História Mapa Para As Estrelas - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Marshall Lee, Principe Chiclete
Tags Gumlee
Exibições 126
Palavras 2.026
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Lemon, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus docinhos, aqui estou antes do ano terminar com mais um capítulo desse chuchuzinho, me desculpem a demora. Meus planos é até o inicio do ano que vem terminar ela, mas agora o final de ano as coisas estão muito cansativas e corridas pra mim, espero que me perdoem ;;
Eu quero agradecer aos favoritos e aos comentários que tem me ajudado bastante! <3
Espero que gostem do capitulo e aguardem surpresas <3 >3

Capítulo 4 - 4 - Uma doce surpresa


 

4 – Uma doce surpresa

 

Na manhã seguinte, assim que abri os olhos, senti como se minha cabeça fosse explodir a qualquer momento, devido a dor sufocante que parecia comprimir cada osso meu. Arfei alfo, colocando as duas mãos na cabeça e apertando. Então eu rolei na cama. Espera um pouco?

Cama?

Na noite passada, pelo que eu me lembrava, não estava numa cama quando me deitei. Passei as mãos pela cabeça e então senti que minhas mãos estavam com ataduras. Eu nem me lembrava se o homem que invadiu minha casa na noite passada chegou a me machucar, mas era estranho ver que eu estava cuidado, uma vez que morava sozinho numa casa gigante.

Olhei pela janela e vi a lua bem alta no céu. Não haviam nuvens, somente estrelas, muitas e muitas estrelas brilhantes e cintilantes. Eram tão lindas vistas dali da minha cama, quase pude sorrir com a imagem, só não sorri porque meu corpo doeu e eu resmunguei.

Passei as mãos pelos cabelos, suspirando profundamente e com certa dificuldade, consegui me colocar de pé. O quarto estava em ordem, mas eu tinha plena consciência de que o andar de baixo estaria um verdadeiro caos. Isso, porque o que eu vivera a algumas horas atrás talvez, não havia sido um sonho – por mais que no meu íntimo, desejasse que fosse.

Eu sabia que no corredor daquela enorme casa havia um corpo de um caçador destroçado por um lobo gigante e eu não fazia a mínima ideia de como me livraria do corpo. Pra ser bem sincero, só o fato de saber que havia um humano morto na minha casa, já me dava calafrios. Era bem engraçado, porque eu conseguia lidar muito bem com feridas de animais, mas quando se tratava de humanos... Não era como se eu tivesse pena. Não era bem isso, na verdade, eu não sabia como fazer com um ser humano.

Sempre me dei muito melhor com os animais e isso era um fato.

Mas, eu precisava de coragem para enfrentar aquilo. Me levantei com certa dificuldade, minha cabeça girava ainda e doía um pouco. Eu usava a mesma roupa que na noite anterior, mas meus sapatos haviam sido tirados, isso me levou a crer que alguém me ajudou, uma vez que eu sozinho – nas condições que me encontrava -, não teria capacidade para tal ato. Mordi meus lábios ao perceber que alguns cômodos da casa, conforme eu descia as escadas não haviam respingos de sangue como quando houve o incidente. Parei no corredor em que o possível corpo do caçador poderia ainda está lá. Porém, para minha total surpresa não estava. Não tinha nenhum corpo, nem sangue, nem nada parado ali no meu corredor.

Deus... Levei as mãos à cabeça e me encostei na parede, fechei os olhos com força, sentindo-me muito enjoado, será que o que eu vivera até ali foi um sonho? Na verdade um horrível pesadelo que não fazia o menor sentido. Apertei os olhos e as mãos nos cabelos e engoli em seco.

Foi um sonho.

Só podia ser um sonho completamente absurdo.

Isso levava a crer que eu, Gumball, estava ficando doido, maluquinho, louco de pedra, a ponto de fazer um risco no chão e tentar passar por baixo. Mas, aquele pensamento, de eu estar ficando supostamente louco, me deixou um pouco mais calmo. Eu, sinceramente preferia estar ficando louco do que estar tendo contato com um lobo gigante que matou um caçador na minha casa.

Era só um sonho.

Acabou.

E não aconteceu nada.

Então, eu fui voltando pelo corredor, na intensão de voltar para o quarto e dormir mais um pouco, quando senti todo meu corpo se arrepiar. Havia um homem andando na minha casa.

