História Manual de como ter um ataque do coração - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Comedia, Família, Jikook, Namjin, Taejin, Vhope, Vkook, Yaoi, Yoonmin
Visualizações 265
Palavras 2.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Postei e saí correndo q

Perdoa os erros

Capítulo 25 - A bomba


- Então vocês já se conhecem? - a voz de Youngjae fez-me voltar à realidade. Estava sentado no sofá, tremendo a perna enquanto encarava Jessica com vontade de pular em seu pescoço por todos os anos que ela fez Jin hyung sofrer

Mas Yuri... Eu gostava de Yuri. Ela foi uma paixonite minha na sexta série e ela sempre me odiou pelo simples fato de quase não respirar quando ela estava por perto. Mas depois disso, viramos amigos e com o passar dos anos perdemos contato. E agora Yuri era ex namorada do meu atual namorado e tinha um filho que era meu filho emprestado...

- Sim! Jungkook era meu melhor amigo e apaixonado por mim! - Yuri respondeu risonha, deixando-me com vergonha e desconfortável.

- Ah, é verdade? - Youngjae olhou para mim reprimindo um riso. Concordei lentamente com a cabeça, fugindo de seu olhar.

- Esse mundo é pequeno mesmo, hein? - Jessica parecia mais sem graça do que eu, encarava tudo com desconfiança e mal olhava na minha cara.

- É verdade, pequeno até demais - comentei com tanto sarcasmo que nem ao menos percebi quando todos os olhares se voltaram para mim e eu encarava Jessica como se a qualquer momento fosse estapear aquele rostinho falsificado cheio de plástica.

Conversamos sobre tudo, principalmente os momentos que passei com Yuri na escola. Confesso que pude dar boas risadas, até mesmo Youngjae saiu da tensão que estava quando as duas chegaram e encheu o ambiente de gargalhadas escandalosas. Jessica também riu bastante, mas com ela não conta porque a cobrinha só abriu a boca pra falar merda. Ah, se Taehyung estivesse aqui...

- Youngjae, será que posso falar com você rapidinho? - Yuri pediu e Youngjae olhou-me por um breve momento, levantou-se e seguiu até a cozinha, Yuri foi consigo.

Minha expressão logo se fechou enquanto Jessica e eu brincávamos com Minhyuk. Imaginei o que eles estavam falando e com a demora, pensei que talvez pudessem estar se reconciliando ou algo do tipo. O ciúme crescia dentro de mim como se a qualquer momento eu pudesse pirar e sair gritando. O que me deixou com mais raiva foi quando Jessica, mais uma vez, abriu aquela maldita boca pra falar, sua voz irritante alcançando meus ouvidos.

- Sabe, eles eram um belo casal. Eu gostava de Yuri e Youngjae juntos, mas depois que o Hyuk nasceu, não foi a mesma coisa - respirei fundo e fechei os olhos. - Desculpe por tudo, Jungkook. Aqueles tempos em que estive na sua vida e na vida de seus amigos, foi muito ruim para você, eu sei. Mas não precisa me tratar com tanto ódio, é sério, eu não sou um monstro.

Apenas concordei e continuei brincando com Minhyuk, tentando ignorar sua presença. Jessica segurou meu braço com leveza, parei o que estava fazendo para levantar o olhar para si.

- Escuta, você precisa saber de uma coisa – olhou fundo em meus olhos, parando por um momento como se estivesse formulando corretamente as palavras que diria a seguir. – Namjoon é pai do meu filho, e creio que ele não contou isso para você.

Por um momento fitei-a seriamente, mas percebi não ser verdade. Era mais uma de suas investidas para fazer todo mundo ficar contra todo mundo. Soltei um riso nasal, desviando de seus olhos para, novamente, encarar aquelas orbes que eu realmente não gostava muito.

- Você também precisa saber de uma coisa – cheguei um pouco mais perto, próximo de seu ouvido. – Eu não acredito em você, Jessica. – sussurrei, e logo levantei sem olhar para si.

Aquela altura Minhyuk já não estava mais conosco. Entrei na cozinha e Youngjae discutia em um tom baixo com Yuri, os dois me olharam e tive de engolir em seco, tentando não demonstrar meu ciúme extremo quando ignorei os dois para pegar uma garrafa d’água.

