História Mapa Para As Estrelas - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Marshall Lee, Principe Chiclete
Tags Gumlee
Exibições 180
Palavras 1.469
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente, eu sei que demorei muito. Desculpem por isso. Ultimamente vem acontecendo muita coisa, quem me acompanha no twitter tem mais ou menos uma noção. Esse capítulo ficou relativamente curto em comparação aos outros e a historias da chegando na metade, Ela vai ser mais curta que Time After Time, aliás, quem acompanha essa fic minha, fique tranquilos porque vou terminar ela, ok,? asuahsuash
Espero que gostem desse cap!

Boa leitura.
Desculpem os erros. <3

Capítulo 3 - 3 - Um zeloso protetor


3

Um zeloso protetor

 

Passaram-se muitos dias desde o estranho acontecimento em minha casa, aquela inusitada visita de um lobo tamanho família que eu jamais vira na vida. Nos primeiros dias, eu não estava conseguindo lidar com a ideia de que um logo gigante entrou na minha casa e pediu ajuda.

Pediu ajuda.

Parecia que ele sabia que eu poderia ajuda-lo. Comecei a pensar que talvez, só talvez... Ele não fosse apenas um lobo. No entanto era muito complicado pensar dessa forma, pois, se ele não fosse um lobo, seria o que? Se sua natureza era selvagem. Não havia como contestar. Ele era um lobo. Talvez um lobo fora do comum, entretanto, ainda sim um lobo.

Naquela parte do Canadá fazia frio o ano inteiro, e eu particularmente gostava, uma vez que no Japão o calor costumava ser infernal durante o verão. Eu particularmente me sentia mais a vontade no frio do que no calor.

Numa tarde, o tempo se fechou e uma chuva começou a cair sem qualquer aviso. Fortes trovões ecoavam por todo o céu, causando graves ecos no meu ouvido. Sinceramente, eu não gostava nenhum pouco de trovões. Lembro-me de quando era criança, minha irmã costumava me assustar, dizendo que o som dos trovões eram na verdade quando Deus ficava zangado por algo que nós fizemos. Então, se eu não comesse toda a comida que estava no prato, se não fizesse toda a lição de casa, se não me comportasse perto dos mais pais e fizesse birra o tempo todo, quando chovesse Deus iria gritar comigo.

É algo bem idiota, não é mesmo? Só, que eu era uma criança, então acreditava cegamente de que Deus estava furioso com algo que eu havia feito  - ou não. E mesmo depois que o tempo passou, eu não parei de sentir certo medo. Medo do barulho, era alto demais, doía meus ouvidos. E justamente naquela maldita tarde, os trovões pareciam estar mais fortes do que nunca.

Eu estava sentado no meu sofá, coberto até o pescoço quando um trovão ecoou tão alto que até as paredes da casa tremeram. Meu coração palpitou acelerado, entrei em pânico, ao constatar que estava numa casa enorme no meio do nada e sozinho.

Sozinho.

Não havia ninguém em qualquer um dos quase cômodos que ali haviam. Então, não tinha para onde eu correr. Os trovões iam continuar fortes como sempre e o meu medo ainda estaria presente. Só que, no fundo, eu ainda era apenas uma criança. Mesmo que tivesse saído de casa cedo com a ideia de me tornar alguém e esfregar na cara dos meus pais que conseguiria sozinho, ainda sim era doloroso.

Era doloroso não ter apoio da própria família.

Desde o dia em que cheguei ao Canadá, eles nem ao mesmo ligaram para saber se eu cheguei bem, se fui bem acolhido, se estava protegido em algum lugar. Mamãe jamais ligou para saber se eu estava gostando da cidade nova, se já tinha feito algum amigo, se era solitário ali durante as noites.

Não enviaram nenhuma carta.

Nem perguntando se eu estava vivo ainda.

 No entanto, não poderia sofrer com isso. Foi uma escolha que eu fiz, no fim das contas, sem contar que eu não estava nenhum pouco arrependido Havia salvo muitos animais desde que cheguei, principalmente Marshall, aquele curioso lobo gigante.  Eu não poderia cobrar dos meus pais e dos meus parentes qualquer tipo de zelo. Isso não era esperado deles.

Eu só tinha que e virar sozinho.

Me enrolei ali nas cobertas nem percebi quando foi que comecei a chorar, só sentia as lagrimas correndo por meu rosto e molhando todo o sofá. Nunca me senti tão sozinho minha vida.

A chuva persistiu até a noite.

Os trovões também.

Eu não dormi a noite toda.

 

Na manhã seguinte eu sai para minha “caça” matinal, afim de ver se havia algum animal abatido por aquelas redondezas, pois, mesmo que um diluvio estivesse caído sob o Canada inteiro, ainda sim aqueles malditos continuariam a caçar. E não tardou para que eu encontrasse um filhote de raposa branco com uma armadilha para ursos preso na pata traseira. Com um pouco de dificuldade, tirei aquele troço maldito e enfiei dentro do saco de amostra para levar para ong. Coloquei o animalzinho envolvido em edredons especiais e fui em direção ao meu carro. Ele havia perdido uma boa quantidade de sangue, eu tinha que fazer algo por ele.

