História Mantenha-me Acordada - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Jeff The Killer, Lendas Urbanas, Slender (Slender Man)
Personagens Jeff, Personagens Originais
Tags Jeff The Killer, Lendas Urbanas, Originais, Slender
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Palavras 3.795
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Capítulo 19 - Mais um para equipe


   - Você que fez isso? - perguntei à ela, recompondo todos os sentidos.
   Ela soltou-se de mim, esfregou os olhos e olhou ao redor, buscando uma resposta como se sua mente tivesse bloqueado o que aconteceu minutos antes.
   - Ele estava aqui! - ela apontou para a porta atrás de mim.
   - Ele quem?
   - Slender. - pensou por mais alguns segundos - E tinha outro cara, parecido com ele, mas ess tinha um rosto. Usava um chapéu e um terno cheio de bolinhas.
   - Splendor? - ela assentiu.
   - Eles estavam brigando. Slender tentou me levar embora, pois Splendor havia me sequestrado para ajudá-lo com seu plano. - se enrolou um pouco nas palavras, mas prosseguiu. - Tentei fugir, mas estava presa por um tipo de correntes mágicas ou coisa do tipo. Então apareceram outras criaturas, por conta do barulho.
   - Slender os matou?
   - Sim, cada um deles.
   - Como conseguiu se soltar?
   - Splendor me soltou pois queria que eu fugisse, ele precisaria de mim depois. Não consegui fugir, mas consegui me proteger de Slender por conto do colar e de meus poderes. Foi difícil achar algum feitiço que fizesse ele desaparecer.
   Um silêncio ficou no ar por vários segundos. Até que ela disse o inesperado.
   - Eu vi você indo embora, ouvi você dizer que me deixaria para trás... Por que voltou?
   - Eu cometi um erro dizendo aquilo e tentando fazer. Então eu voltei, por você.
   Não dissemos mais nada, saímos da casa e fomos para a trilha. Já estava escuro quando encontramos um dos portais. Atravessamos sem nenhuma dificuldade e voltamos para a casa de Billy.
   - O que fazemos agora? - Rebeca.
   - Fiquei aqui por tempo de mais, tenho que ir embora. - Eyelless se manifestou.
   - Como assim? Você vai embora?
   - Tenho que ir pra um lugar. Se tudo der certo, voltarei logo para cá. nos vemos logo?
   - Obrigado por tudo! - estendi minha mão para Jack, o mesmo apertou.
   - Não foi nada. Até mais, Rebeca! - os dois se abraçaram por breves segundos. - Cuide bem dele, as vezes ele pode sair do controle e machucar alguém. Mas tenha paciência.
   Os dois riram.
   - Pode deixar comigo.
   Foi uma despedida curta e rápida. Jack se foi, Rebeca e eu voltamos para a minha casa. Querendo ou não, ela precisava dormir essa noite e trocar suas roupas. Fiquei sentado na bancada da cozinha afiando minha faca. A porta da frente se abre, vejo Rebeca com roupas diferentes.
   - Eu vou subir, vai ficar aqui? - perguntou com o olhar totalmente inocente. Até soltei uma risada fraca.
   - Vou ficar aqui um pouco. - ela assentiu indo até as escadas - Boa noite.
   - Boa noite.
   Duas horas depois, subi até meu quarto e a vi dormindo tranquilamente. Sentei na beirada, para que la não acordasse. Fiquei pensativo até finalmente deitar e dormir de vez.
   - Jeff - sou sacudido, mas viro pro lado e tento dormir de novo. - Jeff, acorda!
   - O que foi? - resmunguei.
   - Têm alguém na casa!
   - O que? - levantei abruptamente, corri até a porta do quarto e vi dois policiais pela fresta. - Droga!
   - Quem são? - ela sussurrou.
   - A policia. Temos que sair daqui, agora!
   Pegamos o máximo de coisas possíveis ali no quarto.
   - Pode tirar a gente daqui?
   - Mas para onde? Da última vez, paramos em Scary.
