História Um beijo familiarmente doce - Capítulo 1


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Castiel, Iris, Leigh, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya, Viktor Chavalier
Tags Amor Doce, Castiel
Visualizações 35
Palavras 2.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE-heeeeeeeey, galera!

Eu vos apresento minha nova fic sobre Amor Doce, e desta vez a trama se passa no período em que todos já se formaram na escola e estão cursando faculdade. Ou seja, nossas personagens não são mais aqueles adolescentes! Agora, temos jovens aspirantes a adultos! Por isso, está bem diferente do jogo e não esperem nada similar, porém, é claro, não permitirei que a essência e as características das personagens sejam perdidas. Claro, como cresceram, existem mudanças, mas nada alarmante porque, para aqueles que ainda não me conhecem, eu detesto forçar a barra e delirar em absurdos. É ficção, mas não precisamos exagerar! E é esse é o meu lema e tenho dito!

Poderia fazer um resuminho aqui sobre o que mudou desde então, mas por que estragar o prazer da boa leitura de vocês que poderão saber tudo isso nos capítulos?
Fiquem à vontade, se achegue, e mergulhe nessa aventura junto com a docete que você mais respeita nesse Brasil!

Espero que gostem, muito obrigada a todos, um cheiro, um beijo, um queijo e...fui! <3

Capítulo 1 - Gloriosamente livre


Fanfic / Fanfiction Um beijo familiarmente doce - Capítulo 1 - Gloriosamente livre

Trancar um semestre da faculdade e me jogar no mundo, em um mochilão, foi a melhor decisão que já tomei. É uma pena que faltam poucos dias para o meu retorno. Não posso negar jamais que é com muito pesar que sou obrigada a largar a bela Paris. Vou sentir saudades dessa liberdade. De me sentir desimpedida, pronta para me aventurar e conhecer lugares novos e aprender diferentes culturas. Foram seis meses incríveis de puro aprendizado, e sinto a minha alma enriquecida diante de tudo que vivenciei. Eu sei que não poderei repetir a dose tão cedo, e que obrigações e responsabilidades me aguardam.

Nathaniel: - Ainda não está pronta?

Despertei dos meus devaneios assim que ouvi a voz de Nathaniel e me sentei na cama, parando de mirar o teto e de refletir como seria triste voltar para Stanford. Tenho certeza que não será nada fácil retomar os estudos, quando o meu corpo, a minha alma e a minha mente imploram por mais aventuras e viagens.

Observei o rapaz loiro vir em minha direção com um sorriso em seus lábios, e eu me levantei da cama imediatamente. Ele tocou seu polegar na minha bochecha e o deslizou até meu queixo para erguer meu rosto, me forçando gentilmente a olhar diretamente para ele.

Nathaniel: - Deixe-me adivinhar... pensando na Califórnia?

Kadnyss: - Eu sou tão óbvia assim?

Nathaniel: - Passamos seis meses juntos, viajando por toda a Europa. Se eu não te conhecesse um pouco mais, te ordenaria a me jogar da Torre Eiffel.

Kadnyss: - Pff... eu só te jogaria da Torre Eiffel se voltasse a falar sobre relacionamento.

Nathaniel: - Quanto a isso, não se preocupe.

Kadnyss: - Não me entenda mal. As noites foram boas, mas era bem previsível que isso acontecesse porque passamos muito tempo juntos e...

Nathaniel: - É, você deixou isso bem claro ontem enquanto gemia em cima de mim.

Alerta de hostilidade! Espero que ainda não fiquemos neste assunto porque já foi constrangedor o suficiente. Eu não vejo pela mesma perspectiva que ele. Só porque nos beijamos e passamos noites quentes juntos não significa que somos namorados. Foi algo natural entre dois jovens viajantes e que curtiram festas, bebendo e dançando. Além disso, Nathaniel é muito bonito e como somos livres, é normal que dois amigos resolvam experimentar momentos ‘coloridos’. Mas tudo sempre foi sem compromisso.

Kadnyss: - Foi algo de momento, Nate.

Nathaniel: - Não vamos discutir mais sobre isso. É inútil!

Ele se afastou de mim, bagunçando seus cabelos louros, e bufando sonoramente enquanto caminhava em direção às suas malas. Observei ele retirar seu notebook e entrar no seu mundinho de futuro advogado de Stanford, ao passo que eu decidi ir até a varanda do hotel para apreciar a vista.

Sempre que passamos uma noite juntos, a manhã seguinte é estranha porque Nathaniel cria a expectativa que iremos agir como um casal de pombinhos apaixonados, sendo que eu quero é distância deste cenário. Eu só o vejo como amigo e ponto final. Já perdi as contas de quantas vezes deixei claro que eu aprecio e muito a minha liberdade, e que pretendo manter as coisas como estão, porém, ele insiste em se zangar com essa minha decisão.

