História Marcados pelo fogo - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Itachi Uchiha, Kiba Inuzuka, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Abo, Drama, Lemon, Narusasu, Naruto, Romance, Sasuke, Sasunaru, Yaoi
Exibições 524
Palavras 3.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, eu preciso pedir um suuuuuuper desculpas para 65 pessoas, nesse momento, no mínimo. Para todos vocês que acompanham a fic, acho que devo uma explicação. Bem, minha escola entrou na quarta unidade há aproximadamente um mês, e há algumas semana começamos os ritmos de testes (4 por semana), por isso quase não tive tempo para escrever. Esse fim de semana eu deveria estar estudando, pois as provas começam quarta (e será uma atrás da outra). Mas como eu vou sumir 2 semanas (provas) e mais um fim de semana (ENEM) fiz um esforço para escrever um capítulo de cada fic.
Então, me desculpem, 65 leitores que favoritaram e que eu me desculpe também, pois tive de abrir mão de um dos meus hábitos que mais me dá prazer, que é escrever. Bem, fiquem com o capítulo, espero que gostem.

Capítulo 4 - Nem sempre se dança de pé (Lemon)


Por: Naruto

Ele tinha a mesma altura que eu e era prazeroso sentir sua língua passeando em meu pescoço com tom brincalhão, entretanto quando o ouvi falar minha mente se apagou.

_ Seu nome, ômega!

Qual era mesmo meu nome? E por que eu estava tão indefeso para alguém que eu não conhecia? Não pude conceber respostas lógicas para nenhuma das duas perguntas. _ Naruto. E o seu? _ Respondi num suspiro. Pela forma que ele puxava de leve meus cabelos e como sua mão havia saído de minha cintura e agora estava caminhando dentro do quimono pude perceber que era um tanto dominador.

Quanto mais tempo passava perto dele mais minha mente ficava entorpecida, nunca sentira um cheiro tão intenso quanto o que me penetrava naquele instante. _ Eu quem faço perguntas aqui! _ Respondeu-me grosseiro. _ Mas, abro uma exceção: sou Sasuke...

Fez minha cabeça abaixar e antes de eu ter tempo hábil para pensar em responder algo estava simplesmente consentindo com o homem invadindo minha boca. Ele havia bebido e sua boca tinha gosto de vinho tinto. Sua língua era tão invasiva e intrépida quanto o dono, mas decidi entregar-me aos instintos e simplesmente concordei com o beijo aprofundando-o. Movi uma de minhas mãos até seu ombro e a outra para sua nuca.

Seus cabelos negros caíam quase e pareciam fios de seda negra. Sua mão deslizava pelo meu busto curiosamente e logo voltou à frente do meu quimono desfazendo o nó do mesmo e deixando-o cair e meu abdômen à mostra. _ Seu cheiro… _ Ele tentou articular enquanto separava nossos lábios, mas não conseguiu terminar o pensamento.

Provavelmente ele não era tão doce, pois parecia tentar se controlar. Mas seus movimentos eram rápidos e ágeis e ele parecia no intuito não só de agradar-se, mas também de agradar-me, pois ao separar de mim virou seu corpo levando-me consigo e jogou-me na cama. Soltei o ar dos pulmões com o tombo, mesmo que em superfície macia. Percebi ele subindo no leito de quatro até ficar sobre meu corpo com um olhar faminto.

Suas mãos voltaram a alisar minha pele descoberta e ele me olhou profundamente procurando um consentimento. O encorajei, ou pensei tê-lo, pois assim que trocamos os olhares ele desceu a cabeça e começou a delicadamente lamber um de meus mamilos. Ele traçava com a língua leves círculos e depois o beijava calmamente. Respirei fundo e senti meu membro começar a endurecer e meu corpo voltar a se lubrificar, o que só intensificou quando ele levou uma de suas mãos ao outro mamilo, assim beliscando e acariciando os dois em simultâneo.

Passeou com sua língua em meu busto saindo de perto do mamilo e indo até o pescoço. Mordeu e chupou-o fortemente, porém parou em meio àquilo para levantar a cabeça, lamber meus lábios e falar:

_ Chega a ser um pecado marcar essa pele tão linda!

