. — falou sorrindo, indo em direção ao Baek Ho. Antes de ser puxada pelo antebraço, próxima ao balcão.


— Hyerin o que pensa estar fazendo? — a enfermeira falou em tom baixo estranhando a residente.


— Boa noite para você também. — falou sarcasticamente, tirando a mão da enfermeira de seu braço. — O que foi?


— Não mexa com os pacientes do Dr.Oh, eu acho ele estranho. — cochichou recebendo uma risada anasalada.


— Quem é você para reclamar que alguém é estranho, Sunny? — deu um pequeno tapa no ombro da enfermeira, que soltou um suspiro impaciente.


— Não chame por apelidos quando estamos no horário de serviço… — resmungou, batendo levemente na testa da Seo.


— Aish! — fingiu dor, massageando o local. — Vai me pegar uma consulta.


— Mas, sério. Aquele paciente falou que ele quer ver o filho dele certo? — Hyerin afirmou meneando a cabeça, para desânimo de Somj. — São dois bonecos. Parece que é para suprir alguma perda.


— Então não deveria ajudar…


— Você trabalha no Baek Ho, Hyerin. Você não tem nada haver com isto. Eu acho ele estranho demais. É muito quieto.


— Entendo. — murmurou desanimada, cruzando os braços. — Vou visitá-lo amanhã.


— Ahn?! Tudo que eu disse saiu pelo outro ouvido?! — aumentou o tom de voz espantada.


— Acho que tem cera no meu ouvido. — fingiu cutucar o ouvido ironicamente.


— Yah!


— Tchau! — deu as costas, acenando.


• • •


— Vai ficar encarando o nada? — perguntou sarcasticamente, olhando para Junghwa, que olhava para um ponto da rua, um tanto escuro. Quase não passava pessoas por lá.


— Já terminou seus problemas? — indagou, se mantendo para ficar levantada, enquanto os braços apoiavam no conversível de Seo Joon.


— E você já terminou com a paisagem? — puxou a manga do casaco da Park, fazendo a grunhir brincalhona. — Temos um animal carnívoro, chamar reforços. — imitou uma voz diferente, arrancando risadas de Junghwa.


— Até que foi bom você não ir ter me visitado no hospital.


— Por que? — franziu a testa, confuso.


— Teria aberto minha ferida de tanto rir, oppa. — sorriu olhando para Seo Joon que os olhos brilhavam.


— Assim me deixa constrangido. E não me chame de oppa, sou apenas seu primo mais velho. — olhou para o lado, tentando não sorrir bobo.


— Hm. — olhou para novamente o ponto que observava, onde agora um caminhão estava estacionado. Não parecia ter placa.


— Vamos, tira o braço de cima do capô do Hoon. — bateu levemente no ombro da Park. Mesmo suspirando, obedeceu o mais velho.


— Não acredito que você colocou nome no carro.


— Sua bicicleta se chama Madame Antonie, só porque o guidom tinha caído. — antes de Junghwa poder argumentar, Joon a interrompeu. — Você deu esse nome pra ela ano retrasado!


— Eu estava quase sóbria! — argumentou aumentando o tom de voz, e ficando na ponta dos pés, tentando ficar maior que Seo Joon, arrancando um olhar de indignação. — Ok, eu estava um pouquinho fora da linha. — fez um gesto, trazendo um olhar decepcionado. — Tá, eu estava bêbada.


— Palmas, ela assumiu. — falou ironicamente entrando no carro.


— Yah! — falou tentando iniciar uma conversa, mas ele iria reprisar no argumento anterior. Decidiu entrar no carro, mas foi interrompida por uma mão, impedindo-a de abrir a porta.


— Oi. — murmurou, batendo o pé repetidas vezes no chão, tal como um tique nervoso.


— Oi. — murmurou de volta reparando no rosto de Hyojin. Parecia mais cansada do que quando tinha a visto alguns minutos atrás.


