História Mar Aberto - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias IKON
Personagens Bobby, Personagens Originais
Exibições 117
Palavras 5.639
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Esporte, Hentai
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ja fazem alguns meses que eu não posto nada, mas me esforcei pra que essa one shot saísse hoje. Espero nao estar tão enferrujada quando imagino.
Bae, pra voce♡

Capítulo 1 - Capítulo Único



Escutei o barulho irritante do meu (agora não tão querido) despertador me arrancando de um sono profundo. Abri os olhos para desligar o aparelho enquanto torcia para que ainda estivesse sonhando, já que não queria acreditar na realidade de que eu estava mesmo me levantando para trabalhar em um sábado.
Odiava acordar tão cedo, mas infelizmente não pude recusar o horário reservado para mim hoje. Era uma chance única, querendo ou não. 
Apenas suspirei encarando os fatos enquanto me levantava da cama e rumava para o banheiro esperando tomar uma ducha que pudesse me despertar de uma vez por todas. E por incrível que pareça, a água fria fez com que a minha ficha caísse. 
Refleti sobre toda as situações pelas quais passei nos últimos meses e em especial, nos últimos três dias. Sem ao menos perceber, viajei pelos meus pensamentos enquanto me arrumava como se fosse um ritual para que tudo corresse bem.
Trabalho em uma concessionária náutica vendendo artigos para embarcações, em especial iates. E apesar da loja ter o seu luxo, assim como as embarcações vendidas lá, eu nunca tive nenhum contato com valores mais altos já que apenas trabalhava com a comercialização de algumas peças e acessórios para os barcos vendidos.
Confesso que minha vontade sempre havia sido alcançar o posto de vendedora prime, lidar com as embarcações grandes e luxuosas do catálogo me parecia sempre uma ideia tentadora. Mas infelizmente, não fui contratada pra isso e meus superiores nunca fizeram questão que eu fosse promovida à um nível tão alto como aquele. 
Eu era mais como uma vendedora de peças mecânicas que não era tão requisitada assim por lá. Na verdade, não era tão relevante assim.
Até que ele surgiu. Aquele que mudou tudo da noite para o dia. Tão clichê quanto a descrição.
Parecia apenas mais um dia pacato naquele lugar, bem como aqueles em que eu ficava atrás do meu balcão de vidro observando o trânsito de clientes passando pelo grande salão da concessionária sendo seguidos pelos funcionários mais engomados e educados que eu já havia conhecido. Mas é claro que não foi tão pacato como sempre espero que seja, seria impossível ser. Por causa dele.
Meus olhos se prenderam dele desde o segundo em que seus passos firmes entreram pelas grandes portas transparentes da loja, enquanto um sorriso presunçoso apareceu em seu rosto masculino ao observar as embarcações que ficavam em nosso mostruário. Não demorou muito para que algum funcionário prime aparecesse correndo para ir ao seu encontro, como se soubesse que ele exalava dinheiro por aí e pude confirmar que era verdade quando avistei dois seguranças parados do lado de fora encarando a rua com uma expressão bruta, como se fosse de fato interessante para eles fazer algo do tipo.
Eu realmente não sabia quem ele era ou o que ele fazia, não que aquilo fizesse alguma diferença para mim. De verdade, nem ao menos queria descobrir mais sobre o homem misterioso que atraía tantos olhares ao passar. Mas no fundo, me peguei pensando em como eu poderia me sair se minha primeira venda de embarcação fosse pra ele.
Senti vontade de descobrir se eu seria uma boa funcionária e se saberia me portar diante de alguns questionamentos sobre as embarcações à venda. Mas é claro, que aquilo não fazia nenhum sentido. Não naquele momento.
Muitos minutos se passaram enquanto aquele homem mantinha seus olhos no vendedor que sorria lhe apontando barcos no catálogo, mas mesmo estando distante dos dois, conseguia sentir o nervosismo do mesmo. Porque por mais que eles se portassem como cães de guarda o tempo todo, sempre tremiam diante de um novo homem rico e poderoso interessado em nossos artigos de luxo.
Passei aquele tempo analisando cada movimento que o tal misterioso fazia, já que ninguém se preocupava em passar pelo meu balcão antes de deixar a loja. Eu não trabalhava muito, de fato, mas ao contrário de outras pessoas, aquilo não era algo bom para mim. Principalmente porque odiava ficar parada, ainda mais quando não havia nada que eu poderia fazer.