 

Inalei o ar da brisa suave que rebatia em meu rosto, e fechei os olhos, me recordando de cada lembrança registrada em minha mente. Dentro de poucos instantes estarei de volta à Califórnia e de certo modo, estou feliz por retornar porque irei rever meus amigos. Será um desafio voltar à rotina de uma universitária e não de uma aventureira viajante.

Nathaniel: - Ei! Venha ver isso!

Eu virei o rosto na direção do quarto e caminhei na direção de Nathaniel para ver o que ele queria me mostrar em seu notebook. Sentei-me ao seu lado na cama e me deparei com uma notícia que Nathaniel deveria estar lendo, com o seguinte título: A escola Sweet Amoris promove evento para ex-alunos.

Li o título novamente para ter certeza se as palavras eram reais e dei uma risada sarcástica. Nathaniel franziu o cenho sem entender minha reação, e eu me joguei para trás, deitando-me sobre a cama.

Kadnyss: - Eu nunca mais quero voltar a essa escola.

Nathaniel: - Pode ser divertido reencontrar todos. Bem, nem...todos.

Eu me levantei na mesma hora, com o nítido objetivo de demonstrar que me recusaria a falar mais uma palavra sobre o assunto. O silêncio permaneceu durante alguns segundos, mas Nathaniel o quebrou da pior forma.

Nathaniel: - Não acredito que ele vá aparecer.

Kadnyss: - Não sei de quem está falando.

Nathaniel: - Kady, olha, relaxa. Já é passado e...

Kadnyss: - Exatamente! É passado! E o passado deve ficar para trás! Por que não deixa onde tem que estar e encerra essa conversa inútil?!

Exasperei mais do que gostaria, mas Nathaniel não me pareceu nem um pouco magoado ou chateado com as minhas palavras. Ao contrário. Meu estado de nervos parecia preocupa-lo.

Nathaniel: - Desculpe. Não deveria ter falado.

Decidi me calar, porém, não me desculpei por ter sido dura e rude. Voltei o meu caminho à varanda e ali permaneci, apreciando a vista, mas, minha mente já não embarcava em lembranças de viagens. E sim, no passado. Naquele fatídico dia. Eu jurei a mim mesma apagar essa lembrança da minha vida e seguir em frente, mas é inevitável que esse fantasma ainda me assombre. Por mais que eu queira e lute, essa mácula permanece na minha alma e desde então, sinto meu coração estilhaçado. Como sempre diz Rosalya, eu criei meu próprio mecanismo de defesa, e me protejo em numa redoma à prova de romances. E eu me sinto segura assim. Sinto-me feliz, forte, destemida e tenho mais confiança sobre minhas expectativas.

Eu tento me convencer que um dia essa dor não me acompanhará conforme o tempo passar, mas apesar de ter sido um mero namoro adolescente, isso pesa em meu peito. Como uma faca enferrujada cravada em meu coração e que não sou capaz de arrancá-la, tampouco curar a ferida. Por mais que eu deteste admitir, eu tenho que encarar que essa é a verdade: o único rapaz que me apaixonei, de um dia para o outro, me abandonou. Sem me dar nenhuma razão. Sem se despedir. Sem nenhuma consideração pelos meus sentimentos. Sem se importar.

Eu desisti de encontrar o sentido para esse enigma quando soube que Castiel estava em uma turnê com uma banda de rock da qual era integrante. Lembro-me como se fosse ontem quando caminhava pela calçada e me deparei com o seu rosto estampado em uma revista, esta exposta em uma banca de jornal. Fui tola o suficiente para folhear a revista. Como me arrependo de ter sido tão curiosa! Na foto da revista, ele estava acompanhado de uma garota, esta por quem ele largaria sua carreira artística para seguir outro ramo de sucesso. Não sei sobre mais detalhes, pois como já disse, eu nunca mais procurei saber sobre o seu paradeiro. Ao contrário, eu fugi e evitei tudo que fosse relacionado a esse demônio que desgraçou a minha vida. Podem me recriminar, mas ele fez exatamente como Debrah, mas a diferença é que ela teve a dignidade de ainda terminar o relacionamento. Para ele, só pode ter faltado colhões! Para ser sincera, eu já não me importo mais em saber sobre Castiel ou qual foi o motivo para ter ido embora sem mais e nem menos. Posso conviver com essa mácula porque sei que essa ferida irá cicatrizar cedo ou tarde, e só preciso dar tempo ao tempo. Tenho consciência que pode ser ‘recente’ e que conforme eu seguir com a minha vida, tudo isso não passará de um mero dissabor adolescente. Tudo ficará bem desde que ele suma da minha vida para sempre.

