História Marauders heir - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Marauders, Marotos, Sirius Black
Exibições 83
Palavras 2.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Cinco - Posso surtar agora?


Eladora recebeu logo cedo um bilhete de prof. Lupin. Eu fiz de tudo para ajudar, mas você realmente estava errada quando ficou fora do castelo até tarde, e Snape conseguiu obrigá-la a cumprir uma detenção escolhida por ele. Sei lá o que vai te mandar fazer, provavelmente passar uma ou duas noites na Casa dos Gritos durante a lua cheia, e de propósito – maldito Ranhoso -, mas eu juro que não vou te machucar.

Remus J. Lupin

Eladora demorou para entender o recado, suas mãos tremiam nervosas. Depois do café da manhã e da aula de feitiços, ela conseguiu uns minutos livres para ir até a sala de Snape, que despachava a turma do quinto ano corvino.

-O senhor não pode me punir por algo que não fiz – ela disse, ríspida.

-Primeiramente, eu estava dentro das regras quando a puni por estar depois do toque de recolher fora do castelo, principalmente quando Sirius Black está a solta. Segundo, não só posso fazer isso, como poderia contar outras coisas. O que acha disso? - ela engoliu em seco, os olhos arregalados. - Sim, fui eu. Estou ansioso para revelar isso há anos.

-Está tentando me matar, não está?

-Não vou negar, senhorita, ficaria em júbilo se seu precioso…

-Eladora! - exclamou Lupin, seguido de Padfoot. - Obrigada por me ajudar com os exames práticos ontem à noite. Esqueci de agradecer ontem.

-Acham que me enganam? - Snape ergueu uma sobrancelha. - Eu chamei você, Lupin através de uma lareira, e você estava na sua sala. Bem, não importa, terá de cumprir sua detenção, senhorita – e saiu pelo corredor.

-Eu tentei… - disse Lupin, baixando os ombros. - Desculpe.

-Tudo bem, já estou preparada – ela fez carinho na cabeça de Padfoot.

-Perdoe a intromissão, mas… ele ameaçou você? - Lupin fez-se preocupado. - Porque pareceu que sim.

Ela parou por um segundo. Por algumas semanas, ela fingiu perfeitamente que não sabia de nada, pela proteção do emprego de Lupin. Er… professor, o senhor precisa saber. Snape sabe porque não deu aula por um tempo, e eu também. Lupin meneou a cabeça e abaixou-se ao tamanho dela, murmurando:

-Eu sei. Também te vi naquele dia. Julgava que se fingisse que nada demais tinha acontecido, você esqueceria.

-Não dá para esquecer uma coisa dessas, professor, mas eu não contei a ninguém, juro.

-E eu sou grato por isso. Mais do que você imagina. Agora, por favor, me deixe ajudá-la. Snape estava chantageando você?

-Ele tentou, mas graças a você, não terminou.

-Bem, vamos ficar de olho nele, certo?

Ela assentiu e seguiu para sua próxima aula. Padfoot fez menção de segui-la, mas Lupin o deteve. Deixe-a. Ela precisa pensar, e não vai conseguir com você no pé dela. O cachorro choramingou, mas adentrou a sala atrás do professor, que trancou a porta atrás de si.

-Se o Seboso ousar machucá-la… eu vou… - rosnou Sirius, transformando-se em homem.

-Não vai fazer nada. Darei um jeito nisso, garanto. E quem sabe, depois disso, essa bagunça se resolve.

Sirius não entendeu e voltou a forma canina. Juntos, seguiram para a Casa dos Gritos, onde Prongs estava deitado, observando o Sol se pôr. E chegamos ao fim de mais um dia… como foi com ela?, tornou-se James de novo.

-Falei com ela há pouco – disse Lupin -, descobri quem era o chantageador. Era bem óbvio na verdade, Snape.

A lua cheia se aproximava, e pela primeira vez outro coração estava apreensivo com esse evento. Remus olhava pela janela com a melancolia habitual, assoprando a poção do Mata-cão, que bebia aos pequenos goles. Enquanto isso, Eladora imaginava como seria quando Snape a buscasse para sua detenção com um “lobisomem perigoso” em teoria. Vai ficar tudo bem, ela tentava se acalmar, ele é meu amigo e prometeu não me ferir.

