História Marauders heir - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Marauders, Marotos, Sirius Black
Exibições 16
Palavras 4.211
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Dez - dia de compras


 REMUS

Eu mal despertara e recebera uma mensagem do diretor do St. Mungus. Teria de cumprir um plantão de doze horas hoje. Suspirei afetadamente. No ano anterior, eu tirara licença do hospital para dar aulas em Hogwarts. A diretoria me aceitara de volta no fim do período letivo, mas estavam sendo duros, me mandando plantões rigorosos em cima da hora. Cutuquei o braço de Sirius, que acordou lentamente e resmungando. Vou ter plantão o dia todo, avisei-o. Terá de levar Eladora ao Beco sozinho. O telefone de Sirius vibrou e ele conferiu a tela, engolindo em seco.

-Acho que ela vai sozinha mais uma vez. O departamento precisa de mim.

-Ela já está acostumada com isso, mas vai ficar decepcionada.

-Por quê?

-Ah Merlim! - bati em minha testa de leve. - Não conhece a nossa filha? Estava ansiosa para fazer compras conosco e agora não terá nenhum de nós.

-Entendi, mas… vamos ter de compensá-la mais tarde – ele assentiu.

-Sim, e vai sair caro. Enfim, como vamos avisá-la? Por que, se deixarmos um bilhete de novo, seremos tão insensíveis quanto os Mirony e isso seria abusar da paciência que ela tem conosco.

Alguém bateu à porta. Vá embora, Monstro!, mandou Sirius.

-Não é o Monstro – disse Eladora, irritada. - Posso entrar?

-Claro, querida – ele vestiu uma camisa de flanela.

Eladora abriu a porta, vestindo um pijama vermelho e esfregando os olhos. Estava tão pequenina que não parecia ter quatorze, e sim cinco. Aproximou-se da cama e perguntou, baixinho e sonolenta: por que gritam tão cedo?

-Desculpe, não queríamos acordá-la, mas temos problemas a resolver – expliquei. - Vamos ter de trabalhar hoje.

-Não tem problema. Eu compro as coisas sozinha. Não vai ser a primeira vez. Não terei problemas com Crouch, terei?

Essa menina sabe como fazer meu coração sangrar. Estava séria quando disse que compraria os materiais sozinha, mas eu me senti um monstro sem alma. Sirius sentia o mesmo, seus olhos azuis encaravam nossa filha com pena, e eu sabia que ele queria tomá-la nos braços e abraçá-la para sempre, mas tínhamos que sair. Tomamos café juntos e nos despedimos dela, deixando uma bolsa cheia de galeões. Querem alguma coisa?, ofereceu. Posso trazer livros, ou roupas.

-Não precisa trazer nada que não esteja na lista ou que não queira – Sirius disse -, e sobre Crouch… fique tranquila, ele e Bones estão procurando a pessoa que a testemunha identificou.

Ela entrou na lareira, indo para o Beco Diagonal através da Rede de Flu, secretando um sorriso maroto.

-Ela vai se vingar – disse Sirius, encarando as chamas verdes. - Provavelmente nos matará.

-Não, vai arrumar um namorado. Argh, nem quero pensar nisso.

***

ELADORA

O Beco Diagonal não mudara nada desde a última vez em que passara aqui, exceto os cartazes de PROCURADO com a cara do meu pai, que foram retirados, como se ele nunca tivesse sido preso, ou como se nunca tivesse escapado. Era estranho como eu podia ver os cartazes em cada muro onde estavam, só de olhar para as paredes.

Adentrei a primeira loja, a Floreios & Borrões, e apanhei o primeiro conjunto de livros do quarto ano que vi. A livraria estava vazia, apenas a atendente de caixa, eu e um rapaz que falava com ela, sacudindo uma lista, mais ou menos como a minha, e tentavam se entender, o que era bem difícil quando ele falava francês.

-Puis-je vous aider? (Posso ajudá-lo?) - arrisquei, agradecendo por Eva ter insistido para que eu tivesse aulas de francês. Ela podia me odiar, mas queria que sua filha fosse chique.