Cansada de mirar a paisagem da varanda, retornei ao quarto e Nathaniel ainda parecia perdido em seu mundo. Decidi não incomodá-lo, pois sei que quando está em seu momento de leitura, o melhor é esperar que ele termina-la e demonstrar que está com tempo livre. Do contrário, ele pode ser tão ríspido quanto eu fui com ele. E aliás, eu sei que deverei me redimir com ele. Não foi justo explodir daquela forma. De longe, ele foi uma excelente companhia e não é nada correto destrata-lo.

Joguei-me sobre a minha cama, ao lado da de Nathaniel, e puxei meu celular, me deparando com diversas notificações, porém, uma me chamou a atenção suficiente para me tirar um sorriso singelo. Abri o meu e-mail e lá estava mais uma mensagem do meu amigo secreto. Bem, para explicar melhor sobre isso, eu conheci esse amigo secreto em uma página onde rola um chat de viajantes, pois durante a minha jornada, me ajudava muito compartilhar informações com outros que tiveram experiências idênticas. Se não fosse por esse bate-papo, eu e Nathaniel teríamos nos perdido quando visitamos Roma. Graças ao meu amigo secreto, conseguimos nos hospedar em um hotel bom e tive várias dicas para passeios e festas.

Na página, a maioria das pessoas costuma usar nomes fictícios e apelidos, inclusive eu. Mas por causa do meu péssimo senso de direção, acabei me tornando uma usuária fiel do chat e foi aí que acabei conhecendo essa figura secreta, cujo nickname era WS.1208. Bem estranho, hein? Por mais que eu tenha tentado, não consegui arrancar seu verdadeiro nome, mas sei que é um rapaz da minha idade e que mora em Nova Iorque. Eu, claro, também não revelei meu nome e contei as mesmas coisas que ele, porém, conforme nossas conversas se estendiam com o passar dos dias, fomos nos conhecendo mais a fundo. E, pode parecer loucura, mas conversamos mantendo cada um o seu anonimato, o que acaba sendo divertido. Não fazemos ideia de quem está atrás da tela, mas conversamos como se nos conhecêssemos há muito tempo.

Eu me virei de bruços sobre a cama e comecei a ler o e-mail que WS.1208 tinha me enviado:

“E aí, GarotaL.A.

Aproveite Paris ao máximo porque logo o curso de marketing te massacrará. Hahaha.”

Eu balanço a cabeça negativamente e respondo na mesma hora:

“Olá, WS.1208

Bom dia para você também!

Marketing me espera assim como as belas praias da Califórnia. E você? Como está em NY?”

Não deu nem cinco minutos, mal dando tempo de eu verificar minhas redes sociais, e vejo seu e-mail chegar:

“Uma chatice! Já cansei dessa cidade! Estou pensando em tirar férias do trabalho e ir visitar L.A.”

Não posso deixar de ficar surpresa e ao mesmo tempo feliz com sua resposta. Seria ótimo conhece-lo pessoalmente. Com um grande sorriso nos lábios, eu escrevo outro e-mail para meu amigo secreto:

“Ficaria feliz em ser sua guia turística, mas sendo a Califórnia, não será de graça.”

Dou risada da minha própria mensagem e dentro de poucos minutos, vejo outra notificação de sua resposta:

“O que é isso? Me extorquindo? Depois de todos os favores que já te fiz? Se não fosse por mim, como iria andar no trem de Londres?”

Penso um pouco antes de responder e não posso conter risos. Com olhar de soslaio, percebo Nathaniel me observar algumas vezes, mas voltava sua atenção à tela do seu notebook. Ambos continuávamos em silêncio. Eu escrevi minha resposta:

“Bem, acho que posso quitar parte dos meus serviços como guia, mas ainda assim suas dicas não são tão valiosas quanto a minha companhia diante de uma bela paisagem como a Califórnia.

Gostaria muito de conhece-lo pessoalmente, WS.1208. Mais do que saber o seu nome.”

Eu mordi meu próprio lábio inferior, aguardando sua resposta, e dentro de poucos instantes, minha caixa sinalizou uma nova mensagem:

“Você é uma mercenária! Pensarei duas vezes antes de atravessar o país somente para ser extorquido!

Eu acho que nosso encontro está se aproximando. E se quer saber tanto o meu nome, por que não tentamos fazer adivinhações? Antes, eu detestava isso, mas estou achando que pode ser divertido com você.”

Eu pareço uma idiota sorrindo para meu celular enquanto digito, mas sempre que estou trocando mensagens com ele, é como se tudo ao redor se apagasse. Apesar de entrar em um mundo de fantasia, isso me acalma e me faz esquecer dos problemas por alguns momentos. Ele é bem engraçado e consegue me arrancar facilmente uma gargalhada, mesmo de tão longe, talvez, acaba sendo mais presente e próximo do que muitos que até moram ao meu lado. Seja ele quem for, é meu amigo. Ainda que seja secreto.


Notas Finais


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