História Mapa para o céu - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Armin
Exibições 2
Palavras 1.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oizinho gente c: Essa história também é postada no Nyah (e também minha primeira história aqui do Spirit heh)
Bom, o primeiro capítulo originalmente era pra ser do ponto de vista do Armin, mas quis fazer um prólogo para servir como uma apresentação da minha personagem
Espero que todo mundo goste e boa leitura, YAY!!

Capítulo 1 - Prólogo


Se você não se esforçar para ser feliz pelo menos nos seus relacionamentos do dia a dia, você nunca vai ter a felicidade realmente. A felicidade não vem até nós, a felicidade é consequência das coisas boas que fazemos, e isso era algo que eu ainda não havia aprendido naquela época. Contudo, era bem difícil encontrar vontade até de sair do meu quarto, e a parte mais difícil era o fato de Sweet Amoris ser um colégio interno.

 Não havia como fugir do contato humano, eu possuía uma enorme vontade de florescer palavras e atitudes bonitas para todos ao meu redor, afinal, toda vez que você conhece uma pessoa, você está enfrentando uma batalha. Você é um mundo, a outra pessoa é outro mundo completamente diferente, você tem que tomar cuidado ao entrar no mundo de outra pessoa e permitir que outra pessoa entre no seu. Gentileza, era isso que as pessoas deveriam ter umas com as outras.

 Eu desejava tanto alguém que fosse gentil comigo.

(...)

 

— Não me stuna! — Eu gritava com o notebook em um dia qualquer, fazendo o que eu gostava de fazer no meu tempo livre quando não estava fazendo pesquisas. — Odeio esse cara, odeio, odeio, odeio!

 O bendito cujo era um player que sempre caía no time adversário, aquela era a terceira vez no mesmo dia, ele era apelão com todos, todos mesmo, e isso me deixava borbulhando de raiva.

 — Só jogo pra me estressar, não é possível.

 Desliguei o computador e sem pensar duas vezes fui em direção a porta, até que minha consciência falou mais alto e parei pouco antes de abrir. Pensei em quais eram as chances de eu mudar de ideia no meio do caminho e voltar para o meu quarto como um filhotinho assustado.

 — Não vai ter muita gente nos corredores, se acalme Lucy... — Respirei fundo e abri a porta lentamente, conferindo se não tinha ninguém. Haviam duas garotas passando pelo corredor, pude ouvir uma delas murmurando algo sobre o meu cabelo e soltando uma risada logo depois, sorte que eu sempre fui uma pessoa bem paciente que aguenta muitas coisas, infelizmente, até aquelas que eu não deveria aguentar.

 Saí do prédio dos dormitórios e fui até o refeitório procurar qualquer coisa que me fizesse não morrer de fome e resolvi pegar a ultima sobremesa, cujo não foi minha por muito tempo devido às circunstâncias, uma circunstância também loira mas com cabelos ondulados, e que infelizmente, era da minha sala.

 — Você pretende mudar a nossa nota quando? — Ambre me deu um empurrão e pegou a minha sobremesa, fazia algum tempo que ela descobriu que eu consigo hackear vários sistemas - inclusive o da escola - e desde então eu permanecia sendo alvo de ameaças constantemente.

 — E-Eu não pretendo, na realidade. — Eu me encolhia no meu lugar.

 — Você não tem que querer, é isso ou contamos para a Sra. Shermansky que você invadiu o sistema da escola — A chinesa de nome monossilábico me ameaçava enquanto Ambre comia a minha sobremesa.

 — Mas eu não invadi — Dei uma pausa antes de pronunciar o resto da frase, com um pouco de medo — a m-maioria das pessoas não precisa disso pra ter notas boas no boletim.

 E foi assim que fui parar no chão com apenas um empurrão.

 E foi assim que fui parar no chão com uma sobremesa melecando o meu cabelo, pela terceira vez na semana.