-Que dois-je besoin d'acheter ces livres ici? (O que preciso fazer para comprar esses livros aqui?) - ele me estendeu a lista.

Corri os olhos pela lista, eram os mesmos livros que eu precisava. Fiz o sinal internacional de espera – cinco dedos para cima, você sabe – e peguei outro conjunto de livros. Ele sorriu largamente e perguntou quantos galeões britânicos custava. Ergui três dedos, e ele pegou três moedas de ouro do bolso.

-Merci (Obrigado) – disse, segurando a porta aberta para mim. -Aidez-moi avec le reste du shopping? (Pode me ajudar com o resto das compras?)

-Bien sûr. Nous pouvons aller dans Madame Malkin et acheter des vêtements, si besoin (É claro. Podemos passar na Madame Malkin e comprar umas roupas, se precisa) – sorri com gentileza. -Puis-je demander ce qu'il a appelé? (Posso perguntar como se chama?)

-Oh, désolé mes mauvaises manières. Mon nom est Jean Caleb, plutôt que Caleb. Et le vôtre, Mademoiselle? (Oh, desculpe meus maus modos. Meu nome é Jean Caleb, prefiro Caleb. E o seu, senhorita?)

-Je Eladora Lupin-Black, mais vous pouvez me appeler Ella (Sou Eladora Lupin-Black, mas pode me chamar de Ella).

Descemos a rua em direção à loja de Madame Malkin, que me destinou um sorrisinho suspeito ao ver Caleb. Eu revirei os olhos. Qual o problema das pessoas? Caleb observou as vestes expostas, cujas etiquetas indicavam o tamanho segundo o sistema de numeração inglês.

-Quoi? Les tailles ne sont pas égaux? (O que foi? Os tamanhos não são iguais?)

-Maior – ele balbuciou, apontando a manga. - Não me serve – o inglês do rapaz era muito puxado, mas se podíamos falar em duas vias, era mais fácil.

-Você está dizendo que… camisas 14, o padrão para nossa idade, correspondant à un plus grand nombre en France? (correspondem a um número maior na França?) - eu não fazia ideia de como converter os tamanhos tão rápido.

-Oui, sim… Je porte la taille 40 dans des chemises françaises, mais il y a cette taille ici (Eu uso tamanho 40, em camisas francesas, mas não há deste tamanho aqui).

-Tudo bem, Je comprenais (eu entendi).

Saquei meu celular e pesquisei: “Tabelas de conversão – tamanhos de roupas – U.K e França”. Toquei no primeiro resultado e foi carregada uma tabela mostrando quais tamanhos de roupas francesas correspondiam as roupas britânicas. Se Caleb comprava camisas número 40 em casa, aqui, ele precisaria de 16. Pedi à Madame Malkin que trouxesse camisas masculinas 16 e virei-me para Caleb, dizendo:

-Elle va chercher des vêtements qui vous conviennent. Il suffit de choisir la couleur (Ela vai pegar roupas que te sirvam. Só escolha a cor).

-Royal Blue, s'il vous plaît (Azul Royal, por favor).

Madame Malkin trouxe pilhas de camisas azuis e Caleb escolheu algumas, pedindo calças sociais da mesma cor.

-Quel est le nombre de pantalons que vous portez, Caleb? (Que número de calça você usa, Caleb?) - indaguei.

-À la maison, il est 50 (Em casa, é 50) – ele parecia aliviado em comprar roupas comigo traduzindo.

Assenti, mostrando que entendera e pedi as calças para Malkin.

-Vous avez besoin de quelque chose de plus ici? Tapez des chaussures ou des liens?(Precisa de algo mais daqui? Tipo sapatos ou gravatas?)

-Non, mes liens sont bons et apporté des chaussures assez. Nous pouvons aller à la boutique suivante si vous êtes prêt (Não, minhas gravatas estão boas e trouxe sapatos o bastante. Podemos ir para a próxima loja, se estiver pronta).

