História Marauders heir - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Marauders, Marotos, Sirius Black
Exibições 37
Palavras 2.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Quatro - O fantástico poder do Mapa do Maroto


QUATRO – O FANTÁSTICO PODER DO MAPA DO MAROTO
-Ah! -Eladora levantou de salto, sentindo como se uma mão pressionasse seus cabelos.
Mesmo no escuro, Eladora distinguiu os olhos faiscantes - ela os reconheceu como de Sirius Black, tinham o mesmo parecer tresloucado - inclinados perto dela e alguns passos. Um abajur se quebrou, e então, mais nenhum ruído. Correu para a sala comunal, ainda sentindo a pressão da mão em sua cabeça. Gritava que Black estivera em seu quarto. Quem mais invadiria um aposento assim, se não alguém que já tentara fazer isso, obtendo um pouco de sucesso?
A profa. McGonagall surgiu e acalmou os estudantes alarmados. Harry, Jonay e Rony pediram permissão para revistar o aposento, o que foi concedido pela diretora da Casa, mas nada encontraram. Então, a professora perguntou a Eladora o que se passara. Exasperada, levou as mãos à boca de tão chocada.
-Venha comigo, senhorita. Potter, Weasley, Sanchez, concederei cem pontos à Grifinória se descobrirem como Black entrou aqui.
Todos os Gryffindors se mobilizaram para ajudar Harry, Rony e Jonay, enquanto Minerva levava Eladora para o gabinete do diretor. A sala era ampla, com pouca mobília, e um poleiro de ouro, para uma ave vermelha e bonita. Dumbledore sentava-se em sua escrivaninha, e levantou minimamente os olhos quando Minerva caminhou até ele. Eladora brincava distraidamente com Fawkes, a Fênix, enquanto Minerva saia da sala de novo. Antes que se pudesse perguntar onde ela fora, estava de volta, com prof. Lupin. Ele se sentou em uma poltrona perto de Eladora e observou-a se entreter com o pássaro.
-O senhor soube? - perguntou ela, sem desviar o olhar da ave.
-Minerva acabou de me contar. Você está bem? Black machucou você?
-Não, ele só tocou meus cabelos. Então eu gritei e ele desapareceu.
O homem meneou a cabeça. Eladora imaginou o que se passava na mente do professor mais brilhante que ela já tivera. Talvez ele pensasse em uma forma de encurralar Black, ou de melhorar a segurança do castelo.
-Posso fazer uma pergunta? - pediu ele baixinho. - Black te assusta?
-Não é como se ele fosse meu bicho-papão – riram abafado -, e todo mundo parece ter medo dele por mim, mas pessoalmente, não, eu não o temo. Mesmo que ele esteja tentando me matar. Por quê?
-Eu não diria que ele está tentando matá-la, mas alguns guardas de Azkaban ouviram-no murmurar durante o sono, algo como “ela está em Hogwarts”.
-Talvez ele estivesse procurando outra garota, mas como eu o assustei, ele fugiu.
Lupin deu um sorriso maroto. Ela estava protegendo Black? Curioso… Afagou-lhe os cabelos e disse:
-O fato é que ele invadiu um castelo fortemente protegido e não sabemos como, de novo. Por ora, acho melhor arrumarmos um meio de te proteger, já que se tornou um alvo. Nunca se sabe não é?
+++
No dia seguinte, Eladora foi o centro das atenções na Grifinória, e a notícia da invasão de Black se espalhara por toda Hogwarts durante as aulas, mas ela se recusava a dar detalhes do acontecido. Era só ele na minha janela, dizia. Nada demais. Mas a verdade é que ela não queria espalhar o boato que quase fora morta por um homem armado – como Rony fantasiara para duas primeiranistas -, quando tudo o que se passou foi que ela viu dois olhos brilhantes no escuro, sentiu uma mão em seus cabelos e ouviu um abajur se quebrar.
-Gostou da visitinha, Ella? - caçoou Draco Malfoy na aula de Poções. - Uma pena que Black não tenha cravado uma faca em você. Ele tinha uma faca, não tinha?
Eladora revirou os olhos e seguiu para a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas com Rony e Harry, xingando Rony por ter dito a todos que Black estava armado. O prof. Lupin deu sua aula normalmente – todos os alunos estavam aliviados por ele estar de volta -, mas quando a turma foi dispensada, ele pediu que Eladora esperasse um pouco.