_ Espero que saiba que já marcou. _ Respondi sacana em meio a um arfar provocado por um leve beliscão no meu mamilo.

_ É que eu realmente sou um pecador. _ Respondeu-me mordendo os lábios que lambera havia pouco e investindo em um beijo, como se já tivesse planejado aquele diálogo.

Tão sincronizadas estavam nossas línguas que quase dançaram ao som de uma melodia de ruídos necessitados e desejosos. Ele segurou meu queixo com a mão que pouco atrás me acariciava e se afastou um pouco com um sorriso de canto sedutor e pervertido. Sempre que se afastava ele parecia me comer com os olhos, como se quisesse vasculhar cada canto de meu corpo. Já estava rendido, cada vez mais me sentia submerso naquele mundo pessoal que surgia quando os nossos olhares tangiam-se.

Seu olhar voraz me deixava cada vez mais excitado e meus gemidos mais altos à medida que sentia sua boca voltar a meu busto e começar a descer. Ele voltou para meu mamilo e deu lá mordida forte que embora um pouco dolorosa rendeu-me ainda mais prazer e um suspiro intenso e lascivo.

Continuou seu caminho inexoravelmente até meu abdômen e com os olhos voltados para o meu rosto delineou cada gomo com a língua enquanto me molhava. Sua saliva em meu corpo refrescava-me, mas rapidamente evaporava com o calor que emanava em ondas de mim, eu sempre fora quente e isso não se desmentia naquele momento.

Pensei que ele ia parar para brincar naquela área, mas vi seu rosto continuar a se afastar do meu até chegar ao cinto de tecido que prendia o quimono a minha cintura. Ele o desamarrou habilmente com a boca e puxou a minha roupa para fora deixando a peça íntima à mostra e esta era basicamente um pano fino. Brincou olhando para cima e levantando a cabeça enquanto uma de suas mãos pousava em meu membro e começava a, por sobre o pano, estimulá-lo com movimentos de vai e vem. Sorriu mais uma vez sacana e de canto para mim.

Seus dedos envolviam a extensão enquanto ele pressionava o membro num ritmo lento e pouco prazeroso. Olhei para baixo e suspirei tentando o sensibilizar. Já estava completamente rijo e se auto-lubrificava, assim como minha entrada. Eu me sentia molhado e incontrolavelmente quente e ele parecia se divertir com a situação e pouco a pouco a intensificava.

Abaixou um pouco a cabeça e levei minhas mãos ao seu cabelo o pressionando de leve em direção a meu membro. Ele não relutou muito, acariciando-o com sua língua – ele parecia gostar bastante de usá-la. Logo ele tirou o pano que o circundava e segurou-o com uma mão me masturbando rápida e intensamente até que decidiu, de repente, que já era o suficiente e abocanhou meu membro de vez.

Senti-o pôr-me completamente em sua boca quase chegando a tocar sua garganta e retesei num gemido intenso e desesperado apertando minhas mãos fortemente contra o lençol e puxando seus cabelos. Ele começou a subir lentamente pela minha extensão e usando sua língua contra o membro até chegar à glande.  Chupou-a individualmente e depois distribuiu lambidas pela mesma. Eu gemia cada vez mais alto e me sentia cada vez mais lubrificado e molhado. Sentia meu prazer chegar a níveis quase inimagináveis com seu trabalho e ele continuava a me estimular sem parecer se importar.

Sua atenção ainda estava em meu membro. O delineando com lambidas e vez ou outra chupando a glande, mas, mais uma vez, ele começou a pôr-me por inteiro em sua boca e, enquanto eu me deliciava com sua língua me fazendo sentir sugado, senti dois de seus dedos deslizarem de vez para dentro de mim.

Arqueei minha coluna me propulsionando para dentro de sua boca enquanto minhas mãos afundaram-se ainda mais em seu cabelo e o puxou em meio a um gemido longo e indecente mesmo. A dor se misturava ao prazer formando um só sentimento inseparável.  Era impossível distinguir onde um começava e outro terminava, era apenas um.

Era de certo modo estranho sentir algo em meu interior, mas, em definitivo, bom. Seus dedos se moviam para fora e para dentro em compasso perfeito com sua boca que continuava em meu membro. Sentia-me absorto em prazer, como se minha própria alma abdicasse do entendimento e de meu corpo e os entregassem nas mãos do alfa.