   - Pense em um lugar seguro. - ela fechou os olhos e só deu tempo de ver os policiais abrindo a porta, apontarem suas armas para gente e sentir um frio no estômago. Num piscar de olhos, estava em outra casa.
   Desse local, viriam novos problemas...
   Rebeca POV
   Quando abri os olhos, estava em uma sala de estar. Não era qualquer sala de estar, era ada casa de Karem. E ela estava bem na minha frente, apavorada, como se tivesse visto um fantasma.
   - Karem?
   - Filha? - ela correu em minha direção e me abraçou forte. Não sabia se retribuia ou se ficava ali parada. - Por onde você esteve? Te procurei por toda parte!
   - Karem! - afirmei para mim mesma.
   - Vou ligar para os policiais e avisar que você voltou para casa.
   Peguei o telefone da mão dela, sem pensar duas vezes. Aquilo sairia de controle a qualquer segundo.
   - O que está fazendo?
   - Você não vai ligar para ninguém.
   - Rebeca, temos que tentar de novo ou então... - Jeff desceu nos vendo frente a frente.
   - Quem é você? O que é você?! - ela começou a gritar.
   - Quer que eu resolva isso?
   - Está tudo bem, Jeff. Deixe que eu cuido disso. Karem, se acalme, ele está comigo.
   - Devolva meu celular, Rebeca. Eu vou chamar a policia.
   - Não, Karem. Ele não vai te machucar. Mas você precisa me escutar.
   Dei dois passos pra frente, joguei o celular para Jeff, que o pegou com tamanha facilidade. Precisava de um plano, pois as coisas sairiam de controle logo logo.
   - Quem é ele?
   - Ele é meu... - pensei muito nisso e eles perceberam, enquanto esperavam uma resposta. - Eu tambem não faço ideia do que somos.
   - O que faz com ele então? Como se conheceram?
   - Ele era ou é meu namorado da época de antes do hospital. Nós realmente precisamos discutir sobre isso mais tarde!
   - Ele é um monstro, Rebeca!
   - Rebeca, não podemos continuar aqui, os vizinhos podem nos ouvir. Vão chamar a policia.
   - Não vão não! - movi minhas mãos, recitando o primeiro feitiço que veio em minha mente - Correntes de metal velho e enferrujado que tudo ao meu redor fique fechado.
   - Como fez isso? - Karem se referiu as janelas e portas que fecharam abruptamente.
   - Me escute, pois será a última vez que você me verá. Estou indo embora, me lembrei do meu passado. Sou muito grata por tudo que você e Carlos fizeram por mim esses anos. mas devo ir embora, para sua segurança.
   - Você só pode estar maluca! Não vai a lugar algum!
   - Durma! - falei puxando ela pelo braço e deitando sua cabeça em meus peitos. - Sinto muito por isso!
   Afaguei seus cabelos repetidas vezes.
   - Sei que não vai parar de me procurar, então terei que fazer isso com você.
   - O que vai fazer com ela?
   - Algo simples, mas drástico. Me ajude a por ela no sofá.
   Preparei tudo, fiz minhas coisas sumirem, como se nunca tivesse estado lá. Por fim, voltei até a Karem e fiz um feitiço para que sua memória fosse apagada.
   - Por que fez isso?
   - É melhor do que fazer ela desaparecer ou matá-la... Ela é uma ótima pessoa, merece uma chance de recomeçar de novo.
   - O que fazemos agora?
   - Tem algumas horas até ela acordar, então podemos ficar aqui um pouco.
   - Devemos prosseguir.
   - Vou ver se não esqueci algo no quarto. - ele assentiu.
   Abri a porta, andei até a cadeira que ficava na frente da janela. Me sentei e fiquei observando a paisagem. Senti um cheiro doce  de perfume, não muito longe. Levantei o braço direito e estalei os dedos. Houve um barulho atrás de mim, logo senti sua presença ao meu lado.
   - Jeff! - levantei, ficando de frente ao seu corpo. - O que fizemos...
   - Significou alguma coisa? - ele completou.
