História Máquina Mistério - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Colegial, Naruto, Romance, Sasusaku, Suspense
Visualizações 117
Palavras 2.529
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, amores! Tudo bem?
Eu gostaria de avisar que este ficou um pouco menor do que eu gostaria, mas tem um motivo!

Como estou estudando muito, não consigo tempo para escrever, no entanto essa história é tão xodó meu, que eu arrumo alguma brecha sempre só para escrevê-la.

Quero agradecer mais uma vez a todos que curtiram e comentaram - responderei agorinha.

Espero que gostem!

Um beijinho.


P.S revisarei tudo no final de semana,

Capítulo 3 - Da guerra ao terror


Durante o caminho, Naruto não sabia como agir. Estava ao lado de uma garota aparentemente legal e bonita, porém ele estava extremamente aflito e com medo. Muito medo. Perguntava-se o que era aquilo, se era uma brincadeira de mau gosto de alguém ou se colocaram algum alucinógeno nas bebidas, porque aquele troço com certeza não era desse mundo, desse plano, seja lá o quê.

Hinata não estava muito diferente. Com medo e um pressentimento ruim que não a deixava desde que foi parar no estacionamento do casarão, ela não conseguia pensar em nada além do que é que estava acontecendo e como isso influenciaria sua vida dali a diante. E para sua frustração, a primeira oportunidade favorável que teve em anos para se aproximar de Naruto foi arruinada por algo desconhecido até então. Não queria nem pensar que nada poderia piorar, porque ela sabe que pode, sim. Sempre pode.

No carro atrás os sentimentos eram outros, mais acalorados. O casal, depois de passar bons minutos discutindo, decidiu ficar em silencio, com suas frustrações em pensamentos. Sakura estava furiosa e cansada. Sempre que algo de ruim acontecia, Sasuke estava no meio e arrumava um jeito de envolvê-la nisso. Já estava saturada de tudo, só queria ter aproveitado o seu final de semana, a festa, ido pra casa no final e voltar a vida diária. Mas não, agora tinha que se preocupar com algo possivelmente ruim.

Sasuke, vendo a garota bufar e bater o pé a cada segundo estava ficando impaciente, mais uma vez.  Ela o culpava por essa situação – e outras também -, no entanto dessa vez ele não tinha responsabilidade por nada. Se ela não tivesse o provocado e o feito perder a cabeça, jamais teriam ido parar naquele estacionamento para discutir, e não teria visto que viu. Então tecnicamente a culpa é dela.  No fundo, porém, Sasuke sabia que estava errado, sempre. Por isso disse a si mesmo que pediria desculpas outra hora.

A paisagem foi mudando drasticamente ao longo do percurso. Dois dos quatro adolescentes não estavam acostumados a ir àquela parte da cidade, tudo ali era mais humilde do que tudo que já viram. O bairro de Naruto estava deserto, tudo muito escuro e com poucos postes iluminando alguns pontos.  Quando ambos os carros estacionaram em frente a uma casa de dois andares de tijolinhos, todos desceram dos veículos em silencio e observaram a estrutura.

Sasuke olhou para Naruto, esperando que ele os instruísse.

- Vamos entrar. – o loiro disse sério, pegando as chaves em seu bolso. Foram todos para a pequena varanda onde a porta de entrada ficava. Assim que Naruto abriu a porta, eles entraram rapidamente, querendo sair daquele sereno e, principalmente, da vista de qualquer coisa que estivesse à espreita, e o rapaz trancou-a.

A casa estava toda apagada, sendo iluminada apenas pela luz do luar que entrava pelas duas únicas janelas.  Não dava para ver quase nada naquela sombra.

- Naruto, acenda as luzes, por favor. – Pediu Hinata educadamente.

- Claro. – O rapaz deu alguns passos até um corredor, e apertou o interruptor iluminando o ambiente em seguida. Agora visível, notaram que a sala era pequena, porém até que aconchegante. Havia um sofá de três lugares, uma poltrona ao lado e uma mesa de centro de madeira e uma televisão. Adjacente aquele lugar, ficava o que parecia ser a cozinha. Uma escada que provavelmente levava aos quartos também era presente. Ouviram barulhos de passos descendo-a, e quando ele cessou, todos olharam para a base da escada.