Não acabei chegando à nenhuma conclusão sobre o homem, mas sentia que aquilo poderia acabar mudando quando seu olhar encontrou o meu e de repente uma expressão de curiosidade surgiu em sua face. Algo em mim se acendeu e eu não soube dizer o que era, ou talvez apenas não quisesse admitir que era ridículo demais continuar pensando que ele poderia me ajudar a subir de cargo dentro da concessionária. 
Até que percebi um sorriso se formar em seu rosto enquanto apontava para mim como se mostrasse algo ao gerente da loja que parecia ter feito uma pergunta e se surpreendido com a resposta. Eu não soube o que fazer então apenas desviei meu olhar e fingi que tinha algo importante para continuar fazendo naquele momento. 
Mas foi impossível não me surpreender ao notar os mesmos passos firmes de antes andando em minha direção, sendo seguidos dos passos receosos que partiam do meu, não tão querido, gerente. Sorri forçadamente para tentar não demonstrar meu nervosismo e respirei fundo esperando que ele dissesse algo.
- Posso ajudá-lo, senhor? - Foi o que consegui dizer ao notar que ele não iniciaria nenhuma conversa comigo.
Ele parecia não sentir a mínima vontade de me responder e de certa forma, aquilo apenas piorou a situação. Eu nunca descobriria daquela maneira o que ele queria comigo e nem muito menos se seus pensamentos eram bons naquele momento.
Ned, meu gerente, sorriu forçadamente e pareceu se recompor de um choque. Parecia se preparar para jogar aquela bomba em mim. E foi exatamente o que aconteceu.
- Nosso Kim Jiwon é um cliente prime e escolheu uma embarcação de luxo para conhecer no sábado. - Ele começou seu pequeno discurso daquela maneira e eu continuei com uma expressão séria no rosto, apesar de querer demonstrar toda a minha confusão naquele momento. - Fez algumas exigências quanto à visita ao porto e a principal delas foi que a senhorita seja a guia dele.
Não sei especificar o que senti naquele momento ao notar a expressão de sucesso no rosto do tal de Kim Jiwon, já que sabia que eu não teria escolha nenhuma naquele momento. No fundo, aquilo me apavorava pois sentia que ele havia me escolhido apenas para se divertir enquanto me humilhava por ser apenas uma balconista e não uma vendedora prime, de fato.
Eu percebi que apesar de querer ser parte daquilo, talvez não fosse de fato a minha praia. Aquilo não era algo comum para mim e com certeza, estar com aquele homem não tornaria a experiência de alguma maneira mais simples.
Tentei pensar pelo lado bom e ouvir meu coração que gritava de felicidade por ter finalmente conseguido uma oportunidade de mostrar que eu sabia como agir em situações como aquela. Mesmo que não soubesse. 
O sorriso se mantinha intacto no rosto de Jiwon, aquilo fazia com que seus olhos puxados formassem apenas uma fenda em seus olhos. Tinha que admitir que aquela era uma cena que chegava a ser fofa, se não fosse tão debochada. Talvez eu estivesse com um bom pressentimento sobre sábado.
Ned não precisaria dizer mais nada ou esperar uma resposta minha, sabia que eu não tinha escolha. Não recusaria uma proposta daquelas por mais absurda que a ideia fosse, aquilo significaria perder meu emprego pois faria a loja perder uma negociação tão importante.
- Precisaremos de você no píer da cidade às 10h30AM. - Ele me tirou de um pequeno transe novamente. - Meu recado está dado. Não se atrase. 
Meu querido gerente deu as costas para o balcão e consequentemente, para mim. Jiwon continuou sorrindo algum tempo e fez um pequeno aceno com a cabeça antes de tambem se virar e rumar para as portas de saída.
Admito que gostaria de ter escutado a voz dele ao menos uma vez antes de vê-lo ir embora, mas nada superaria a minha vontade de rir naquele momento. De nervosismo, talvez. Mas no fundo, eu me sentia orgulhosa de mim mesma por ter sido a única requisitada para a visita enquanto os outros vendedores me encaravam como se eu fosse louca.