-Como foi hoje? - perguntou o professor, guardando alguns papéis. - Eu ouvi que todos queriam sua história em primeira mão. Black estava armado? Você não me contou isso ontem – ele sorriu, erguendo a sobrancelha.
-O Rony inventou essa parte. Está agindo como meu assessor de imprensa.
Lupin riu pelo nariz e disse que resolvera o problema de segurança dela.
-Black entrou com a senha – explicou ele -, leu num papel esquecido por Neville Longbottom, e se tratando do sr. Longbottom, isso pode acontecer de novo, então pedi permissão ao diretor para te dar um cão de guarda – os olhos da grifinória cintilaram -, eu sei que você gosta de cães, então pode mantê-lo depois que Black for capturado. E Black não te fará mal enquanto Padfoot estiver com você.
O animal surgiu detrás de um baú velho, e correu na direção de sua nova dona, abanando a cauda. Ele era grande, preto e peludo. Haviam se adorado à primeira vista, cachorro e menina. Ele tinha uma coleira com uma medalha pendente gravada: Padfoot. Remus recomendou que ela deixasse o cão acompanhá-la por toda parte, e nenhum funcionário da escola faria objeção a isso. Aproveitou para marcar a primeira aula extra: naquela noite, depois do jantar.
Eladora e Padfoot caminharam lado a lado para o almoço no Salão Principal, onde atraíram alguns olhares. Cachorro maneiro, Ella, disseram os gêmeos Weasley. Rony fez um afago na cabeça do cão, que se sentou ao lado da cadeira de Eladora.
-Padfoot? Quem deu esse nome a ele? - perguntou Harry.
-O prof. Lupin, ele quem me deu o cão, para me proteger.
-E o que ele vai fazer? Atacar Black quando o vir? - perguntou Percy Weasley com descaso.
Não ligue para ele, murmurou Fred. Percy sempre quis um cachorro, mas mamãe é alérgica. Eladora não disse nada, já que era exatamente o que Padfoot era treinado para fazer: atacar Black. Mais tarde, Eladora voltou à sala de Lupin, acompanhada de Padfoot.
Padfoot se sentou ao fundo da sala obediente, como se fosse assistir à aula também. Lupin trouxera o mesmo guarda-roupas da aula com o bicho-papão – dez mil vezes mais fácil do que trazer um dementador de verdade, dissera ele – e uma caixa cheia de chocolates da Dedosdemel –por via das dúvidas, já que o que mais teme neles é a capacidade de sugar a felicidade e esperança, e como a função do bicho-papão é fazer exatamente o que você mais teme…
-Muito bem. O feitiço é Expecto Patronum, mas para que funcione, você tem de pensar em uma memória feliz, mais ou menos como no Riddikulus. Entendeu? - ela assentiu. - Certo. Vou abrir a porta. Espere até que ele se transforme completamente antes de fazer qualquer coisa. E você – dirigiu-se a Padfoot – quieto aí. Não pode interferir.
Era impressão ou o cachorro riu? Qualquer que fosse a resposta, ela sacudiu a cabeça, tentando clarear a mente para decidir qual era sua memória mais feliz. Claramente, seu primeiro beijo. Logo depois da câmara secreta, Eladora foi levada para a ala hospitalar, e Jonay foi visitá-la. Ele parecia fraco e mal alimentado, ou talvez fossem os olhos dela, mas ele lhe sorriu e disse: que bom que está bem. Depois juntou-lhes os lábios, sorrindo durante o singelo “selinho”, como diriam os trouxas – os bruxos não tinham um nome para aquilo. Não era muito, e nunca chegara a se repetir, mas era uma lembrança boa. Pronta?, perguntou prof. Lupin e ela assentiu. A porta do guarda-roupas foi aberta e Eladora esperou a mudança terminar, Padfoot observava tudo com a cabeça tombada para o lado. Respirando bem fundo, ela se concentrou na felicidade e surpresa que tivera ao ser beijada, erguendo a varinha.
-Expecto Patronum!
Algo prateado saiu da ponta de sua varinha, parecia um escudo. Fez o bicho-papão dementador recuar alguns metros, mas pela expressão de prof. Lupin, não era o bastante. Algo mais forte! Você tem alguns segundos de dianteira!, disse ele. Eladora pôs-se a pensar. Havia uma lembrança tão boa quanto a de seu primeiro beijo. Quando ela, Rony e Harry passaram o Natal do primeiro ano em Hogwarts e Dumbledore passara a Harry a Capa da Invisibilidade que pertencera a seu pai. O Trio de Ouro passou o feriado todo divertindo-se com a Capa, até a usaram para desvendar o mistério da Pedra Filosofal. Foi a primeira que se sentiram mais que bruxos de onze anos de idade. Se sentiram uma irmandade forte e poderosa, cujo segredo era a Capa.
