História Mar Revolto - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Eiri, Fenrir de Alioth, Freya, Hagen de Merak, Hilda de Polaris, Io de Scylla, Isaak de Kraken, Julian Solo, Kanon de Dragão Marinho, Kasa de Lymnades, Krishna de Chrysaor, Miro de Escorpião, Personagens Originais, Poseidon, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Siegfried de Doube, Sorento de Sirene, Thetis de Sereia
Tags Budapeste, Celta, Deuses, Gaelic Storm, Irlanda, Magia, Ninfas, Oceano, Olimpo, Os Cavaleiros Do Zodiaco, Poseidon, Saint Seiya, Sereias
Visualizações 137
Palavras 4.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal querido.
Novamente postando na sexta... não quis postar um cap próximo do outro, assim teriam tempo de ler. Eu sempre sou ansiosa pra postar, mas desta vez me segurei.
Espero que gostem.
Mtas coisas a serem explicadas neste cap, assim como perceberão um tema em comum entre os núcleos. E não são as trevosas.
Bem, vamos lá.
Beijos!

Capítulo 23 - Jurados para morrer de amor


Fanfic / Fanfiction Mar Revolto - Capítulo 23 - Jurados para morrer de amor

(Dia 09/15)
Algumas horas mais cedo...

Saori encarava Poseidon intrigada e pensativa. Sua expressão claramente demonstrava que a mente estava a trabalhar, processando o conteúdo da conversa que estavam debatendo com cuidado.
_ E então? - perguntou Ele, arqueando a sobrancelha ao se servir de uma xícara de chá.
Os dois Deuses, trancados em privacidade na sala de jantar do Templo da Deusa da Guerra conversavam há horas, sentados em lados opostos nas pontas da enorme mesa de mármore.
_ Quero que me prometa que nada irá acontecer à  ele.
_ Athena, por favor… - Julian Solo expirou o ar profundamente, sorrindo de soslaio - Estamos falando de Saga de Gêmeos. Lembre-se que esse homem provocou uma revolução em seu Santuário, e foi capaz de inúmeras coisas horríveis e extremamente arquitetadas, além de ser um exímio Cavaleiro.
_ Este homem, - disse enfática - é meu marido. Não me importa o que tenha acontecido no passado. Quem o provocou não está mais presente e sempre irei procurar seu bem estar e segurança.
_ Por isso mesmo volto a afirmar o que lhe disse. Por seu passado, digamos, sombrio. É a pessoa certa para que esta parte de meu plano funcione. Além do mais, temos a rede de Hefestos.
A Deusa olhou para o lado, mirando a parede adornada por esculturas no estilo neoclássicas. Posicionou o dedo indicador em frente ao lábio, e aquietou-se por alguns minutos enquanto o Imperador dos Mares tomava seu chá.
_ Entendo. - disse, finalmente. - Infelizmente, não vejo como poderia lhe negar isso. Saga está extremamente preocupado com Kanon e sei que irá fazer o possível para ajudá-lo.
_ Sabe que o que está em jogo é muito mais do que Kanon e esta maldita aposta, não sabe? 
Ela concordou com a cabeça.
_ Sei que jamais arriscaria a vida de um de seus Generais e não tivesse certeza do que faz.
_ Pois bem. - o Deus se levantou. - Preciso ir. Sinto o cosmo de Krishna e Bian a se agitar. 
_ Julian. - Ela se levantou e caminhou até ele, pousando delicadamente a mão em seu braço. - É necessário mesmo que ela tenha este fim?
_ Entenda, Athena, que para algumas ambições apenas o inferno não é suficiente. 
_ Se puder evitar…
Ele a tocou no rosto, e sorriu calidamente.
_ Não me regozijo com o que virá. Mas como Deus preciso tomar a mais correta das atitudes.
Saori o olhou, com os olhos brilhando. Poseidon havia mudado muito desde que tentara tomar o domínio sobre a Terra, e como se Ele lhe lesse os pensamentos, disse:
_ Não adianta conquistar algo que não mais existe… aprendi a lição.
Ela balançou a cabeça timidamente, concordando.
_ Falarei com Saga. O enviarei hoje mesmo para onde está Kanon e ele se certificará de ajudá-lo com o Cosmo. Você disse que ele voltou a enxergar… como isso aconteceu?
_ Com a proteção que coloquei em volta daquele local, sinto muitas coisas. Nem todos os Servos de Danna abandonaram este mundo, como pensamos. Seu antigo aliado, Lugh, tem uma de suas sementes ainda sobre esta terra,e ela me parece cheia de potencial.
Athena sorriu brevemente.
Lugh. O jovem e destemido guerreiro que havia se tornado um Deus.
_ Nos veremos em breve. - disse Poseidon, tomando a mão alva da grega entre as suas e a beijando docemente.
_ Sempre galante. - disse Ela. - Por favor, leve à Hilda minhas estimas. Em breve estarei com ela. - completou a Deusa.
Ele apenas sorriu em retorno.

