História Marcas da Mordida (Long imagine Jimin - BTS) - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Alfa, Bts, Época, Jimin!alfa, Jungkook!alfa, Ômega
Visualizações 1.322
Palavras 5.071
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meus amores. FINALMENTE VOLTEI.
Quase três meses sem postar, pois é :c me perdoem ):
OBRIGADA PELOS +950 FAVORITOS. MEU DEUS, VOCÊS SÃO DEMAIS, OBRIGADA ♡♡

Eu finalmente comecei a trabalhar, então vim trazer esse capítulo que não está tão grande pra vocês, mas vem outro logo logo, dessa vez não irei demorar pra postar. Eu to com notebook agora e fica bem mais fácil.
Eu mudei algumas coisas sobre o futuro da fanfic, nada que vá alterar os capítulos anteriores. Fiz isso porque passei a não me sentir a vontade com a ideia inicial, e já que eu adicionei algumas coisas nesses capítulos nada mais justo que alterar algumas coisas do futuro.
Quero mandar um beijo pra minha amiga de longa data antes mesmo das fanfics e parceira de escrita, a Gomezqueenbee que é minha capista e fez essa capa MARAVILHOSA do capítulo.

Boa leitura e até as notas finais <3

Capítulo 14 - Chapter XII.


Fanfic / Fanfiction Marcas da Mordida (Long imagine Jimin - BTS) - Capítulo 14 - Chapter XII.

"E, sim, era verdade que eles não se conheciam muito bem, mas diante do pouco tempo que haviam estado juntos, ele havia descoberto o suficiente para saber que poderia amá-la para sempre.

— Nicholas Spark."

 

Seul, Coreia do Sul. - 1865

24 de Junho.  10:00 a.m.

 

Jimin havia mandado prender Hana já fazia uma semana, a garota riu quando fora descoberta deixando todos sem entender, ela confessou seu amor doentio pelo médico Jeon e o quanto estava feliz por ter ajudado com a sentença final de Lílian, assim a ômega jamais atrapalharia seus planos novamente.

Tudo isso se deve graças à Eujin, ama de leite dos Príncipes que ouviu quando a Beta comemorou em seus aposentos a triste notícia do falecimento da ômega, por sorte, tinha uma testemunha, Tadeu, o velho faxineiro do palácio. Os Reis e os Príncipes ficaram a par de tudo, agora só precisavam ter certeza de que suas suspeitas estavam certas sobre o autor de toda essa barbaridade. E mesmo que estivesse infelizmente não poderiam tomar atitudes extremas, outro ataque não seria nada bom por agora.

 

— Minha menina. — Eujin abriu os braços assim que viu a garota de cabelos claros passar pela porta da cozinha, a menina se acolheu ali sendo recebida por um abraço quente e aconchegante. — Como é bom ter-te aqui novamente, minha criança.

— Madrinha, como estás? Senti tua falta. — Disse a menina com a voz embargada, a senhora era a única família que lhe restara.

— Eu estou bem, minha criança, mas vejo que tu emagreceu dentro daquele lugar. Mandei-te comidas descentes, Jiwoo, para que não chegasse a este ponto, mas veja só. Venha, irei te preparar uma boa sopa.

 

A senhora pôs-se de frente ao fogão a lenha e passou a preparar uma sopa de verduras com carne para a afilhada, Jiwoo seria solta do calabouço no mesmo dia em que Hana fora presa, mas não podia voltar para o castelo devido à chegada de seu cio que veio um pouco mais cedo por causa de todo estresse, então pediu que fosse deixada lá, mas assim que passou precisou ser levada ao consultório dos Kim para fazer alguns exames.

— Hana deixou que eu fosse presa em seu lugar, deixaria também que eu fosse morta.

— Esqueça isso, minha menina, Hana é má, sempre fora, tu que nunca havias percebido isso porque acredita na bondade dos outros, mesmo que ela não exista. Em teu coração só há espaço para coisas boas, assim como o da pobre Lílian, que foi sentenciada a morte por pura inveja.

— Jiwoo-noona! — A Alfa virou-se para o lado e viu a figura de Jimin um tanto acabada, a mais velha se levantou e correu até o dongsaeng lhe dando um abraço apertado. — Me perdoe por não ter podido agir.

— Esqueça isso, Jimin-ah. Você não poderia fazer nada, são as leis.

