História Manual de como não ser Trouxa - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Palavras 2.586
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tardei mas não falhei!

Boa leitura amores!! Beijooooos

Capítulo 20 - Bônus 2 - Um carro, um metrô


— O que foi cara? — Namjoon se aproximou da mesa para tomar café da manhã e percebeu seu colega de quarto, Hoseok, bem desanimado, mais uma vez. — Essa cara aí de quem foi comido por um negão e doeu pra sentar. — Ficou esperando uma risada, cara feia, ou até mesmo um grande tapa porém nada veio. Ceto, alguém realmente estava muito mal. — Tudo bem Hoseok, — continuou já se sentando, tendo até esquecido da sua caneca para pôr o café — o que houve para o raio de sol estar assim tão apagado quanto uma casa em noite de apagão?

— Cara, você gosta de fazer umas comparações bem estranhas não é? — O Jung reclamou com um bico nos lábios mas logo soltando um suspiro e repousando a queixo na palma da mão. — Foi o Taehyung.

— Ah, o seu namorado.

— É, quer dizer, eu ainda acho que é. Não tenho lá certeza de que ainda estejamos juntos. — doía a si mesmo assumir isso, porém pelo andar das coisas desde os últimos acontecimentos, não era um grande absurdo pensar aquilo.

— A briga foi feia dessa vez? — Hoseok concordou com a cabeça levando a caneca com café até a boca e fazendo uma careta logo em seguida por ter esquecido que ele ainda estava quente, bem quente. — E por que não vai atrás dele?

— De novo? Já fazem três dias que ele não atende uma ligação minha, não responde minhas mensagens e antes que continue falando, eu fui na casa dele. Faltei aula dois dias seguidos para ir até lá, mas ele não me atendeu, não estava, foi o que me disseram, mas eu sei que era mentira.

— E por que não forçou entrar e falar com ele? — O mais velho dos dois, por poucos meses, riu sem humor da inocência do colega. Definitivamente aquilo não funcionava assim.

— Você não conhece o Taehyung. Se pressionar ele foge, na verdade ele foge até que consiga por si só encarar aquilo. —Hoseok disse derrotado. Era isso, basicamente estava de mãos atadas diante daquela situação.

— Então quer dizer que você vai ter que sofrer aí até que ele consiga falar com você?

— Basicamente isso.

 

E era isso, talvez esse fato fosse o que mais afundasse Hoseok em frustração e até certo desespero. Certo, Taehyung estava errado em ter feito aquele escândalo todo, aquilo não significava nada, a garota só estava ali para pegar um livro e logo iria embora. E talvez àquela altura o Kim já tivesse caído em si disso e fugia por ser orgulhoso demais e admitir, mesmo sabendo que em um confronto dos dois ele não aguentaria continuar o culpando somente e assumiria a sua culpa, ou até mesmo toda a culpa com aquele seu jeito paranoico e exagerado.

Mas Hoseok sabia muito bem que ele era culpado nisso tudo. Não devia ter agido daquela forma, e “ficado contra” o namorado. De todas as formas que podia ter falado com ele, sem sombra de dúvidas havia escolhido a pior de todas. Que idiota. Que grande babaca, imbecil. Agora “nem mel, nem cabaço” como diria Namjoon. Já não fazia mais ideia do que fazer para conseguir falar com seu Taehyung.

Pelo menos ainda tinha esperanças de que fosse seu.

Detestava brigas, principalmente quando tinha discussões com o namorado. não conseguia se concentrar em nada, ou seja, as aulas eram completamente inúteis já que tudo entrava por um ouvido e saía pelo outro. E todo novo dia só estava ficando pior, pois só pensava no Kim de uma maneira quase obsessiva. Maquinando formas de poder burlar toda aquela barreira ridícula que o mesmo ficava colocando entre os dois.

 

— Hoseok… o que há com você? Por que está tão distante? — Jenee  Perguntou depois de perceber que ele não iria se focar mesmo no que ela lia sobre a aula de estatística que haviam tido mais cedo.