— Pode retribuir o favor agora? Preciso ir a um local. — ao ouvir a pergunta, olhou para Seo Joon, que deu de ombros.


— Qual local?


— Hospital Baek Ho. — falou olhando para o horizonte, onde o hospital ficaria. Onde estava provavelmente seria apenas alguns minutos de carro, mas não podia arriscar. — Você pode?


Alguns segundos eram essenciais para pensar ao menos um pouquinho. Olhou novamente para o carro, e suspirou.


Abriu a porta do carro, fazendo Hyojin abaixar a cabeça. Claro que ela não faria aquilo.


— Entre. Só são quinze minutos de carro. — murmurou, fazendo a Ahn não dizer nada, apenas entrando em silêncio total.


Foi acompanhada de Park, em mínimos segundos depois, sentando no lado oposto de Hyojin. Depois de colocarem o cinto, abriu o vidro de sua parte, olhando para fora.


— Senhorita Ahn, posso perguntar algo se não for rude? — Seo Joon falou ganhando a atenção de Hyojin, e involuntariamente de Junghwa que observava a fora da janela.


— Pode.


— O tal “escritor Ahn”, é um roteirista? Eu não o conheço, se ele trabalha na empresa. — perguntou sincero.


— Bom trabalho escritor Ahn. — ouviu antes de cair ao chão, com a visão embaçada e confusa. — Facilitou meu trabalho. — tentou se arrastar daquele vulto, mas ele ia em sua direção mais lento.


— Cale a boca.


— Não. Eu apenas me confundi com alguém que conheço. — ouviu a resposta da pessoa próxima, e se sentiu estranha. Havia ouvido aquele nome, mas não se lembrava como. A lembrança estava embaçada demais.


Decidiu desviar seus pensamentos para a rua fora, tentando os organizar. Olhou ligeiramente para trás, e parecia que o caminhão tomava a mesma rota que o carro.


— Seo Joon. Vire a esquerda depois volte a rota principal. Preciso checar algo. — sem reclamar, seguiu as instruções de Junghwa, confirmando suas suposições.


— Entendo. — olhou discretamente para trás, e voltando o olhar para pista.


— Por que virou... — perguntou olhando para trás, mas sendo interrompida pela mão de Junghwa em seu pescoço.


— Não olhe. Ele pode ver sua silhueta. Ele está tomando a mesma rota que nós, ou está apenas nos seguindo. Estou incerta sobre as opções.


O carro parou por conta do semáforo, fazendo o veículo que estava atrás por dois carros, parar ao mesmo tempo.


— Ele não está. Desculpe a atitude. — suspirou, voltando a seu acento, folgando um pouco o cinto de segurança precisava pensar. O caminhão estava estranho demais.


Alguns metros atrás, o motorista segurava com força no volante, mordendo os lábios ansioso. Ouvia às ordens pelo comunicador ligado ao celular, sem tirar os olhos da pista.


— Tem outra pessoa no carro. — falou, ouvindo risos do outro lado da linha.


— Quem é? Conseguiu ver?ouviu curiosidade, e tentou buscar o rosto em duas memórias.


— Parece com aquela apareceu nas duas tentativas. — sua voz saia um tanto abafada, por conta da máscara cirúrgica em sua face, mas era audível.


Dê a ela um belo presente de despedida. Mate os três. Coloque o que eu pedi próximo ao corpo.


— Entendido, professor. — um sorriso malicioso surgiu, e apertou mais ao volante.


O semáforo se abriu, fazendo Seo Joon ir ao objetivo principal, que era o hospital, antes de ocorrer imprevistos. Bom, pelo menos aquilo era o plano A.


— Posso perguntar o motivo de você ir até o hospital? Ou ao menos o motivo de querer ir conosco? — perguntou olhando para fora. Estavam indo pela principal, o que era mais seguro.