- Acho que já encerramos esse assunto – Youngjae dissera alto para Yuri. Esta que, com os braços em frente ao peito, soltou um bufar e ao que parecia, uma risada sem ânimo.

- Não, Youngjae. Você tem que entender que o Hyuk também é meu filho! – gritou ela, puxando Youngjae que já estava se afastando, pelo braço.

Quase me engasguei com a água, com uma vontade enorme de jogar o líquido na cara de Yuri.

- Escuta aqui, Yuri – Youngjae alterou-se e apontou o dedo em sua cara. – Nós já conversamos sobre isso e o juiz mesmo disse que a guarda do Hyuk é minha! Eu permiti que ele ficasse com você por alguns dias porque ele sente falta da mãe, mesmo que não diga – aquele corte do mais velho pareceu machucar a morena que deixou a expressão entristecer.

Não notei que Jessica estava do meu lado até que ela abriu a boca, dando-me um susto e quase deixando a garrafa cair da mão.

- Eu agradeço pelo meu filho ficar só comigo, e não com Namjoon – comentou baixo, para que apenas eu ouvisse, também observando os dois que falavam aos berros. Revirei os olhos e me virei em sua direção.

- Seu filho pode ser de qualquer um, menos do Namjoon hyung.

- E por que você tem tanta certeza disso, hm? Não se lembra quando ele largou tudo para ficar comigo na China? – fiquei por um tempo em silêncio, pensativo, os olhos procurando um resquício de mentira que fosse no olhar castanho de Jessica.

Eu realmente não queria acreditar que Namjoon escondera da gente que tinha um filho.

- O hyung não esconderia isso da gente – referi-me à minha família, estava começando a me sentir traído. Pensei em interrogar Jessica, mas a gritaria entre Yuri e Youngjae só estava piorando e, quando vi Minhyuk chorando silenciosamente na entrada da cozinha, deixei a mais velha de lado e fui até o pequeno.

- Por que eles brigam sempre que omma vem me buscar? – perguntou com a voz tristonha, peguei-o no colo e segui em direção dos pais de Hyuk.

- Vocês, por favor, querem parar com isso? Se quiserem discutir vão lá pra rua – falei sério, quase mais alto que os dois.

Yuri calou-se e Youngjae engoliu em seco, jogando as mãos para a própria cintura enquanto parecia pensativo e extremamente irritado. A mãe de Hyuk estava igual. 

- Vai embora, outro dia você pega ele – pronunciou-se não muito tempo depois, enquanto que Hyuk pedia colo para si.

- Você sabe que se eu sair por aquela porta sem o Minhyuk, eu vou acabar com a sua vida, Youngjae! – ameaçou a mais velha.

- Ah, é? Então tenta, eu prefiro me arriscar invés de largar meu filho nas mãos de uma descontrolada como você. – Hyuk escondeu o rostinho no pescoço do pai. Este que começou a embalá-lo levemente. – Agora sai da minha casa, ele não quer ir com você.

Yuri segurava o choro, o rosto banhado em um ódio mortal por Youngjae.

Eu achei que o assunto tivesse se encerrado ali, e até mesmo relaxei quando Yuri virou-se para ir embora. Até o momento em que ela se voltou rapidamente para Youngjae e lhe deu um grande soco na cara.

*

- Calma, amor, ela é descontrolada assim mesmo? – questionei apavorado enquanto pressionava um cubo de gelo enrolado em um paninho contra a bochecha inchada de Youngjae.

Yuri foi embora e disse que aquele soco era pouco perto do que ela pretendia fazer com o mais velho. Não olhou na minha cara e nem na do próprio filho, antes de sair pela porta com uma Jessica risonha ao seu encalço.

- O maior motivo de eu ter brigado tanto para ter a guarda do Hyuk, foi porque antes de eu me envolver com Yuri, ela era pirada. Pirada em tudo, na cachaça, no cigarro e principalmente na personalidade – quando terminou de falar, tomou um grande gole de sua cerveja, resmungando quando apertei um pouquinho mais a sua bochecha.

- Você não tem medo que ela faça alguma coisa contra ele?

- Como assim?

- Ah, sei lá, você não acha que ela possa ser vingativa? – Youngjae pareceu confuso, deixando-me arrependido da pergunta. – Se ela é pirada como você falou, sabe que, além de fazer algo contra você, ela pode botar a vida do Hyuk em risco também, não sabe? – perguntei baixo para que o pequeno que jazia dormindo ao nosso lado não ouvisse aquela conversa.