— Desculpa, é só que minha cabeça não está aqui.

— E onde ela está? — com um carinho discreto a garota começou a mexer no cabelos de Hoseok que discretamente se afastou, tentando manter a postura educada.

— Estou sem falar com Taehyung desde aquela noite. Ele não atende minhas ligações, não responde as mensagens e eu estou preocupado com isso já. — O Jung não viu, mas a garota rolou os olhos. Ainda essa história de discussão com aquele namorado escandaloso?

— Ah Hoseok, esse Taehyung é tão confuseiro, não é? Fez uma briga toda por nada. — Hoseok já a olhava somente de soslaio, mas na verdade não estava nem dando muita atenção ao que ela dizia. — E ele te tratou tão mal, me tratou tão mal. Não acho que alguém tão grosso como ele seja a melhor pessoa para você. Então é até melhor esse namoro acabar por aqui mesmo. — E foi quando ela teve a audácia de dizer isso que o Jung deixou de lado qualquer vestígio de educação, já começando por afastar a mãos da garota, que insistia em ainda tocar os seus cabelos com uma intimidade que ele não lembrava de ter permitido.

— Olha só, você não conhece o Taehyung para falar isso dele.

— Não preciso, ele deixou bem claro o quanto é baixo. Você merece algo melhor, Hoseok. — Ah que ele não ia ficar calado e ouvir aquilo.

— E o que seria melhor para mim? Você? — Ficou de pé e quando levou as mãos até a cintura; uma postura agressiva foi instantaneamente levantada. — Nós não temo nada e nunca vamos ter. Eu namoro Taehyung, e só ele. — Arrumou sua coias desajeitadamente, e as jogou dentro da mochila de qualquer jeito. Estava com raiva demais para continuar ali. — Ele é o melhor para mim. E mesmo que não fosse, não é você quem decide isso.

 

Hoseok saiu disparado pelo campus, depois de deixar a biblioteca. Era tarde da noite, estava frio e provavelmente nem o aquecedor do carro o ajudaria naquele momento, só o de sua casa. Mas por sua mente não se passava nenhuma outra coisa a não ser se enfiar naquele automóvel e dirigir até a casa de Taehyung, mesmo que tivesse que atravessar a cidade para isso. Necessitava falar com seu namorado, conversar com ele, tocar, beijar, sentir aqueles fios de cabelo finos e lisos por entre seus dedos e ouvir as reclamações, os gritos, até mesmo as baixarias que ele dizia.

Não importava se tivessem que gritar um com o outro no meio da rua, fazer cena e deixar todos sabendo de vez que ele não eram nada melhores amigos mas sim um casal de amantes intensos e apaixonados que não estão dando a mínima para a opinião de ninguém, desde que estejam bem um com outro.

Hoseok ia procurar finalmente ficar bem com seu Taehyung. E não aceitaria voltar para casa com outro status além desse.

 

[...]

 

Indo o mais rápido que pode ainda demorou uma hora e meia para chegar até o bairro que o Kim morava. Foi bastante, mas havia chegado no melhor momento, era por volta de 21:00 e essa deveria ser o horário em que ele chegaria das aulas intensivas para o vestibular. Sabia bem já que conhecia a rotina do namorado, e também tivera a mesma no ano anterior, quando era do último ano do colégio.

Ficou parado, encostado ao carro de frente para a casa de Taehyung. Não haveria como ele escapar, teria que passar por ali de qualquer forma, e só iria percebê-lo ali quando já fosse tarde demais para se esconder e tentar fugir.

E Hoseok ficou lá, esperançoso, aguardando por isso até que seu relógio marcou 22:30 e nada de Taehyung aparecer. E o mais estranho era a ausência de atividade na casa dele também ,parecia que ninguém estava lá. Bateu na porta, apertou a campainha e nada de alguém aparecer.

E logo quando já estava para ir embora, já rendido, seu telefone tocou.

 

— Oi Nam.

Hoseok, onde é que você está? — Namjoon do outro lado da linha perguntou um pouco mais preocupado e nervoso que o normal.