— Me perdoe. — O Príncipe iria se curvar diante da serva, mas fora impedido pela mesma.

— Por favor, não se curve, meu Príncipe. Eu que devo me curvar diante de ti em agradecimento à sua piedade.

— Não diga isso, noona. Você é minha amiga!

— Agradeço tamanho afeto, Jimin-ah.

— Noona, venha comigo, por favor.

 

Jiwoo deixou a madrinha avisada que iria se ausentar por alguns minutos e seguiu Jimin, os dois subiram e foram para o corredor dos aposentos, seguiram pelo mesmo e pararam na última porta ali presente, era feita de madeira e pintada com um cinza leve. 

A Alfa olhou confusa para Jimin, aquele quarto era quase esquecido por todos, exceto pelos serviçais que o limpavam. Era um quarto pequeno comparado aos outros, certamente convidado algum gostaria de estar ali, para eles seria totalmente desconfortável.

— Porque estamos aqui?

— Preciso que veja algo, mas, por favor, não conte a ninguém, noona. — A Alfa assentiu e o Príncipe logo abriu a porta, deixou que Jiwoo entrasse e seguiu a mesma fechando a porta atrás de si, subiu um pequeno interruptor na parede e logo as luzes se ascenderam revelando uma ômega adormecida.

— Senhorita Lílian?  — Jiwoo correu até a menina e tocou levemente sua mão pálida e um pouco fria, acariciou ali e voltou seu olhar para o Alfa mais novo. — Pode me explicar o que significa isso? Jimin, ela precisa ser enterrada, porque trouxestes o corpo dela para cá? Sabes o quão doentio isso parece?

— Ela não está morta, noona. Ouça as batidas do seu coração.

Jiwoo suspirou e voltou sua atenção para a ômega, passou a ouvir os batimentos de Lílian que estavam fracos e isso a deixou aliviada por a ômega não estar morta. Jimin se aproximou e explicou todo o ocorrido para a mais velha.

— Jiwoo, por favor, guarde este segredo, ninguém pode saber que a Lílian está viva, muito menos Liang e o Duque Seokjin. Não são pessoas de confiança.

— Não se preocupe, guardarei seu segredo.

— Obrigado, noona.

— Sinto muito que tenha aberto os olhos de um modo tão ruim.

— Não se preocupe, estou bem. — Disse mais para si mesmo que para a mais velha.

A porta foi aberta calmamente e revelou Jeongguk, o moreno estava igualmente ao primo, com uma aparência nada boa. — Perdoem-me, não sabia que estavam aqui, preciso trocar os curativos dela.

O menino Jeon se aproximou e desfez o laço da vestimenta de sua noiva, tirou a faixa e refez o curativo. Lílian estava se recuperando, porém, aos poucos. O veneno que fora injetado em si, felizmente não foi capaz de parar seu coração, apenas paralisou seu corpo devido a grande quantidade. O Peito da mais nova subiu bruscamente assustando todos ali, seu corpo havia pedido oxigênio.

— J-Jeon... — A voz de Lílian saiu baixa, se não fossem alfas e não tivessem a audição aguçada, provavelmente não teriam ouvido.

— Eu estou aqui. — Jeongguk segurou a mão direita de Lílian e beijou o dorso da mesma, finalmente havia acordado. Jimin sentiu seu peito doer, não queria nutrir esperanças, mas lá no fundo, bem no fundo acreditava que o primeiro nome que sairia da boca da ômega seria o seu, mas estava errado. Suspirou um tanto decepcionado e seguiu para fora dos aposentos tendo Jiwoo a seu encalço.

— Está triste?

— Não, porque estaria?

— Porque não foi o teu nome que ela chamou. — Jimin a encarou incrédulo, estava tão nítido assim? O loiro abaixou a cabeça e suspirou assentindo levemente.

 

Dentro dos aposentos, Jeongguk estava com Lílian em seus braços, ela estava quieta, lembrava-se de tudo que houvera dias atrás, das palavras e do ataque. A ômega estava perdida em pensamentos, mal havia recebido a notícia de que iria ser mãe e logo foi bombardeada com outra de que seu filho havia sido tirado de si.

Doía? É claro que doía. Porém, o que mais doía era saber que em breve, Jeongguk partirá, o Alfa já não tem mais motivos para ficar ao lado da ômega e mesmo que seu amor não seja tão intenso, é forte. É amor junto com carinho, amizade, proteção, saudades, muitas saudades... Lílian iria ficar bem, mas novamente veria Jeon partir, também não podia ser egoísta pedindo-lhe para ficar, não seria justo com ele.