Do lado de fora, Saga, Camus e Milo estavam prostados, guardando a porta do salão onde ocorria a Divina conversa. Junto deles estavam os Generais Marinas Io de Scylla e Kasa de Lymnades.
_ Estão demorando. -  Camus comentou em um sussurro para o Escorpião.
Mas Milo nada respondeu. Estava consternado ao olhar para o português, que parecia analisá-lo de cima à baixo, estudando-o ao aparentar arremedar seus movimentos.
_ Hey, esquisitão!  - Disse ele, olhando-o com uma expressão endurecida - O que está fazendo? Qual é a sua?
Kasa riu debochadamente, tapando a boca com a mão e enfurecendo ainda mais o Dourado, que tenso deu alguns passos para a frente e foi parado pelo braço de Camus,  sabiamente colocado em seu caminho.
_ Mon Dieu, Milo! Contenha-se.
_ É verdade Cavaleiro. Con-te-nha-se. - completou o General do Antártico, com sarcasmo - Não é pra mim que você tem que mostrar toda essa energia, guarde para os pecadinhos que gosta de fazer escondido…
O General moveu os quadris, simulando uma estocada sexual.
Milo se enfureceu ainda mais preparou a mão em punho, com os dentes cerrados.
_ Chega, Kasa! - Io se impôs, chamando a atenção de seu Companheiro de Armas com altivez. - Somos convidados neste Santuário. Tenha respeito.
_ Ora pois… como quiser… - o português olhou para o grego mais uma vez e deu de ombros.
Athena abriu a pesada porta dupla, saindo finalmente de dentro do cômodo com o Imperador.
_ Io, Kasa, vamos! - Demandou Ele com imponência, passando pelos Dourados e os ignorando quase completamente. Apenas dirigiu à Saga um rápido porém profundo olhar.
Io acenou com a cabeça para todos, prestando uma reverência para Athena e seguiu Poseidon.
_ Tchauzinho, “Vênus de Milo”. - disse Lymnades com toda sua ironia, acenando com a mão ao caminhar.
O Escorpião se moveu mais uma vez de encontro ao General, achando o braço de Camus em seu caminho novamente. Observou-o partir, bufando. Não entendia o que estava se passando e o porquê daquelas provocações gratuitas e absurdas, mas sentiu um enorme incômodo dentro de seu coração.
Saori observou a tudo o que se passou naqueles últimos segundos, e respirou fundo, entristecida. Teria muito o que fazer para reparar o mal que a predita Deusa do Amor fazia com aquele um de seus guardiões e com a loira japonesa. Mas antes haviam outras coisas a resolver.
_ Saga. - chamou, tendo a atenção do Geminiano para si. - Preciso lhe falar.

Xxxx

Valhalla, Asgard
Após a batalha contra Carman
.