— Eu vim aqui na casa do Taehyung fala com ele, mas ninguém está. Já estou voltando.

É claro que ele não está aí, ele está aqui! — No mesmo instante o coração de Hoseok se acelerou e ele começou  a abrir a porta do carro. A pressa para sair dali e chegar logo em casa e se encontrar o namorado era grande. Não acreditava que ele tinha ido atrás de si.

— Eu já estou indo pra aí.

 

O mais rápido que pode Hoseok dirigiu de volta para casa. A ansiedade era tão grande que cada vez que pensava nos longos minutos que ainda iria demorar para chegar seu peito espremia. Mas Namjoon sabia que ele já estava voltando, com certeza iria dizer para Taehyung isso. Seu Tae iria estar sentado no sofá da sala, ou dentro quarto o esperando para nem perderem tempo conversando, dando explicações ou discutindo. Só queria abraçar ele forte, beijar e esquecer todo o resto.

Conseguiu diminuir o tempo para chegar até o pequeno apartamento, que dividia com Namjoon nas proximidades do campus que estudava, com trinta minutos a menos do que quando fez o caminho de ida. Isso era muito uma vitória bem alcançada, contudo isso não adiantou de nada se quando chegou em casa encontrou o seu colega de quarto tão sozinho quanto sempre estava em todas as outras noites.

 

— Cadê Taehyung? — Perguntou surpreso e apressado quando entrou no apartamento e não o viu ali. — Cadê ele? Está no quarto? — Foi passando direto para o corredor que levava ao quarto mas foi parado por Namjoon ainda no meio do trajeto.

— Ele já foi Hoseok. Quando eu te liguei ele já havia ido embora.

— Por que não me ligou antes? — Hoseok deu um empurrão em Namjoon que o soltou por perceber o quanto estava alterado.

— Eu liguei.  Seu celular estava dando fora de área. Taehyung cansou de esperar. Por notícias suas e foi embora.

 

E foi então que o Jung caiu em si, a hora que Taehyung saiu dali já passava das dez da noite. O último metrô era às 22:00. Não havia como ele ter pego. Tinha que correr o mais rápido possível dali e o achar na estação; seu namorado não estava nada em segurança.

Mais uma vez naquela noite ele se  enfiou no carro e dirigiu o mais rápido que conseguia até a estação que felizmente não ficava muito longe dali. Não levaria mais do que dez minutos para chegar lá,  porém em momento de desespero como esses até mesmo o passar de um segundo para o outro parecia durar uma hora.

Quando finalmente chegou à estação de metrô pagou por um bilhete sem nem se importar com receber o troco, só queria o passe para entrar ali. Seus pés foram automaticamente na direção da plataforma que passava a linha que levaria até a estação do bairro que Taehyung morava, já sabia de cor de tantas vezes que havia pego aquela linha para a ir até lá antes de ganhar o carro de seu pai.

O Kim só podia estar louco. Já passava das 23:30 da noite, mais um pouco e a madrugada começaria e ele ainda querendo ficar esperando pela linha de metrô corujão, sozinho e naquele frio todo. Mas nunca que isso iria acontecer, não enquanto Hoseok pudesse fazer algo por si.

Como esperado, depois de literalmente correr, o Jung encontrou Taehyung sentado, retraído claramente inseguro e com medo esperando pelo metrô. Mas ainda assim, Hoseok se consumiu em alívio em ver que estava tudo bem com ele.

 

— Taehyung! — No susto de ouvir seu nome sendo gritado o mais novo levantou a cabeça para olhar, e um  brilho de alívio e felicidade surgiu bem ali em seus olhos. Não achava que existisse a mais remota possibilidade de Hoseok aparecer ali para lhe “salvar”. Porém estava feliz por ter se enganado. — Você é maluco?  Ficar a essa hora esperando metrô?

— Daqui a pouco passa o corujão. Eu estou bem.

— Ainda bem que está bem. —Hoseok se aproximou e agarrou seu pulso fazendo força para o puxar. — Vem, vamos embora.