Às seis, a profa. Minerva bateu à porta do quarto, dizendo que o prof. Snape a chamava. Estranhamente, seguiram até a Casa dos Gritos em silêncio, mas quando chegaram à passagem, Snape abriu um sorriso maldoso e disse:

-Sobreviva. Se você morrer, terei de contar a trágica verdade sobre seu falecimento, e isso inclui o segredo do seu amigo.

Resmungando baixinho, ela subiu a escada enquanto ele partia. Oi professor, ela murmurou. A transformação começou, Eladora ainda não vira o processo desde o início, quando o transmorfo tossia sangue e sentia os órgãos ferverem dentro do corpo. E…,ele balbuciou. Eladora… oi.

-Oi. Seus amigos vão se demorar? Eu não sei o que fazer se for necessário…

-N-não. Eles não se demorarão. Vai ficar tudo bem, não costumo vomitar muito, não antes que apareçam, o que torna tudo mais fácil, pode pegar um balde, por favor?

Eladora fez o que o professor pediu. Lupin se dobrou e colocou a cabela dentro, vomitando com toda a força que podia. Eladora queria ajudá-lo, mas quando ela se aproximou, ela o repeliu, murmurando que nada se podia fazer. Me avise quando eles chegarem, depois esconda-se em qualquer lugar que eu não possa pegá-la. No outro quarto, embaixo da cama…

Ela assentiu, o cão e o cervo não tardaram a aparecer, e logo ela foi para o quarto adjacente e entrou debaixo da cama. Sentiu uma lembrança ser “desbloqueada” em sua mente.

Eladora era um bebê, estava em um quarto simples, nos braços de um homem que a ninava. “Vai ficar tudo bem Ella. Papai está com você”. Houveram três batidas na porta,e o homem apertou o rostinho de Eladora contra o peito.”Quietinha”, pediu ele, colocando-a sob a cama. “O que faz aqui?”

“Não ficará livre tempo o bastante para saber. Ele está aqui, senhores. Crucio!”

Vários homens carregaram o homem que se retraía no chão pelos braços. “Não se preocupe pequenina”, ele a pegou no colo, fazendo-a chorar baixinho. “O Lorde vai cuidar de você”.

Eladora chorava engasgada, o coração batendo forte, e soluços escapando por seus lábios entreabertos. Sua mão direita estava fechada em um mínimo punho, as unhas raspando as tábuas do soalho, exatamente como a bebê de sua lembrança. As tábuas rangeram e estalaram com passos e Eladora se encolheu.

-Eu sei que você está aqui – disse uma voz grave e desconhecida. - Saia de onde estiver -ela continuou estática. - Sirius quer te matar, você sabe disso. Então facilite nosso trabalho.

Black quer me matar. Desculpe tio Arthur (N.A:créditos à Melissa_S2 pelo apelido fofo), por não tê-lo ouvido antes, mas, pelo menos, não quebrei a promessa de não procurar Black. Ela foi puxada pelo braço e se deparou com uma varinha apontada para seu rosto. O homem que a segurava tinha cabelos pretos e olhos castanhos, usava óculos redondos finos, caindo pelo nariz.

-Harry! - ela exclamou. - Que diabos… vá embora! Saia!

O homem puxou Eladora para mais perto. Você conhece Harry? Ele sobreviveu?

-Harry é um nome muito comum – ela bateu a poeira das vestes -, e não vou dizer nada se não souber com quem estou falando.

O homem titubeou, como se estivesse escolhendo o nome com que ia se apresentar. Eladora franziu as sobrancelhas. Era óbvio que ele mentia. Você me conhece como Pontas.

-Você criou o Mapa do Maroto? - ela sussurrou.

-Fiz minha parte – ele correu os dedos pelos cabelos bagunçados. - O Mapa ainda está com você? Posso vê-lo?

-Como sabe que eu tenho o Mapa? - Eladora tirou o pergaminho do bolso e murmurou: - Juro solenemente que não vou fazer nada de bom.

-Os senhores Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas… - leu Pontas, com ar sonhador – o Mapa do Maroto.

Eladora continuou parada, batendo o pé ritmicamente, enquanto Pontas lia o Mapa compenetrado, esquadrinhando cada pessoa-pontinho. Achei…, disse mais para si mesmo do que para Eladora. Volte a se esconder, e saiu, levando o Mapa.

-Hey! - ela protestou. - Meu Mapa!

-Por favor, fique quieta, se eles nos ouvirem…

-James? - interrogou uma voz aguda. - Eladora?

