História Marcadas pelo destino - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Família, Romance
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Palavras 1.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Marcadas pelo destino - Capítulo 2 - Capítulo 1

MIKAELA PRESCOTT

 

"Pássaros voando alto, você sabe como me sinto

Sol no céu, você sabe como me sinto

Brisa passando, você sabe como me sinto

É um novo amanhecer

É um novo dia

É uma nova vida

Para mim

E estou me sentindo bem

Peixe no mar, você sabe como me sinto

Rio correndo livre, você sabe como me sinto

Flores nas árvores, você sabe como me sinto

É um novo amanhecer

É um novo dia

É uma nova vida

Para mim

E estou me sentindo bem

E estou me sentindo bem"

(Feeling good - Avicii)

 

A música parecia ressoar por todo o espaço, mas na verdade era apenas eu concentrada na mesma em meus headphones, já era a segunda vez que a música repetia e provavelmente seria muito mais. Enquanto todos ao redor conversavam, comiam ou qualquer outra coisa, eu estava escondida dos meus amigos para poder terminar o desenho que começara na tarde anterior enquanto ouvia a mesma música, o mais engraçado era que havia um milhão de possibilidades para desenhar, porém escolhi a única coisa que não se encaixava nessas possibilidades. Enquanto pensava no que desenhar, observei meu reflexo no espelho, os cabelos amarrados em um coque mal feito, o headphone, e principalmente minha expressão, eu estava curtindo a música mas nada em mim transmitia isso e eu só cheguei nessa conclusão ao me observar e foi ai que surgiu uma ideia.

 

Imaginei-me caminhando pela rua, assim como a pessoa na minha frente, com uma diferença: ela usava um headphone, naquele momento era tudo que eu sabia, ela estava de costas, tudo que podia fazer era imaginar, sua expressão, a música, porém eu nunca saberia se minhas divagações estavam corretas, porque ela nunca virou. E foi isso que desenhei: uma garota com grandes headphones, cabelo amarrado e de costas para o expectador, que ficaria sempre com a curiosidade de saber mais sobre tal pessoa.

 

– Uau! Está muito realístico – o garoto puxou rapidamente sem me dar chances de reagir

 

– EVAN! Me devolve – gritei e tentei, sem sucesso, pegar o desenho de volta

 

– Pra que? Pra você guardar dentro de uma caixinha e nunca deixar o mundo saber de seus brilhantes dons?

 

Parei por um momento buscando uma boa resposta, mas eu não tinha. Por alguma razão achava que não era boa o suficiente e que se alguém visse meus desenhos iria rir, mas ali estava Evan me provando o contrário, mas mesmo assim não permitia que outras pessoas vissem aquilo, não como Mikaela.

 

– Olha você sabe que não gosto de sair mostrando para as pessoas ok? Ao menos não como "eu". – disse o final quase num sussurro, mesmo assim ele ainda escutou

 

– Ah qual é Mika, é ridículo se esconder sobre um pseudônimo, você é fantástica e deveria deixar as pessoas verem isso.

 

– Eu só... só não é hora certa – disse sem graça

 

– E quando vai ser? No próximo século? – ele quase gritou e percebi sua frustração em me convencer de parar de usar meu pseudônimo.

 

– Olha eu prometo que em pouco tempo eu vou fazer isso, tá legal – tentei sorrir e passar confiança, mas ele não pareceu acreditar

 

– Achei você! Olha só que desenho lindo! Ah droga ela já assinou como Little Bird – ela disse também frustrada e me olhou, e aquilo era pior que um sermão vindo de Deborah Carter o que me fez sentir como uma criancinha que os pais estavam desapontados por ter aprontado novamente.

 

– Qual é o problema de vocês? Na hora que eu achar que mais alguém pode saber que eu desenho, EU vou falar. Não quando vocês ou meus pais ou minha irmã quiserem – sentia meu coração quase saindo pela boca e uma raiva crescendo dentro de mim, então simplesmente sai marchando em direção à minha próxima aula.

 

Eles me seguiram e me obrigaram a parar, ambos se desculpando e fazendo piadas, fui me acalmando e por fim já estava rindo com eles. Nunca conseguiria ficar com raiva desses dois, isso era certo!

 

– Animada com o natal?

 

– Ainda preciso responder? – era impressionante como eles gostavam de me perturbar com esse assunto.

 

*****

 

Noite de natal e estávamos todos reunidos mais uma vez no rancho do nosso avô e como esse ano os netos teriam o direito de escolher as musicas, havia uma playlist que variava entre todos os ritmos o que irritava um pouco o vovô John - o pai do meu pai, vovó Hannah morreu tem quase 10 anos e foi graças à ela que parte da família tem cabelos ruivos. O espaço estava todo iluminado com pisca-piscas, o que dava um ar super legal por sinal.

 

Apesar das boas condições, dificilmente as festas de natal eram chiques, normalmente com um ar bem casual, onde reuniam todas as mesas formando uma bem grande, comportando a todos. Além disso os pisca-piscas se estendiam a uma grande árvore, onde ficavam todos os presentes.

 

Após a troca de presentes, resolvi ir até o quarto para guardar os meus presentes e é claro como a desastrada que sempre fui tinha que me esbarrar em alguém.

 

– Merda! Olha eu sinto mui... – desisti de me desculpar assim que vi que era Victoria

 

– Droga!! Você me sujou! Será que dá pra olhar por onde anda? – definitivamente não era a voz de Victoria mas sim de Cecília, só podem estar brincando comigo! De todas as pessoas nesse lugar eu tinha que esbarrar justo nessas duas? Logo em seguida Vic olhou pro chão arregalando os olhos e assim que olhei na mesma direção comecei a me xingar internamente.