Com certeza acharam engraçado, por sempre duvidarem da minha capacidade de trabalhar diretamente com as embarcações. Mas se enganavam muito ao pensar que eu passava os meus dias apenas lendo minhas histórias em quadrinhos atrás de um balcão, já que eu sabia os todos detalhes daquele catálogo melhor do que qualquer um ali.
Eu os surpreenderia no fim das contas e eles mal esperavam por aquilo. E esse sentimento apenas crescia dentro de mim na medida em que andava para fora de casa.
Ao passar pelo portão da frente, foi impossível não sorrir com a luz batendo em meu rosto naquela manhã de sábado tão ensolarada. Não que eu gostasse de ficar exposta aos raios ultravioleta, mas preferi encarar a presença deles como algo bom.
Era como se desejassem boa sorte para mim enquanto eu me dirigia ao píer da cidade onde meu futuro poderia ser decidido. Já que eu sentia ou pressentia que seria promovida caso aquela venda fosse concretizada.
Dirigi como se usasse algum piloto automático, sem me dar conta do caminho que fazia e de quantos quilômetros já havia percorrido. Admito que sonhava há muito tempo com o dia que poderia fazer esse trajeto rumo à minha promoção como vendedora, mas naquele dia não parecia fazer muito sentido.
Mesmo depois de anos dando o meu melhor para ser promovida, só consegui uma oportunidade de vender alguma embarcação quando um cliente apareceu de repente e sentiu a vontade de me solicitar como guia num passeio. Pensando por esse lado chegava a ser revoltante, já que não me parecia justo que as coisas acontecessem dessa maneira.
E por mais que a vontade de recusar a oportunidade continuasse viva dentro de mim, eu sabia que estragaria toda a minha carreira caso o fizesse. A questão era aceitar que eu teria que conviver com aquele fato caso quisesse permanecer nesse ramo.
Quando me dei conta, já estava estacionando o carro em uma das vagas exclusivas para os frequentadores do píer da cidade. Desci do veículo enquanto penava para ignorar o nervosismo e a expectativa que se criava dentro de mim.
Me perguntava sobre como seria a personalidade do meu cliente desconhecido, se sua voz era bonita e se ele era alguém educado, gentil. Tudo o que eu não gostaria era de ter que passar o dia inteiro explicando coisas para uma pessoa arrogante que provavelmente discordaria da maioria das explicações que eu desse. 
Meus passos se apressaram quando notei que ele já estava em pé no píer encarando com serenidade a embarcação que antes, havia visto apenas por foto em nosso catálogo. Tentei correr com aqueles saltos para me aproximar mais rapidamente, mas seria melhor não arriscar sofrer algum tombo justo naquele momento. 
- Olá. - Eu disse lhe tirando do que me parecia um grande. - Eu sou Cecilia, vou te guiar na sua visita hoje.
Ao contrário do que eu imaginei que pudesse acontecer quando me apresentasse, ele sorriu. O que me pareceu estranho já que quando nos conhecemos, ele nem ao menos abriu a boca para dizer um "oi". 
Cheguei a pensar que o problema dele pudesse ser com timidez, mas analisando aquele sorriso estampado em seu rosto, era apenas uma maneira de me deixar desconfortável. Em seu olhar, eu enxergava aquilo. Era percetível que sua vontade era me tirar do eixo.
- Meu nome é Jiwon. - Ele esticou sua mão para que eu pudesse apertá-la. - Kim Jiwon.
Então aquele era seu nome, confesso que achei bonito. Não conhecia sua personalidade, mas parecia combinar com seu estilo. Era realmente um bom nome.
E eu não acreditava que estava refletindo sobre aquilo.
Mais uma vez aquele sorriso apareceu. Eu não me irritaria com aquilo, afinal, me sentir estranha perto dele ainda assim era melhor do que ter que ficar presa em um silêncio perturbador. Aquele era meu medo.
Os clientes deveriam se sentir confortáveis e felizes à ponto de comprar um dos produtos, esse era meu dever. Mantê-los felizes. E já que eu quero muito ser efetivada nesse cargo, o mais óbvio era manter Jiwon feliz.
Peguei em sua mão para apertá-la e senti uma corrente elétrica passar por mim, como se aquele simples toque estivesse energizando todo o meu corpo. Me deixou desestruturada, não soube como agir depois daquilo.
