História Mansão MuHo (Romance gay) - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Gay, Lemon, Original, Romance, Sexo
Visualizações 8
Palavras 1.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 3 - A Festa


Às dezenove horas, eu estava arrumado esperando o meu irmão junto com meus pais na sala. 

- Mãe, quanto tempo o Henrique vai demorar ainda? - Eu já estava bem irritado.

- Fica calmo filho, ele já deve estar vindo.

- Seu irmão não tem jeito! Pelo menos ele não se atrasa nos compromissos da empresa. Porque se ele... - Meu pai parou de falar e massageou o peito  respirando profundamente.

-Amor, está tudo bem? - Minha mãe perguntou preocupada. 

- Acho que não é nada, minha italiana. Um incomodo, devem ser gazes. - Ele não era uma pessoa de ficar doente ou reclamar de dores, então logo fiquei preocupado.

Meu pai nasceu em uma cidade pequena do interior de Minas, perto da divisa com a Bahia. Com 15 anos ele foi para São Paulo tentar ter uma vida melhor. Trabalhou como faxineiro, camelô e pedreiro. Até que em uma sorte da vida, ganhou uma rifa de um carro. Com o dinheiro da venda do carro, comprou um terreno e construiu uma casa que vendeu depois de pronta. E continuou nesse ciclo de construir casas e vender, até fundar a Construtora Santos que cresceu até ser a maior construtora do país. Meu pai dizia que nunca teve tempo de ficar doente.

Ele sempre contava a história da única vez que ficou de cama. Ele tinha conhecido minha mãe três meses antes em uma festa de Nossa Senhora de Guadalupe na  paroquia perto de onde moravam. Eles sempre diziam que foi amor a primeira vista. Mas depois de três meses de namoro e muito amor, meus avós maternos decidiram que queriam voltar para a Itália. Minha mãe tinha só dezoito anos e eles queriam levá-la com eles. Meu pai ficou arrasado depois que eles viajaram. Eles continuaram se correspondendo. Ele só trabalhou e ficou bêbado durante quase um ano. Porém depois de um ano, minha mãe desapareceu e ele não aguentou. Acabou ficando doente e teve que ser internado com uma grave pneumonia. Depois de uma semana internado, ele recebeu a visita da minha mãe. Ela tinha voltado para ficar com ele. Depois disso, ele melhorou rapidamente e diz que nunca mais ficou doente.

- Pai, você tem certeza que está bem? Posso chamar um médico para te examinar.

- Pare com isso filho! Eu estou bem e olha quem finalmente ficou pronto - Meu pai apontou para a escada onde meu irmão descia. - Vamos para a festa. - E saiu em direção aos carros.

E ninguém tinha coragem de argumentar quando meu pai dava a palavra final dessa forma. Então todos entramos no carro preocupados com ele. 

Quando entramos no local da festa, eu percebi que já tinha bastante gente no salão principal. Nessa hora eu olhei feio para o Henrique, a culpa era dele de estarmos atrasados. Henrique me respondeu com um meio sorriso e um pedido de desculpas silencioso, esse meu irmão não tinha jeito. 

Eu comecei a cumprimentar os convidados. Encontrei com meus funcionários, clientes e alguns amigos. Depois de uma hora na festa, eu encontrei o Marco conversando com uma mulher baixinha e um pouco acima do peso que eu não conhecia. Não resisti e fui ao encontro dos dois.

- Boa noite Marco! Vejo que conseguiu chegar a tempo.

- Boa noite Carlos! Eu tive que me arrumar rapidamente, mas deu tudo certo. - E eu reparei como ele estava bem com um terno de corte perfeito. - Essa é a amiga que está me abrigando na cidade, Vanessa. Vanessa, esse é o meu novo chefe, Carlos.

- Prazer em te conhecer Vanessa. 

- Oi, Carlos! Quando o Marco disse que você era bonito, eu não acreditei. Mas, MEU DEUS! Você é um gato.

- VANESSA!!! - Ele falou alto e puxando de leve o braço dela. E depois falou mais baixo - Ele é meu chefe. O que conversamos antes de sairmos de casa? Você quer que eu seja demitido no primeiro dia?

Eu vi o entrosamento dos dois e achei aquilo muito engraçado. Eles achavam que eu não podia escutá-los. Eu ia responder, quando escutei alguém chamando meu nome.

- Carlos, eu finalmente te encontrei. - Era a Rebeca em um lindo vestido azul e saltos altíssimos. Ela estava maravilhosa e com certeza desconfortável. Rebeca odiava esses eventos e odiava mais ainda se vestir daquela forma.