   - Então?
   - Sim, Rebeca. E passou a significar muito mais quando soube quem você era realmente.
   - Por que voltou para me salvar naquela mansão abandonada?
   - Eu ainda gosto de você, desde o dia em que nos esbarramos na frente de casa.
   A imagem daquele dia se formou em minha mente, em segundos o rosto de Jeff estava normal e sem nenhuma cicatriz. Isso era incrível e, por Deus, Jeff estava maravilhoso. Não conseguiria descrever sua beleza.
   - Tenho que te mostrar uma coisa - coloquei um espelho na frente do seu rosto.
   - Como fez isso?
   - Eu não sei, só estava me lembrando e aconteceu. Se quiser eu posso fazer voltar ao normal.
   - Não! - ele praticamente gritou. - Eu quero ficar assim mais um pouco.
   - Tudo bem, mas precisamos ir agora.
   Horas mais Tarde
   - Por que Splendor de sequestrou?
   - Ele me fez uma proposta. Não entendi muito bem, mas ele disse q se o fizesse, Slender poderia nos deixar em paz.
   - Qual era a proposta?
   - Criar um dominio para eles. Slender, Splendor, Endermen, Offender, cada um dos irmãos teriam um domínio na divisa entre Scary e esse mundo.
   - Por que Splendor pediria algo tão simples? 
   - Ele teve seus motivos. - cortei o assunto. - tem um hotel aqui perto. podemos passar a noite lá.
   - Não acho que seja uma boa ideia.
   - Vai ficar tudo bem, confie em mim.
   - Os hotéis daqui não são bons.
   - Não precisa ser daqui. - estalei os dedos e estavamos dentro de um quarto de hotel muito lindo por sinal.
   - Se lembra totalmente como se usa seus poderes?
   - Não muito, mas o suficiente.
   Larguei a mochila no canto. Não conseguia parar de olhar para Jeff e seu rosto, nenhum segundo.
   - Vou me deitar um pouco.
   - Se quiser trocar de roupa, tem algumas no armário.
   - Estou bem assim. Mas vou tirar umas coisas. Se não se importar. - dei de ombros.
   - Acho que também vou tirar, está um pouco calor.
   Tirei meu moletom, depois a calça e ficando só com a blusa e a calcinha.
   - Está tentando me provocar?
   - Talvez.
   Ele estava deitado, aproveitei para sentar em seu colo. Obviamente, era possível sentir sua ereção.
   - Não precisa fazer se...
   - Fica quieto!
   Essa seria uma longa noite.
   No dia seguinte, acordei pois estavam batendo na porta do quarto. Como Jeff ainda estava dormindo, peguei sua blusa que estava no chão, coloquei e fui até a porta. Era um dos trabalhadores do Hotel, que trouxe o café da manhã para nós. Abri espaço para que entrasse com a bandeja.
   - Pode deixar em cima da mesa, muito obrigada!
   - Eu que lhe agradeço. - se referiu a gorjeta que lhe dei.
   Bati a porta e pulei na cama, acordando Jeff.
   - Devolve meu rosto! - ele gritou.
   - O que?
   - Quero meu rosto de volta.
   - Por que?
   - Tem um motivo para mim ter deformado ele, foi esencialmente para me tornar quem sou hoje.
   - Posso tentar então. - Coloquei minhas mãos sob seu rosto, fechei os olhos enquanto mentalizava seu rosto com as cicatrizes. - isso vai doer um pouco.
   Senti seu corpo todo estremecer, possivelmente por conta da dor de sentir seu rosto se rasgar sozinho aos poucos. Abri os olhos e ele mantinha a cabeça baixa, com o cabelo sob o rosto. Não sabia se deveria dizer algo naquele momento, apenas tirei as mãos de seu rosto e prossegui caminho.
   Minha mente ficou uma bagunça, cheia de vozes. Queria focar só em uma, mas era impossível!
   - Está tudo bem?
   - Sim! Só estava tentando me concentrar em algo. Ouviu isso?