 Era exatamente por aquele motivo que eu preferia não sair do meu quarto. Não pensava que o mundo era bom, mas as pessoas não têm que ser como ele, infelizmente, nem todos percebem isso. O que eu ainda não tinha aprendido, é que se você não se pronuncia, não se impõe, o mundo te engole, e naquele momento, enquanto eu atravessava os jardins correndo em direção à coordenação do colégio, eu trombei com a pessoa que eventualmente me ensinaria isso. Pedi desculpas rapidamente e segui meu caminho.

 Entrei em Sweet Amoris por ter pulado uma série. Desde o fundamental eu costumava fazer pesquisas a respeito do conteúdo passado em sala de aula e até um pouco mais, e isso fez com que eu me tornasse uma pessoa auto-didata. Quando saí do último ano do fundamental e fui para o segundo ano em Sweet Amoris, decidi parar com as pesquisas e ser uma pessoa mais participativa em sala de aula, eu queria acompanhar os outros de alguma forma, e não estar sempre à frente, contudo, desde as ameaças de Ambre, eu raramente ia as aulas e passava a maior parte do tempo no meu quarto pesquisando o conteúdo.

 E lá estava eu frente a diretora pedindo pelo amor de Deus, Javé, Odin ou o que quer que fosse para que ela me mudasse de sala. Eu me sentia reprimida toda vez que Ambre se aproximava de mim, e é claro que eu não falei isso para a senhora Shermansky.

 O que eu contei foi que eu não me sentia bem na minha própria sala de aula, mas não mencionei sobre Ambre. Considerando que a diretora tiraria satisfação com a Ambre de alguma forma, certamente eu seria ainda mais perseguida pela escola, então preferi não entregar ela. O que eu não entendi, na verdade, foi a diretora ter concordado com isso sem me questionar muito... Tá legal, essa ultima colocação foi mentira, há alguns motivos para a louca dos cães ter me mudado de sala tão facilmente, mas esses motivos são histórias para daqui um tempo.

 Voltei ao meu quarto rapidamente e liguei o computador, enquanto o mundo exterior era preenchido por trovões, o meu mundo - o qual eu preferia muito mais, pelo menos naquela época - era preenchido por uma voz masculina que pronunciava alguns insultos cada vez que fazia algo de errado no jogo.

 A minha birra era tanta com o tal player apelão, que eu havia decorado o nick dele. Para piorar, eu procurei o nick dele no Youtube e descobri que ele tem um canal de gameplays, e não é só em League of Legends que ele é um jogador ótim... Digo, apelão.

 O dia se tornava mais claro, e as minhas olheiras mais escuras. Dei um pulo da cadeira quando percebi que eram cinco horas da manhã, eu havia vasculhado todo o canal dele sem esforço algum. Decidi ir ao banheiro tomar um banho rápido e tentar dormir.

 

 (...)

 — Que merda aconteceu aqui? — Me perguntei ao encarar o meu cabelo fixamente no espelho por no mínimo quinze segundos.

 Sabe qual é a parte boa de ter cabelo crespo ou cacheado? É que você só precisa de água pra arrumá-lo. Sabe qual é a parte ruim de ter cabelo crespo ou cacheado? É que só água o arruma, não adianta nem tentar arrumar de outro jeito.

 Eu estava atrasada para a aula, então corri novamente para o banheiro tentar lavar a minha tão detestada juba. Me sentei no boxe do banheiro abraçando os meus joelhos, meu coração estava palpitando, eu estava com medo.

 — Eu não quero ir pra uma outra sala — Eu afundei minha cabeça entre os meus joelhos — Eu não quero tentar conhecer gente nova, eu não quero...

Lucy Schaeffer. Diagnóstico: Síndrome do pânico, resultada de uma ansiedade. Motivo? História pra uma outra hora.

 Depois de quarenta minutos consegui sair do chuveiro e engolir o choro por um tempo, era pra eu estar começando a aula do segundo tempo, eu nem sabia qual o meu horário, e muito menos em que lugar eu me sentaria na sala de aula.

 — E se não tiver um lugar para mim? — Eu pensava indo para o meu quarto, sem a menor pressa — Se bem que, se não tivesse, a senhora Shermansky teria me avisado. 

 Eu ainda tremia, mas conseguia colocar o uniforme tranquilamente.