- Boa noite, meu amor! Eu estava com saudades. - E dei um selinho leve na sua boca, a abracei e coloquei a mão em sua cintura. Enquanto isso Marco e Vanessa continuavam discutindo em sussurros. - Marcos e Vanessa, essa é Rebeca, minha namorada.

- Namorada? Como assim namorada? Ahh, vocês dariam um casal tão ... - Marco deu um cutucão nela e a interrompeu.

- Prazer, eu sou o novo secretário do Carlos. Vou começar na segunda. E essa é minha amiga, não liga para o que ela diz. Ela é muito extrovertida e um pouco doidinha.

- Tudo bem Marco! Foi um prazer muito grande conhecer vocês. Posso roubar o Carlos por uns minutos? Eu preciso conversar com ele. - Rebeca disse com um sorriso no rosto.

- Claro - Marco me respondeu enquanto Rebeca me levava até a varanda.

Ao sair do salão, eu envolvi meus braços na cintura da Rebeca e coloquei meu rosto em seu pescoço. Eu estava com saudades do seu cheiro. Ficamos naquela posição por alguns segundos, enquanto eu distribuía beijos no seu pescoço e ombro. Mas logo Rebeca me afastou e me olhou nos olhos profundamente. Eu conhecia aquele olhar, era o olhar que ela fazia antes de ter que dar uma notícia ruim.

- Aconteceu alguma coisa amor? Eu conheço esse olhar. - Perguntei enquanto passava a mão nos seu cabelo.

- Não torne isso mais difícil, Carlos. Eu pensei muito sobre esse momento. Na verdade, no meu tempo livre na Síria, eu só pensava nisso. Eu queria ter conversado com você em outro dia, mas infelizmente eu não posso esperar mais. - Rebeca disse andando de um lado para o outro enquanto passava a mão pelo vestido.

-Rebeca, respira fundo. - Eu disse tentando acalmá-la. - Seja o que for, eu vou estar do seu lado. 

-Carlos, você é o melhor namorado que eu já tive. É incrível poder namorar o seu melhor amigo da vida inteira. Você sempre me apoiou em todas as minhas decisões. Me ajudou a tornar possível melhorar a vida de milhares de pessoas. - Ela disse enquanto afagava o meu rosto. Eu notei que seus olhos começavam a lacrimejar.

- Meu anjo, você sabe que eu faço isso porque acredito no seu trabalho. Mas principalmente porque ajudar as pessoas é um dos objetivos da minha vida. - Ela me abraçou forte quando eu terminei de falar e senti suas lagrimas no meu ombro.

- Eu aceitei uma posição em Damasco. Vou comandar os médicos estrangeiros lá por pelo menos três anos. Estou voltando para a Síria amanhã. - Ela falou baixinho e eu perdi meu chão.

- Rebeca ... - Eu não conseguia acreditar nisso. E os meus planos? Meu rosto já estava molhado de lágrimas. Eu tinha que convencê-la a mudar de ideia.  - Eu te amo muito. Você é a mulher da minha vida. - Eu me ajoelhei e tirei a caixa da aliança do meu bolso. - Eu esperava que esse momento fosse diferente. Eu quero dividir a minha vida e meus sonhos com você para sempre. Eu quero que você seja a mãe dos meus filhos. Nós podemos achar a melhor solução juntos. - Eu disse rindo e chorando ao mesmo tempo. Eu parecia um doido.

- Rebeca, você aceita se casar comigo? 

-Carlos, levanta. Eu queria muito dizer sim. Mas eu pensei muito no nosso relacionamento antes de aceitar essa posição. Eu te amo muito, porém como amiga. Nosso relacionamento é mais uma amizade do que o de um casal. Acho que nos acomodamos nessa relação porque era fácil e agradável para nós dois. 

- Não fala isso Rebeca. - Eu falei sussurrando enquanto levantava e ela continuou sem parecer me escutar.

- Quando eu recebi a proposta de ficar lá, eu pensei na hora em te contar. Pensei em como você ia me apoiar e que eu precisava dividir minhas dúvidas com meu melhor amigo. Então eu me dei conta que tinha esquecido do nosso relacionamento. Eu não quero isso para mim e principalmente para você. Então eu vim aqui hoje para terminarmos.

- Beca, eu te amo. Não faz isso comigo... - Eu não sabia o que falar e minha voz já estava muito alterada.

- Esse tempo separados vai ser necessário para nós dois. Vai ser terrível ficar longe, mas no futuro eu espero que você veja o mesmo que eu. Eu te ligo em breve - Ela me deu um beijo no rosto e saiu da varanda.

E eu fiquei ali parado sem conseguir raciocinar ou me mexer. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...