   - O que?
   - Acho que são pessoas gritando.
   Segui os sons até, 2 horas depois, chegar em um vilarejo não muito grande. Haviam várias pessoas envolta de uma forca. Eles pareciam festejar tal evento. Acho um enforamento algo tão antigo e desnecessário. Que século elas vivem?
   - Eu conheço ele! - Jeff afirmou, apontando para o ser que estava sendo levado até a forca.
   - Quem é ele?
   - Masky, um dos antigos servos de Slender. Na verdade foi o primeiro e mais leal.
   - E por quê o cachorro não está com o dono? - ironizei.
   - Ele quis fazer as coisas por conta própria.
   - Entendo... Devemos salvá-lo?
   - Ele sabe coisas de Slender, seria bom ter ele ao nosso lado.
   - Vou considerar isso como um sim
   Formamos um plano rápido e básico, queríamos sair de lá o mais rápido possível. Me misturei em meio a multidão, queria não chamar tanta atenção, mas era impossível no meio de tanta gente que parece viver no século 17 ou sei lá qual.
   Até mesmo suas roupas eram antigas. A forca não parecia tão ultrapassada agora.
   - Quem é você? - uma das habitantes perguntou no momento em que esbarrei com ela.
   - Ninguém importante.
   - Conheço todos nessa cidade, nunca vi você.
   - Sou só uma amiga de passagem!
   - De quem?
   Virei para ela com o sorriso mais piscopata que tinha, além de fazer meus olhos mudarem de cor do castanho para completamente preto e escorrendo umas lágrimas de sangue.
   - Do diabo! - eu nunca vi alguém gritar tão alto.
   Isso chamou bastante a atenção de todos ali presentes. O executor estava prestes a puxar a alavanca, quando eu consegui usar meus poderes para empurrá-lo para longe. Todos se afastaram de mim, me olhando com pavor.
   - Ela é um demônio! - um dos caras gritou.
   De acordo com o plano, teria que distrair todo mundo, enquanto Jeff soltava Masky. Tentaram me derrubar várias e várias vezes, mas eu resisti. Eles eram muitos, mas eu conseguia dar conta.
   Vi Jeff voltar para floresta com masky. Abri caminho e fui atrás deles. Não sem me despedir de toda aquela gente.
   - Foi ótimo me divertir com vocês, mas está na minha hora de partir! - acenei e corri para floresta.
   Não sem ouvir um disparo e ser atingida no ombro. Não permiti que ador me fizesse ficcar ali parada. Continuei correndo, o mais rápido que pude. Um braço se colocou na minha frente e me puxou.
   - Jeff?
   - O que aconteceu com seu ombro?
   - Um deles me deu um tiro no ombro.
   - Sente-se aqui - ele ne fez sentar em um tronco, para examinar melhor o ferimento.
   - Então, você é Rebeca? - foquei minha atenção em Masky, tentando ignorar a dor em meu ombro.
   - E você é o Maky! - ri e logo me arrependi ao sentir dor. - Para um servo de Slender, não imaginava você sendo pego e levado para forca.
   - É uma longa história. Como sabe disso?
   - Fiquei sabendo agora pouco.
   - Estou quase tirando a bala, só não se mexa! - Jeff;
   - Slender me disse que estava atrás de Jeff e uma garota, porém não quis me contrar o nome dela, então o segui e te encontrei algumas vezes.
   - Não sabe o motivo para ele estarr atrás de mim?
   - Sei. A princípio, ele só queria observar o tamanho dos seus poderes e se tinha algum limíte. Mas quando soube que você era envolvida com Jeff, ele enlouqueceu.
   - Por quê?
   - Masky, não! - Jeff entrou no meio da conversa.
   A bala estava em suas mãos, que havia manchado do líquido azul que saía de minhas costas.
   - Seu sangue é azul?
   - Sim, meio louco! Mas é algo relacionado aos meus poderes. Enfim, esse não é o foco da conversa.
   - Não contou pra ela? - Jeff negou com a cabeça.
   - Contou o que?