Jiwon não soltou minha mão durante todos os seguidos que se seguiram, os quais não consegui contar, mas continuou sorrindo enquanto notou o quão fraca comecei a me sentir. Ele parecia achar graça da maneira vulnerável que fiquei, daquele jeito, eu poderia fazer tudo o que ele pedisse apenas para que o barco fosse seu.
- Acho que deveríamos entrar agora, não? - Foi a primeira coisa que ele disse ao notar que minhas mãos começavam a soar. 
Eu sorri claramente desconfortável com a situação e tentei me recuperar enquanto soltava sua mão pisava dentro da embarcação. O iate balançou um pouco por estar recebendo mais peso, mas logo voltou a ficar da mesma maneira de antes. 
Jiwon sorriu enquanto me seguia pelos aposentos do barco. Eu falava sobre qualquer detalhe que me vinha a cabeça e sobre as utilidades e versatilidades que esse iate em especial tinha. 
Ele não demonstrava nenhum interesse à mais e também não demonstrava nenhum desinteresse. Aquilo chegava a me angustiar, já que eu não fazia a mínima ideia sobre o que Jiwon estava achando daquele tour pelo iate.
Quando chegamos na suíte que a embarcação possuía, finalmente vi sua expressão mudar. E confesso que mudei a minha também.
Jiwon pareceu analisar cada detalhe daquele espaço e talvez estivesse pensando em como seria a decoração caso ele o comprasse. Eu falei um pouco sobre os componentes que compunham o quarto, mas ele pareceu se interessar mesmo pela cama.
Vi seus dados acariciarem o lençol de uma maneira nada profissional, pelo menos não na minha frente. Espalmou suas mãos sobre o tecido e prendeu o mesmo em seus dedos com certa força, como se estivesse reprimindo alguma vontade. Confesso que ouvi um suspiro pesado sair de seus lábios, o que fez um calor percorrer meu corpo instantaneamente.
Tentei terminar de mostrar aquele cômodo o mais rápido possível para que conseguíssemos sair da suíte logo, não creio que eu manteria o profissionalismo ali por muito tempo. Jiwon me seguiu avidamente, cada passo que eu dava era acompanhado por seus olhos. Mas consegui ignorar suas atitudes ao chegarmos na cabine de controle.
Comecei a mostrar os botões e modos de controle especiais que aquela embarcação possuía, incluindo as exclusividades que eram apenas dela. Caso ele analisasse a situação, realmente seria um ótimo investimento em comparação com outros barcos da loja.
Não digo isso com o olhar de vendedora, mas se aquele era o iate mais caro, teria um motivo relevante para isso. Sorri com esse pensamento.
Jiwon não disse nada durante todo o percurso e eu esperava que por estarmos no último lugar da embarcação a ser visto, ele pudesse dizer algo ou deixar sua opinião no ar por algum minuto. Mas não, ele parecia continuar ponderando se era mesmo uma boa ideia ou se aquilo era mesmo que queria.
Ele era literalmente um enigma e eu não sabia o que queria de verdade. Nem o que ele esperava que fôssemos oferecer. Muito menos como eu me saí naquele pequeno tour.
Até que ele pronunciou algo. Não que eu esperasse por aquilo, mas de qualquer maneira, foi bom ouvir sua voz por um segundo.
- Será que eu poderia pilotar antes de tomar minha decisão? - Disse encarando os botões eletrônicos e as manivelas do painel.
Eu apenas dei de ombros, não iria continuar falando muito já que tinha certeza de que Jiwon não estava ouvindo nenhum dos detalhes sobre economia de energia que eu dizia. Foi então que senti o motor ligando e aos poucos, a embarcação se movendo.
Ele sorriu satisfeito com aquilo e eu achei engraçado, como se sair do lugar já fosse uma vitória para ele. Foi fofo, confesso.
O problema foi que conforme nos afastavamos do píer, eu sentia o quão agitado o mar se encontrava naquele dia. O Sol parecia sorrir pra mim como se me desse forças para não surtar já que eu demorei para perceber que estávamos ficando muito distantes da baía.
Jiwon ao contrário de mim, se encontrava cada vez mais feliz e eu continuava me perguntando o motivo. Aquilo me fez refletir por algum tempo até que o motor foi desligado e percebi que a embarcação se encontrava apenas parada em meio à tanta água.