Seus dedos pareciam ir cada vez mais fundo em mim e gemi alto quando me senti perto de vir na sua boca e puxei seus cabelos ainda mais fortemente tentando avisá-lo. Ele apenas sorriu canto – ou esboçou o que deveria ser um se ele não estivesse com meu membro em sua boca – e continuou a me estimular.

Propulsionei minha virilha para frente inconscientemente atingindo pelo prazer e êxtase quando vim. Ele continuou com a boca em meu membro e percebi uma rápida engasgada com a quantidade de sêmen derramada. Ele deixou a maior parte cair de sua boca e melar minha pele com o líquido viscoso e esbranquiçado.

Engoliu o que restara sonoramente e limpou a boca com o antebraço e sorriu de canto, outra vez. Aquele jeito de sorrir o deixava extremamente lindo de algum modo, como se ele estivesse rindo de uma piada que só ele soubesse e todo o mundo estivesse alheio e o gesto com o antebraço só completava a figura. Seu cheiro forte e dominador de café torrado parecia me invadir, e já nem sabia se aqueles pensamentos eram realmente meus.

Ele passou os dedos em minha virilha de modo a deixa-los molhados com meu próprio líquido e os levou a frente de minha boca. Investiu sobre meus lábios e, por conseguinte, seus dedos e o gosto salgado de esperma dominou o doce da saliva. Era quase agridoce, tanto quanto aquela relação estranha entre nós dois: apenas regida pelo instinto, mas de algum modo, e em algum nível, apaixonada.

Meu corpo estava por inteiro quente, assim como o ambiente. Eu suava um pouco, mas, sobre minha pele, repousava uma fina camada de suor. Senti sua mão limpar minha testa e aproveitar para delicadamente acariciar meu rosto, um gesto que não condizia com a sede de sua boca que encerrou o beijo com uma forte mordida em meu lábio inferior que o fez quase sangrar.

_ Quero você para mim, ômega! _ Ele falou entorpecido e rouco. _ Apenas para mim!

Levou o rosto ao meu pescoço mordendo-o despreocupadamente e arrastando os dentes e língua por toda extensão do mesmo. Senti os dedos de sua mão livre voltarem a me estimular e a outra, que até pouco tempo estava sobre meu pescoço, foi até o nó do singelo cordão que segurava sua calça.

Mesmo sob aquele pano, era possível ver certo volume delineado, mas, quando o nó soltou-se e ele moveu a perna habilmente para tirar a calça, foi possível notar seu comprimento que, diga-se de passagem, era bastante avantajado. Uma pontada muito pequena de receio estrelou em meio ao prazer, mas tão rápido quanto veio, fora suprimida pelo beijo que vinha do percurso percorrido pelos dentes de Sasuke e pelos seus dedos que alcançaram tão fundo que chegaram ao meu ponto.

Uma onda de prazer tão profunda e violenta atingiu-me que por meio segundo era incapaz mesmo de segurar-me, assim, cai completamente na cama com a coluna meio arqueada, interrompendo o beijo. Ele se levantou e saiu de perto de mim, mas também segurou meu braço e puxou para seu colo fazendo com que eu o beijasse.

Senti seu membro deslizar já duro em minha coxa e ele falou baixinho depois de morder meu lábio:

_ Sua vez de brincar.

Talvez não significasse nada, mas interpretei como bem quis. Afastei-me de seu colo e, com um beijo comecei a descer pelo seu corpo com muitos outros leves beijos até passar pelo seu abdômen e virilha. O último beijo que dei foi em seu membro ainda coberto por um pano leve.

Devagar comecei a tirar sua roupa íntima e observei-o já rijo antes de pôr minha mão sobre ele e começar a masturbar rapidamente o membro. O ritmo que imprimia era extremamente prazeroso, mas o faria vir rápido. Eu sabia disso e queria saber o tanto que ele aceitaria, mas aparentemente meu alfa era impaciente e pouco depois de dois ou três suspiros ele ordenou:

_ Com a boca!