A lua brilhava gloriosa em Asgard, alheia ao que o povo do gélido país passara naquele dia.
Hilda estava nua, sentada dentro da tina de madeira onde banhara-se, envolta em uma morna e acolhedora água com sais.
Abraçava os joelhos, chorando baixinho com a face por entre os mesmos.
Seus cabelos estavam presos em um coque totalmente bagunçado e quase solto. Sentia-se perdida e sem forças, quase como se a escuridão que tomava o corpo de seu adorado Guerreiro Deus a consumisse por dentro.
De uma hora para outra sua vida havia virado de cabeça para baixo, e sentia-se culpada por tudo o que estava acontecendo, de uma certa maneira.
Sua irmã estava de volta, porém, Siegfried agora se encontrava em grave perigo. E se não fosse por ela e seus atos, ele jamais teria saído de Asgard e sido capturado pelas malditas entidades do mal.
_ Senhorita Hilda? - uma das servas bateu na porta, entrando no aposento privativo.
A Estrela do Norte ergueu a cabeça para encará-la. Seu pescoço machucado, totalmente roxo e a boca inchada e cortada pelas agressões eram visíveis, juntamente com sua feição abatida.
_ A Princesa despertou.
Hilda suspirou, resignada. Levantou-se, sinalizando para a moça lhe entregar uma alva toalha que estava depositada em cima de uma cadeira e enrolada nela saiu do cômodo para se vestir.

Pálida e extremamente cansada, Freya repousava em seu leito. O gasto de energia que seu corpo havia sofrido fora intenso, e ela mal conseguia forças para conseguir se alimentar.
_ Aqui, minha flor. - dizia Hagen pacientemente, buscando colocar em sua boca uma colherada de sopa de batata com carne.
 _ Não tenho fome... - Ela recusou com um aceno tímido.
 _ Precisa comer, meu amor. Só assim vai recuperar suas energias.
_ Hagen tem razão. - Hilda adentrou o cômodo, pedindo para os servos que lá estavam saírem.
Seus olhos se encheram de lágrimas ao olharem para a loira, cuja aparência debilitada era muito visível e entristecedora.
_ Hilda… - Da mesma maneira, Freya se emocionou. Ver a mais velha machucada lhe doeu no mais profundo canto de seu coração.
_ Hagen, se importaria em nos dar licensa por um momento? - pediu a Governante.
Merak olhou para Freya, um pouco contrariado e apreensivo. Tudo o que menos queria era sair de seu lado. Mas entendeu que as duas irmãs precisavam de um tempo a sós, e colocando na mesinha de cabeceira a tigela de sopa se levantou.
Beijou a testa de sua amada Princesa com carinho, e com um aceno de cabeça para Hilda saiu do quarto, fechando a porta e ficando do lado de fora da mesma, como um fiel guardião.
_ Lembra-se quando papai saia para caçar e ficava semanas fora? - perguntou Polaris, indo até o vasilhame de comida.
_ Sim. Você se recusava a comer até que ele voltasse para casa. Todas as vezes era assim.
_ E você insistia em me fazer comer, dizendo que se eu não o fizesse não teria energias para brincar com ele quando voltasse.
A asgardiana se sentou no leito, e com delicadeza mexeu a sopa com a colher, misturando os ingredientes.
_ E quando ele não mais voltou... - Hilda continuou, engolindo em seco - Vitimado por aquela maldita tempestade de neve, eu decidi parar de me alimentar de uma vez.
_ E eu fiz o mesmo. Se você não comesse eu também não o faria.
_ Sabe porquê eu voltei a comer?
A loira apenas olhou para a sacerdotisa, aguardando a resposta.
_ Porque não queria que você passasse por aquilo e sofresse. Freya, nossa mãe morreu quando você era apenas um bebezinho, e muito cedo em nossas vidas aprendemos o que era perder tudo. Você sempre foi uma das coisas mais importantes em minha vida, e mesmo depois do antigo Sacerdote de Odin nos adotar e de tudo o que passamos, continua sendo um dos meus bens mais preciosos. Agora coma, por favor. Nem que seja só um pouquinho. 
A mais nova respirou fundo e abriu a boca, recebendo um pouco da sopa oferecida.
_ Parece que os papéis se inverteram, não é mesmo?. - Hilda esboçou um sorriso triste, que foi pela outra correspondido.
Continuou alimentando Freya, pacientemente com uma colherada de cada vez até que metade da tigela fosse consumida.
_ Sabe quando tudo fica frio e sem luz, e parece que apenas a dor e o lamentar existem? - a loira perguntou, olhando-a fixamente nos olhos.
Hilda abaixou seu próprio olhar. Sabia exatamente como era o sentimento que ela descrevia.
_ Eu estava em um local escuro, o tempo todo. Ouvia as vozes das pessoas mas não conseguia falar ou agir… nem me mexer…  foi… foi horrível!
Freya começou a chorar, copiosamente. Hilda colocou a tigela no chão e a abraçou, não podendo segurar seu próprio choro. Lhe doía saber que a irmã havia passado por tão traumática experiência, e saber que o mesmo se passava com Siegfried era desesperador.
_ Vamos superar isso, minha irmã. - Alisou-lhe os cabelos - Assim como fizemos quando aquele maldito anel entrou em nosso caminho.
_ Eu tive tanto medo... - Freya teve as lágrimas secas pela Sacerdotisa, mas estas insistiam em continuar a cair - Pensei que jamais veria você ou o Hagen novamente. Ela é cruel, Hilda. A única coisa que senti naquele espírito era ódio e vingança.
Polaris nada disse. Apenas beijou com cuidado e dedicação uma das bochechas da mais nova e pegou em sua mão.
Se segurava, assim,  para não demonstrar o tamanho do desespero, da dor e do ódio que lhe consumia por dentro.
Tentou alimentar a outra mais um pouco, mas vendo que seria melhor que ela dormisse novamente, não mais insistiu.
Ficou ao lado de Freya, acariciando seus cabelos até que ela então adormeceu, e saiu do quarto, deixando que Hagen continuasse acompanhando a esposa em sua recuperação.