- O que achou? - Perguntei tentando não demonstrar o modo desconfortável em que eu me encontrava naquele momento.
Jiwon não me respondeu, apenas se virou para encontrar meus olhos de frente aos seus. Sorri um tanto quanto nervosa e ele aos poucos começou a se fazer mais próximo do meu corpo.
- Acho que vou conseguir aproveitar muito bem esse espaço todo. - Sorriu de uma maneira que me parecia sincera dessa vez. - Caso eu tenha companhia, é claro.
Meu corpo estremeceu, sabia que aquilo não era um convite pra mim, mas apenas me confundia ainda mais conforme seu corpo se aproximava do meu. A mesma corrente elétrica voltou a atravessar meu corpo quando sua mão se fez presente em minha cintura, fazendo uma leve pressão ali.
Me segurei para não soltar um gemido, mas apenas a minha respiração denunciou o que eu começava a sentir naquele momento. Jiwon não poderia se sentir mais poderoso naquele momento e isso me incomodava de uma maneira incrível.
- O que me diz, Cecilia? - Ele perguntou quando seus lábios estavam quase encostando na pele exposta do meu pescoço.
Ele queria me fazer perder a postura profissional que lutei tanto para manter, durante tanto tempo. Mas era como se eu já devesse saber que não aguentaria por muito. Eu estava fraca desde a primeira vez que o vi, não seria diferente agora.
Mas antes que eu pudesse responder qualquer coisa, um barulho forte se fez presente e veio junto com uma batida horrível. Eu me desesperei por um minuto, mas logo retomei a consciência tentando descobrir o que estava acontecendo naquele momento.
Saí de perto dos seus braços antes que ficasse tentada à continuar ali para sempre. Corri em direção ao painel de controle e precisei de muita concentração para que não entrasse num estado de pânico com o que vi.
- O iate bateu em uma rocha. - Eu basicamente disse com a respiração sôfrega. - Você o deixou em ponto morto e ele sozinho se chocou com ela. 
Jiwon arregalou os olhos e logo em seguida abaixou a cabeça. Como se soubesse que havia feito alguma besteira.
- Eu realmente não sabia o que estava fazendo. - Ele murmurou e eu o fuzilei com o olhar.
- Como não sabia? - Eu gritei com todo o ar que havia em meus pulmões. - Você não tem licença para pilotar?
Ainda de cabeça baixa, foi difícil conseguir analisar a sua expressão. Mas eu tinha certeza que ele não queria ver a minha naquele momento.
- Não. - Foi simplesmente o que me respondeu.
E foi naquele exato momento em que eu esqueci de todos o meu profissionalismo, afinal, eu provavelmente acabaria demetida depois daquilo. Soltei diversos palavrões antes que eu me descontrolasse de vez. 
- Como você poderia me pedir para pilotar então? - Bufei. - Me sinto uma idiota agora, não deveria ter permitido algo assim.
Jiwon parecia querer dizer mais alguma coisa, mas uma sirene o fez parar. Eu agradeço mentalmente, apenas para praguejar mais uma vez ao entender porque ela estava tocando continuamente.
- Vamos afundar, o casco foi comprometido e a água já está entrando pelos compartimentos de segurança. - Respirei fundo. - Temos que pegar os kits de emergência e sair o mais rápido possível daqui.
Ele arregalou seus olhos, mas não disse nada. Me seguiu quando eu pedi ajuda com os coletes e parecia estar se acalmando ao me ver calma.
Eu era treinada para situações como aquela, é claro que não significava que eu não sentia medo, mas deveria saber lidar com ele. Suspirei e andei até o lugar por onde tínhamos entrado, não demorando para encontrar o baú que havia ali.
Encontrei o saquinho plástico que procurava e o homem ao meu lado parecia confuso. Mas quando percebeu o bote inflável que havia se montado sobre a água, ele não hesitou em sorrir aliviado.
- Você pegou todas as suas coisas? - Perguntei com a maior tranquilidade do mundo recebendo uma confirmação logo depois. - Me siga e não faça nada diferente do que eu fizer.
Peguei impulso na beirada do barco e consegui pular na direção do bote. Tentei não me afastar tanto enquanto esperava que ele subisse no mesmo também. 