Youngjae apenas concordou com a cabeça e terminou de tomar o resto da cerveja.

- Vamos tomar banho e cair na cama.

*

Hoseok

- Taehyung, me solta, a gente tem que ir pra casa – resmunguei não muito confiante de minhas próprias palavras, soltando risinhos enquanto meu pescoço era lambuzado pela língua do mais alto que fazia questão de se esfregar em mim o tempo inteiro.

- Só mais uma vez – sussurrou em meu ouvido, abusando das laterais do meu corpo com suas grandes mãos abençoadas e ásperas, do jeitinho que eu gostava.

- Amor, já transamos três vezes só essa noite – reclamei, mesmo que não fosse uma reclamação de verdade.

O corpo nu de Taehyung encontrava-se por cima do meu, os lençóis de seda vermelho do motel cobrindo nossos troncos e deixando somente as nossas cabeças para fora, fazia-me suspirar de satisfação ao olhar para o nosso reflexo no espelho de teto quase maior que a cama de casal.

- E daí? Podemos ter uma quarta, uma quinta, uma sexta, e infinitas vezes até amanhecer – a cada palavra sua, eu ganhava um selar molhadinho nos lábios. E era tão gostoso estar grudado no corpo de Taehyung, tendo uma de suas mãos segurando firme em minha cintura por debaixo dos lençóis.

- Então vamos deixar isso pra amanhã, okay? – dei-lhe um último beijinho, segurando seu rosto com delicadeza, e antes que ele pudesse protestar, eu já estava o empurrando para o lado e dando um pulo da cama para que ele não voltasse a me puxar.

- Ah, qual é, Hoseok! Nem uma rapidinha? – reclamou tão manhoso que eu estava tentado a ceder.

Antes de respondê-lo, catei nossas roupas pelo chão e joguei minha camisa dos Beatles de qualquer jeito no corpo.

- Você bebeu Viagra ou o quê, hein? Aquieta o garotão aí e se prepara que amanhã terei uma surpresa para ele – enquanto falava ia me aproximando de si, aproveitando que seus braços agora estavam apoiados atrás da cabeça.

- E por que deixar para depois o que se pode fazer agora? – fui puxado novamente para cima de si, gargalhando tão alto dos beijos que eram depositados em minha barriga, fazendo-me cócegas, que achei que a qualquer momento eu poderia morrer de tanto rir.

Aos poucos, Taehyung ia parando com a brincadeira e trocando aquele sorriso safado por um apaixonado, com um pequeno sorriso nos lábios ao mesmo tempo em que parecia apreciar o sorriso que estava em meu rosto.

- Você é tão bonito – falou baixo, fazendo carinho em meu rosto. Fechei os olhos para sentir melhor do singelo contato. – Minha vida sem você, sem essa loucura da família e tudo pelo que passamos para chegar até aqui, nada teria sentido – abri os olhos já marejados, Taehyung me lançava um olhar intenso, fazendo as minhas bochechas esquentarem e meu coração se aquecer.

- Declarações em um motel, Tae? É bem o seu tipo mesmo – ri das minhas próprias palavras, mas Taehyung continuava com aquele olhar brilhante, intenso, e o sorriso pequeno no canto dos lábios.

- Eu amo a sua risada, Hoseok – acabei rindo de novo, mas de nervoso e vergonha.

- Até poucos segundos atrás você queria porque queria foder pela quarta vez – falei com um beicinho.

- Bom, não é mentira que eu ainda não queira e que meu pau não esteja todo duro por você mais uma vez, mas – sem conseguir segurar o riso, gargalhei mais uma vez, mas de jeito nenhum Taehyung mudava sua expressão, mesmo fazendo graça. – Eu só queria que você soubesse que eu te amo de verdade, e espero que nada mude entre nós.

- Ué, e por que algo mudaria entre a gente? – perguntei sem entender, vendo-o desviar os olhos do meu e sentar-se na cama.

- Por causa das nossas escolhas... – mexeu em seu casaco pendurado na cabeceira da cama, continuando sem olhar para mim. Fiquei preocupado logo de cara.

- E por que eu me arrependeria de ter ficado com você se era uma das coisas que eu mais quis na vida? Mesmo que algum dia a gente se machuque, eu acho que nunca vou me arrepender dessa escolha, Tae, contando que os momentos até agora estão sendo maravilhosos do seu lado.