De fato, Malkin questionou se eu não precisava comprar alguma coisa. Neguei. Meus pais haviam encomendado com antecedência um conjunto de vestes sob medida, que chegariam quando eu estivesse na escola. Não entendi porque precisaria de roupas tão especiais, mas não os questionei – talvez, porque, no momento em que eles me informaram, eu ainda estivesse um pouco dopada dos remédios.

Voltamos para a rua, e eu apontei o boticário do outro lado, mas Caleb negou com a cabeça, dizendo que tinha equipamentos para poções o suficiente.

-Mes parents m'a appris à être reconnaissants de l'aide, surtout quand il vient d'un étranger. Vous avez quelque chose que vous aimez ici? (Meus pais me ensinaram a sempre agradecer ajuda, principalmente quando vem de um estranho. Tem algo de que você goste aqui?)

-Talvez tenha cerveja amanteigada no Caldeirão Furado. Ahn… - eu não sei como se diz “cerveja amanteigada” em francês.

-Butterbeer, oui! (Cerveja amanteigada, sim!) - ele exclamou. Talvez seu inglês não fosse tão ruim, no fim das contas, e ele só estivesse nervoso.

Caminhamos para o bar e eu dei uma boa olhada em volta, procurando algum conhecido ou Crouch – eu estava ficando paranoica, o homem estava a quilômetros de distância, caçando -, mas não achei ninguém. Caleb entendeu meu olhar complicado e logo perguntou se havia algo errado com o bar

-Je suis inquiet pour mes parents. Ils travaillent trop ces derniers temps, je ne sais pas pourquoi. (Estou preocupada com meus pais. Eles estão trabalhando demais ultimamente, e eu não sei por quê, ainda).

-Ils Aimez-vous, je suis sûr. (Eles te amam, tenho certeza).

-Pas Avoir à faire avec amour. Le point est que nous sommes en difficulté. (Não tem a ver com amor. A questão é que estamos com problemas).

-L'argent -de? (Financeiros?)

-No. Ils sont plus juridique. Je suis des ennuis avec la loi récemment et ils veulent trouver un moyen le plus tôt possible (Não. Estão mais para jurídicos. Me meti em problemas com a lei recentemente e eles querem dar um jeito o quanto antes).

-I Voir ... désolé si dépassé toute limite. (Entendo… desculpe se ultrapassei algum limite).

-Non, d'accord. Merci pour la bière, par la manière. Je serai, si vous n'avez pas besoin d'autre chose. (Não, tudo bem. Obrigada pela cerveja, aliás. Eu já vou, se não precisar de mais nada).

-Que diriez-vous me donner votre téléphone? Je serais ravi de la revoir. (Que tal me dar seu telefone? Adoraria vê-la de novo).

Escrevi meu número de telefone em um guardanapo e entreguei-lhe, junto com o pagamento por minha bebida. Já tinha tudo o que precisava, podia ir para casa, ou podia voltar para o bar, trocar meia dúzia de palavras em francês com Caleb, fingindo que uma Marca Negra não fora conjurada com a minha varinha.

-Ei Ella! - Caleb chamou da porta do bar.

Dei meia-volta, sorrindo. Parece que o destino decidiu por mim.

-Vous avez besoin d'autre chose, Caleb? (Precisa de algo mais, Caleb?)

-Non, mais je pensais que vous pourriez avoir besoin. (Não, mas pensei que você talvez precisasse).

-Non, je vous remercie. (Não, obrigada)

-Vraiment, rien? (Sério, nada?)

-De Déjeuner, en fait. Que diriez-vous que nous prenons un train à Hogsmeade? (De um almoço, na verdade. O que acha de pegarmos um trem para Hogsmeade?)

Ele assentiu, perguntando qual era o caminho. Tomamos o trem para Hogsmeade e nos acomodamos em um banco. Os trens comuns eram diferentes do Expresso de Hogwarts. Nesse trem, as poltronas não eram separadas em reservados, podíamos ouvir as conversas dos outros passageiros, e vozes conhecidas ressoaram.

-Harry levou a questão muito a sério – dizia Rony, calmamente. - Acho, papai, que ele tem medo do que o Ministério pode pensar, ao levar em conta fatores relacionados a ela.

