História Marcados pela lua - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ligados, Lua, Marcados
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Palavras 1.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Vim deixar um pesadelo para voces heuheuheuhue

Capítulo 2 - Capitulo 1


Fanfic / Fanfiction Marcados pela lua - Capítulo 2 - Capitulo 1

- O caso aconteceu em nosso primeiro contato direto, lembra John? – perguntou minha mãe, e iniciando a narrativa da caça ao Wendigo – Na Academia de Caçadores, eu e seu pai éramos bem distintos um do outro, mais com uma única coisa em comum, conhecimento, éramos os mais inteligentes da escola toda, claro que as matérias se dividiam em dois tipos, as de colegiais, que em caçadas muitas vezes ajudam, e as de caça, que é basicamente mitologias e como estripar monstros, a academia era um lugar gigantesco, nas quadras onde teoricamente teríamos aulas de educação física, tínhamos rituais para demônios, outros para vampiros e tudo mais, John e eu nos destacávamos nas nossas respectivas salas, pelas notas e qualidades excelentes, dominávamos o latim como uma segunda língua materna, então os exorcismos eram perfeitos, muitas vezes saiamos em missões com alguns professores, infelizmente nem todos voltavam vivos, um dia eu e John fomos convocados para concluir um caso de Wendigo, em uma floresta relativamente perto da escola.

Não nos conhecíamos, então não falávamos nada em nenhum momento, eu conhecia John vagamente, pois as meninas sempre suspiravam ao falar dele, e quando o vi melhor pensei “O que elas viram nele” – brincou ela piscando para meu pai e rindo, que por sua vez mostrava a língua para ela, feito uma criança birrenta – Era um dia frio, e a chuva que antecedeu a nossa caça piorava tudo, principalmente a noite, os Wendigos são parte da mitologia do povo indígena da América do Norte, os Ojíbuas.

 De acordo com a mitologia, o Wendigo é formado a partir de um humano qualquer, que passou muita fome durante um inverno rigoroso, e para se alimentar, comeu seus próprios companheiros. Após perpetuar atos canibais, acaba se tornando este monstro e ganha muitos atributos para caçar e se alimentar, tais como imitar a voz humana, escalar árvores, suportar cargas muito pesadas, e, além disso, tem uma inteligência sobre-humana. A vítima humana do espírito do wendigo, após cometer os atos de canibalismo começa a transformar-se. Os olhos ficam brancos, os dentes afiados e a pele esticam-se à volta do esqueleto do ex-humano. O Wendigo também tem a capacidade de hibernar por anos, e para suportar os invernos, estoca suas vítimas em cavernas subterrâneas onde as devora lentamente.

Então tínhamos um trabalho árduo pela frente, primeiro achar seu esconderijo, cuidar com essas habilidades da criatura, e botar literalmente fogo nela, já que esfaqueá-lo não é uma alternativa viável, já que não vai nem fazer cosquinhas, o fogo é o melhor elemento de combate. Continuando, conseguimos achar a caverna onde o Wendigo levava as vitimas, ainda tinha restos apodrecidos na entrada da caverna, o cheio pútrido e doce no ar dava ânsia, e vontade de sair correndo, mas tínhamos que continuar, a caverna era gigantesca em seu interior, e mais pedaços de carne mal devorada ainda estavam espalhadas pelo chão, o Wendigo come as vitimas ao longo dos dias, às vezes demora meses para comer tudo, John e eu nos separamos para procurar o maldito bicho, eu achei vários corpos em estado de decomposição, mas nada do Wendigo, até que ouvi um pedido de socorro de uma das vitimas, a cena em si era terrível, metade do seu corpo havia sido devorada, e ela estava debaixo de vários outros corpos, eu perdi um pedaço do meu coração ali, era um menino pequenino, não teria mais do que 8 anos, ele suplicava por ajuda, o sangue ainda escorria de todo a região abaixo da cintura, era um milagre que ele estivesse vivo, mas milagre ou não ele não aguentaria muito mais, eu precisei acabar com o sofrimento daquele anjo, cantei uma canção que minha mãe cantava para mim, se chamava Hey Jude, a minha voz saia quebrada e chorosa, mas o sorriso leve do menino me deu coragem, seus olhinhos suplicavam para que acabasse aquilo tudo, engatilhei a arma e cantarolando, afaguei os cabelos dele, e em um soluço contido disparei, até hoje seus olhos e sua suplica não saem do meu pensamento, o nome do menino era Miguel, logo ouvi um grito de John, sai correndo em disparada, ainda chorando, mas não era John, era Ele, com uma raiva que me cegava eu disparei varias vezes, mas apenas balas de escopetas faziam algum efeito, diminuía a sua velocidade, porém eu só tinha uma beretta, John ouviu os disparos e correu até nós, descarreguei a arma nele, apenas para distrai-los, enquanto John jogava gasolina e fogo nele, eu ainda estava abalada por aquele menino, então ele enfiou minha cabeça em seu peito, e ficava dizendo que tudo estava bem, e que já tinha acabado, acho que a partir dai nos tornamos próximos, ele havia virado meu melhor amigo, e depois meu marido – terminou mamãe sorrindo em meio as lagrimas.

- Onww que historia mais linda – disse Maya.

- Vai ficar tudo bem – disse meu pai afagando os cabelos de minha mãe.

- Então meu nome é Miguel por causa do menino? – perguntei.

- Sim.

- Obrigado mamãe, é nobre da sua parte – falei abraçando-a apertado.

- Vocês caçaram sempre juntos? – perguntou Yian.

- Depois daquele dia sim – disse meu pai – Lídia e eu nos tornamos parceiros de combate, e anos depois de vida também.

- Contem mais historias sobre suas caçadas, e sobre as mitologias – pedi animado – Eu nunca soube dessa parte então eu gostaria de saber.

- Contaremos, mas primeiro a comida já esta esfriando – falou ela.

Apesar de toda carne podre da historia, comemos vorazmente para ouvir as historias dos meus pais, papai pegou uma espécie de diário, e vários livros de mitologias.

- Vamos começar pelo dia que te achamos, a nossa ultima caçada – disse papai.

Sentamos todos no chão em uma roda, feito uma roda de historias, a cada palavra proferida a vontade de ser caçador aumentava, claro que minha espécie, a de Yian e Maya também era caçada, mas eu caçaria apenas os que fizessem vitimas humanas e sobrenaturais, eu tinha certeza que haviam pessoas boas em cada grupo.

- Me ensinem tudo? Eu quero ser um caçador – falei – Vai ajudar na minha missão.

- Ótimo – disse meu pai jogando os livros em mim – Começa estudando garoto.

- Certo.


Notas Finais


desculpem a demora pessoas, ta corrido de mais por aqui


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