Seus passos apressados ressoaram alto pelo chão de pedra de Valhalla, atraindo a atenção dos guardas e servos do local.
Hilda corria em direção à sala do trono, onde depositada em um canto estava a Robe Sagrada de Odin.
Trancou-se sozinha no local.
Caiu de joelhos perante a Divina Proteção, e bradou a plenos pulmões: 
_ ODIN!
Sua voz reverberou por todo o salão, ressoando nos arcos dos pilares centenários que o compunham.
_ Odin, o que queres de mim? - Hilda chorava - Porque me pune e a quem amo desta maneira? Será que já não sofremos o suficiente nesta terra de gelo e penitência? O QUE ESPERA DE MIM QUE AINDA NÃO LHE OFERECI?
Apenas o silêncio lhe veio como resposta.
_ Se és de sua sagrada sabedoria que eu sofra, que assim seja. Mas peço-te meu Senhor… Imploro-te com todo o ardor de meu coração, poupe Siegfried de padecer nas mãos daqueles que o tem cativo! Se por acaso reclamas uma vida, leve a minha! EU LHE ROGO! - Hilda começou a emanar seu azulado e brilhante Cosmo - SALVE SIEGFRIED NEM QUE PARA ISSO EU TENHA QUE MORRER! 
A Sacerdotisa enchia o vasto ambiente com uma explosão de sua energia, quando algo a surpreendeu.
Ressoando juntamente com ela, a própria Robe Sagrada manifestava-se.
Hilda a encarou surpresa, e se levantou aos poucos , caminhando lentamente até a Vestimenta.
Sentia-se cada vez mais una com ela, e arrepiou-se por completo ao tocar com a ponta de seus dedos o cabo da celestial Espada.
Uma onda de energia, intensa e eletrizante a percorreu, entrando por eles e seguindo por todo seu corpo.
“Jamais hei de desamparar o meu povo” … - ecoou em uma voz magnífica - “Busque e o encontrará, Hilda de Polaris. Eu, Odin, seguirei ao vosso lado”.
A Estrela do Norte segurou então firmemente o cabo da Espada Balmung, a retirando da Robe. Ouvia em seu coração o desejo de tão nobre objeto como se fosse o seu próprio, já que eram o mesmo e estavam em comum acordo.
Iria atrás de seu amado Siegfried e o libertaria, trazendo justa punição aos que ousaram ferir Asgard, nem que para isso seu próprio sangue se derramasse pelo chão.
Palmas então a trouxeram para a realidade novamente. 
_ Já não era sem tempo. 
Hilda se surpreendeu ao ver Poseidon bem ali, trajado com sua impecável túnica branca e dourada, olhando-a com firmeza. Ele havia acabado de chegar pela Hiperdimensão.
_ Sempre soube que era você a justa herdeira da Robe Sagrada... Estou aqui, Estrela do Norte, como prometido. Mas não permitirei que saía por ai desperdiçando sua vida... Tenho um plano, e com ele não só livraremos o Guerreiro Deus como acabaremos com tal mal de uma vez por todas. Vamos conversar.