-Que fatores, Rony? - questionou Charlie, um dos irmãos mais velhos do meu amigo.

-Sirius Black, o pai dela.

-Black é pai dela? - exasperou sr. Weasley.

-Sim papai, é – Rony fez-se impaciente. - Mas ele é inocente e não fará mal algum a ela.

-O que Harry acha disso? - falou Arthur, novamente.

-Ele concorda comigo.

-Très bien, Ella? (Tudo bem, Ella?) - Caleb questionou.

-Tout. Il est mon ami, juste là-bas, parler avec son père et son frère. (Tudo. É meu amigo, bem ali atrás, falando com o pai e o irmão).

-Oh .. Black dans son dernier nom est Sirius Black? (Oh… Black, no seu sobrenome vem de Sirius Black?)

-Le “Tueur Notorious”. Lui-même. Mais il n'a jamais tué personne. Il a été inculpé par un traître. (O “Notório Assassino”. Ele mesmo. Mas ele nunca matou ninguém. Foi incriminado por um traidor).

-Je comprends la pression que les médias peuvent faire. Papa est un journaliste et les gens se tournent leur nez sur lui dans la rue, à cause de ce qu'il a écrit sur les joueurs de l'équipe française de Quidditch, est très critique pour eux. Mon bien ... mon autre père, est un architecte d'intérieur. chroniqueurs femmes étaient très en colère de savoir qu'il était gay, marié et père. (Eu entendo a pressão que a mídia pode fazer. Papai é jornalista e as pessoas torcem o nariz para ele na rua, por causa do que escreve sobre os jogadores da seleção francesa de quadribol, é muito crítico com eles. Meu, bem... meu outro pai, é designer de interiores. As colunistas femininas ficaram bem chateadas ao descobrir que ele era gay, pai e casado).

-Une minute (Um minuto) – pedi. -Vous avez deux parents? Est-ce que vous me voulez? (Você tem dois pais? Você é como eu?)

Ele puxou a carteira do bolso e mostrou uma foto de dois homens com ele quando mais novo. Era um garotinho muito fofo.

-'J'ai une photo de mes parents ici, mais … (Não tenho uma foto de meus pais aqui, mas...)

-Remus Lupin et Sirius Black, à droite? Mon Merlin! Je l'ai vu des photos d'eux dans les journaux, et ils sont beaux! Oh, excusez-moi. (Remus Lupin e Sirius Black, não? Meu Merlim! Já vi fotos deles em jornais e eles são lindos! Oh, desculpe-me).

-Personne ne m'a jamais dit que mes parents étaient magnifiques avec une telle conviction, sauf eux-mêmes, bien sûr. Ses parents sont merveilleux. (Ninguém nunca me disse que meus pais eram lindos com tanta convicção, exceto eles mesmos, é claro. Seus pais são maravilhosos).

-Et Jealous. Je les ai vus quand je présentais ma dernière petite amie.(E ciumentos. Devia tê-los visto quando apresentei minha última namorada).

-Je n'introduit un petit ami à mes parents. (Nunca apresentei um namorado a meus pais).

-Préparer Le gars pour ce qu'il va trouver, oui? Couples gays qui ont des enfants biologiques de cette manière sont très rares et il ne peut pas comprendre sa famille. (Prepare o cara para o que ele vai encontrar, sim? Casais homossexuais que têm filhos biológicos dessa forma são bem raros e ele pode não entender sua família).

-O.K, Merci pour le conseil. Oh, nous sommes arrivés. (O.K. Obrigada pela dica. Oh, chegamos).

Saltamos do trem e fomos para o primeiro restaurante à vista. Caleb arriscou o nome do prato em inglês para mim antes de repeti-lo para o garçom. Olhei em volta atentamente, procurando mais Weasley, mas não havia nenhum. Desfrutamos nosso almoço e já estava bom para mim. Despedi-me de Caleb e peguei o primeiro trem para Londres. Guardei meus materiais no quarto e mandei mensagens a meus pais, perguntando quando voltariam.