Um homem estava parado, com olhos marejados – provavelmente estava dormindo -, encarando-os e com um taco de beisebol em riste nas mãos.

- Tio...- Naruto decidiu começar – o que faz acordado a essa hora? – O homem, que até então estava estático, encarou o loiro.

- Bem, escutei carros parando aqui, pensei que poderia ser um assalto!

- E quem ousaria roubar algo aqui? Não tem nada de valor. – Disse Sasuke, com um riso arrogante. Naruto o olhou indignado, mas controlou-se. Tinha coisas mais importantes para se preocupar. Então se limitou a responder:

- Sei que é difícil para você, mas deixe de ser babaca por um momento. – Jiraya conhecia o rapaz, não foi surpresa para ele esse tipo de comentário. O que realmente o intrigava, agora que parou para analisar, era o que seu sobrinho estava fazendo junto daquelas três figuras. Abaixou o taco e olhou para cada um deles.

- O que está acontecendo? – Ninguém disse nada. – Respondam.

- Nós, nós... – Hinata tentou articular uma resposta satisfatória, porém não sabia ela mesma o que se passava.

- Nós queríamos mais privacidade. Bem, a festa estava muito entediante, então Naruto sugeriu que viéssemos para cá, sabe, para jogar conversa fora, nos conhecermos melhor. – Sakura respondeu e o homem ficou encarando-a por um tempo, até rir maliciosamente. Ela ficou com medo. Naruto olhou-a como se ela tivesse decapitado alguém ali mesmo.

- Ahm. Entendi. Claro. ‘’Jogar conversa fora’’. Só um minuto.

Jiraya desapareceu para dentro da cozinha. Escutaram barulhos de armários batendo e vidro. Então, finalmente o homem voltou com, agora, uma garrafa em mãos. – Vocês vão adorar isso. – e mostrou para eles. – Força no Pau é a pedida para todos os quatro ‘’jogarem conversa fora’’. Estou fornecendo aqui a experiência de suas vidas, então não desperdicem meu vinho à toa. – ele virou-se e começou a subir as escadas. – Tenham uma excelente noite.

Naruto estava extremamente constrangido, não sabendo nem o que dizer, ficou encarando o local pelo qual seu tio tinha sumido. Sabia que o velho era um pervertido sem escrúpulos, no entanto nunca imaginou que ele o faria passar por uma situação dessas.
- Que porra foi essa? – Sasuke externou o que os demais estavam pensando. – Ele realmente sugeriu o que estou achando?

- Aí, meu Deus, eu espero que não. Naturo! – Uma Hinata muito vermelha e afobada, chamou-o. - Acorda para a vida!

- Olha, não se pode escolher os parentes.

- Verdade, não é? – insinuou Sakura debochadamente, olhando de Naruto para Sasuke.

- Vamos subir ou não? – desconversou o moreno.

Todos seguiram na direção em que o coroa tinha ido anteriormente. Sasuke, porém, antes de subir as escadas pegou o vinho que estava sobre a mesa. Ele estava precisando beber (mais) de todo o jeito, então por que não? Foi o último a entrar no que parecia ser um quarto de um adolescente. Era pequeno, organizado e...comum. Sakura, Hinata e o vira-lata estavam sentados na cama; Naruto, no chão. Ele viu uma cadeira giratória perto da escrivaninha e sentou-se lá.  O rapaz olhou para o que ele pôs encima de sua mesa de estudos e olhou com nojo.

- Não acredito que pegou isso, cara.

- Vamos precisar. – respondeu sério.

- Então, o casal vai abrir o bico ou não?

Os meninos entreolharam-se, questionando internamente quem começaria a contar.

- Depois que fomos parar quase no meio da floresta, sentimos um cheiro de, como explicar...

- Carne podre.

- Isso, Sasuke. Respondendo a sua pergunta, Sakura, nós fomos procurar o que era exatamente isso. Poderia ser apenas um animal morto, mas...

- Haviam corpos de muitos animais. Muitos. E mais distante um pouco, porém bem visível, uma espécie de lagarto com chifres e espinhos pelo corpo estava com a cara enterrada nas tripas de alguém.  Não sei dizer o que exatamente era aquilo, mas era horrendo e bizarro. Naruto vomitou na hora, acho que eu também teria, se ele não tivesse virado o rosto em nossa direção e olhado diretamente para nós. O bicho grunhiu de uma forma tão grotesca, que se não fosse pelo vira-lata aí, eu teria ficado lá, parado feito um marica.

