História Marauders heir - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Marauders, Marotos, Sirius Black
Exibições 39
Palavras 3.255
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Sete - A Copa Mundial de Quadribol


ELADORA

Flutuando. É assim que me sinto, vagando por aí sem que meus pés toquem o chão. Não tenho nada nem ninguém, fora Harry e Rony, e parece que foi só isso que não mudou nas últimas duas horas. Por mais que estivesse aliviada por poder deixar os Mirony para sempre, estava perturbada com a descoberta de quem era a minha família biológica. Soubera no ano passado, descobrira que Michael Mirony não era meu pai realmente, e poucos meses depois, que meu nome era Eladora Black.

Para mim, estava O.K. Na minha cabeça, Sirius fora preso injustamente e deixara-me com Eva, que por sua vez, se casou com um homem que me assumiu como filha etc, etc. Mas aí veio a segunda “bomba”: eu fui adotada pelos Mirony quando tinha um ano de idade e meu professor do terceiro ano - por alcunha marido de Sirius – também era meu pai. Eu nem ligava muito para o fato de ter dois pais – eu passara doze anos sem nenhum, então ter dois é lucro – mas não conseguia me conectar a eles, talvez porque éramos pais e filha há duas horas. Antes, eu os via como meu pai e seu melhor amigo, que me deviam por alguns favores.

Mas eles sabiam da verdade o tempo todo. Só não tiveram tempo de arrumar as coisas antes que eu soubesse. Acho que planejavam me contar na Copa Mundial, onde haveria pessoas de todos os lados e eu não poderia chorar até desidratar-me, como estava fazendo agora, sobre o travesseiro velho e um pouco murcho – mas ainda assim caro (como tudo nesse apartamento parece ter uma etiqueta dizendo extremamente caro e valioso? Sério, até eu pareço ter essa frase estampada na testa).

REMUS

Eu me sinto aliviado. Até que enfim, eu pude consertar as coisas – ou eu achava que tinha consertado - , conectar as pontas soltas que eram Sirius e Eladora, e perceber que eu tinha um privilégio, sendo o que sabia mais. Eu sabia onde Eladora havia crescido, que Sirius era inocente – eu tentara muitas vezes provar isso perante audiências no Ministério da Magia, mas Pettigrew fizera um bom trabalho para transferir a culpa.

Me lembro muito bem da noite em que contara a Sirius sobre Eladora, um pouco depois do banquete de volta às aulas.

-Eu a encontrei – eu dissera.

-Eu sei disso. Você é o professor dela – respondera-me ele.

-Não, não. Faz anos que eu sei onde ela mora com a família adotiva, eu mando presentes no aniversário dela, de forma anônima.

-Você nunca me disse isso – Sirius tentou soar casual, mas falhou terrivelmente. - Com quem ela mora?

-Michael e Eva Mirony. São trouxas – dei de ombros, mas previ a explosão.

-TROUXAS? Você deixou nossa filha com trouxas?

-Para todos os efeitos, sim. Agora, menos escândalo, Almofadinhas. Você sabe que foi preciso.

Com um suspiro pesado, Almofadinhas segurou minha mão e beijou-a.

-Como eles estão? Você os viu? - perguntou, colocando café nas xícaras.

-Sim, os vi. Estão exatamente como pensávamos. Ele é meio baixinho, cabelos escuros rebeldes, óculos redondos e…

-Os olhos.

-Os olhos – eu concordei, com um suspiro afetado para a mesinha de café. - Ela está crescida também.

-Com quem se parece mais?

-Ela teve sorte. Com nenhum dos dois.

Depois disso, evitamos falar sobre Eladora, porque eu sabia que se tornara um ponto delicado entre nós. Na verdade, parecia que ele estava com ciúmes, já que eu podia falar com Eladora com naturalidade – é claro, escondendo o fato de que eu era o pai dela – e ele não.

A parte ruim de ser quem sabe mais é ser aquele que mais se lembra. Me lembrava perfeitamente do dia em que deixei Eladora no orfanato trouxa. Não tive coragem o bastante para ficar com ela depois que Sirius foi morto, então coloquei-a em uma cesta, escrevi seu primeiro nome em um bilhete e dei-lhe um beijo na testa, recebendo um apertão no dedo. Era como se ela me dissesse: por favor, papai, não me abandone. Isso fez meu coração sangrar. Disse-lhe que nos reveríamos em breve e toquei a campainha, deixei a cesta sob o batente da porta e sai a passos largos.