Xxxxx
Donegal, Irlanda

O sol se punha, e sentada em uma pedra na praia estava Violeta. Olhava o mar distraída em seus pensamentos, quando sentiu uma mão lhe tocando o ombro.
_ O jantar será servido em breve.
Rosalie sentou-se ao seu lado.
_ Não tenho fome.
_ Fiz pão de torresmo… será que fica bom com linguiça? Está assando e Darcy disse que em uma hora fica pronto…. - a Rosa colocou o dedo na bochecha, indagando-se. - Se bem que Ele também disse que temos que harmonizar os sabores… bem, seja o que lá que for isso, vou tentar a linguiça. Ele pensou em fazer linguiça hoje. Vamos lá pra dentro, está bem gostoso e…
_ Já falei que não tenho fome, mas que droga Rosalie, é surda por acaso? - Violeta respondeu tão rispidamente que a rosada ficou sem palavras.
Rapidamente seus olhos se encheram de lágrimas, e ela se levantou da pedra.
_ Olha… - a Ninfa de cabelos violáceos percebeu seu erro - Rosalie…
Mas a outra havia se magoado sobremaneira. Jamais havia sido tratada de um modo tão rude anteriormente, e seu coração se apertou em imensa tristeza. Saiu correndo, em lágrimas. Violeta também se levantou, mas não soube o que fazer. Pensou em ir atrás da irmã, mas desistiu. Sentou-se novamente, com as mãos cobrindo o rosto, chorando copiosamente.
Tudo o que sempre quis foi livrar-se de seus grilhões. Claro, nutria por Kanon um sentimento diferente, ao qual chamava de uma atração absurda, e depois de ter provado de seu corpo e do que sentira ao lado dele quis mais. Quis ser livre, quis conviver mais com tão desejável humano, além de que havia visto no General do Atlântico Norte o potencial para libertá-la, sentia-se estranhamente parecida com ele. 
Porém, desde que sentira o efeito daquela flecha, que certeira lhe atingiu o coração, era nele e somente nele e em seu amor que pensava. Amava Kanon, e sentia-se morrer aos poucos por não ser correspondida. Sabia que já não era imortal, pois, mesmo se fosse perdoada pelos Deuses ao ser livrada da morte, morreria sem o amor do Irmão de Saga.
Refletia sobre a própria vida, e chegava à conclusões que jamais imaginara. Estava assustada, mas sabia o que precisava fazer.