— Queria poder ter impedido... — A voz de Jeongguk soou baixa, Lílian sorriu e se afastou do abraço aconchegante para encarar o mais velho logo abrindo um sorriso sem humor.

— Eu fui fraca, não tive forças para defender nosso filho. Perdoe-me. — Disse e abaixou a cabeça, logo tendo a mesma erguida por Jeon, que lhe lançou um olhar compreensivo e sorriu docemente para em seguida beijar-lhe a bochecha.

— Liang agiu insanamente por ciúmes, não és culpada, meu bem. Fico feliz por Taehyung ter-te encontrado logo, não quero imaginar o que teria sido de ti se não agíssemos de imediato.  — Lílian novamente agarrou o pescoço de Jeongguk tendo sua cintura abraçada, queria e iria aproveitar cada momento que lhe restasse ao lado do Alfa.

— Taehyung... Onde ele está?

— Está de repouso, ele também foi machucado.

— Posso vê-lo? — Jeongguk negou e a ômega se afastou. — Ora, Jeon, mas por quê?

— Precisas descansar e o Hyung não irá acordar tão cedo. O veneno obteve um resultado oposto nele, por ser um Lúpus, o seu lobo demorou em notar o veneno e depois tentou expulsar de si o que lhe prejudicaria, ele estava com muitas dores, então precisei ceda-lo.

— Maldita! Deixe-me sozinha, Jeongguk.

— O que? Mas Lílian, vo-

— Deixe-me sozinha, Jeongguk. — Esbravejou a ômega. Mesmo a contra gosto, Jeongguk arrumou sua maleta e se retirou do quarto. Do lado de fora encontrou Jiwoo e Jimin que estavam tão confusos quanto o outro Alfa.

— O que houve? — Indagou o Lúpus.

— Ela está irritada, tanto pelo bebê quanto por Taehyung. Ela precisa de um tempo, daremos isto a ela. — Os demais concordaram e se retiraram dali com cautela. — Jiwoo-noona, peça a Ajumma que prepare algo para a Lílian, sim?

— Claro, Jeongguk-ah.

 

Seul, Coreia do Sul. – 1865

25 de Junho. 2:55 a.m.

 

Após a saída do ex-noivo, Lílian parou para refletir sobre tudo o que acontecera consigo após a chegada da Princesa, de início não sabia o porquê de alguém estar querendo lhe matar, mas após o ocorrido de dias atrás teve a certeza de que tudo que aconteceu consigo fora a mando da mais velha. Odiava vinganças, jamais passou por sua cabeça fazer mal a quem quer que fosse, mas havia perdido seu filho por puro ciúme, parte de si havia sido arrancada sem ao menos ter a chance de se defender. Lembrou-se das palavras de Jiwoo mais cedo e isso acabou por lhe dar uma ideia um tanto diabólica.

 

“— A Madrinha comentou por alto que quando foi anunciado o seu falecimento, a Princesa se mostrou triste, mas depois viu o quão feliz ela estava, Hana comemorou em seus aposentos e então a Realeza soube que era ela quem obedecia às ordens.

— Hana? — A Camponesa estava surpresa. — Mas por quê?

— Ela sempre foi apaixonada pelo Jeongguk-ssi, eu sempre soube dessa paixão, mas acabou virando uma obsessão.

— Elas devem estar muito felizes por tudo isso. Eu estou morta, bom, é o que elas acreditam.

— Sim! Mas a Princesa vem andado meio estranha, passa quase o dia todo no Jardim com uma garotinha, a filha do Yoongi-Sunbae, ou até mesmo sozinha. Todos estão estranhando seu comportamento, a Rainha acredita que é apenas fingimento, apenas para chamar atenção. — Lílian soltou uma breve risada, a Rainha realmente não aturava mais a nora. — Mas o Jimin-ah acha que ela está sentindo culpa e remorso por tudo o que houve com você.

— Ah é? — Perguntou em deboche. — E porque ele acredita nisso?

— Sua mãe veio aqui há alguns dias. — Os olhos de Lílian dobraram de tamanho, sua família achava que ela estava morta. No mesmo instante sentiu um nó na garganta e lágrimas se acumularem no cantinho dos olhos.

