História Mará est - Capítulo 4


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Categorias Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Originais
Exibições 2
Palavras 657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção
Avisos: Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Deste capitulo em diante com a separação de Dali e Ramses, cada capitulo mostrara a historia de cada 1 separadamente!

Capítulo 4 - Dali



Dor, medo, solidão, angustia, foram alguma das coisas que passavam pela minha cabeça naquele momento. Lembro de pouco confesso, apenas de formas humanoides verdes me causando o maior sofrimento da minha vida. Também lembro de ver a pessoa que mais confiava observando toda maldade que eu sofria sem ao menos tentar me ajudar ou pensar em alguma forma de me tirar dali. Eu via medo, medo pelas crianças, medo pela sua própria vida, medo de sofrer tal como eu. 
Foram minutos que pareceram uma eternidade. Lembro de cada rosto, não por menos é claro, farei todos eles pagarem. Não posso morrer e sinto que ficarei vivo por mais um tempo. Tento abrir meus olhos e os tais não me obedecem, tento me mexer e meus musculos continuam resetados, sem sinal que em algum momento ira relaxar. A dor não sinto mais, talvez depois de horas deitado no chão umido e com uma chuva interminavel, meu corpo tenha se adaptado a ela e a ignorado. Sinto minha alma, por mais estranho que isso pareça, uma sensação de preenchimento que deseja ficar me inunda, e me decepciona. Pra que continuar vivo, como foram incapazes de terminar com um trabalho desse. Como foram tão imprestaveis a ponto de não matar um humano comum e pequeno como eu. No fundo sei a resposta. Um chamado foi o que ouvi, uma trombeta soando era o sinal pra que continuassem seguindo. Isso mostra claramente que o medo manda em tudo, por mais divertido que era brincar com meu corpo, o pavor do que poderia acontecer com eles caso não obedecesse o chamado era maior.
Por mais um tempo continuei la apenas deitado como um cadaver e incapaz de me locomover. Aos poucos a chuva passa, o sol aparece, escuto vozes e lagrimas. Aos poucos escuto ecos de passaros vindo dos céus, como se clamassem pelo direito de me levar pra la. Seria bom voar, penso eu, imagino sair dessa loucura, fui traido, massacrado, deixado pra morrer como um qualquer. Talvez no futuro seria uma lembrança de uma pessoa que ja chamei de amiga. Tudo isso pelo simples erro de tentar ser o herói e salvar uma criança que no maximo seria um pastor ou um comerciante imundo. 
Uma leveza chega no meu corpo, me sinto aliviado e percebo que consigo me mexer. Abro meus olhos e não vejo nada. Tudo em minha volta é um poço de negritude. Meus pés estão embaixo de agua, muita agua, o ar é pesado e percebo o silencio permanente no local. Penso em gritar, clamar por ajuda e paro pra refletir que talvez eu esteja morto, apenas não tinha tomado consciencia de tal fato. Antes que pudesse perguntar pro nada o motivo de tal ousadia em me colocar contra minha vontade naquele abismo de escuridão, escuto o som de passos na agua e ao longe reparo em uma pessoa com uma tocha vindo em minha direção. Usava uma capa marrom  que cobria o corpo inteiro, a mão que era iluminada pela tocha mostrava cicatrizes terriveis que iam desde o pulso até seus dedos magros e ossudos. 
Susurros o acompanham, como se almas implorassem liberdade. Ele não parece ter pressa, caminha com uma lentidão digna de um monge. Me apresso em sua direção, talvez por curiosidade, talvez por ser puxado por algo que até então desconhecia.
- Dali?- Diz com uma voz praticamente inaudivel mesmo em um silencio absoluto e rouca como um corvo que sabe falar
- Não mais, espero não escutar nunca mais esse nome.- Dizer tais palavras pareceram libertar o resto que tinha dentro de mim, a parte viva acabara de morrer por completo.
- Siga-me e darei um novo nome e uma nova vida. - Com essa frase a tocha se apagou e um caminho apareceu com uma iluminação verde bruxualente. Sem saber quem era e aonde estava sabia que toda opção possível era segui-lo. Aquilo não era um pedido e sim uma ordem.
 



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