No mês seguinte, voltei ao orfanato, sob o disfarce de abastado filantropo, e descobri que ela fora adotada dois dias antes. Com um feitiço da memória básico, convenci a secretária a me dar o endereço onde o casal morava. Não ficava muito longe, uma casinha simplória, onde pude ver pela janela uma mulher segurando uma bebê e sorrindo para ela.

Na segunda atitude mais covarde de toda a vida, virei as costas e fui-me para nunca mais voltar. Tornei-me para ela alguém misterioso, que mandava presentes caros no dia de seu aniversário. Para minha própria filha, eu era uma incógnita.

Anos mais tarde, senti-me muito orgulhoso de vê-la amiga de Harry, na Grifinória, e muito inteligente. Ela é realmente sua filha, Moony, dissera Sirius quando eu lhe contara isso. É uma rata de biblioteca, como o pai. Revirei os olhos.

-Isso porque você não tem acesso à ficha dela. Sabia que ela tem tantas detenções quanto nós? Com apenas três anos na escola?

-Puxou o papai – estava orgulhoso de sua marotinha.

SIRIUS

Naquela noite, o apartamento estava silencioso, mas ninguém dormiu cedo. Do nosso quarto, podíamos ouvir as lamúrias de Eladora. Deixe-a chorar, resmungou Remus. Ela pensa melhor depois de chorar. Eu tentei, mas meu coração parava a cada soluço.

Não aguento mais. Vou ver o que minha filha tem. Bati à porta de seu quarto, recebendo um entre sussurrado por resposta. Questionei se precisava de algo.

-De bons ouvidos – pediu. - Já se sentiu perdido? Como se não soubesse…

-O que fazer, com quem falar? Muitas vezes, mas a maior foi quando tinha quatorze anos e me cansara da minha família elitista e preconceituosa de uma vez por todas e fugi de casa. No instante em que virei a esquina, senti como se o mundo tivesse mudando completamente. Tinha um celular no bolso, nem se comparava aos smartphones de hoje, mas para a época e situação, servia bem. Pensei em alguém para ligar e pedir ajuda e na hora, me ocorreu o número do telefone dos Potter. Precisei de três tentativas pelo menos, meus dedos não obedeciam direito, tamanha a tensão, mas consegui contar a história a ele.

“James ouviu em silêncio, mas não esqueceu um (bem merecido) eu te disse que isso ia acontecer no final e me convidou para dormir em sua casa o quanto precisasse. Euphemia e Fleamont me acolheram como segundo filho e eu os amava como se fossem meus pais. O que quero dizer é… eu não estava só, mesmo quando achava que sim. Tinha James e Remus ao meu lado sempre. E nós sempre estaremos com você, para o que precisar, princesa”.

-Obrigada pai – ela abraçou-me de lado.

Apaguei a luz ao sair, a tempo de vê-la repousar a cabeça no travesseiro. Em nosso quarto, Remus me esperava, lendo. Ela dormiu, anunciei.

ELADORA

Gemi ao toque do despertador. Sete da manhã. Só pegara no sono depois de uma e meia, e me sentia acabada. Arrastei-me para a cozinha, dei bom-dia para meus pais e observei os ingressos sobre o balcão. Eram ingressos para o jogo da final, entre Bulgária e Irlanda. Suspirei. Harry e Rony adorariam ver esse jogo.

Me aprontei e pegamos uma Chave de Portal – uma mochila amarela, no fim das contas – para o estádio. Sirius nos anunciou para o segurança: Remus John Lupin, Sirius Orion Black e Eladora Katherina Lupin-Black. Remus me apontou uma escada e disse para não parar até o último andar. A subida parecia não ter fim. Chegamos ao camarote dois, e eu logo questionei:

-Pela deusa, por que meu nome do meio é Katherina?

Remus deu de ombros e disse que achavam o nome bonitinho. Os lugares em que estávamos eram ótimos, no alto das arquibancadas. No camarote ao lado, haviam três pessoas vagamente familiares para mim. Dois homens quase da mesma altura e cabelos igualmente pretos, e uma mulher ruiva.