Ri de seu comentário, mas não abneguei. Toquei meus lábios em sua glande já meio molhada de forma provocativa e senti seu sabor, que apesar de também salgado parecia meio amargo. Lambi de leve o local e tranquilamente, como se tivesse todo o tempo do mundo, desci por toda a sua extensão [com a língua] e subi.

Ouvi-o suspirar profundamente com prazer, mas, apenas quando pus seu membro dentro de minha boca e comecei a descer, tentando mover a língua enquanto sentia seu gosto e cheiro, ele gemeu. Fora suave e rápido demais, rapidamente recaindo num suspiro, mas fora. Seu membro era grande demais para minha boca e quase engasguei ao tentar tê-lo de vez nela.

Subi a extensão e tirei-o para respirar tranquilamente e recomeçar o processo. Depois de três vezes e densos suspiros senti as mãos dele agarrando-se ao meu cabelo e imprimindo-me o ritmo para que eu o estimulasse. Ele exigiu que eu fosse rápido sem palavras e, quando perdi o fôlego, percebeu e me soltou.

Masturbei-o enquanto recuperava o fogo tão rápido quanto pude e logo voltei ao ritmo. Meu corpo esquentava, minha boca salivava mais e mais. O membro dele também se lubrificava muito e o meu latejava, assim como minha entrada de tão excitado que estava. Ele fechou os olhos e deixou-se gemer com uma voz rouca e preguiçosamente entregue ao prazer enquanto minha boca era preenchida por seu gosto salgado e meio amargo.

Ele despejou-se demais na minha boca e deixei muito cair em sua virilha e membro que ficara ainda mais melado, ainda assim engoli uma quantidade que pensei ser grande. Os cios provocavam costumeiramente esse tipo de ‘excesso de sêmen’, mas nele este efeito parecia ainda mais intenso. Com as mãos em meus cabelos novamente puxou-me até ficarmos face a face e mais uma vez fez que nossas línguas dançassem mediante o gosto exótico. Ele mordeu meu lábio outra vez e senti-me ainda mais quente. Abraçou-me e deitou-se me deixando por cima e mais uma vez levando sua mão a minha entrada que também se lubrificava, mas antes pegando um pouco de seu sêmen com os dedos.

Ele enfiara três dedos e a dor havia quase sumido, restando um prazer sublime que fez-me gemer. Suspirei e encostei meu rosto em seu ombro o mordendo forte. Eu o queria dentro de mim, mas a manutenção do ritmo lento sugeria que não estava nos planos dele. Apenas sugeria, pois ele murmurou em meu ouvido com voz rouca:

_ Vai precisar me dizer o que quer, Ômega!

_ Você sabe.

_ Eu? _ Perguntou intensificando o ritmo e fazendo-me gemer novamente. _ Talvez saiba, mas quero ouvir de você.

_ Cachorro... _ Resmunguei raivoso, mas eu já não tinha orgulho. _ Quero você em mim! Seja rápido!

Ele riu sadicamente. _ Nesse caso... fique a vontade para conduzir... _ Ele retirou seus dedos de mim e os repousou na cama. Eu estava deitado sobre seu corpo e ele parou de tocar-me.

_ Oi? _ Perguntei confuso.

_ Se me quer dentro, pode cavalgar. _ Ele disse sacana. _ Eu deixo...

Ele parecia se divertir com a situação, mas eu me sentia demasiado excitado para retrucar qualquer coisa. Meu corpo verdadeiramente clamava pelo dele. O suor de minha pele, minha respiração ofegantes, meus olhares entorpecidos, tudo o revelava aquilo.

Apoiei-me em seu com as minhas mãos e ergui minha coluna ficando sentado em seu colo. A pele nua de sua virilha sobre mim estava quente e eu senti seu membro deslizar minha entrada, mas mantive contato visual com ele. Joguei uma de minhas mãos para trás e pressionei-o contra meu mim. Ele também latejava e por mais que quisesse provocá-lo faltavam forças para resistir ao clamor por prazer que meu próprio corpo pronunciava.

Suspirei de leve sentindo o ar começar a secar a fina cama de suor, fechei os olhos e propulsionei meu próprio corpo para cima. Posicionei, às cegas, seu membro e senti suas mãos irem à minha cintura e segurarem de modo firme.