Remus L.: Para o jantar, apenas (13:30)

Sirius B.: Pouco depois dele… (13:31)

Sirius B.: Comprou tudo o que precisava? (13:32)

Ella LB.: Sim, tudo (13:33)

Remus L.: Almoçou? Em casa? (13:34)

Ella LB.: Em Hogsmeade (13:35)

Preferi não contar que almoçara com um garoto. A conversa morreu por ali, mas recebi uma mensagem bem direta de Rony:

Rony W.: Eu sei que você estava no trem para Hogsmeade (13:40)

Rony W.: Duas coisas: desculpe pelo meu pai. Ele vai demorar a aceitar que Sirius é uma boa pessoa e que te ama (13:41)

Rony W.: Ouvi sua conversa em francês. O cara é um almofadinha – sem trocadilho com o seu pai (13:42)

Ella LB.: O cara é rico. E daí? (13:43)

Rony W.: Isso é confraternizar com o inimigo, Ella (13:44)

Ella LB.: Trocadilho com meu pai? Que diabos? (13:45)

Rony W.: Snape não foi o único a pôr as mãos no Mapa do Maroto, El (13:46)

Rony W.: Estava com Fred e George desde o primeiro ano deles (13:47)

Ella LB.: Snape o pegou para me passar… mas isso não explica você saber as verdadeiras identidades dos Marotos (13:48)

Rony W.: Eles pesquisaram (13:49)

Harry P.: Sobre o inimigo, estamos falando de Durmstrang ou Beauxbatons? (13:50)

Rony W.: Beauxbatons, com certeza (13:51)

Ella LB.:De que inimigo estão falando? (13:52)

Harry P.: Durmstrang e Beauxbatons, as academias de magia que enfrentaremos no Torneio Tribruxo (13:53)

Ella LB.: E o que é o Torneio Tribruxo? (13:54)

Rony W.: Uma competição entre escolas de magia (13:55)

Ella LB.: Parece legal (13:56)

Harry P.:E é. Mil galeões de prêmio. Dá pra imaginar? (13:57)

Rony W.: Ah, dá sim. Você e a Ella têm muito mais que mil galeões em Gringotes (13:58)

Rony W.: Mas nós não poderemos nos inscrever. O conselho organizador instituiu um limite etário (13:59)

Rony W.: Por nossa causa (14:00)

Harry P.: O quê? Por quê? (14:01)

Rony W.:Aparentemente, nós já nos metemos em muitas encrencas não condizentes com nossa idade (14:02)

Rony W.: Foi o que Percy me disse (14:03)

Harry P.: E tudo o que fizemos na Câmara Secreta foi de propósito (14:04)

Harry P.: Porque queríamos nos divertir! (14:05)

Ella LB.:Seja mais racional, por favor (14:06)

Ella LB.: Tenho certeza que o limite é para nos proteger (14:07)

Rony W.: Ah claro, eles impediram uma centena de bruxos competentes de participar para proteger os únicos que não precisam de proteção (14:08)

Rony W.: Me poupe, Ella (14:09)

Harry P.: Na verdade, uma emenda dessas é bem a cara da minha mãe (14:10)

Ella LB.: Tia Lily faz parte do conselho? (14:11)

Harry P.: Sim, e meu pai também. Me contaram ontem à noite, no jantar (14:12)

Rony W.: Sabem, estou triste por ficarmos fora do Tribruxo, mas, por outro lado, um ano sem confusão seria bom, para variar (14:13)

Resolvi dar uma voltinha pela casa – era grande o bastante para merecer uma voltinha -, começando pelos andares superiores, com as bibliotecas, gabinetes e quartos, assim eram os quatro últimos andares. O térreo tinha a cozinha, sala de estar e um quarto com todas as pessoas nascidas e casadas com Blacks, com seus nomes e rostos traçados em uma tapeçaria delicada. Encontrei Sirius, mas só havia seu nome, pois seu rosto fora queimado, provavelmente há muitos anos, então nem eu nem Remus poderíamos estar lá. A casa era minha agora, não? Então eu poderia fazer o que quisesse com aquela tapeçaria. Peguei papel e caneta em um gabinete e escrevi uma “cartinha”:

De todos esses sangues puros, o único que sobreviveu à guerra foi Sirius, o traidor de sangue. Irônico, não? Ele se casou, teve uma filha – eu –, mora nesta casa, e está feliz. Engulam essa, nojentos!