   - Jeff era um dos Proxys de Slender, ele já foi marcado uma vez. Assim como eu, Jeff era o favorito de Slender. Quando você voltou, Slender se preocupou que a parte humana de Jeff voltasse. Foi ai que ele ficou cego com a ideia de te destruir.
   - Não sabia que Slender se preocupava com algo. E muito menos que Jeff já foi próximo a ele.
   - Tem muito mais do que você imagina! - Jeff.
   Abri a boca para perguntar o que seria, as palavras não saíam, ficaram travadas em minha garganta. Movi meus ombros, sentindo a dor parar aos poucos. Deslizei minha mão sob o lugar que fui atingida, já não havia um furo.
   Os garotos ficaram parados, como se estivessem esperando alguma reação minha. Levantei do tronco e me espregicei toda, até estalar meus ossos.
   - Vamos prosseguir caminho? - os dois concordaram. - espera
   - O que foi?
   - Se vocês estão marcados por Slender, como não morreram ou deliraram?
   - Os sintomas variam de pessoa pra pessoa. Você também foi marcada?
   - Sim, mas consegui retirar tal sigilo. Não sei como.
   - Eu não sei o motivo, mas acho que já te conheci antes.
   - Provavelmente... - cortei o assunto.
   - Por que está agindo como se tivesse feito algo de errado?
   - Não fiz nada, até que se prove o contrário.
   - Eu posso provar! - uma voz surgiu entre nós.
   - Você? - perguntei com um grande sorriso no rosto. - Eyelless? O que faz aqui? Você não tinha ido para algum outro lugar?
   - Não consegui, então voltei para ajudar vocês.
   - Só se passou um dia, desistiu de ir em um dia? - Jeff estava indgnado.
   Jack se esquivou de um possível soco de Jeff em seus ombros. Olhando dessa maneira, eles pareciam pessoas comuns, que apenas carregavam o peso do mundo em suas costas. Sem contar nas histórias por trás dos assassinatos.
   Agora que estávamos todos juntos, deveríamos pensar em algo sensato para deter Slender. O que seria algo difícil, devido as circunstâncias.
   Senti um grande peso cair sob mim. Minha visão foi bagunçando, não iria desmaiar, sabia muito bem que sentimento era aquele.
   Os garotos estavam ocupados de mais, conversando entre si, que decidi me afastar um pouco e olhar ao redor. Nada muito diferente do que vi nos últimos dias. Árvores e mais árvores.
   Estava tudo bem, até que ouvi passos e o barulho de algo quebrando. Virei subitamente, avistei uma figura de casaco azul ir se afastando. Logo atrás de mim, havia uma sacola com um bilhete.
" Está na hora de voltar ao trabalho "
   Peguei o conteúdo da sacola e era um casaco preto com um par de luvas. Guardei em minha bolsa, sabendo muito bem quem deixou aquilo e o motivo.
   Fiz o máximo para não demonstrar nenhum sentimento ou coisa do  tipo quando voltei para os meninos.
   - Onde estava? - Não tão convincente essa minha cara pelo visto.
   - Eu achei ter visto algo ou alguém. - dei de ombros. - O que fazemos agora?
   - Poderíamos chamar Splendor e saber do plano dele. - Masky sugeriu, enquanto desapoiava de uma árvore.
   - Não têm como invocar ele. - Jeff.
   - Podemos tentar - os três me encararam com dúvidas em seus olhares profundos - eu tenho meus poderes e tenho a pedra que Jeff me deu. Se juntar os dois, posso conseguir uma conexão.
   - É uma boa alternativa. - Masky.
   - Sem chance! Não temos certeza se Splendor está contra o irmão ou nos enganando. Isso pode ser um truque para ele te levar embora.
   - É a única opção que temos, Jeff.
   Ele ficou relutante de princípio. Não desisti de meu plano, tirei o colar de meu pescoço e o posicionei em minha mão. Uma luz intensa foi emitida, meus olhos chegaram a arder. Em meio a luz, uma silhueta foi se formando, até surgir Splendor.