 — Talvez nem notem que há uma pessoa nova na sala — Pra ser sincera, eu estava decidindo se isso era algo bom ou ruim — Se alguém notar, com certeza vai ser por causa do meu cabelo de poodle, quem é que não nota essa droga mesmo à um quilômetro de distância?

 Soltei uma breve gargalhada que se tornou repetitiva, e eu não parava. Quando me dei conta, as lágrimas voltaram a rolar pelo meu rosto, eu ainda não havia tomado os meus medicamentos.

 — Onde estão? — Eu revirei algumas gavetas do meu armário e olhei até embaixo do meu colchão, só haviam cartelas vazias. Peguei meu celular e digitei uma mensagem para a enfermeira Ágatha, ela trabalha na enfermaria da escola e acabei até que gostando da presença dela devido às minhas visitas frequentes.

 Demorou um pouco, mas ela bateu na porta do meu quarto e assim que abri, não soube se ficava mais aliviada por estar na presença dela ou por ouvir o que ela disse em seguida.

 — Não se preocupe, querida, fiz o pedido dos seus medicamentos e eles já estão na enfermaria.

 Não pude deixar de esboçar um sorriso e abraçar ela como uma criança que reencontra a sua mãe depois de um dia longo na creche. Eu não precisei dizer, mas ela sabia o quão agradecida eu estava naquele momento.

 

 (...)

 

 — Eu não acredito que você ficou acordada até cinco horas da manhã — A enfermeira havia começado uma conversa comigo, e isso fez com que eu relaxasse um pouco, ambas estávamos sentadas em uma das camas da enfermaria — Seria muita intromissão eu perguntar o que você ficou fazendo até essa hora?

 — O que uma adolescente estaria fazendo de madrugada sozinha, Ágatha?

 — Pornografia? — Ela perguntou desconfiada.

 — Claro que não — Ela deu um suspiro, logo antes de ter uma pequena taquicardia — LSD e ecstasy, óbvio.

 — Na escola? — Ela deu um grito que provavelmente todo o prédio pôde ouvir, eu coloquei minhas duas mãos na boca dela enquanto ela continuava falando. Eu não consegui segurar minha risada.

 — É tão fácil te enganar — Eu me recompus da crise de risadas e respirei fundo — É... um garoto, mas não da forma que você está pensando, antes que você tenha outra crise histérica. Fiquei vendo os vídeos dele, apenas.

 — Sobre o que são os vídeos?

 — Jogos, basicamente, às vezes ele faz referência a filmes, mas os vídeos são sobre jogos.

 — E o que você sentiu vendo os vídeos?

 — Eu não sei — Pensei bem na minha resposta, se eu assisti por tanto tempo é porque algum impacto aqueles vídeos haviam me causado — A voz dele e a forma como ele fala me transmitem... Entusiasmo, acho.

 — Jura? Isso é bom — Ela sorriu — Entusiasmo para quê?

 — Ah, não me faça perguntas difíceis.

 Naquela época, haviam algumas coisas sobre Sweet Amoris que eu já sabia que gostava, sendo elas: Um dos lados da biblioteca que, ao invés de ser parede, é uma vidraça enorme, os croissants no café da manhã, o acabamento dos banheiros e as saias do uniforme feminino. Naquele momento, houve a aparição de algo que eu gostava, mas ainda não sabia.

 Entusiasmo, passando pela porta da enfermaria e me olhando com a mesma cara de assustado que eu estava olhando para ele, devido a voz familiar.

 — P-Perdão, pensei que não havia ninguém aqui além da enfermeira.

 A melhor definição de entusiasmo que eu já encontrei foi "estado de fervor, de emoção intensa". Foi o que eu senti aquela hora, e tentei mascarar com todas as minhas forças. 


Notas Finais


Juro que o capítulo do ponto de vista do Armin tava muito mais legal, ainda essa semana ele será postado c:
Críticas construtivas e elogios são sempre bem vindos, teorias sobre qualquer assunto da história que não foi revelado (cof passado da Lucy) também, YAY!!
Espero que tenham gostado, até logo. Um kissu da Tia Mizu ~♥


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