— Alguém… — tentou montar uma frase, mas não era possível. O olhar curioso de Junghwa estava a matando. — Tenho algo para cuidar lá.


— Obrigada por responder a pergunta. — apoiou o braço um pouco da borda da janela, batendo pequenas vezes com o dedo no vidro quase completamente rebaixado. Estava analisando o redor escuro, já que haviam pego um caminho mais curto para chegar mais rápido.


O semáforo parou novamente, e ouviram um suspiro arrastado do Park, massageando as têmporas, em um ritmo rápido.


— Passarei na loja de conveniência rapidamente. Não vai demorar tanto. — explicou-se, antes de abrir a porta do carro e ir em direção a uma loja próxima, que ficava na outra extremidade da rua.


Houve um silêncio constrangedor, mesmo que durante aqueles dois minutos angustiantes. Olhava para as mãos, ou até mesmo para a loja de conveniência que parecia ficar distante e se aproximar. Coçou os olhos com a visão.


Olhou para frente, podendo ver uma luz clara demais. Era um caminhão que estava do outro lado da rua, mas estava no seu lado da pista. Precisamente, na contramão.


— Provavelmente está sendo rebocado. — pensou alto, apanhando o celular da bolsa, tendo uma pequena surpresa.


“Número Desconhecido: Você deveria ter chegado mais cedo há 14 anos atrás.”


“Número Desconhecido: Assim não deixaria seus pais preocupados quando atenderam a porta :)”


Sentiu suas mãos tremerem. Olhou para a rua onde o caminhão permanecia imóvel. Parecia ao menos. Olhou discretamente para Hyojin, que possivelmente estava mais tranquila que ela. Mas estava terrivelmente errada, e por sorte não percebeu o olhar nervoso da Ahn.


Se posicionou vagarosamente ao meio, retirando o cinto de segurança com espaço para poder tocar ao volante. Tentou ao menos colocar o carro do outro lado da pista, mas estava sem as chaves.


— Hyojin. — murmurou, alternando o olhar do vidro da porta a seu lado para a mais velha, que olhou de volta. — Possivelmente isso é a coisa mais idiota que posso fazer em toda minha vida. Tire seu cinto.


— Porque está falando isso…


— Quando eu falar sinalizar, siga o que eu farei, ele vai achar que a porta está presa. — antes de poder ouvir qualquer reclamação, sentiu o celular vibrar, mostrando a simples mensagem resumida.


“Número Desconhecido: O Sr.Park ficaria triste ao saber que sua filhinha teria este destino. Ficaria. Deveria ter mais cuidado com…”


Guardou o celular ao bolso, tentando pensar em fazer aquilo dar certo.


— Junghwa isto é perigoso! Se você não conseguir e falhar? O que pode acontecer conosco? — exclamou indignada. Aquilo era uma espécie de filme em ação?


— Eu posso não conseguir, mas não vou falhar de te tirar daqui. Eu prometo.


Em um movimento rápido, se posicionou colocando os pés em direção ao vidro do carro, chutando uma vez. Seus pés doeram, mas olhou para em direção ao veículo a alguns metros à sua frente, que começou a andar. Estava funcionando.


— Dois! — exclamou, juntando mais força e batendo mais forte. Ouvia o caminhão se aproximar cada vez mais, e por fim bateu com toda sua força. — Três!


O vidro se quebrou em apenas uma parte, e colocou a mão a fora, fingindo tentar abrir pelo outro lado. Antes do caminhão poder chegar a carro, puxou bruscamente a mão para dentro do veículo, empurrando a porta com o próprio corpo caindo para fora.


Talvez foram alguns segundos de atraso, mas sentiu seu corpo se chocar contra o chão, fazendo-a gemer alto de dor. Fechou os olhos durante alguns segundos, segurando a mão direita com força, tentando fazer com que a ardência parasse.


Mas, teve que abrir os olhos e descobrir se Hyojin havia pulado junto com ela, ou se havia falhado. Pressionava os olhos tentando conter a dor, mas parecia impossível.