   - Escolhida?
   - Splendor!
   - Qual o motivo de ter me invocado?
   - Quero conversar sobre seu acordo. E se tentar qualquer coisa...
   - Seus amigos vão me machucar - ele complementou - vamos pular essa parte. Diga para eles saírem de onde estiverem.
   Virei minha cabeça lentamente para trás, avistando Jeff sair de meio aos arbustos.
   - Quer que eu te diga como deter Slender.
   - Em troca, podem assumir certa elite de Scary.
   - Sabem que não tem como detê-lo. Ele é um dos seres mais antigos do universo. Não existe algo que o pare, nem mesmo sua família.
   - Têm que haver algo!
   - Rebeca - minha atenção foi para Masky, que estava ao lado de Splendor - até mesmo você, com todo seu poder, não pode pará-lo para sempre.
   O clima mudou drasticamente. Do ensolarado para o chuvoso. Sabia que estava causando aquilo, mas não conseguia parar de pensar em coisas que me deixavam descontrolada.
   Controlei-me um pouco, quando quase atingi Eyelless e Masky com um raio. Coloquei o colar no pescoço, pensativa em um meio de saída.
   - Preciso de um tempo sozinha. - disse, pegando minha mochila. - Não tentem me seguir.
   Essa parte, falei mais especificamente para Jeff. Comecei minha caminhada sem rumo, até chegar em um pequeno parque. Sentei em um dos bancos. Queria apenas um momento de sossego.
   Encostei minha cabeça, olhando para o céu chuvoso. Gotas de chuva caíam em meus olhos com tamanha força e velocidade, mas não sentia dor. Meu corpo estava muito quente, logo a chuva ajudou a resfria-ló.
   Uma onda invisível passou por mim, como se fosse um rastro de magia. Aquele tipo eu conhecia bem, mas queria ter certeza se era mesmo tal pessoa.
   Segui a trilha de magia, quanto mais perto do ser que a deixou, mais forte você sente o impacto da onda. Não tão forte ao ponto de derrubar alguém, mas forte o suficiente para fazer seu corpo inteiro tremer.
   Em meu campo de visão só havia uma única pessoa, em pé, próximo a rua. Cabelos castanhos claros que iam até a metade das costas, o perfume doce que era possível sentir de longe, a pele tão clara; não tanto como a de Jeff.
   Toquei em seu ombro, um pouco relutante. Me aliviei ao ver seu rosto. Um rosto que não via a séculos.
   - Priscila?
   - Rebeca?
   Abracei uma de minhas melhores amigas, tentando matar toda a saudade que eu tinha, depois de anos. A última vez que a vi foi antes do acidente.
   Em algum momento procuraria ela, depois que recuperei minhas memórias. Ela era uma das duas únicas que tinha minha total confiança.
   - O que faz aqui? - perguntei.
   - Estou apenas de passagem. Tive alguns problemas no Brasil, então decidi vir para cá.
   - Engraçado você mencionar isso...
   - Por que?
   - Por nada! Mas o importante é que você está aqui.
   - Onde você esteve? Te procurei por toda parte e nenhum sinal seu. Nem mesmo rastro de magia, nada. Aproveitei que vim para cá fazer meus serviços e iria te procurar novamente.
   - É uma longa história.
   - Tenho tempo! - balancei a cabela concordando.
   - Eu também!
   Suspirei fundo e me apressei em dizer tudo que aconteceu desde o dia em que nos vimos, até o dia atual. Ela escutava tudo boquiaberta, sem acreditar no que eus dizia. Deixei alguns pequenos detalhes de fora, por segurança.
   Conversamos por um longo tempo, até que chegamos a uma conclusão e que logo nos encontráriamos novamente para finalizar assuntos inacabados Além disso, ela me deu ótimos conselhos do que fazer em relação a Slender.
   Espero que tudo dê certo...


Notas Finais


Confiram o trailer da fanfic: https://www.youtube.com/watch?v=XMHr8t5lt-E
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