Quando me dei conta, estávamos sozinhos no meio do oceano enquanto a embarcação começava a se tornar menor e mais baixa, enquanto afundava. Foi exatamente naquele momento em que eu me despedi da minha promoção e principalmente, do meu emprego.
Queria chorar ao pensar naquilo, mas eu teria que arcar com as consequências como uma adulta. E por mais que eu sentisse vontade de nunca mais olhar para Jiwon na vida, aquilo não seria possível, afinal, estávamos os dois sozinhos em um bote no meio do oceano.
- Me desculpe. - Ele disse enquanto parecia encontrar palavras pra expressar o que sentia. - Eu não devia ter feito aquilo, na verdade, não devia ter feito nada do que imaginei inicialmente.
Eu franzi o cenho, não entendendo nada do que ele disse. Havia mais alguma coisa além de ter feito a embarcação mais cara do catálogo afundar?
- O que mais você fez que eu não sei? - Perguntei claramente incomodada com suas palavras.
Jiwon mordeu o lábio e depois daquele gesto eu confesso que senti vontade de não sentir mais raiva dele. Aquele simples gesto me fazer ter vontade de sentir outras coisas. Coisas que talvez só pudesse sentir com ele.
- Eu sabia que você não era vendedora prime da loja e desde o primeiro momento, quis estar perto de você. Fiz as minhas exigências para estar aqui hoje e a maior delas era que fosse acompanhado por você. - Disse sincero e eu levantei uma das sobrancelhas esperando para ouvir o resto. - Sou amigo do proprietário e havia ganhado aquele iate de presente no meu aniversário, eu já havia te observado algumas vezes na loja mesmo que você nunca tivesse me visto por lá antes. - Sorriu fraco. - Não, eu não sei pilotar, mas a embarcação já era minha então não precisa se preocupar com o seu emprego, você não será responsabilizada por nada disso.
Com certeza a expressão de surpresa no meu rosto deveria ser hilária, mas ele não parecia querer rir. Mas mantinha um sorriso sincero em sua face agora, como se esperasse que eu dissesse algo. 
Só que não era tão simples assim, todo o estresse que vivi lá dentro tentando sair daquele situação foi sufocante. Ele não podia simplesmente se desculpar como se não fosse nada sério, estávamos falando de um iate muito caro e sobre o fato de estar em um bote inflável no meio do oceano.
- Você não percebe a nossa situação? Mesmo que o seu dinheiro não tenha sido gasto e mesmo que eu não perca meu emprego, nós continuamos aqui no meio do oceano. - Praticamente gritei e comecei a me estressar quando percebi que ele continuava com seu sorriso no rosto, como se agora sim, fosse engraçado rir de mim. - Kim Jiwon! Pare de rir e nos tire logo daqui!
Ele se sentou mais próximo de mim e tocou meu rosto, eu tentei recuar mas me arrependi. Seu toque era muito macio e eu senti a necessidade de continuar perto do seu corpo. 
- Vou nos tirar daqui em breve, algum funcionário pode nos buscar de helicóptero. - Ele disse como se fosse a situação mais simples do mundo. - Mas antes disso, acho que deveríamos aproveitar essa oportunidade única que estamos tendo.
Eu não entendi onde ele pretendia chegar com aquilo no começo, mas quando seus dedos deslizaram pela minha coxa direita, eu pude começar a compreender. Aquilo soava estranho pra mim, eu me sentia usada, mas por incrível que pareça, não de uma maneira ruim.
Encarei seus olhos e ele apenas parecia compreender que eu estava receosa com aquilo. Afinal, eu não havia ouvido sua voz até poucas horas atrás e agora ele queria que eu me rendesse de bom grado tão de repente?
- Encare isso como o meu pedido de desculpas por precisar tudo isso só pra te trazer até aqui. - Ele disse brincalhão, mas de alguma maneira eu sabia que estava falando sério.
Tentei não pensar em muita coisa e não lembrar do que havia ao nosso redor, afinal, ninguém se incomodaria com aquilo mesmo. Sorri para ele que não precisou de mais nada para avançar o sinal.
Seus lábios tocaram o meu pescoço como se aquele fosse exatamente o primeiro ato que Jiwon havia planejado fazer. Ele se deliciou com aquela área como se realmente necessitasse daquilo. E quando deixou um chupão forte naquele local, eu simplesmente não consegui evitar de reprimir um gemido.