-Para trás – mandou James, colocando o corpo à frente do dela. - Ele é perigoso.

-Black? - ela arriscou, segurando o punho da varinha, a mão suava.

-Pior. Pettigrew.

O homem se aproximou deles e James empurrou Eladora cada vez mais para trás. Pettigrew falava baixo e rápido demais para Eladora entender, talvez de propósito. James rebatia no mesmo tom e velocidade, mandando-o não chegar perto.

-Você me traiu -acusou James -, e a Sirius e Remus. Seus melhores amigos! Como teve coragem? Você não vale nada, Pettigrew – o homem acuado murmurou alguma coisa com “pai” e “dela”. - Não fale dela. Não olhe para ela – mandou James. - Graças a você, ela cresceu sem pai, com uma família que a desprezava. Você não é o pai dela, Peter. O pai dela é o homem que você mandou para Azkaban e pagou pelos seus crimes. Estupefaça! - ele mandou, assustado, ao perceber o que dissera.

Lentamente, ele se virou para Eladora, que sacara a varinha e apontava-a para ele. Sirius Black é meu pai? James assentiu, com uma nota de pesar.

-Nenhum dos treze assassinatos foi culpa de Sirius. Foi Pettigrew, que cuidou para que Sirius fosse culpado. Como ele estava preso, eu morto e Pettigrew fugira, o único de nós que te restou foi Remus, que sendo um lobisomem, acho que seria muito arriscado ficar com você, então te mandou para um lar adotivo, mas todo no seu aniversário…

-Eu recebo algo muito bacana, de um remetente anônimo – cortou Eladora, e James assentiu – não pode ser. Michael é meu padrasto, mas Eva é minha mãe biológica, ela me disse isso.

James abriu um sorriso típico de estudante colegial popular e bonito. O nome da sua mãe era Kate Moran, morreu alguns meses depois de você nascer. Os Comensais a atacaram para te pegar, mas você estava na casa de Sirius. Naquela época, Peter era espião para Voldemort, e seu trabalho era garantir que você fosse pega e entregue ao Lorde das Trevas, mas como a missão falhou… Peter tinha que se vingar de Sirius, para salvar a própria pele, então ele agiu como o rato traidor que é e explodiu uma rua cheia de trouxas para depois incriminar Sirius.

Lágrimas brotaram no rosto de Eladora.

-Eu o acusei… - ela choramingou – deixei-me convencer que ele queria me matar. Meu próprio pai!

-Você o defendeu – interveio Remus, secando suas lágrimas. O Sol despontava entre as nuvens. A transformação acabara por doze horas. - Na sala de Dumbledore, e depois dizendo aos quatro ventos que ele não tinha te feito mal. Gostaria de entender porquê.

-Os cartazes de “Procurado”. Ele não me parecia culpado. Estava mais para desesperado.

-Parabéns pela astúcia, Eladora – elogiou Black, juntando-se a eles. - Serpensortia! - ele amaldiçoou Peter, fazendo-o sangrar, e Eladora arregalou os olhos. - Desculpe, eu queria fazer isso há doze anos.

-Espera, se você não é culpado, podemos levá-lo, não? Eu posso ajudar a limpar o seu nome, e então, vamos morar juntos.

-Você quer? - um sorriso esperançoso percorreu o rosto de Black. - Faria isso por mim? Que não estive lá quando você precisou?

-Você esteve, acredite. Então, para todos os efeitos, você é meu pai e eu, como a boa filha que sou, estou ajudando você a limpar seu nome. Não permita que Pettigrew morra. O Ministro da Magia está aqui, recebeu uma “denúncia anônima”- ela fez aspas com as mãos – sobre você.

-Wormtail, você vai contar uma história para o Ministro – disse Lupin, se preparando para carregá-lo. - Sirius, é melhor você sair daqui. Snape disse que invadiu, o que é verdade, e se for pego, nada terá adiantado.

-Hagrid me deve um favor – lembrou-se Eladora. Posso pedir um hipogrifo emprestado.

Sirius assentiu, seguindo a garota até a cabana de Hagrid. Reverencie, ela mandou, se algum retribuir, é nesse que pode montar. Ele fez como ela disse e pôde montar no animal que ela reconheceu como Bicuço.

-Eu te busco quando as aulas acabarem – disse Sirius, montando. - Na estação ou prefere se despedir de Eva antes?