Pouco a pouco o senti penetrar-me. Não doeu no começo, provavelmente por ele ter me preparado fazendo meu corpo ser invadido pelo prazer, mas logo comecei a retesar minha face com a dor que emergira. Voltara a não saber diferenciar dor de prazer e aquilo me deixava maravilhado. Gemidos e suspiros suaves entrecortados por ruídos bruscos de dor cruzaram o quarto.

Segurei a respiração, desci mais um pouco e soltei-a. Ele impulsionava-me para baixo com as mãos pesadas e quando senti meus glúteos baterem em sua virilha suspirei e gemi por tê-lo completamente em mim. Em simultâneo ele deixou um escapar um gemido tão satisfeito quanto, ou mais que, o meu.

Abri os olhos e vi aquelas contas de ônix vasculhando todas as minhas curvas. Eu pus de volta a mão em seu peito e com um aceno de cabeça e um impulso inicial dado pelas mãos dele comecei a subir e, depois, mais uma vez a descer.

Um ritmo lento e calmo, como se ele esperasse que eu me acostumasse. Mal sabia que aquela mistura de dor e prazer me deixava excitado. Meu corpo clamava por mais, e minha pele voltou a suar com o calor que me percorria ao senti-lo tão fundo e perto.

Ele aumentou o ritmo à sua vontade deixando-o cada vez mais intenso e as estocadas mais profundas. Eu joguei minha cabeça para traz e gemi indecentemente enquanto o deixava conduzir minha cintura para um ritmo muito rápido. Sentia ele muito fundo, e quanto mais sentia, mais queria sentir. Era quase viciante o cheiro, o corpo, o alfa.

Ele pausou de repente o movimento com as mãos e me fez deitar nele novamente com o próprio ainda dentro de mim. Ele beijou meu rosto, mordeu suavemente meu pescoço e, pouco depois, o deu um chupão no mesmo bastante violento.

Mais uma vez arrebatou meus lábios e, enquanto me beijava, fez-me erguer o quadril com uma mão e saiu de mim. Gemi em meio ao beijo, mas ele não me deixou interrompê-lo. Terminou um beijo dessa vez mordendo violentamente o lábio superior. _ Vou te ensinar como se conduz algo! _ Falou rouco.

Ele segurou meus braços e inverteu as posições ficando por cima com uma perna em cada lado do corpo, mas logo se afastou de mim. Sem pedir permissão ou esperar licença ele simplesmente levantou minhas pernas e pôs cada uma apoiada num ombro. Uma de suas mãos apoiara-se em meu abdômen e, a outra, posicionou o membro em minha entrada.

Quando esperei ele entrar lentamente senti apenas uma estocada repentina e soltei um grito abafado por sua boca que viera de encontro a minha e um ritmo rápido e fundo de estocadas. Minhas pernas muito próximas do abdômen que revelavam uma flexibilidade de minha parte que eu mesmo não sabia ter.

Ele investia profundamente e aquilo me fazia interromper o beijo para gemer enquanto ele mordia meus lábios ou eu os dele. Afastou-se um pouco de minha face e o prazer cada vez que ele saía e retornava parecia me corroer por completo. Cada vez mais incontrolada e inconscientemente movia meus quadris em sincronia com os dele o fazendo ir ainda mais fundo. Gemia, suspirava e chamei seu nome baixinho uma ou duas vezes, mas não sabia dizer se ele ouvira aquilo.

Ele parecia um pouco perdido em seu próprio mundo. Suspirava de forma indecente e sua pele alva recoberta de suor reluzia suavemente, o que combinava muito com seus cabelos e olhos.  Até que ele atingiu minha próstata e, ao ver minhas mãos agarrarem as cobertas e minha coluna arquear, emitiu um sorriso satisfeito, parando o movimento.

Agilmente, tirou minhas pernas de seu ombro e ele de dentro, puxando-me pelos braços. Ele e eu ficamos de joelho, de frente um para o outro e pude perceber que nossa altura não era tão diferenciada. Ele me deu um selinho breve e logo, com mão firmes, virou-me. Eu ainda estava de joelhos, mas agora de costas para ele e uma simples ordem foi o que pronunciou:

_ De quatro.