-Expecto Patronum!
O escudo prata mandou o bicho-papão dementador de volta ao armário, e Lupin trancou a porta depressa. Estendeu-lhe um chocolate grande e disse que era o bastante por um dia. Obrigada professor, ela disse, sorrindo. Vamos Padfoot. O cão a seguiu ao dormitório da Grifinória. A Mulher Gorda estava lá, sendo guardada por dois trasgos.
+++

-Black, seu desgraçado, você é maluco? - gritou James. - Eladora e Remus quase perderam tudo para convencer Dumbledore que Eladora estava certa sobre você e como você agradece? Entrando no quarto dela! Conseguiu entrar e fugir uma vez, tentar de novo é muita burrice.
Sirius estava sentado relaxadamente em uma cadeira, as pernas cruzadas. Ela não se feriu. Não é para tanto, Prongs. E se quer saber, acho que ela confia em mim agora e estará lá ao meu lado quando for preciso.
-Você se esquece que, para ela, você é um assassino maníaco que traiu os pais do melhor amigo dela e invadiu o quarto dela a troco de nada. Acha mesmo que ela confia em você?
-Em Sirius Black, com certeza não, mas em Padfoot… - disse Remus adentrando a Casa dos Gritos. - Te arrumei uma tarefa. Será o cão de guarda de Eladora.
-Vou protegê-la de quê, exatamente?
-De Sirius Black. Padfoot protegerá Eladora de um possível ataque de Black. Apresse-se. Vou levá-lo esta noite.
-O que ela disse sobre o “ataque”?
-Foi bem razoável. Como você só tocou os cabelos dela e nada mais, ela tentou te defender. Santa Eladora! É boa demais para com você.
Sirius transformou-se em Padfoot e permitiu que Remus lhe pusesse uma coleira. Seguiram para a sala de Remus e Padfoot se enfiou atrás de um baú velho.
+++
Seguir essa garota é a coisa mais trabalhosa que já fiz. Ela não para quieta! Moony, Prongs, estão aí?
Aqui Padfoot, respondeu James. Está entediado? Ouça isso: Eladora vai adestrar um hipogrifo.
Nada que envolva Eladora é novidade para mim. Estou seguindo-a há semanas.
Claro… viu Moony hoje? Como ele está?
Bem, eu acredito. Exatamente quando era ao voltar da lua cheia. Agora, se não se importa, vou assistir o adestramento.
Eladora montou no hipogrifo, que abriu as asas. Em seguida, alçou voo. Muito bem Bicuço. Vamos até a Casa dos Gritos. Ela anda silenciosa ultimamente. Avançou até o Salgueiro Lutador, depois até o campo de quadribol e à torre de Astronomia. É o bastante, ela acariciou as penas do animal. E voltou para a cabana de Hagrid.
-Ótimo! - o meio gigante aplaudia no solo enquanto ela aterrissava. - Tem um tempo livre quinta à tarde? Tenho aula com o terceiro ano da Lufa-Lufa e vou precisar de você, por segurança. Em troca… fico te devendo um favor.
Eladora assentiu, já imaginando o que faria desse favor. Estalou os dedos, fazendo com que Padfoot a seguisse. Ele pareceu relutar, como se não quisesse deixar a floresta. Está escurecendo, Pads…, ela disse, irritada. Não quero mais problemas com dementadores. À menção de “dementadores”, o cachorro trotou até o castelo, fazendo a menina correr para acompanhá-lo. Padfoot! Eu tenho… pernas curtas…,ela ofegava durante a corrida. Colidiu com alguém vestido de preto dos pés à cabeça, que ela reconhecia sem olhar.
-Desculpe prof. Snape, eu…
-Srta. Eladora, o que fazia fora do castelo a essa hora? Procurando Black, eu suponho. Pelo que me lembro, sua insistência em agir como uma grifinória desmiolada já lhe causou muitos problemas, e a seus amigos também… - baixou os olhos para as mãos dela, que estavam fechadas em punho – arrogantes e intrometidos, todos vocês. As regras são para gente comum, mas o Trio de Ouro – ele cuspiu as palavras, com nojo – está acima dessa condição – ela sentiu que ele se referia a Padfoot. Alunos não podem ter cães, lembrou-se ela. Foi uma exceção que prof. Lupin conseguiu abrir, apenas para mim. - Esvazie seus bolsos.