Fixei-o na parede, logo abaixo do retrato queimado de meu pai. Fui para o próximo corredor, e ouvi Monstro murmurar, como se conversasse com alguém:

-O traidor voltou, minha senhora.

-Se fossem outros tempos, eu esperaria que ele tivesse mudado, mas é tarde demais para ele – disse uma voz feminina rouca, sussurrada e distante. - Quando o vi pela última vez, estava com o lobisomem que engravidou dele…

-Monstro sabe, senhora. A criança nasceu, tem os olhos do traidor e os cabelos do lobisomem.

-Que nojo… - resmungou a mulher.

-E eles fazem todas as vontades dela, permitem que ela traga sangues ruins para cá.

-ISSO EU NÃO PERMITIREI! Mate-a Monstro, ela não merece viver.

-Abaffiato – disse alguém, segurando meu ombro. - Monstro, se você tocar um dedo que seja nela, nós daremos um jeito em você, ouviu bem?

-Sim, senhor Lupin.

-Ótimo – Remus sorriu. - Jantaremos agora.

O elfo se retirou e eu me virei para abraçar meu pai. Quem era aquela mulher?

-Walburga Black, mãe de Sirius. Tentou educar o filho de modo que fosse um elitista sangue puro como ela, mas como ele poderia, sendo meu amigo e de Lily?

Encontramos Sirius na escadaria principal. Ele beijou Remus nos lábios e me abraçou, com um beijo na bochecha. Seguimos para a sala de jantar, e Monstro nos serviu, comum sorrisinho maléfico no rosto, ao colocar meu prato. O que aconteceu?, perguntou Sirius, dando uma garfada no macarrão. Remus certificou-se que Monstro havia partido antes de falar:

-Ella ouviu uma… conversinha entre Walburga e Monstro.

-Oh Merlim, a górgona velha sabe que estou de volta. Decerto, ela lhe deu alguma ordem macabra.

-Me matar – falei, engolindo em seco.

-Chega – ele explodiu, tirando o casaco. - Monstro! - o elfo surgiu e meu pai jogou-lhe o casaco. - Não serve mais a esta família. Vá embora.

Ele desapareceu, e eu sabia que era para sempre. Sirius despencou em sua cadeira. Você fez o que era preciso, disse-lhe Remus. Ella, sue amigo Dobby ainda precisa de um emprego?

-Como você conhece Dobby? - questionei.

-Harry me falou do elfo doméstico que você libertou, e que jurou servi-la pelo resto da vida.

Chamei Dobby, que se materializou ao meu lado, sorrindo-me. Ella! Em que posso ajudá-la?

-Conseguiu um novo emprego, Dob?

-Não… - ele baixou a cabeça. - Lucius Malfoy cuidou para que nenhum bruxo contratasse Dobby – completou, com raiva.

-Bem, aqui ele não manda – disse Sirius, feliz por ver que Dobby odiava os Malfoy tanto quando ele. - Sirius Black. Minha filha falou de você. Estaria interessado em trabalhar aqui?

-Na casa da senhorita Ella? Sim, senhor! - apertou a mão de meu pai e correu retirar a mesa.

-Meio hiperativo, o seu amigo, não? - brincou Remus.

-Só está feliz por trabalhar de novo, é o que gosta de fazer, mesmo odiando seus antigos senhores.

Ele assentiu com um sorriso e eu fui para meu quarto, já imaginando o que se passaria quando Walburga descobrisse que Monstro fora demitido.

ALGUNS DIAS DEPOIS, EM KING’S CROSS

-Eu amo vocês – abracei meus pais e beijei seus rostos. - Cuidem-se enquanto eu estiver fora.

-Se importa de quando voltar, ter um irmãozinho a caminho? - disse Sirius, olhando Remus apaixonadamente e baixando os olhos para o ventre do marido em seguida.

-Sim, eu me importo. Quero ser filha única por mais tempo.