Ele parecia outra pessoa. Preocupado consigo, sua paciência e romantismo inicial haviam se perdido [ou esgotado] e restara agora o mesmo que havia quando aquilo começara: desejo.

Sem pensar ou retesar muito apenas joguei meu busto para frente ficando de quatro e empinando de leve minha entrada para ele. Outra vez, sem aviso ou preparação, ele entrou em mim de vez. E, dessa vez, sem seus lábios para abafar o grito, ele ecoou.

Senti Sasuke inclinar seu corpo sobre o meu e murmurar no meu ouvido:

_ Quero você só para mim. E eu sempre consigo o que quero.

Sem me dar tempo para responder ele ergueu a coluna e começou a estocar em mim. Eu latejava em torno dele e meu membro também o fazia. Levei minha mão a ele e masturbei-me enquanto sentia-o ir e vir, mas ele afastou minha mão quando percebeu e apenas falou um breve “Não”.

Toda sua extensão entrava e saía de mim em questão de frações de segundo e aquilo me fazia sentir a tal sensação prazerosa e dolorosa de ser dividido e sentir-se um só. Ele achou mais uma vez minha próstata e insistiu em acertá-la várias vezes seguidas.

Eu arqueava minha coluna, apertava mais os nós dos dedos a cada instante e gemia completamente aprazido. Até sentir sua mão segurar meus braços e me puxar para que eu ficasse de joelhos. Senti sua língua em meu pescoço perigosamente e ele continuou a estocar. A mudança de posição não o fizera perder a próstata e ele continuou estocando na própria. Eu derramei-me uma vez e vi minha semente “voar” um pouco até cair sobre a cama, mas ele continuara a estocar e segurar meus braços fazendo a sensação de prazer mais intensa e inexplicável do que parecia possível.

De repente senti ao mesmo tempo ele começar a se derramar em mim, mais uma vez eu derramar-me e seus dentes se cravando em meu pescoço. Doeu de início, mas logo uma sensação meio anestésica conferida pela saliva do alfa fizera a dor passar. Ele havia me marcado? Bastardo.

Mas eu não conseguia raciocinar porque exatamente aquilo era ruim. Queria apenas dormir. E foi só nisso que consegui pensar quando ouvi sua voz mais rouca e confiante que antes:

_ Quero dormir com você, Naruto! _ Falou e alisou meu cabelo. Ele saiu de mim e pude sentir seu sêmen escorrer pela minha perna.

Virei meu rosto para traz e o beijei. Não iria conseguir mais fazer qualquer coisa. Levei a mão ao pescoço, mas rapidamente o vi enfaixar o local com a boca ainda meio avermelhada de sangue. Cai na cama e meu corpo entregou-se ao sono.


Notas Finais


Bom, uma amiga que leu o lemon me disse que não fazia sentido ele ser tão controlado, sendo que eu dei indícios que o cio seria completamente loucão (Yah). Enfim, vou citar três bons argumentos que eu já tinha (e fiz propositalmente) caso alguém o questionasse:
1. No capítulo anterior não tem uma palavra sobre excitação sexual. Minha amiga citou a palavra "espasmo", então, vou deixar claro que "espasmo" é uma "contração muscular involuntária que ocorre em tecidos que obedecem ordens voluntárias".
2. O cio do Naruto não é o natural. É um cio ativado pelo instinto de fuga, e, também por tal, foi mais fácil que eles acabacem. Mesmo que o cio natural também não seja tão incontrolável, esses são ainda mais controláveis.
3. Já o Sasuke que é um cio natural... Lembram do primeiro capítulo? Quando ele diz "Se continuar passando assim seus cios vai acabar morrendo de vontade ou causando algum acidente durante um ataque, Itachi…". Enfim, ele não voou sobre o ômega do lado de fora da tenda, lembram? o cio dos alfas, em geral, e de alguns ômegas só se torna incontrolável no 2º ou 3º dia de privação de sexo, se o cio não for satisfeito.
Enfim... é isso. Além do mais, não faz meu estilo escrever algo muito... selvagem? Sou um autor que adora ser poético e isso vale para os meus lemons. Alguma reclamação sobre este é só comentar, tentarei melhorar. Desculpa também se eu enrolei demais, ou se eu fiz grande demais, espero que tenham gostado. Comentário e favoritos?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...