Um pouco longe dali e um tempo depois, Kanon surgia com o Cavaleiro de Gêmeos vindos da outra dimensão.
Estava bem menos ofegante do que ficou na ida até o Cabo Sunion, e não chegou a cair de joelhos, apenas se inclinou, com as mãos nos mesmos.
_ Pois bem, irmão, aqui nos despedimos. Veja se não vai fazer nenhuma besteira.
_ Saga…
_ Nos encontraremos em breve. Tente treinar o que lhe ensinei, e por favor, não machuque ninguém. - Saga aspirou o ar profundamente, sentindo o cheiro de pão assando ao longe - Esse anão realmente cozinha bem, quem sabe da próxima não fico para o jantar? -riu- Adeus. Por hora.
E tão repentino como veio, desapareceu.
_ Saga?!?! - Kanon o buscou, mas viu que era em vão.
O grego ficou ali mais algum tempo. Seu cérebro precisava raciocinar e engolir tais eventos tão alucinados. Começou a caminhar e viu Violeta chorando ao longe, sentada na pedra.
 Pensou em desviar, mas não o fez. Estava descobrindo tantas coisas, e ela, embora não fosse a melhor pessoa que conhecia - assim como ele mesmo, pelo que havia ficado sabendo - era parte de sua história.
Aproximou-se dela.
_ O que houve? - perguntou, preocupado.
_ Kanon… - ela enxugou as lágrimas com as costas da mão, apressada. Seu coração gelou ao ouvir a voz do Marina.
_ Fui cruel com o que disse à minha irmã e a magoei. Ando tão nervosa… - voltou a chorar - não me reconheço mais. 
_ Está com medo de perder a aposta e morrer? - O grego foi categórico.
Violeta o encarou, com os olhos azuis avermelhados pelas inúmeras lágrimas.
_ Não.
A resposta dela o surpreendeu. A moça trazia em sua voz uma verdade inquestionável.
_ Os Deuses são sábios, Kanon. Acredito que é bem possível que Athena, Poseidon e Eros têm algum plano para intercederem por nós, e se não, se depender de mim, mesmo que jamais me ame - engoliu em seco - farei o que for possível para que não seja punido. Eu não tenho medo de morrer. Na verdade, talvez a morte seja até um grande alívio, e eu a aceito de bom grado como merecida punição.
_ Porque diz isso?
Ela o tocou no braço. Kanon sentiu-se arrepiar.
_ O que me adiantaria ser imortal se jamais pudesse senti-lo em mim novamente? Ou seu cheiro, seu beijo… seu calor e a tenacidade de seu corpo junto ao meu? Talvez fosse esse o destino escolhido para mim pelas Moiras, afinal... Kanon, eu não me importo em morrer pois já padeço por este sentimento. O que fiz foi errado… eu jamais deveria ter brincado de amor.
Ele a observou. Algo nela era estranhamente familiar, e trazia em si, no meio de toda aquela confusão, um pouco de paz. Para variar, estava confuso.
_ Lembro quando te vi pela primeira vez. - Violeta soltou.
_ Como assim?
_ Existe um lago no Olimpo onde é possível vermos algumas coisas que acontecem no mundo dos homens. Claro, quando os Deuses sentiram o cosmo de um humano aproximando-se do Tridentr de Poseidon, que até então estava lacrado sobre o selo de Athena, ficaram em polvorosa. Geralmente Eles não se metem entre as picuinhas e guerras que travam entre si, mas aquilo foi um grande evento. E quando as lutas entre Marinas, Cavaleiros, Athena e o Imperador dos Mares acabou, sua fama de enganador dos Deuses varreu Olimpo e Inferno. Ficou famoso.
Kanon soltou um riso anasalado.
_ Então foi por isso que prestou atenção em mim? Pela minha fama de mau?
_ Se dissesse que esse ato não me atraiu, seria mentira. Mas o que mais me atiçou foi que me reconheci em você. Seu desejo de sair de onde estava, não ser mais a sombra de um Cavaleiro de Ouro e conquistar seus anseios gritaram comigo. Percebi que éramos iguais. E claro… sua beleza. Pra mim nem Apolo, que dizem ser o mais belo, me atraiu como você fez.
Ele riu mais uma vez.
A Ninfa se perdeu naquele riso. Tão belo, tão espontâneo, tão dele.
Mas havia algo que precisava saber.
 _ Você a ama?
O general Marina a encarou surpreso.
_ Fiona. Você a ama? - insistiu ela. 
Kanon encarou o mar, sem nada dizer. Seus olhos curiosos percorreram a superfície fluida e agitada, enquanto ponderava sobre aquela indagação. Não sabia o que sentia. Precisava vê-la, conhecer seu rosto, era necessário. Apenas assim teria uma resposta definitiva.
_ Sinceramente? Não sei. - respondeu por fim. 
Mil coisas passaram pela mente da bela mulher. Pensou em pedir uma chance à ele ou em tentar usar do fascínio. Mas desistiu. Não queria que as coisas fossem feitas de modo errado.
_ Eros nos contou tantas vezes como o amor gera a felicidade. Tem seus percalços, suas idas e vindas, mas no fundo, o amor faz feliz. Eu estava enganada, General. - ela lhe alisou o rosto, sentindo nos dedos o tão desejado e viril rosto do grego - No fim, foi bom que eu tenha brincado de amor. Rosalie conheceu Sorento, e sei que nasceram um para o outro. Mas… acima de tudo, acima de mim mesma e do que sinto… Kanon, se você for feliz, se a ela escolher… já valeu a pena.
A resignação da jovem o tocou.
Tantas coisas estavam em jogo.
 E não somente isso… O Marina sentia que pela primeira vez ele fora realmente amado. Ela o conhecia, sabia quem era e o que havia feito, e mesmo assim gostava dele. Havia usado de artimanhas, inegavelmente. Mas gostava dele pelo que era.
_ Se vencermos e nos apaixonarmos. O que aconteceria com você? Digo, deixaria de ser uma Ninfa?
_ Imortal, você diz?
_ Sim.
_ Exato. Eu envelheceria como qualquer humano, perderia o fascínio, sentiria fome, frio e medo. Mas acho que já conheço tais sentimentos… presumo. Apenas seria rotina. Com você ou sem você eu morrerei, já fiz minha escolha. E só por ter estado contigo, só por ter lhe visto sorrir, valeu a pena.
_ Violeta. Sei que temos poucos dias, não sou tão confiante como você. Estou apreensivo. 
_ Vamos para Clare? - ela criou coragem. - Deixe-me tentar. Deixe-me tentar te mostrar o meu amor… quem sabe assim não despertamos o seu. E se não acontecer, se não me amar… Fiona o fará feliz. Prometo que darei minha vida por isso.
_ Como me propõe tal coisa? Está falando de um imenso sacrifício...
Sofreria ela de tal maneira por isso, por sua felicidade? Não poderia permitir.
Violeta acenou com a cabeça. 
Estava decidida.
O que seria aquele sofrer para quem já estava jurado a morrer de amor?