-Harry? - chamei acenando.

-Ella! - ele correu até mim.

-Venha, quero que conheça meus pais – puxei-o para nosso camarote.

-Eu já os conheço – confessou-me. - Conversamos um pouco na noite em que foram te buscar na minha casa, meus pais nos apresentaram. São meus padrinhos e eu os adoro. Me deram a entrada para hoje, como presente de aniversário.

Sorri, feliz por meus pais e meu melhor amigo estarem se dando bem. Fomos dar uma volta e ele não parou de agradecer um segundo sequer. Se eles não quisessem tanto te agradar, não teriam me dado o ingresso.

-Você é afilhado deles – rebati. - Deram o ingresso para agradar você, não a mim.

Por dentro, eu sabia que ele estava certo. Meus pais queriam me compensar por toda a confusão que haviam causado nos primeiros treze anos da minha vida – principalmente o último – e eles sabiam exatamente como me fazer feliz. Bastava trazer um amigo meu para assistir à final de quadribol comigo e pronto, eu estava agradada.

Voltamos aos camarotes, onde Sirius, Remus e James apostavam, para divertimento de Lily. Faltavam alguns minutos para o começo do jogo, então pluguei os fones de ouvido no meu celular e escolhi uma música, deixando os berros do cantor de rock trouxa encherem minha cabeça enquanto Harry segurava minha mão de forma displicente.

A partida começou. Harry acompanhava o apanhador búlgaro, Vitor Krum, com olhos ávidos. Algum tempo depois, ouvi Remus sussurrar para James: dez sicles que Krum captura o pomo em vinte minutos.

-Ele não vai – opinou Harry. - A Irlanda tem uma diferença muito grande de pontos, ganharia de qualquer forma. A estratégia óbvia é ele enrolar para capturar o pomo, sem perdê-lo de vista, assim ganha tempo para os búlgaros.

Pontas sorriu, orgulhoso por seu filho ser fluente em quadribol. A Irlanda acumulara dez gols em quarenta minutos de partida. Só mais seis e a Bulgária não ganha nem se Krum pegar o pomo. Mais um gol a favor da Irlanda. Faltavam cinco, então Sirius resolveu aumentar a aposta: cada um dá vinte sicles pra Ella a cada gol irlandês, e cem para o Harry, se Krum pegar o pomo.

Eles concordaram e os olhos de Harry cintilaram com a expectativa de receber trezentos sicles de prata (ou dezessete galeões, se estivéssemos falando de moedas grandes feitas de ouro). Não foram precisos nem dez segundos para sair outro gol da Irlanda. Enquanto o artilheiro comemorava, estendi a mão para pegar meus sessenta sicles. Eu sabia que dezessete sicles perfaziam um galeão, mas preferia ficar com as moedinhas prateadas a ter de carregar as de ouro.

No momento em que pousou os olhos no meu dinheiro, Harry desejou arduamente que Krum pegasse o pomo antes que eu recebesse mais sicles – éramos um pouco (muito) competitivos, principalmente se tratando de apostas, e agora sabemos a quem puxamos. Chegou a gritar vai Krum! em incentivo, mas lamentou não saber falar búlgaro. Esfreguei a mão em seu ombro solidária – mas rindo loucamente – quando a Irlanda fez outro gol e eu ganhei mais sessenta sicles. Poderia comprar muitos doces em Hogsmeade.

Os minutos seguintes foram indistintos, excluindo-se o fato que ganhei mais dez galeões - na verdade, eram cento e oitenta sicles, mas minha bolsa ficou muito pesada – até Krum apanhar o pomo. Irlanda venceu por cento e sessenta a cento e cinquenta. Nós seis seguimos para a barraca-chalé dos meus padrinhos onde passaríamos uns dias. Contei o saldo final do jogo. Dezessete galeões, que Remus insistiu em mandar para Gringotes via coruja.

Dei a bolsa e ofereci chá de menta. Eu sabia que era seu favorito, devido as muitas tardes em que fora à sua sala tomar chá no último ano letivo. Sentei-me num divã da sala de estar e cruzei as pernas no ar. Os irlandeses faziam alarde e festa. James disse que a Irlanda – apesar de ser uma das melhores seleções – não ganhava a Copa desde que ele nascera. Harry se sentou ao meu lado, apoiando minha cabeça em seu colo. Estampidos reverberavam, acompanhados de gritos eufóricos, quase ensurdecedores.