Seus dados que antes estavam em minha coxa, continuavam a subir pela mesma enquanto levantavam a minha saia do uniforme. Não nego que quando seus dedos se aproximaram da minha virilha, torci para que fizessem o seu caminho ali. Mas Jiwon retirou sua mão daquele local para acariar o meu colo enquanto alisava minha pele de uma maneira muito boa.
Sorri com aquele ato e fiz um sorriso escapar de seus lábios também. Não demorou muito para que eu encurtasse nossa distância enquanto juntava nossos lábios em um beijo sôfrego, que por sinal, foi muito bom.
Sua camiseta estava me incomodando e eu comecei a puxar o tecido torcendo para que ele me ajudasse a tirar aquilo, o que não aconteceu. Me irritei com sua provocação e antes que ele percebesse, eu já me encontrava posicionada em cima de seu colo enquanto a camiseta passava por seu pescoço. 
Quando o tronco de Jiwon ficou desnudo, eu finalmente pude observar - contemplar - os inúmeros músculos que ficavam tampados pelas roupas. Passei minhas unhas pelos seus braços, não demorando muito para que o percurso alcançasse seu abdômen. Sorri com aquilo enquanto espalmava as mãos em seu peito e mordia os lábios começando a sentir um volume suspeito sob meu corpo.
Ele segurou firme em minha cintura enquanto fazia meu corpo se mover em leves reboladas em seu colo. Não nego que pulsava freneticamente naquele momento, principalmente quando Jiwon colou nossos lábios novamente.
Seu beijo era viciante e eu torcia cada vez mais para que não ficasse dependente daquilo, porque não poderia ter sua língua em contato com a minha sempre que quisesse. Pra afastar aquela sensação eu senti que precisava fazer algo por ele, que se encontrava cada vez mais necessitado da minha atenção.
Segurei firme na fivela de seu cinto enquanto começava a abri-lo lentamente, o que fez o mesmo morder seu lábio de maneira forte. Eu sorri ao notar a expectativa dele quando abri seu ziper e tudo só piorou quando desci sua calça lentamente, tornando a tortura ainda pior.
Não consegui ficar observando seu volume marcado em sua cueca por muito tempo, eu não aguentaria ficar naquela angústia também. Precisava tocá-lo e fazê-lo se lembrar de mim.
Quando me dei conta, meus dedos já haviam o envolvido e faziam o trabalho sem que eu precisasse pensar muito. Sentia suas veias saltadas em contato com meus dedos e gemi só com aquela sensação.
Jiwon parecia feliz, mas continuava se controlando muito, como se não quisesse desmonstrar que estava sentindo prazer ao ser tocado por mim. Mas havia sido ele quem praticamente implorou por aquilo, o mínimo que eu poderia fazer era com que ele não se controlasse mais. Fazer com que ele se abrisse pra mim.
Desci minha boca na direção do seu membro e seus olhos ficaram atentos à casa movimento que eu fazia. Mordi o lábio antes de começar, mas não resisti por muito tempo. Minha língua passou por toda a sua extensão lentamente e ele se mexeu um tanto quanto desconfortável. Era exatamente o tipo de reação que eu queria.
Não iria fazer aquilo de uma vez, então envolvi a cabeça rosada com a boca por alguns instantes e lhe soltei depois. Suguei mais uma vez e ele jogou a cabeça para trás. Sorri com aquilo e continuei percorrendo seu membro com a língua durante muito segundos, até que Jiwon pareceu perder sua paciência e segurar meu cabelo para que eu não tivesse problemas pra fazer o que ele queria.
Não precisava dizer ou pedir nada, eu conseguia enxergar em sua expressão o quão necessitado ele havia ficado naquele momento. Quando me dei conta do que estava fazendo, seu membro já entrava e saía da minha boca com uma rapidez inexplicável. 
Seu gosto era maravilhoso e eu não me cansaria daquilo durante um bom tempo. Mas em poucos minutos eu senti suas veias pulsantes engrossarem cada vez mais, até que achei melhor parar para que ele mesmo terminasse o serviço de outra maneira depois.
Mas não era como se ele tivesse ficado contente com aquilo.
Jiwon me tirou de seu colo e senti minhas costas batendo com o plástico do bote, o movimento foi tão brusco que ficamos balançando durante algum tempo ainda. E eu não iria admitir, mas estava adorando aquela sensação. O mar realmente poderia ser bom para ser usado naqueles momentos.