- O que o Kyuubi fez? – perguntou Hinata, assustada e aflita. Ela não sabia o que poderia acontecer. Estava em perigo, todos estavam.

- Mordeu a mão dele.
- Espera, espera. Vocês estão dizendo que há uma espécie de monstro lagarto-vampiro assassino comedor de corpos à solta? Sasuke, tá zoando comigo de novo, não é?
 

- Porra, Sakura! Tem outra pessoa aqui e um cachorro que presenciaram tudo! Por que, caralhos, eu te sacanearia?

- E você ainda pergunta?

- Quer lavar roupa suja mesmo agora? Tem coisas acontecendo mais importantes do que sua vidinha escrota. Acorda. – Hinata se alterou e dali começou uma confusão. Todos começaram a discutir, eufóricos. Porém luzes e sirenes foram ouvidas ao longe e uma mensagem que estava sendo espalhada por todos os estudantes chegou simultaneamente ao celular de todos os quatro.

Matsuri foi assassinada.

Sakura Haruno empalideceu. Céus, todos iam morrer, para ela isso é fato. Estava num cenário de filme de terror. Sua colega de classe foi morta por um ser desconhecido, e ele estava por aí agora se escondendo ou caçando sua próxima vitima.

- Me passa esse vinho, agora. – ela caminhou na direção de Sasuke, agarrou a garrafa para em seguida abri-la e tomar boa parte do conteúdo.  Mais sirenes foram ouvidas, então Sakura voltou a beber. Os demais estavam tão assustados quanto, Naruto abriu a janela e vomitou, Hinata estava quase desmaiando e Sasuke tentou manter-se firme.

- Ei, chega! Já deu. – Sasuke tirou o objeto das mãos da menina e olhou-a preocupado. Fê-la se virar para ele e olhá-lo nos olhos. – Nada vai te acontecer. Eu prometo, tá?

- Não faça promessas que não pode cumprir. Não acredito mais em você.

Um estrondo foi ouvido, seguido de barulho de tiros. Jiraya entrou afobado no quarto do sobrinho, mandando todos irem para o porão.  Os jovens atenderam o comando prontamente e seguiram o homem.

A entrada para o porão era um fundo falso do piso de madeira da sala. Um por um, desceram as escadas apressadamente e, por fim, ficaram em silencio naquele lugar apertado e escuro. Ninguém quis quebrar o silencio, ainda se ouviram sirenes e estrondos.

- Algo de ruim está acontecendo. – Jiraya falou. – Não vamos sair daqui até eu achar que seja seguro. Quero saber de notícias. Alguém aqui está com o celular?

E foi neste momento que perceberam que deveriam ter ligado para seus responsáveis. Estavam tão absortos em seus medos e pensamentos que se esqueceram de dar notícias e saber também.  Sakura viu que tinham trinta chamadas perdidas nos últimos 40 min, a situação de Hinata e Sasuke era quase semelhante à da Haruno. Quase. No aparelho do rapaz só havia uma mensagem dizendo ‘’volte logo, está perigoso. ’’ 
Ótima demonstração de afeto, não?

Passado alguns minutos os barulhos não eram mais escutados. O mais velho foi o primeiro a sair, pedindo para que os demais aguardassem ele voltar. Não demorou muito e finalmente receberam o sinal para saírem. A televisão estava ligada no noticiário, e nele a noticia de um possível ataque terrorista com novas tecnologias era anunciado. Sasuke e Naruto sabiam que não era essa a verdade. Eles viram com seus próprios olhos. A rua a qual estavam filmando parecia um verdadeiro cenário de um atentado.

- Não é possível, sempre isso! Nunca nos livraremos dessa guerra. – Naruto olhou o tio. Sentia que algo maior estava por vir, não sabia como explicar, mas tinha certeza que suas vidas agora estavam conectadas.

- Acho que dessa vez é pior do que uma simples guerra, tio.



                                                                          (...)