-Na estação. Não quero ver Eva nunca mais.

-Certo… tchau, filhota. Papai está orgulhoso de você.

Eladora acenou enquanto ele alçava voo e voltou correndo para a Casa dos Gritos. James estava lá, ainda esperando. Sirius está bem longe daqui, disse ela. E Pettigrew? Ele sacudiu a cabeça, Lupin ainda não voltara. A garota se pendurou na janela, pensando.

-Quando você me encontrou, você me perguntou se Harry havia sobrevivido. Eu me esqueci de perguntar: de que Harry falávamos?

-Harry Potter. Vocês são amigos, não são? Moony me disse que eram.

-Sim, somos, e sim, ele sobreviveu. Mas algo me diz que você já sabia disso.

-Sabia – James deu um sorrisinho sem graça -, mas em minha defesa, descobri na véspera do jogo contra a Corvinal. Foi a primeira vez que o vi com meus próprios olhos desde que ele era bebê.

-Ele é seu filho? - ela encarou os olhos castanhos. Os de Harry eram verdes, mas fora por causa dos cabelos que ela os confundira.

-Sim

Eladora riu um pouco e voltou a pensar, dessa vez em Sirius. No começo do ano letivo, descobrira que Michael Mirony não era seu pai biológico, mas não ligara muito para isso, com dementadores em Hogwarts, um lobisomem como professor e um criminoso à solta. Mas agora que tudo estava resolvido, imaginava como seriam as férias com Sirius. Poderiam ir à Copa Mundial, comprar os materiais para o quarto ano no Beco Diagonal. Poderia trocar cartas com Rony e Harry à vontade, e o mais importante: seria querida na casa de Sirius, e dormiria em um quarto em vez do porão. Lupin chegou, ostentando um sorriso orgulhoso, James logo anunciou:

-Resolvido, Sirius será inocentado e indenizado. Se quiser, Eladora, basta pedir e ele entrará com o processo de guarda permanente. Pode guardar o meu… pequeno segredo? Não quero que Harry saiba assim e quero procurar minha esposa ainda.

-Nos vemos na Copa Mundial?

-Talvez – ele sorriu maroto. Pode voltar para o castelo agora, sua detenção acabou.

Ela saiu, esgueirando-se pelos cantos, ocultando um sorrisinho bobo. Passou na frente do salão principal, onde Dumbledore falava com Fudge, aos sussurros. Black foi absolvido, garantiu o ministro. Graças à filha dele. Me pergunto se a menina conhece a paternidade que tem.

-Acredito que sim – os olhos de Dumbledore vagaram no horizonte -, e aposto que está muito orgulhosa dele agora.

Com certeza estou, ela murmurou enquanto Fudge anuía. Obviamente ele não pensava como Dumbledore. De volta à torre da Grifinória, Hermione e Lavender já há muito dormiam quando Eladora deitou e murmurou contra o travesseiro: Tchau papai, A filhota está orgulhosa de você.

No café da manhã do dia seguinte, Eladora recebeu uma carta de Sirius.

Querida Eladora,

Cheguei em casa bem, de madrugada. A compensação do Ministério acabou de chegar – duzentos galeões, isso é muito dinheiro! -, estou pensando no que fazer com ela, provavelmente vou usar para comprar seus materiais e um presente, já que te devo treze Natais e aniversários.

Poderia dizer a Hagrid que Bicuço estará de volta ao meio-dia? Obrigado.

Sirius Black III

P.S: A propósito, seu nome completo é Eladora M. Black II.

Mal a menina guardou a carta no bolso, uma coruja deixou um grande pacote à sua frente. Abriu e encontrou uma mala de rodinhas com estampa de pontos turísticos bruxos e trouxas, contendo várias roupas. Biquínis, shorts, casacos para neve, sapatos, artigos de higiene pessoal, uma máquina fotográfica, um telefone celular, livros e uma bolsa de mão com documentos, ingressos para a Copa Mundial de Quadribol, e um passaporte, onde se lia: passaporte especial concedido à senhorita Eladora M. Black II.

-Que coisas são essas? - perguntou Jonay, a sobrancelha erguida.

-Presente do meu pai. Vamos viajar no verão.

-Para onde? Tem um maiô dentro de um casaco de neve. E pai? Michael Mirony vai viajar com você?

-Não, meu pai biológico. Sirius Black.



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