-Por quê? - ela questionou. - Não tem nada a ver com eu estar fora, não é? O senhor só quer uma desculpa para tirar pontos de Gryffindor. E sobre as regras, nós as respeitamos como todo mundo – ela deu um passo para trás, caindo sobre Padfoot, que rosnava com os dentes à mostra.
O Mapa do Maroto caiu de seu bolso, e Snape se abaixou para pegá-lo. E isto seria…, ele começou, irritando-a.
-Um pedaço de pergaminho – disse ela, sacudindo os ombros.
-Com certeza você não precisa de um pedaço de pergaminho tão velho… por que não jogá-lo fora? - estendeu a mão para a lareira.
-Não! - exclamou Eladora tremendo.
-Seria este mais um precioso presente do prof. Lupin? - ele olhou Padfoot, que latiu com raiva. - Ou pode ser uma carta escrita com tinta invisível? Ou instruções para ir a Hogsmeade sem passar pelos dementadores? - ela não se moveu. - Revele seu segredo! - ele tocou o pergaminho com a varinha. Nada aconteceu. - Severus Snape, professor desta escola ordena que você revele a informação que está ocultando!
Palavras surgiram na superfície do Mapa. Eladora esperou pela saudação dos senhores Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas, mas não foi o que apareceu. O senhor Aluado apresenta seus cumprimentos ao prof. Snape e pede que ele não meta seu nariz anormalmente grande no que não é de sua conta. Snape congelou, Eladora arregalou os olhos, mas o Mapa não parou por aí. Outras frases se seguiram à primeira. O sr. Pontas concorda com o sr. Aluado e gostaria de acrescentar que o prof. Snape é um safado mal-acabado. Ainda tinha mais por vir. O sr. Almofadinhas gostaria de deixar registrado o seu espanto que um idiota desse calibre tenha chegado a professor. Eladora se segurou para não rir. Quem quer que tivesse feito o Mapa, era muito inteligente. O sr. Rabicho deseja ao prof. Snape um bom dia e aconselha a este seboso que lave os cabelos.
Por um segundo, Eladora esperou um feitiço ou azaração vindo de Snape, mas não. Ele se ajoelhou perto da lareira e chamou por Lupin, que logo surgiu das chamas, perguntando porque era preciso.
-Isto está cheio de magia negra -e ele passou o Mapa do Maroto para Lupin ler, mas ele apenas riu.
-Magia negra? Isto? Ah, por favor. É só um pedaço de pergaminho pronto para insultar quem tentar lê-lo. Bem infantil, na verdade, deve ter vindo de uma loja de logros. O sr. Weasley foi à Zonkos na semana passada, não foi, senhorita? Ele comprou o Mapa para você lá?
-Sim, comprou – confirmou ela, mordendo os lábios.
-Assim sendo, terminamos aqui – disse Lupin. - Senhorita, poderia me acompanhar?
Ela foi com ele até a sala de Defesa Contra as Artes das Trevas. Havia em sua testa um vinco inconfundível de decepção, o que fez Eladora se retrair.
-Perdeu o pouco juízo que tinha? - indagou o professor, sério e jogando o Mapa do Maroto na escrivaninha. - Eu não preciso saber o que fazia lá fora, mas andar por aí com esse Mapa no bolso e ser pega por Se… Snape… você o conhece, sabe que ele vive em busca de razões para descontar pontos da Grifinória. Por que ajudá-lo? - o tom de Lupin passou a ser condescendente.
-Eu não fiz nada! - ela protestou. - E qualquer o problema em andar com o Mapa? O sr. Aluado estava certo, afinal. Ele não devia meter o nariz anormalmente grande no que não é de sua conta.
Lupin deu um sorriso amarelo. Escute Eladora, o Mapa do Maroto não tem nada de magia negra e você sabe exatamente o que ele faz e como funciona. Não há nenhum risco em ficar com ele, desde que o use direito. E longe do prof. Snape. Ela assentiu, recolhendo o Mapa do Maroto e fazendo sinal para Padfoot segui-la. Com as pernas fracas de sono, ela conseguiu chegar à cama e dormir sem demora, e dormiu bem, como há muito tempo não fazia.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...