Eles me escoltaram até a porta da locomotiva e escolhi um assento com Harry e Rony. Sério que não vai ser o seu pai a dar aula esse ano?, choramingou Harry.

-Ele quis voltar ao hospital, fazer o que ama.

Meu amigo fez um muxoxo. Eu sabia que Remus fora seu professor favorito – certo, o páreo nem era muito duro – mas como era tradicional em Hogwarts, o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas ficava apenas um ano, e então, outro tomava o posto. Já se tornara hábito de alguns alunos apostar sobre quem seria o novo professor, de acordo com a lista de Dumbledore, não que fosse muito longa.

-Como tem sido a adaptação, Ella? - questionou Rony.

-Ron! Eu não sou filhote de cachorro! - protestei.

-Tecnicamente…

-Cale a boca! - eu caíra na gargalhada. - Mas estamos indo bem. A moça dos doces chegou. Querem alguma coisa?

Harry se levantou e comprou sapos de chocolate – levou bem mais tempo do que o necessário.

-O que estava fazendo lá? - provocou Rony. - Cozinhando os chocolates? Ou paquerando Cho?

Bati a porta da cabine antes de exasperar: Cho Chang? Aquela que joga pela Corvinal?

-Fale mais baixo – pediu Harry. - Sim, Cho Chang. Trocamos algumas cartas no verão, mas foi só isso.

-Só isso, sei. Não sei se ele te contou, Ella, mas meia hora antes da final da Copa, eles se encontraram embaixo das arquibancadas e trocaram amassos fenomenais.

-Contou a ele, mas não a mim? - fingi-me ofendida. - Meus pais te deram o ingresso.

-Pelo amor de Deus, ele está fantasiando, como fez ano passado, para as primeiranistas, quando seu pai invadiu seu quarto.

-Just kidding, Potter – bati de leve em seu ombro.

-Falando em affairs – provocou Rony mais uma vez. - Há alguns dias, eu, papai e Charlie estávamos em um trem para Hogsmeade e sabe o que vimos? Eladora Lupin-Black com um date.

-Você já disse isso, Rony – cantarolei, rolando os olhos.

-Mas eu não disse que você desrespeitou a lei máxima: mates before dates. Lembra-se?

-Nunca falamos disso, cara – coloquei os pés para cima.

-Pois estamos falando agora. Vocês têm de prometer que o Trio de Ouro é mais importante que Cho Chang ou qualquer francês babaca.

-Um minuto – pediu Harry, erguendo as mãos. - Você não está acima disso, Weasley. Se nós prometermos, você vai prometer também.

-Como faremos isso, Voto Perpétuo?

-Ficou maluco? Não! - eu quase gritei. - Por enquanto, façamos uma aliança. Levantem as mãos e repitam comigo. Eladora Katherina Lupin-Black…

-Eu, Ronald Billius Prewett Weasley…

-Eu, Harry James Potter

-Juro solenemente honrar a lei mates before dates

-Juro solenemente honrar a lei mates before dates – disseram juntos.

-Pelo resto de minha vida…

-Pelo resto de minha vida…

-Que assim seja.

-Que assim seja.

Caímos no riso de novo, aquilo era muito estranho. Enfim chegamos a Hogwarts. Harry teve de se esquivar de seu fã, Collin Creevey, um garoto que o idolatrava, tudo para podermos assistir a seleção em paz. Sendo honesta, eu não prestei atenção no processo. Estava muito mais ocupada observando a mesa dos professores com um lugar vago, onde meu pai se sentava ano passado e poderia se sentar esse ano. É esse o destino que quer para ele? O mesmo que Quirell e Lockhart tiveram? Um está louco em St. Mungus, e o outro, morto. De qualquer maneira, logo que a seleção acabou, Dumbledore começou seu discurso. Falou um pouco do Tribruxo, e apresentou o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Olho-Tonto Moody.

-Ele é auror – murmurei para Harry e Rony - , trabalha com papai e é completamente louco.

-Fez chover – comentou Jonay, do outro lado da mesa.

Baixei os olhos. Não seria fácil falar com ele por um bom tempo.



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