— Omma... — Falou quase inaudível.

— Sua mãe estava desesperada, aos prantos e isso de alguma forma mexeu com a Princesa. Não sei o motivo, mas o Jimin-ah notou essa mudança e desde então ela sempre acorda chorando ou gritando dizendo que alguém quer vingança, acredito eu que seja você, ela também menciona uma mulher ensanguentada. Esses pesadelos realmente estão mexendo com ela.”

 

A ômega deixou um sorriso triste escapar e aos poucos foi se retirando da cama, caminhou calmamente até que estivesse de frente para o espelho passando a se observar e desfez as amarras laterais do vestido fino, ao abrir a peça viu uma grande faixa cobrindo toda sua barriga e suspirou, passou as mãos levemente ali e permitiu que algumas lágrimas manchassem seu rosto.

— Perdoe-me filho, perdoe-me por ter sido tão fraca ao ponto de não poder lutar por tua vida. — Sibilou baixinho. Secou as lágrimas e se direcionou até a cômoda, estava na hora de executar seu plano.

 

Aposentos do Príncipe.

25 de Junho, 3:07 a.m.

 

Jimin acordou num sobressalto ao ouvir um grito desesperado seguido por um choro, já sabia do que se tratava e levantou-se rapidamente de sua cama para se retirar as pressas do quarto, todas as noites estavam sendo iguais, mal havia parado para vestir uma camisa, ao passar pelo corredor, notou uma mulher vestida de branco desaparecer no final do mesmo, correu até lá, mas não viu mais ninguém, voltou para onde estava e seguiu para os aposentos de onde veio os gritos tão reconhecidos por si. Abriu a porta bruscamente e encontrou sua noiva encolhida na cama enquanto chorava, seu rosto estava pálido demais.

— Liang? — Se aproximou da cama da mais nova que prontamente se jogou nos braços fortes do noivo enquanto chorava copiosamente.

— E-Ela... E-Ela... — Não conseguia formular uma resposta, estava tremendo nos braços do Príncipe e soluçava bastante. Jimin suspirou, não sabia detalhes dos pesadelos da menor.

— Ela quem? — Perguntou pacientemente enquanto acariciava os cabelos da ômega.

— E-Ela e-estava che-cheia de sangue... Ela apareceu para mim de novo, ela quer vingança. E-Ela quer me enlouquecer e está conseguindo. — Falou entre os soluços, Jimin continuava sem entender quem era “ela”, mas lembrou-se da mulher que viu no fim do corredor, suspirou pesadamente e apertou Liang contra si, não sabia que algo assim afetaria a mais nova, sendo ela quem é.

— Shh... Foi só um pesadelo, já passou. — O príncipe ficou ali acariciando os cabelos da Princesa, até que sentiu o aperto ao redor de si folgarem, notou a respiração leve da mais nova e a ajeitou sobre a cama, limpou os resquícios de lágrimas e a cobriu.

Ao sair dos aposentos da noiva, Jimin encontrou todos ali, inclusive Seokjin, que parecia mais curioso do que preocupado com seja lá o que acontecia com sua prima todas as noites.

— O que houve dessa vez, meu filho? — Indagou a Rainha, já estava irritada com isso. Mas não podia controlar os pesadelos da mais nova.

— O mesmo pesadelo de sempre, Omoni.

— Tanto escândalo novamente por um pesadelo? — Desta vez foi Seokjin que indagou, Jimin respirou fundo e olhou para o Duque com desprezo.

— Ela é sua prima, deveria se preocupar mais com ela.

— Ora, majestade. Eu me preocupo, mas acordar o palácio todas as noites por conta de um pesadelo bobo? Faça-me o favor, a Liang é muito fresca. — Após isso, o Duque entrou para seus aposentos. O Príncipe revirou os olhos e se despediu dos demais avisando que contaria com mais detalhes no café da manhã. Estava ponderando se iria até os aposentos da ômega travessa ou iria descansar, acabou que decidiu ir para o próprio aposento, ao amanhecer iria esclarecer tudo isso.

 

Aposentos do Príncipe

25 de Junho, 7:00 a.m.

 

Jimin havia acabado de se vestir, estava de frente ao espelho arrumando a camisa preta social bem passada, alguns botões estavam abertos deixando assim uma parte do peitoral exposto, jogou os cabelos para trás e logo ouviu batidas na porta, murmurou um “entre” e viu Jiwoo pelo espelho, sorriu minimamente por estar um pouco cansado e logo se virou para sua noona.

