História Marcas - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Matteo, Personagens Originais, Simón
Tags Gastina, Lutteo, Simbar
Exibições 173
Palavras 1.682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oieeeeeeeeeeeee genteeeeee💕
Cheguei mais cedo pra postar capítulo fresquinho pra vocês💗
Espero que gostem, pra compensar esse tem Gastinaaaaaaaaaa😍
Obrigada aos comentários e aos favoritos do capítulo anterior, vocês são incríveis😉
Bjs e até😘

Capítulo 14 - “Vai ficar tudo bem... Eu prometo”


Fanfic / Fanfiction Marcas - Capítulo 14 - “Vai ficar tudo bem... Eu prometo”

     Três meses depois...

     Fazia exatamente três meses que havia saído da casa de seus pais, ele não gostava de lembrar mas era inevitável.

     Três meses que não via sua mãe, mesmo que não quisesse admitir ele sentia falta dela, ela não era uma mãe muito presente mas sempre que preciso dava uns conselhos para ele e ficava ao seu lado, mesmo que as escondidas para seu pai não descobrir.

     Mas dessa vez ela não ficou do lado dele, nem mesmo as escondidas.

     Antes dele sair de casa, ela apenas disse que sentiria falta dele e que ligaria, mas ela não ligou, em nenhum dos dias, e muito menos nos meses que se passaram.

     Suspirou e voltou a fazer os cálculos que estavam sobre a mesa.

     Por sorte, havia conseguido um estágio em uma empresa, pra falar a verdade, uma das únicas empresas que seu pai não fez questão de manchar seu nome.

     Ele praticamente destruiu Gastón no mercado de trabalho o que só dificultava mais ainda as coisas.

     Precisava resolver a situação com o próprio pai o mais rápido possível, não podia fugir para sempre, uma hora ou outra ía ter que enfrentar.

     Seu pai estava fazendo de tudo para que ele voltasse para casa, até a casa de Thomás ele foi uma vez, na esperança de que Gastón estivesse lá.

     Mas Thomás apenas disse que não sabia onde Gastón estava, o que era uma grande mentira porque ele usava Gastón como desculpa para não sair mais da casa de Nina.

     "Nina", suspirou e sorriu ao se lembrar dela, ela estava sendo incrível, eles haviam entrado em uma rotina maravilhosamente confortável e nada entediante.

     Ele a levava no trabalho e a buscava, e quando chegavam em casa pelo fim da tarde, ela ainda preparava alguma coisa para que eles comessem, tudo ,isso sem se atrasar para a universidade, que ele fazia questão de leva-la também.

     No início não foi fácil, Gastón se sentia um inútil vivendo as custas dela, mesmo ela dizendo que ele não incomodava, ele sabia que ela estava fazendo horas extras para que pudesse sustentar tudo sozinha, quando arranjou um emprego as coisas finalmente começaram a se ajeitar, até uma cama ele comprou e colocou no quarto de hóspedes, agradecendo aos céus por não precisar mais dormir no pequeno e desconfortável sofá.

     Olhou no relógio que estava no pulso e sorriu ao constatar que faltava apenas dois minutos para o expediente acabar.

     Deixou o corpo relaxar sobre o encosto da cadeira e passou as mãos de forma cansada pelo rosto.

     Levantou-se da cadeira e pegou a blusa de frio que havia levado por conta dos dias frios de início de dezembro.

     Atravessou e trancou a porta de sua sala.

      sim, sua sala.

     se sentia orgulhoso só de pensar, seu primeiro emprego e já tinha a própria sala, ter feito faculdade de administração tinha lá suas vantagens.

     — Oi Gastón, já vai? —ouviu a voz que tanto vinha o enchendo nesses últimos meses.

     — Oi Âmbar — sorriu de forma cansada — sim, já estou indo.

     — Que bom, éh... Será que eu posso falar com você? — ela sorria marota e enrolava uma mecha de seus cabelos loiros na ponta dos dedos.

     — É claro.

     — Bom, hoje é sexta, e eu estava pensado que nós poderíamos... Sair amanhã, o que acha?

     Ele sabia que ela queria algo com ele, ela deixava muito na cara quando o chamava para sair praticamente todos os finais de semana.

     Mas Âmbar não fazia seu tipo, ela era aquele tipo de garota que só queria se divertir durante uma noite e pronto, ele não queria aquilo, ele queria algo que durasse.

     — Olha... Sabe o que é... — ver os olhos dela cheios de expectativas o deixa mal por recusar o pedido dela mais uma vez, ele não gostava de dar falsas esperanças, mas tinha entendimento que se desse mais um fora em Âmbar ela não iria chorar como acontece nos filmes, ela iria sair e se divertir, afinal, era Âmbar Smith — não vai dar, eu estou cheio de coisas para esse final de semana.

     Viu sua face se tornar sombria e ela dar um sorriso sem graça.

     — Mas é claro — deu uma última olhada nele e se retirou.

     Ele ficou lá parado por um tempo e depois decidiu que estava na hora de ir, se despediu de algumas pessoas que se encontravam no corredor fazendo planos para aquela sexta-feira e foi em direção ao estacionamento.

                                              ⚫⚫⚫

     — Então a piada é isso? — ele disse risonho enquanto fechava a porta do apartamento atrás de sí e colocava as chaves na pequena mesinha ao lado do sofá.

     — É, mas era para ser engraçada — ela se encaminhou para a cozinha para preparar algo para comerem.