 

– Isso é uma vingança né! Com certeza, você ainda tem remorso pelo que aconteceu quando éramos crianças e agora foi o momento perfeito.

 

– Ta brincando garota? Eu nem vi você ai, por que acha que eu me esbarrei? Se soubesse que estava ai, tinha passado bem longe

 

– Faça-me o favor! Sei muito bem que fez isso intencionalmente

 

– Quer saber, olha eu compro um novo ok! E quanto a Cecília, se você quiser eu mesma tiro a porcaria da mancha!

 

– Ah não! Você não vai se livrar assim tão fácil! – ela deu um sorriso maligno que me fez sentir um calafrio na minha espinha

 

– É verdade, nunca pensei que fosse concordar com ela! Mas tenho certeza que isso não foi coincidência, está muito bom pra ser verdade – que ótimo! Agora elas resolveram se unir.

 

– Vamos Mikaela, fale a verdade! Ou você vai se arrepender – vi quando ela olhou para as coisas em minha mão e sabia exatamente para o que ela estava olhando, todos viram quando fiquei toda feliz quando papai me deu um estojo imenso cheio de lápis de cor e lápis para desenhar

 

– Olha aqui, eu não fiz por querer e não vou falar o contrário só porque você quer!

 

– É mesmo? – rapidamente ela puxou o estojo que estava por cima da pequena pilha de presentes e como segurava outras coisas não tinha como pegar de volta

 

– Me devolva isso!

 

– Ah não! Vamos ver que coisas tão interessantes estão aqui... Olha só, estou vendo que você só tem tamanho né coleguinha, quer dizer você cresceu um pouquinho mas ainda está baixinha, porém não deixou de ser criança, ainda adora pegar livros para colorir não é mesmo! – ela começou a rir e algumas das pessoas por perto acabaram rindo também. Ela puxou um dos lápis e fez um pouco de pressão tentando quebra-lo, mas por sorte Thomas chegou lhe impedindo.

 

– Já chega Vic, ela já disse que não foi porque quis, isso é suficiente!

 

– Qual é Tom, estava só me divertindo – ela falou de forma manhosa mas ele não deu muita moral

 

– A diversão acabou! Aqui Mika! – assim que ele me devolveu o estojo sai em direção à casa indo para meu quarto me trancando, pronta para utilizar meus queridos lápis.

 

11 anos antes

 

Todo ano no natal a família Prescott se reunia e naquele ano não poderia ser diferente. Os presentes já haviam sido trocados e as crianças todas estavam felizes por seus devidos presentes e como sempre haviam três garotinhas de cabelos cor de fogo brigando, mas todos afirmavam que ela seria apenas uma fase e logo elas seriam grandes amigas, mas não depois daquela noite...

 

As três garotas dormiam no mesmo quarto no rancho dos avós e estavam alegres que nem se importaram em guardar seus presentes, os deixando em cima da pequena mesinha que ficava ao lado de suas respectivas camas. Apesar de ninguém ter visto, uma das pequenas invejou o presente da garotinha mais nova, ela estava acostumada a ter o que queria e dessa vez não poderia ser diferente, e quando pediu aos pais para comprarem uma bailarina igual a da prima e eles recusaram-se ela ficou com raiva.

 

E se Victoria não poderia ter, ninguém mais poderia, assim que todos foram dormir ela se levantou e caminhou até a mesa da cama de Cecília e o mais silenciosamente quebrou a pequena bailarina, tomando cuidado para a culpa não cair sobre si. Era impressionante como uma garota tão novinha já conseguia praticar o mal só por diversão.

 

No outro dia, assim que Cece acordou ela já foi com sua mãozinha para pegar a bailarina e não a encontrou. Tamanha foi sua surpresa ao vê-la toda quebrada no chão, logo lágrimas começaram a cair e gritos podiam ser ouvidos por toda a casa, acordando a todos, ela chamava por seus pais que logo apareceram na porta preocupados, ela logo mostrou a bailarina aos pais que ficaram embasbacados.

 

– Minha querida, tenho certeza que ela apenas caiu, ela é frágil e facilmente quebra – o pai tentava consolar a filha, mas ela estava inconsolável

 

– Mas como papai? Eu não deixei na ponta, não tem como ter caído, alguém quebrou minha "balarina"

 

– Tenho certeza que não! Deve ter apenas caído – a mãe  reforçou o que o pai afirmara

 

– Acho que alguém quebrou mesmo, olha só alguns pedaços perto da cama da Mikaela – Victoria afirmou

 

– O que? Eu não fiz nada! Eu nem mesmo gosto de bailarina

 

– Você faria isso Mikaela? – o tio perguntou

 

– É claro que não! Aposto que foi você Victoria

 

– Eu? – Ela fingiu estar chocada, mas ninguém percebeu – E por quê tem pedaços da bailarina na sua cama?

 

– Você deve ter colocado aqui!

 

– Mas eu não fiz isso

 

– É verdade! Foi você – Cecília afirmou e caminhou em direção à prima com raiva e olhou para o cordão que a mesma tinha ganhado e sem pensar o puxou com força suficiente para quebrar

 

– NÃO! Eu não fiz nada! FOI ELA QUE FEZ, VOCÊ NÃO TINHA O DIREITO DE QUEBRAR MEU CORDÃO! – as lágrimas corriam soltas pelo rosto da garota que não ficou muito tempo no quarto.

 

Ela logo contou para os pais e os tios o que havia acontecido e assim todos foram atrás para entender a história. Em pouco tempo eles descobriram a história verdadeira e mesmo com os pedidos de desculpa entre as três garotas, aquele foi o início de anos de confusão.


Notas Finais


Ai está, como prometido! Espero que gostem e por favor comentem. mudei as idades de duas delas para melhor andamento da história. E o título também, deem uma olhada ma capa, espero que gostem!


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