-Vai ser difícil dormir hoje – comentei, aumentando a voz para superar o barulho.

-Os irlandeses têm direito a um pouco de festa, não?

-NÃO SÃO OS IRLANDESES! -exclamou Lily, puxando-nos. - Peguem varinhas, celular e Capa. Procuramos vocês depois.

Peguei meu celular e a varinha. Harry nos cobriu com a Capa da Invisibilidade e seguimos bosque adentro. O barulho continuava alto e uivos se misturaram à algazarra. Lobisomens? Remus não viajaria se o ciclo estivesse próximo. Subimos em uma árvore, para ver melhor. O acampamento estava em chamas e lobos atacavam. Um grande lobo branco liderava o grupo, mas nenhum mordia, apenas usavam as garras para ferir. Procurei o lobo castanho que era meu pai, mas não o achei. Lembrei um trecho da redação sobre lobisomens que Snape pedira, tentando desmascarar Remus.

Os lobisomens selvagens, que vivem em clãs com regras próprias, podem tomar a forma lupina quando desejarem, mas só transmitem a licantropia durante o ciclo da lua cheia. Lobisomens que vivem em sociedades humanas seguindo as mesmas leis que os bruxos são totalmente regidos pela lua, podendo transformar-se e infectar outros apenas quando a lua estiver cheia.

Em parte, os lobos no acampamento eram inofensivos, descontando o fato que podiam matar com as unhas.

-Morsmordre! - enunciou alguém, conjurando uma forma verde no céu.

Era uma caveira, com uma cobra saindo da boca.

-Você-Sabe-Quem – disse uma voz conhecida, entrando sob a Capa - , é o símbolo dele.

-Ron! - abracei-o. - Como está o acampamento?

-Seguidores dele por toda parte, mas ninguém foi ferido por eles, deixaram o trabalho sujo para os lobos. Estão procurando algo, eu acho.

-É impressão ou tem uma cobra enorme subindo a árvore? - interrompi. Odiava cobras.

-Ella, a cobra não pode nos ver, lembra-se? - Harry tentou me acalmar.

Tentei ficar o mais imóvel possível, mas o galho partiu e caímos. Era o bastante para quebrar um osso. A Capa se embolara sobre nossas cabeças e tentamos nos libertar, mas era muito grande e grossa. Senti minha perna descoberta e não consegui movê-la, devia estar quebrada. E então, apaguei.

HARRY

Tirei a Capa da Invisibilidade por cima da cabeça e a dobrei. A serpente sumira e Eladora desmaiara, a perna esquerda quebrada e sangrando.

-Os Comensais se foram – disse Rony -, não sei se poderemos carregá-la nesse estado.

-O celular – lembrei-me, pegando o aparelho no bolso dela -, podemos ligar para os meus padrinhos, eles virão nos buscar…

-Quem conjurou a Marca Negra? - perguntou um homem rispidamente, apontando a varinha acesa na nossa direção.

-Não fomos nós! - defendeu-nos Rony, protegendo o rosto.

-Vocês foram apanhados no local do crime – retrucou o homem. - Estuporaram a menina também?

-Ela desmaiou! Tinha uma cobra e… - falei, mas perdi a linha do raciocino.

-Não fala coisa com coisa, garoto – disse uma bruxa mal-humorada. - Vamos levá-los, Bartô. Apesar de tudo, me parece pouco provável que crianças tenham conjurado a Marca Negra.

Pouco provável? Sério? Seguimos Bartô e sua amiga até o acampamento, carregando Ella com todo cuidado possível, pelos braços – a perna dela estava muito torta, não permitimos que Amelia lançasse um Levicorpus. Quando nos viram, Sirius e Remus correram para pegar a filha, suspirando aliviados. Já não havia nenhum lobisomem ou Comensal da Morte.

-Ela caiu de uma árvore – expliquei.

-Antes ou depois de conjurarem a Marca? - atacou Bartô novamente.

-Eles não conjuraram Marca nenhuma, Bartô – Remus se irritou. - São crianças, pelo amor de Deus! E o conjurador foi visto mais ao sul, onde a varinha do crime estava.