     — Nina, isso não teve graça nenhuma, quem que te ensinou essa "piada"? — ele fez aspas com as mãos enquanto ria da expressão indignada dela.

     — Foi o Simón que me ensinou, e para o seu saber, eu ri muito.

     O bom humor de Gastón foi se esvaiu assim que ela falou o nome que ele tanto abominava.

     A três meses, três longos meses ele tinha ouvido o quanto "Simón é incrível", já não aguentava mais.

     Segundo ela, eles eram amigos, mas Gastón não queria saber, era possessivo e ciumento ao ponto de querer a atenção de Nina apenas para sí.

     — E é claro que você tinha que falar no Simón — ele murmurou mas ela ouviu e apenas revirou os olhos e se encaminhou até ele sorrindo.

     — Isso é ciúmes senhor Perida?

     — E se for? Não posso ter ciúmes da minha melhor amiga — ele deu ênfase no "minha" enquanto abraçava a cintura dela — afinal de contas eu cheguei primeiro.

     — Gastón, quantas vezes eu vou precisar dizer para você que eu amo você e que você tem um lugar especial no meu coração, um lugar só pra você — ela passou as mãos pelo rosto dele de forma carinhosa e ele apenas fechou os olhos e inclinou a cabeça para mais perto dela  aproveitando do carinho.

     — Eu amo você — ele sussurrou ainda de olhos fechados.

     — Eu também te amo — sentiu o hálito fresco de hortelã dela chegar até ele junto ao gostoso aroma que ela tinha.

      Resolveu abrir os olhos, eles estavam tão próximos que as pontas dos narizes estavam quase se tocando.

     Olhou nos olhos dela e ali viu as mais lindas orbes que poderiam existir.

     Levantou umas das mãos e passou pelo rosto dela, escorregando os dedos pela boca da garota em sua frente.

     Que mal teria? Se perguntava ele cogitando a idéia de beija-la.

      Não iria mentir, já havia pensado muitas vezes em como seria sentir a maciez dos lábios dela sobre os dele, que gosto teria aquela boca.

     Mas sempre se repreendia dizendo a sí mesmo que eles eram apenas irmãos de coração, e que um irmão não sente desejo de beijar o outro.

     Viu que ela não o encarava diretamente, estava prestando atenção na mão dele que se encontrava em seus lábios.

     Ela sorriu e foi aí que Gastón teve a certeza que se não fizesse aquilo naquele exato momento se arrependeria pelo resto da vida, ele precisava, havia uma força maior do profundo de sua alma que pedia por aquilo.

     Quando estava prestes a acabar com a distância que tinha entre os dois, a campainha tocou.

     Ele nunca odiou tanto uma campainha como estava odiando naquele momento.

     — Eu preciso... Atender — ela se desvencilhou dos braços dele deixando ali um enorme vazio e uma aflição que Gastón nunca imaginou sentir e foi aos tropeços em direção a porta enquanto ele amaldiçoava quem fosse do outro lado.

     Estava em total estado de êxtase pelo que ia fazer que mal reparou quando Nina abriu a porta e se encaminhou de volta até ele com uma expressão assustada.

     — Gastón — ela o chamou aflita — é pra você.

     Ele a olhou confuso, ninguém que ele conhecia sabia a onde era a casa de Nina, a não ser Thomás, mas ele não tocava mais a campainha, simplesmente já entrava sem pedir licença.

     Nem Delfina, com quem ele mantinha contato sabia ao certo a localização dele.

     Direcionou seu olhar a porta e viu uma pessoa que ele não esperava ver tão cedo.

     As pessoas costumam dizer que quando vamos reencontrar uma pessoa que não vemos a muito tempo, nós costumamos sonhar ou pensar nela ao longo do dia, do mês e até mesmo do ano; Gastón nunca havia levado algo tão a sério como naquele momento.

     — Pai? — ainda não acreditava que a pessoa que havia se lembrado a horas mais cedo estava ali.

     — Sentiu saudades? — ouviu a voz que já não ouvia a tempos se pronunciar.

     — O que você está fazendo aqui?

     — Vejo que você continua receptivo — ele falou cínico — mas não vim aqui para falar da sua educação, nós precisamos conversar e de preferência... A sós — ele olhou para Nina com superioridade.

     — Eu vou deixar vocês a sós — Gastón viu ela pegar a bolsa e o casaco em cima do sofá e se encaminhar até ele.

     — Tudo bem? — ela perguntou preocupada — eu volto rápido — ela sorriu aos cochichos.

     — Não demore por favor — ele até pensou em pedir para ela ficar ali, mas não queria envolver ela mais do que já estava envolvida nessa história, ela não merecia.

     — Vai ficar tudo bem — ela puxou ele para um abraço — eu prometo.

     Ela saiu pela porta e o deixou ali, com seu pior pesadelo, mas tinha que ser assim, afinal quando estamos dormindo e temos pesadelos nós não podemos pedir para que alguém enfrente-os conosco, nós simplesmente temos que fazer isso sozinhos, até que amanheça e o sol surga por entre as nuvens escuras da noite.

     Tudo que ele mais queria era que essas nuvens fossem passageiras e que o sol surgisse logo e o despertasse para um novo e belo alvorecer.






Notas Finais


E aí genteeeeee?
O qq foi isso??
Um quaseeeeeee beijo Gastina😱
Espero que tenham gostado.
Não se esqueçam de comentar😉
Me desculpem os erros💗
Bjs e até😘


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