Xxxxx

Seiya beijou Thetis longamente. Estavam vestidos para sair, depois de toda aquela intensa tarde onde haviam se amado tão gostosamente e por horas seguidas.
_ Vamos até Sorento e Isaak? - perguntou.
A sereia ficou preocupada, e demonstrou isso em seu olhar.
_ O que foi Thetis? Olha, prometo que nada irá lhe acontecer.
_ Não é isso Seiya… - ela respirou fundo - Sinto o mar se agitando e o Cosmo dos Generais Marinas igualmente. Coisas muito ruins estão para acontecer.

Bem longe dali, em uma gruta escondida, Krishna se erguia. Seus olhos eram vermelhos, como o mais puro desejo de vingança que existe no mundo. Suas unhas se alongaram, como lâminas afiadas, assim como seus dentes, que ficaram pontiagudos.
A Escuridão disse:
_ Daor deartháir. Ní mór dúinn ach Dothur a fháil ar iarraidh. An mbraithgeann tú an olc?
sé ar tí dul as oifig!
(Querido irmão. Agora apenas nos falta Dothur. Sente a maldade no ar? Ele está para despertar).
Dian riu, assombrosamente. Era bom ter um corpo novamente.
Sua mãe era sábia em suas escolhas.
Desta vez não iriam falhar.

(Dia 09/15)


Notas Finais


Quais serão os planos do Pops? Será que ele vai tentar pegar a Carman ou a Afrodite? Ou as duas?
Que ta conteseno? Rs
Perceberam o tema que dominou o cap? Morrer por amor. Será que nossos lindos levarão isso ao pé da letra?
Kanon ouviu a Violeta, e foi um bom começo. Logo ele vai ver a Fiona pela primeira vez... o que será que vai acontecer?
Dia 09 já tá acabando. E no fim dele uma linda surpresa!

O terceiro filho da bruxa ta despertando. Aiaiaiaaaaa. E esse é o pior deles.

Essas palavras em celta foi tradução do google. Acrescentei apenas para dar um "tchan".

Obrigada à todos que leem, e a todos que deixam suas palavras.
Até semana que vem, na sexta!

Ps: Jabazinho... quem curtir os casais, dia 15 estarei postando uma fic hentai de aniversário para Ikki de Fênix, par com a Shina, e dia 16 o segundo e final cap de uma fic meio inusitada con Aioria, Marin, Shunrei e Shiryu.
Vendendo meu peixe ne? Rs

Beijos e obrigada novamente, lindo final de semana para vocês!


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