Havia um homem enorme andando na minha casa.

Me encostei na parede e respirei profundamente, levei a mão à boca para que ele não ouvisse a minha respiração. Olhei rapidamente, pelos cantos dos olhos, afim de ver para onde ele estava indo. E o desgraçado era ousado demais para ficar só de calça! Invadiu a minha casa pra ficar só de calça! Ah, fala sério! Aquilo me deu raiva de verdade, mas o meu medo sempre falava mais alto e eu resolvi ficar bem quieto e deixar ver até onde ele iria.

Então eu percebi que ele parecia estar cortando algo na pia da cozinha. Fui andando nas pontas dos pés, me esgueirando contra a parede, para que nem minha sombra fosse notada. E eu olhei.

E senti meu corpo inteiro paralisar.

Havia um homem na minha casa só de calça, com as mãos sujas de sangue até os cotovelos, seu rosto estava desfigurado num sorriso sinistro e ele destroçava o corpo do que eu julguei ser o caçador.

Então eu gritei, o homem notou minha presença.

Em seguida eu desmaiei. Mas, minha última lembrança foi notar os olhos vermelhos preocupados vindo em minha direção.

Abri os olhos gritando a plenos pulmões. Aquilo foi um pesadelo horrível. Meu corpo todo tremia e meu peito subia e descia numa velocidade espantosa. Meu coração parecia que prestes sairia pela boca.

Me sentei na cama e olhei pra janela, igual como no sonho. O céu não estava limpo, estava nublado, nevava muito, as árvores estavam cobertas de branco como um manto. Meu abajur estava ligado, deixando todo o quarto iluminado por um leve tom rosado.

O tom de rosa me acalmou, sempre me acalmava. Passei as mãos no rosto, tentando reorganizar meus pensamentos. Tudo foi só um sonho, sonho atrás de sonho. Era um pouco apavorante, cheguei a pensar que talvez o Sandman tivesse ficado irritado comigo e me deixou no Eterno Despertar. Onde você fica eternamente preso dentro de seus pesadelos, acordando de um e entrando em outro. Eternamente.

Mas aquilo não era um sonho. Dessa vez não era. Suspirei e olhei para as minhas mãos. Tremiam, e estavam respingadas de sangue. O caçador ainda poderia estar lá no chão do meu corredor. O correto a se fazer era ligar para a policia e contar a situação, por mais absurda que pudesse parecer e rogar para Deus que eles acreditassem nas minhas palavras.

Contudo, isso não foi preciso, quando eu estava prestes a pegar meu celular, o grande lobo adentrou pela porta do meu quarto. Olhou-me dos pés a cabeça e rodou os olhos, como se reprovasse minha atitude.

- O que foi? – Eu reclamei com o celular na mão. – Preciso me livrar daquela sujeira que você fez.

Ele somente rodou os olhos mais uma vez, como se me esnobasse.

Vai me dizer que você se livrou do corpo? – o olhei. Ele se sentou na minha frente e com a pompa de um Lorde, começou a lamber a pata, com os olhos fechados e cheia de classe.

Foi a minha vez de rodar os olhos. Eu devia ser totalmente louco por estar conversando com um lobo que talvez jamais entendesse o que eu estava dizendo, mas quer saber? Eu já estava na merda mesmo, não custava nada se enterrar ainda mais.

Me levantei e fui para o corredor. E assim como no sonho, o corpo não estava lá. Não tinha nenhuma gota de sangue.

Olhei Marshall parado ao pé da escada.

- O que você fez? – tornei a perguntar e ele evitou me olhar. – Como se livrou do corpo?

Eu sabia que ele não poderia me responder. E naquele mesmo momento senti uma alegria quase sem fim.

- Você me salvou? – eu comprimi os lábios e ele me olhou, não de maneira esnobe dessa vez, ele só me olhou. Como se confirmasse minha pergunta. – Se eu fosse preso, você nunca mais me veria.

Ele veio andando em minha direção e passou a cabeça grande e peluda entre minhas mãos.

- Você zela por mim não é? – eu sorri, me abaixei, ficando um pouco mais baixo que ele, os grandes olhos vermelhos me fitavam com gentileza. – Foi por que eu salvei sua vida?

Ele fechou os olhos e os abriu.

Entendi aquilo como um sim.