Ouvi um barulho estranho e percebi que Jiwon havia estourado todos os botões da minha camisa invés de apenas tirá-los como uma pessoa normal faria. Mas ignorei aquilo quando meu sutiã também saiu do meu corpo de forma brusca. Eu não esperava por nada em seguida, mas devia esperar.
A boca dele deixou leves beijos no topo dos meus seios para seguir em direção ao meu mamilo esquerdo logo em seguida. Sua língua quente entrou em contato com a pele sensível e eu gemi sem hesitar. Esperava que sua outra mão se apoderasse do meu outro seio, mas ela apenas seguiu novamente o caminho pela minha virilha mais uma vez. Mas agora, alcançando exatamente o ponto que eu queria que tivesse alcançado antes.
Meu clitóris estava sensível demais e seu dedo pressionava com certa força aquela região, eu senti vontade de gritar mas nada saiu da minha garganta a não ser um gemido involuntário. Sentir seus dedos me tocando enquanto sua língua fazia um ótimo trabalho em meus seios, foi simplesmente inacreditável. 
Jiwon não me conhecia e ao mesmo tempo, parecia me conhecer muito bem. Eu mordi meu lábio mais uma vez, mas sentindo um gosto de sangue logo depois. Estava cada vez mais difícil me controlar com aquele homem me tratando daquela maneira e a situação só piorou quando senti minha saia deixar meu corpo sendo seguida por minha calcinha que caiu no mar.
Eu poderia gritar com ele por fazer algo como aquilo, mas minha única reação foi suspirar por conta do dedo que foi introduzido em mim. Jiwon desceu seu corpo em direção ao meu ventre e deixou inúmeros beijos naquela região enquanto se aproximava com sua língua do meu ponto de prazer.
Eu sorri quando os movimentos circulares começaram, mas foi impossível não gemer mais alto quando os chupões continuavam. Queria gritar, mas me faltavam ar nos pulmões e o prazer não cabia mais em mim.
Jiwon percebeu que eu já estava quase lá, mas ao contrário de mim, ele não parou. Mais um dedo estava dentro de mim e sua língua não parava nenhum segundo.
Senti os espasmos me invadindo e tive o que consideraria como o melhor orgasmo que já tive. Se não soubesse o que viria depois.
Jiwon não esperou muito tempo e logo me penetrou, seu membro se encaixava perfeitamente em mim e maneira como entrava e saía do meu corpo só prolongava ainda mais minhas sensações de prazer. Mordo os lábios enquanto aperto meus seios tentando me controlar, mas ele não parecia aprovar muito aqueles atos.
- Enquanto você não gritar, vamos continuar dessa maneira lenta pra sempre. - Ele disse enquanto me torturava.
Eu não tive nenhuma outra escolha a não ser lhe obedecer naquele momento. E enquanto o ritmo aumentava, eu ja não sabia mais distinguir quais eram os meus gemidos e quais eram as súplicas dele.
Sorri com aquele pensamento e aproveitei a maravilhosa sensação de ter Jiwon entrando e saindo de mim enquanto o bote balançava com nossos movimentos. Parecia que eu estava sendo empurrada pela correnteza e depois sendo trazida de volta para os seus braços novamente.
Se antes eu não queria fazer nenhum barulho, agora já não era essa a minha prioridade. Rebolei o quadril de encontro ao seu enquanto as estocadas se tornavam ainda mais rápidas e fortes.
Pouco tempo depois eu tive o meu segundo melhor orgasmo da vida, que talvez fosse agora o primeiro melhor e eu simplesmente não soubesse classificar. Não que isso importasse, mas parei de pensar nessas coisas ao sentir Jiwon tremendo aos poucos e caindo sobre o meu corpo.
Ele também parecia muito satisfeito e eu não precisaria falar nada mais para ter certeza. É claro que aquilo se repetiu mais algumas vezes até que ele não tivesse força nenhuma para continuar. Saiu de dentro de mim e eu gemi até mesmo com aquele último contato.
E de repente, foi assim que o naufrágio de um iate acabou se tornando a melhor história que eu guardaria para contar depois. Ou então, guardar o segredo apenas pra mim.
 


Notas Finais


xoxo


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