— Aonde está pensando que vai me levar? — o Kim resistiu puxando seu braço de volta do envolvimento da mão do outro.

— Para minha casa.  Ligamos para seus pais, você dorme lá hoje e amanhã te levo para sua.

— Nao. — Taehyung negou com segurança fazendo Hoseok o olhar incrédulo.

— O que fo-

— Não vou. Não aja como se estivesse tudo bem e você fosse o herói da princesa indefesa. Nós não estamos bem; não estávamos nos falando. Eu não quero falar com você. Eu não perdoei  você.

— Então porque foi até minha casa?

— Só vai embora e me deixe aqui em paz. Eu vou para casa no metrô sozinho e vou chegar em segurança porque eu sei me cuidar.

— Eu sei que sabe. Mas não vou ficar aqui e te deixar arriscar a sua segurança só por causa de uma capricho seu e do seu orgulho besta.

— Orgulho besta Hoseok? — Taehyung se ergueu do banco que estava sentado gritando claramente irritado. — Eu que sou o orgulhoso? Eu fui bater na porta da sua casa! E aonde que você estava? Com aquela piranha que foi o motivo de nós ficarmos nessa situação.

— Eu estava na porta da sua casa esperando você chegar. Eu dirigi horas para chegar lá e vim correndo assim que soube que você estava lá em casa. — Hoseok gritou de volta, falando tudo muito apressado, quase de uma vez só. Não queria perder a chance de que ele pudesse ficar sem ouvir o seu lado da história também.

— E por que Namjoon me disse que você estava com a piranha? — Taehyung rebateu sem perder tempo. — Olha aqui Hoseok, eu não gosto disso. Eu ainda não esqueci que você ficou do lado dela, você defendeu aquela qualquer e me expulsou da sua casa. Eu pensei em acabar tudo várias vezes, de nunca mais falar com você e mandar você ir para o inferno e se foder bem mut por lá… — a fala de Taehyung foi interrompida por um Hoseok que foi rápido demais, ou o Kim só estivesse bem distraído para ter notado seu movimento, e o abraçou com força. Não era nada daquilo que o mais novo esperava. Ele imaginava que teriam gritos, berros, briga. Era bom jogar tudo na cara de Hoseok,  era sim, mas queria vê-lo se defender também. Eram dias sem se falar e de raiva reprimida. É, podia ser que nada disso fizesse o menor sentido, mas afinal, o que na cabeça desse garoto fazia?

— Desculpa Tae. Me perdoa por ter te tratado daquele jeito. Eu fui um completo imbecil. — Taehyung ainda tentava pensar em algo para dizer, mas não conseguia sair nada. Ah que Hoseok havia o deixado com a guarda completamente baixa.

— Hoseok… — o mais velho segurou seu rosto com delicadeza e o beijou. Era um beijo breve, leve e que nem precisava da correspondência do Kim. — eu te odeio. — O Jung abriu um enorme sorriso feliz que naturalmente foi se transformando em algo mais saliente quando ele passou a língua sobre os lábios depois de mordê-los. Beijou Taehyung mais uma vez. — Eu te odeio muito.

— Eu também te amo. — E foi quando Taehyung finalmente sorriu. — Agora aceita ir para minha casa e desistir disso de ir sozinho para casa?

— Ah, você bem que podia ir me deixar e ficar por lá. Meus pais viajaram, não tem ninguém. — Tentador, muito tentador. — Na sua tem seu colega para atrapalhar tudo.

— Minha cama está a 10 minutos daqui. — Taehyung pensou um pouco, escolha difícil. Quer dizer, nem tanto assim.

— Dane-se o colega de quarto então.

 


Notas Finais


Eu amo TaeSeok! Eu amo essa fic! Eu amo vocês!

Inclusive, vou aproveitar para divulgar que está rolando segunda edição de Vhope project!!! Vamos participar??

Link do jornal com os detalhes: https://spiritfanfics.com/jornais/vhope-project--em-busca-do-lemon-de-ouro-9856437


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