-Varinha esta, que você mesmo, Lupin, reconheceu como sendo da sua filha.

-Eladora não fez isso – Sirius quase cuspiu em Bartô. - Olhe para ela!

-A única explicação é que o conjurador roubou a varinha, conjurou a Marca Negra e fugiu, e deixou a varinha cair no percurso – disse Amelia -, já que achamos a varinha mas não o bruxo que a usou. No entanto, já que a varinha pertence à senhorita Lupin-Black, por que não estava com ela?

-Estávamos no meio da confusão quando fugimos. Eu a perdi – disse Eladora fraca, levantando-se.

-Como veem, Eladora, Harry e Ronald são inocentes – falou Arthur Weasley pela primeira vez. - Deixem-nos em paz e vão procurar quem quer que tenha feito isso.

-Obrigado Arthur – disse meu pai, sorrindo. - Vocês estão bem?

-Estamos, mas… Ella precisa ir ao hospital. Quebrou a perna

Não será preciso, Harry, interveio Remus, para o alívio de Ella, posso tratar disso em casa. Ele estendeu os braços e recolheu a menina, apoiando a perna ferida em seu ombro e murmurando que a dor passaria logo. Sirius juntou-se a eles e desapareceram no ar. O sr. Weasley agarrou Rony pelo braço e o levou para junto dos demais Weasley. Minha mãe me abraçou e perguntou se eu estava machucado. Disse que não e fomos para casa. Fui para meu quarto, sendo flanqueado por meu pai.

-Podemos conversar? - assenti. - O que aconteceu na floresta?

A pergunta era simples, mas tinha outro significado. Eu e sua mãe teremos problemas no trabalho, então explique por que você e seus amigos estavam vagando na floresta logo depois que o sinal de Voldemort surgiu no céu.

-Mamãe mandou que nos escondêssemos. Caímos de uma árvore, Ella desmaiou, Bartô e Amelia apareceram. Eu juro que é só isso, pai.

-Acredito em você, filho. Só quero ter certeza dos fatos quando as investigações começarem, já que Eladora é a primeira suspeita – franzi a testa. - Não me olhe assim! A varinha era dela.

-Eu sei – disse, resignado. - Ela não vai ser imputada, vai? É inocente.

-Faremos de tudo para que não, mas será difícil argumentar se Crouch e Bones estiverem convencidos que a culpa é dela.

-Dinheiro! - atalhei. - Os pais dela têm dinheiro para subornar os auditores, assim eles aceitarão a verdade.

-Esse será nosso último recurso – James se levantou.

-Mas é um recurso – falei, enquanto ele saia, rindo.

JAMES

-Você não acredita no que Harry propôs, Subornar os auditores para liberarem Eladora.

Lily riu, ajeitando a camisola e deitando na cama. Ele puxou a nós. Amigo fiel até a raiz dos cabelos. Dificilmente Eladora será punida. Tem quatorze anos, não tem poder e conhecimento o bastante para conjurar a Marca.

-Eu não sei – disse absorto, tirando a camisa. - Remus com certeza tem o conhecimento e Sirius, o poder. Se esqueceu que a família dele é toda ligada às Artes das Trevas?

-James Potter! Você não está desconfiando do seu melhor amigo, está? - Lily ergueu a sobrancelha, de forma autoritária. Não a via fazer isso desde Hogwarts.

-Claro que não, estava só brincando… - dei um beijo nos lábios finos de minha esposa.

Ela sorriu e me puxou para si pela cintura. Tirei seus cabelos ruivos do rosto e espalhei selinhos por todo seu rosto. Ela continuou me abraçando firme com as pernas, enquanto corria os dedos por meus cabelos, bagunçando-os.

-Hey! - ela protestou, rindo baixinho. - Nosso filho está no quarto ao lado.

-E daí? Talvez ele queira um irmão ou irmã.

-James – pude ver que ela se controlou para não me bater -, já falamos sobre isso. Um é o bastante.

Dei uma gargalhada muda. Por mais que Lily amasse Harry incondicionalmente, quando ele nasceu, combinamos que não teríamos outro filho, ela até fez uma cirurgia trouxa. Tudo bem, então, suspirei. Sem um novo Potter até que Harry tenha filhos.



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