Na segunda feira, a escola estava em luto. O corpo de Matsuri fora enterrado no sábado. Todos do corpo docente, colegas, parentes e amigos compareceram ao velório. Foi simples, porém tristes e com muitos discursos. O semblante de todos era de tristeza, sexta era para ter sido um dia divertido, onde todos poderiam ter um pouco de liberdade e aproveitar-se-iam de suas juventudes, porém o caos e o medo se instalaram na cidade de forma repentina.

Hinata ouvia burburinhos de lamentos por todos os cantos e isso a estava sufocando, essa atmosfera pesada. Caminhou até o refeitório, lentamente, quando o sinal tocou e na porta observou todo o lugar procurando por Sakura e os meninos. Queria conversar com eles sobre uma teoria que estava pipocando em sua mente depois de colher algumas informações.

Avistou Sasuke escolhendo pedidos, Naruto em uma mesa no centro com seus poucos amigos e Sakura não estava ali. Mandaria uma mensagem a eles para encontrarem-na mais tarde em algum lugar. Depois do ocorrido, eles trocaram números para manter-se em contado, discretamente, caso aconteça algo.

Caminhou até onde ficavam as bandejas para então selecionar o que lhe agrava, optando pelo almoço do dia, que consistia em batas fritas e frango ao molho vinagrete, e pegou também uma salda de frutas. Após isso, dirigiu-se à mesa onde Naruto estava. – Posso?

Naruto olhou para trás para ver quem era, mas pela voz tinha noção. – Oi! Claro que sim. – Viu a morena contornar a mesa e acomodar-se na cadeira a sua frente. – Então, como vai?

- Pior impossível. Esses últimos dias estão me matando.

- Acho que essa não foi melhor expressão. – Olho de canto para os dois amigos que estavam ao seu lado e viu que eles dirigiram olhares resignados para a menina, que não se importou. – Mas estão difíceis mesmo, meu tio até está pensando em fazer um toque de recolher lá em casa.

- Mas você não trabalha? – Ela percebeu que ele foi ficando desconfiado e tratou de criar uma boa resposta.

- Como Sabe?

- Ah, meu irmão tem um carro que precisava de conserto, então ele levou na oficina e eu por acaso estava junto dele. Foi então que eu te vi. – Ele mexeu a cabeça positivamente, dizendo que entendeu. – Você gosta de trabalhar lá?

- Mais ou menos, é cansativo, no entanto foi o melhor que eu consegui. Dá para pagar as contas, separar um dinheiro para gastos pessoais, e o meu chefe é legal.

- Compreendo.

- E você, o que faz o dia todo pós-colégio? – Hinata iria responder, porém uma sombra pairou diante deles. Olharam para cima e viram Sasuke. Ele estava com aquelas roupas escuras, colares e cara de poucos amigos como usualmente.

- Que meigo! realmente adorável. – sorriu.

- O que                quer? – Naruto fez o favor de perguntar.

- Sakura desapareceu! Não me responde e queria saber se ela falou com algum de vocês, o que é extremamente improvável, mas não custa tentar. Então?

- Não a vimos o dia todo. Ela pode simplesmente ter decidido ficar em casa para, sei lá, engolir tudo isso. Nem todos estão lidando bem. –Hinata o respondeu. Sasuke pareceu ter pensado um pouco a respeito, mas algo ainda estava estranho. Ela jamais faltaria sem dizer nada nem para a melhor amiga. Fora que a mesma ficou preocupada quando ela a confrontou, dizendo que ligaria para Sakura até ela atender e daria noticias a ele. Isso já faz cindo horas.

- Tá. Tchau.

- Ah, Sasuke! Espere.

- Sim?
- Precisarei conversar com todos vocês mais tarde. É importante, então quando receber minha mensagem, não falte. – Ele apenas virou-se e foi embora sem dizer nada.

- Escroto. – Naruto continuou encarando as costas do rapaz enquanto ele afastava-se, mas tornou a olhar para a Hyuuga. – Sobre o que é?

- Vocês disseram que a criatura os viu, certo?

- Sim...

- Isso pode ser algo ruim.

Desta vez, Naruto ficou realmente preocupado.

- Ruim quanto?

- Bem pior do que já é.


 


Notas Finais


Esse Jiraya....O pior é que o vinho existe mesmo ahahahahahah

Quem quiser deixar sua opinião, se foi ruim ou bom, essas coisas, fique à vontade.

Um beijo no coração de vocês e até o próximo!


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