História Manual de Sobrevivência - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Hopega, Sugahope, Yoonseok
Exibições 22
Palavras 842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


um vício chamado postar fanfics que você sabe que vai enjoar antes de terminar

Capítulo 1 - 1. Prólogo


Não sei bem quando a gente descobriu que vivia numa distopia. Pra mim isso era só um termo idiota muito usado em livros pra adolescentes com nada, senão umas sementes de milho na cabeça. Ainda sim, todos esses livros infantojuvenis sobre ditaduras e pessoas erradas no poder não passava remotamente perto da realidade. Não servia nem como manual de sobrevivência. Na verdade, a gente usava mesmo era pra queimar e se aquecer nos cortiços que a gente vivia, esperando pela próxima chuva de bombas.

Mas se, por acaso, você também se encontra numa distopia, o primeiro passo é:

Fica sentado e quieto na porra do mesmo lugar.

Ninguém precisa de um filho da puta retardado dando piti no meio de rua, chamando atenção da polícia e servindo de isca pra um possível ataque. As pessoas tendem a ter pavio curto em uma situação dessas, então digo que é melhor você se acalmar, ou alguém vai tratar de fazer isso pra você. Permanentemente.

Distopias geralmente seguiam o mesmo padrão. Tiranos no poder. A maior parte da população sofrendo de extrema pobreza enquanto os mais afortunados cagavam no pão que a gente comia. E principalmente… revolução. A gente nunca vai aceitar calado. Nunca mesmo. Se você tem medo de levar um tiro, caia fora dessa, cara. Em média, por dia, a gente corria risco de vida bem umas cinco vezes. E como a gente se organizava em grupos grandes, do tipo que enchiam um hotel abandonado inteiro de gente, sempre tinha alguém ferido.

Outra coisa sobre distopias: você nunca sabe quando vai tomar o próximo banho. É sério, se você é algum maníaco de limpeza e/ou virginiano, caia fora dessa também. A gente tá bem acostumado a comer comida fora do prazo de validade e pular alguns dias sem tomar banho. Mas não é porque a gente quer. É difícil achar lugar pra ficar com água que se aproveite. Os mares, agora, são feitos praticamente e de pura radiação, e a gente encontra uns peixes bem doidos quando sai pra pescar. Câncer é o novo preto. Ou a gente morria de tiro, ou morria de câncer.

Irresistível, não é?

Mas alguns dias a gente achava uns momentos de felicidade. Era todo mundo parte de uma família enorme, e cada um tinha sua função. A minha, por exemplo, era dar cobertura quando alguém tinha que sair pra buscar comida. Eu ficava com as armas (eu era muito bom de mira, ou algo assim) então eu ficava com a parte mais hardcore, mesmo. Que era matar o pessoal. Aí tinha o marmanjo que cozinhava, que era o Jin. Tinha quem limpava e recarregava as armas, que era a Wendy. Jongsuk ficava com a limpeza, junto com o cabeça oca do Taehyung.

Então é, eu não sabia bem quando tudo virou desse jeito, mas quando eu vi tinha gente quebrando vidraça e jogando bomba de fumaça, e eu simplesmente decidi que não queria ficar do lado errado. Meus pais não curtiram muito a ideia, mas eles decidiram fazer parte do grupo também. Só que ai meu pai morreu de câncer. E minha mãe enlouqueceu. Essas coisas fodidas acontecem mesmo. A parte boa é que todo me ajuda a cuidar dela. E de quebra ainda descolam uns remédios, quando dá.

Não curto muito esse negócio de autopiedade não, então tento não ficar pensando muito nisso. Porque tinha gente pior, tipo o Yongguk que sofria de síndrome do pânico porque viu a mãe ser estuprada por um policial. Não era fácil pra ninguém. Todo mundo fazia sacrifícios diários pelas suas convicções. Os problemas não sumiam só porque a gente decidia lutar contra os vilões.

Engraçado que em situações como essa alguns valores simplesmente se invertiam. A mídia manipulava, e as pessoas mais afortunadas viviam em suas redomas, protegidas contra os “rebeldes violentos” (nos encaixávamos aí, obviamente) apesar de que raramente conseguíamos chegar meramente perto da Central, que era onde toda a parte importante do atual governo ficava.

As coisas viviam tensas. A gente estava em alerta o tempo inteiro, com medo de algum ataque surpresa vindo da capital. Quando perdíamos alguém precisávamos gritar nossa raiva em silêncio, pra não chamar tanta atenção. Éramos obrigados a enterrar nossos mortos em covas sem nome, escondido, pra ninguém suspeitar que a gente tinha ido ali. Ocupávamos um hotel que podia cair em nossas cabeças à qualquer momento (por enquanto), privados de qualquer luxo ou privilégio, sendo tratados como a escória da sociedade, por simplesmente querermos um governo igualitário. Não queríamos uma ditadura socialista. Simplesmente queríamos justiça, e equidade. É pra isso que lutávamos.

Não tínhamos partido ou doutrina alguma. A gente tava simplesmente farto de passar dois dias sem comer e achar isso normal. De, quando comer, passar mal, porque era a única comida que a gente conseguia encontrar e porra, a fome dói.

Nesse contexto completamente hostil, acabei conhecendo Hoseok. Um maluco revolucionário, com um apreço incomum por plantas, que na verdade, não foi com a minha cara na primeira vez que me viu. Essa, na verdade, é uma história engraçada.


Notas Finais


outra yoonseok, pq yoonseoks devem ser exaltadas até o juízo final


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