Naquela noite eu dormi na minha cama, com poucas cobertas, mesmo que a neve la fora estivesse bem intensa, mas havia um lobo negro que me aquecia. Marshall pela primeira vez dormiu ao meu lado.

E eu percebi o quão bom aquilo era.

Os dias se passaram e Marshall saía durante o dia e voltava durante a noite, era assim todos os dias. Enquanto meus dias na ONG eram normais, os dele no mato provavelmente também eram. A noite eu jantava com ele a mão lado roendo um osso gigante, ou as vezes só me olhando. Eu contava cada detalhe do meu dia pra ele, enquanto fazia carinho em sua cabeça. Ele sempre fechava os olhos quando eu tocava seus pelos macios.

Certo dia ele voltou todo sujo de lama e veio todo feliz pular em cima de mim. Depois ficou furioso quando eu o joguei na banheira e lhe dei um banho quente. Me olhava com tanta raiva, mas eu só conseguia rir. Depois o sequei com todo cuidado possível, e como sempre nos deitamos juntos na minha cama.

Naquela noite, era véspera de Natal. Os pais de todos os membros da ONG tinham mandado presentes para os filhos celebrando aquela data tão querida por todos nós. Mas, eu não conseguia ficar feliz, porque meus pais, meus próprios pais não lembraram de mim, não enviaram um presente, nem ao menos uma carta. Eu acho que eles estavam aliviados pelo filho problema deles ter ido embora e os deixado em paz.

Mas, sabe... Era uma droga viver sozinho. Por impulso, eu abracei Marshall mais forte e beijei o topo de sua cabeça.

Sua respiração forte colidia com meu pescoço.

- Eu queria tanto que você pudesse me entender, pudesse me ouvir... – eu falei baixo e ele abri os olhos – Queria tanto que você pudesse me responder... que pudesse me abraçar.

Toquei seu cordão militar e o puxei levemente. Não fazia ideia de como aquele cordão foi parar ali.

- Marshall Lee... – eu li o que dizia ali na plaquinha – Queria que pudesse me responder.

Eu o abracei forte e fechei os olhos. Meu peito doía tanto que isso se refletiu em meus olhos e logo as lágrimas se formaram.

Chorei um pouco, mas logo Marshall lambeu cada lágrima minha e eu sorri antes de dormir.

Na manhã seguinte, abri os olhos lentamente, me espreguicei e bati o braço ao meu lado na cama, mas estranhei por não sentir a pelagem de Marshall. Me arrepiei inteiro ao sentir um corpo humano ao meu lado.

Um corpo humano.

Ao meu lado.

Me levantei com tudo e olhei aquela pessoa que dormia ali bem tranquilamente.

Ele tinha costas largas, porém definidas, usava só uma cueca boxer, os cabelos negros caiam delicadamente pelo travesseiro e ele estava de costas pra mim.

Eu simplesmente não sabia quem era aquela pessoa.

Num ato automático, peguei meu travesseiro e atirei nele, o homem se levantou num pulo e eu continuei a jogar todas as coisas que estavam próximas a mim.

 - QUEM DIABOS É VOCÊ?! – atirei um livro e ele desviou. – O que você fez com meu lobo, seu maluco, como ousa entra na minha casa!  SAI DAQUI AGORA!

Eu estava estático, meu corpo todo parecia que entraria em combustão a qualquer momento. Eu estava dormindo com um homem semi nu na minha cama! Meu Deus, não era possível, e se aquilo maluco abusou de mim enquanto eu dormia?! Mas o pior de tudo... é que ele era lindo. Assim que me olhou, eu percebi o quão lindo era seu rosto. Era comprido, nariz afilado, lábios finos porém vermelhos, bem como os olhos, os cabelos negros.

- Gumball, calma! – ele disse rouco, sua voz parecia um rugido.

- Como você sabe meu nome?!

- Eu sou o Marshall! – ele disse e eu parei até de respirar.

- Não! – arfei.- O Marshall é um lobo!

- Eu sou o Marshall Lee. – tornou a falar. Então suas mãos tocaram o cordão militar em seu pescoço. – Coronel Marshall Lee do Primeiro Esquadrão Americano dos Aliados de 1944.

- Não... – eu balbuciei. Minha cabeça girou.

Nada daquilo fazia o menor sentido. E mais uma vez, eu desmaiei.


Notas Finais


E então docinhos? <3

Me digam o que acharam, e até o proximo!

Beijinhos doces


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