- Bom, mas de qualquer forma – ele finalmente se virou para mim, com uma caixinha preta em mãos. Demorei um pouco para entender o que era até o momento em que Taehyung desceu da cama e se ajoelhou ao pé da mesma, ficando de frente para mim.

Minha respiração perdeu-se em algum lugar enquanto nem os meus batimentos cardíacos eu conseguia ouvir mais.

- O arrependimento, que eu digo, é dessa próxima decisão da sua vida. Eu estou nervoso, e realmente anseio pela sua resposta, mas seja qual for ela... Enfim – respirou fundo, abriu a caixinha escura de veludo revelando uma grande aliança de prata que pareceu reluzir em meus olhos. Pegou em minha mão trêmula (a sua estava bem pior) e olhou em meus olhos já embaçados pelas lágrimas que escorriam com antecipação. – Jung Hoseok, aceita casar comigo?

- E aturar você querendo transar todos os dias? Com certeza! Eu aceito. – respondi tremendo de nervoso e ele riu, colocando o anel em meu dedo e levantou-se para selar demoradamente a minha testa.

- Era só você responder sim ou não, seu idiota – resmungou, rindo logo em seguida.

O abracei, escondendo meu rosto na curva de seu pescoço, deixando com que as minhas lágrimas de extrema felicidade molhassem sua pele. E Taehyung não reclamou, apenas retribuiu e acariciou as minhas costas.

- Tae, me promete uma coisa? – perguntei após afastar minha cabeça de seu pescoço.

- Claro. O que é?

- Promete pra mim que quando você não estiver se sentindo bem com algo, qualquer coisa que for, você vai me falar? – Taehyung pareceu considerar a idéia de bom grado.

- Prometo sim.

- Ótimo. E você promete também que nunca vai me esconder nada?

- Prometo, boneco. Mas você terá que prometer também, direitos iguais. Oras.

- Tudo bem, eu prometo.

- E selamos o pacto com um beijo – sua boca grudou-se na minha em meio a sorrisinhos bobos de ambas as partes.

- Você assiste muito Supernatural - rimos e passamos a nos vestir, conversando sobre o planejamento do casamento, quando meu celular começou a tocar Carry On My Wayward Son, da séria favorita de Taehyung.

- Eu quem assinto muito Supernatural, Hoseok? – perguntou em tom de deboche, e me amaldiçoei por ter aquele toque de celular, considerando que a letra da música era fodidamente boa.

- Me alcança aí e cala a boca – falei brincando, e Taehyung mostrou a língua, pegou meu celular e olhou o visor.

- Hum, número privado – informou o maior e franzi o cenho, só podia ser conta.

- É conta – avisei. – Joga aí.

- Vamos atender juntos – falou meu namorado desconfiado, ri de si, planejando mentalmente um castigo por Taehyung ser tão bisbilhoteiro.

Atendi o celular e botei no viva-voz, sem dizer uma palavra, já sabendo que a voz do outro lado da linha começaria a falar um monte de baboseiras oferecendo ofertas e mandando pagar contas.

Mas eu estava bastante enganado, pois a voz irritante da mulher que me cobrava estava diferente e parecia falar diretamente comigo.

- Alô? Hoseok?

- Não é conta... – sussurrei, olhando confuso para Taehyung que retribuía ao olhar.

- Pode parecer loucura, mas hoje eu encontrei o Jungkook. O filho emprestado dele é filho da minha melhor amiga, Yuri, e aposto que você se lembra dela – soltou uma risadinha, e logo associei aquela voz com a de Jessica. - Mas isso não vem ao caso. Pois então, eu acho que o Namjoon vai ficar furioso com você quando souber que contou sobre eu ter um filho dele para o Jungkook, e claro, para os demais da casa também. Ops! Mas eu esqueci que você não está com o Kook agora, só que você é o único da família que sabe disso, não? Haha. A gente ainda se vê, Hope.


CONTINUA...


Notas Finais


Espero que tenham lembrado dos capítulos anteriores onde o Namjoon acaba revelando pro Hoseok que tinha um filho com a Jessica \0/
Eu não tenho nada pra falar dessa vez, tô caindo de sono e preciso ir.

Agradeço aos que ainda não abandonaram a fanfic ♥ bjbj


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