Assim que cheguei na cede da ong, Jake e Iris á haviam chegado, me ajudaram a tirar a raposinha do carro e ficamos cuidando dela por um bom tempo. Logo, outros voluntários foram chegando com mais animais abatidos. O resultado disso, foi o Gumball correndo de um lado para outro sem ter tempo sequer de respirar.

Por volta das sete da noite, e estava quase desmaiando de fome.  Lembrei que nem água havia tomado durante o dia. Estava tão faminto que meu corpo tremia um pouco. Me despedi de Jake e Iris, e alguns dos outros voluntários, peguei o carro e corri para casa, passei numa padaria e comprei algumas coisas pra comer. Fui até comendo algumas rosquinhas no caminho de casa.

Assim que estacionei o carro na garagem, tirei as sacolas do banco do passageiro, procurei as chaves e entrei em casa. Mas, assim que entrei, senti algo de errado. Um perfume estranho, diferente de tudo que já senti, pareceu atacar minhas narinas.

Lentamente, coloquei as sacolas com as compras em cima do sofá e bati as mãos no meu colete, que na parte de dentro tinha uma arma automática com algumas balas. Fui caminhando lentamente pela sala, entrando na cozinha, quando senti minha espinha gelar.

Vagarosamente me virei para trás, e havia um caçador com um espingarda apontada em direção a minha cabeça.

- Abaixa a arma. – ele disse entre dentes.

Sem pensar duas vezes eu abaixei e levantei as mãos.

Engoli em seco e olhei de cima a baixo. Ele era u dos caçadores que me odiava. Eu sabia que logo logo ele descobriria onde eu morava. Esse era um dos que eu mais brigava, salvei uma corça dele uma vez...

O problema era que agora não tinha para onde correr. Aquele cara estava prestes me matar ali, e ninguém nunca iria descobrir quem foi. Eu iria morrer sozinho numa casa enorme e fria.

- Não vai dizer nada? – ele bufou e eu neguei.

Na realidade estava sim com muito medo. Estava com medo de sentir dor no momento em que ele apertasse o gatilho. Estava me sentindo acuado, pois, minha vida estava dependendo de um homem que me odiava.

- Ajoelha. – ele disse, esfregando o cano da arma no peito – Você vai morrer igual ao lobo que não me deixou matar. Tiro a queima roupa.

Eu fechei os olhos e dobrei os joelhos. Aquilo era humilhante demais, senti meu rosto ficar vermelho, por raiva e vontade de chorar.

Não era possível que eu iria morrer assim.

Senti uma lágrima rolando por meu rosto e ouvi aquele homem horroroso rir exasperado.

E estava ali de joelho, com as mãos pra cima e cabeça baixa. Não havia mais nada que pudesse ser feito.

Foi quando o som de algo quebrando ecoou pela sala, eu tinha certeza que era minha janela. O caçador se afastou de mim, apontando a arma para frente, mas tanto ele como eu prendemos a respiração no momento em que um lobo negro de olhos vermelhos apareceu pelo corredor, fazendo qualquer objeto se tornar mínimo em sua presença. Ele rosnava para o caçador com tanta fúria que até eu me surpreendi.

Porém, eu não tive medo.

Aquele lobo era Marshall.

E algo dentro de mim dizia que ele não iria me machucar.

O caçador apontou a arma para o lobo, ele tremia tanto que não conseguia  apertar o gatilho. Rapidamente eu me levantei e peguei minha arma do chão, quando fiz menção de apontar para o caçador, Marshall rosnou pra mim.

Então eu entendi tudo.

Ele estava me protegendo.

Me afastei dali e corri para a sala de jantar, ouvi somente o som de ossos quebrando quando o corpo do caçador caiu no chão.

Cai de joelhos no chão, sentindo todo eu corpo tremer, pelo susto, por tudo que acabara de ocorrer, e ainda não conseguia entender como Marshall apareceu do nada na minha casa. A menos que...

Não...

Não era possível que ele estivesse me observando o tempo todo.

Não tem como isso acontecer.

Comecei a chorar, ali mesmo, sentado no chão da sala de jantar, não sabia o que faria com o corpo do caçador ali no chão. Tudo fedia a sangue.

Fui caindo no chão, me deitando, até que fui fechando os olhos, a ultima imagem que vi, foi do lobo de olhos vermelhos olhando-me ao longe.

Mais uma vez não tive medo, apenas adormeci.


Notas Finais


Mais uma vez desculpem pela demora e espero que tenham gostado. Prometo não demorar tanto com os proximos!

Beijos bem doces!


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