Viu um vulto ir em sua direção em pânico, levantando sua cabeça e suspirando de alívio ao perceber que estava bem.


— Você quer me matar! Como pode fazer isso?! — exclamou balançando o corpo da mais nova, dividido em euforia e medo.


— Cadê ele… — indagou arrastado, ainda segurando a mão em modo de defesa. — Caminhão...


— Quem? Não tinha ninguém ali. Provavelmente ele fugiu enquanto colocou o caminhão em movimento. — olhou de relance para seu carro que estava com a parte da frente completamente amassada.


— Mas… — tentou argumentar, mas estava muito confusa para poder falar algo com sentido — Ela… — murmurou apoiando a mão ilesa ao chão, podendo ver que a pessoa que procurava estava ao seu lado, parecendo preocupada, encarando o chão.


Com esforço, tentou levantar, mas ainda com dores no corpo, sendo segurada por Hyojin, pegou pelo antebraço antes que tentasse se apoiar com a mão cortada.


— Você não deve levantar, está em um resultado pior que o meu. — sugeriu, fazendo Junghwa sorrir fraco. — Obrigada por…


— Não tem necessidade, você… — parece que a adrenalina daquele momento havia passado, vindo totalmente à tona a dor. Fazendo a se soltar da mão da Ahn, tentando ficar em pé sem ajuda.


Parece que sua visão havia se estabilizado, e podia ver claramente, que havia um grande corte na bochecha de Hyojin. Talvez iria precisar de pontos. Talvez tivesse se ferido com parte dos destroços.


— Seu… seu rosto. — apontou na região ferida, assustada. — Foi culpa minha… Hospital.


— Junghwa. — murmurou tocando o próprio rosto sentindo o líquido quente e vermelho em seus dedos. — Eu não acho que…


— Nao, talvez podemos simplesmente… Vamos ao hospital, eu posso pagar a dívida. A culpa é minha de qualquer forma. — continuava falando sem parar, tentando segurar algum xingamento. Se sentia tão estúpida.


Seo Joon a dentro da loja havia acabado de ligar para uma ambulância, e tentava recolher informações. Mas ainda preocupado. Como que aquela pessoa pode parar o caminhão a poucos metros dali, e fugir?


— Park Junghwa! — exclamou nervosa. — Por que você continua colocando a culpa em si. Você me salvou! Até mesmo quando faz uma coisa boa, coloca a culpa em você mesma! Até a Solji reclama disso!


— Hyojin. — murmurou assustada. Olhava para seu rosto e a medida que falava, ficava mais assustada. Sua ferida. A pele cortada se fechava lentamente, de acordo com suas expressões. Mas o sangue ainda estava presente lá.


Sem falar ao menos uma palavra, com a mão trêmula, se aproximou lentamente da região antes ferida, retirando para tentar enxergar melhor parte do sangue.


Estava intacto.


Em reflexo, se moveu para trás, colocando a mão, e quase tropeçando para trás. Havia entrado em pânico. Ela havia visto?


Agora a dúvida que estava tentando não alimentar, havia se alimentado sozinha.




Notas Finais


Eu tô mais em pânico de postar essa bomba do que muita gente ein

Bom, acho que agora vocês tão percebendo que o buraco é muito mais baixo do que imaginavam

Eu tinha que fazer um arco pra Hyerin, pois eu achei que tinha um detalhe crucial na história em aberto e achei que ela poderia comandar essa pequena parte.

Eu caí da cama semana passada é minha perna tá roxa até hoje alguem me ajuda

Tudo se conecta lembrando brevemente...

Tem uma cena nesse capítulo que eu já tinha dado uma dica no anterior explico no próximo cap :p

Espero que tenham gostado!
Mudarei a data de postagem para os sábados, já que está mais possível do que antes

Abraços monocromáticos sz 🐼


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