— Bom dia, noona.

— Bom dia, querido. Como estás? — A mais velha estava com uma bandeja cheia de alimentos para um café da manhã, Jimin se questionou se aquilo era para ele, se fosse, Jiwoo estava querendo lhe fazer explodir por engolir tanta comida apenas pela manhã.

— Estou bem noona, e você?

— Estou bem. — O Príncipe apontou para a bandeja e a Alfa mais velha riu. — É seu café da manhã, na verdade, seu e da senhorita Lílian.

Jimin murmurou um “ah” e pegou a bandeja, se retirou do quarto e se despediu da mais velha, estava indo em direção ao quarto da ômega quando parou de súbito ao sentir uma presença, olhou ao redor fungando o ar mas não sentiu nada de diferente, viu que estava sozinho e voltou a caminhar até o quarto esquecido. Bateu levemente na porta e entrou, encontrou Lílian de frente para a janela, essa que também dava acesso ao jardim. A ômega o olhou e abriu um pequeno sorriso que foi retribuído tão lindo quanto da primeira vez.

— Me deixou preocupado por uma semana. — A mulher riu sentindo seu peito aquecer com as palavras do Alfa, por mais que tentasse era impossível não se apaixonar por aquele a sua frente. Jimin pôs a bandeja em cima de uma mesa que jazia ali encostada na parede e se aproximou da ômega. Esta que deu alguns passos lentos até o mais velho.

— Perdoe-me, não foi minha intenção. Estás com uma feição de cansaço, não tens dormido direito, não é? — Lílian acariciou o rosto do loiro e distribuiu selares leves por toda a bochecha direita do homem, fazendo- fechar os olhos e apreciar tamanho carinho. Jimin envolveu a cintura da ômega com seus braços tomando o maior cuidado possível para não a machucar.

— Velei teu sono quase todas as noites, revisei com a Omoni, ela não quis me deixar ficar todos os dias com você, disse que eu precisava de descanso. — O loiro riu e foi acompanhado pela ômega. — Jeongguk também queria passar a noite aqui, mas esses dias ele teve muitos chamados, ele está cuidando do consultório do Taehyung por enquanto.

— Tudo bem, vocês não deveriam ter estado aqui todas as noites, fico agradecida mas precisavam descansar também.

— Não iria conseguir descansar, você ronda meus pensamentos todas as horas. — A ômega sentiu uma ardência em suas bochechas e escondeu o rosto na curvatura do pescoço do alfa, inalou o cheiro amadeirado misturado com cravo e hortelã e suspirou fazendo os pelos do Príncipe se eriçarem.

Ficaram um tempo em silêncio até que Jimin afastou o rosto da morena de seu pescoço e a olhou nos olhos, abriu seu lindo sorriso que transformavam seus olhos em duas fendas e selou brevemente os lábios da garota.

— Estou apaixonado por você.

— Estou apaixonada por você.

Falaram em uníssono e soltaram uma risada gostosa de se ouvir, Jimin tomou os lábios da amada de um modo calmo, o beijo era suave e doce, o Alfa sentiu seu lobo acordar e sentiu a presença de mais um lobo presente, Lílian envolveu os braços no pescoço do príncipe e juntou os corpos sentindo um calor percorrer por dentro. Jimin sugou e mordeu o lábio alheio voltando ao ósculo em seguida, suas línguas dançavam em sincronia e o beijo tomou um ar mais quente, agora havia uma disputa por espaço entre as línguas. Ofegante, ambos se separaram, Jimin abriu os olhos e olhou para a ômega vendo aquele azul brilhante em seus olhos, já a ômega admirou o vermelho vibrante do Seu Alfa, Jimin deslizou o nariz pela tez exposta do pescoço da ômega sentindo aquele cheiro delicioso que emanava dela, rosnou baixo e sorriu ao ouvir um gemido da mais nova.

 

— Faça-me sua, Alfa.

 

Jardim do Palácio

9:30 a.m.

 

Liang havia passava quase o dia todo no Jardim sozinha ou na companhia de Haneul que sempre estava brincando e vez ou outra entregava uma flor para a mãe, a garotinha estava cada dia mais radiante e aquele pequeno ser fazia a Princesa refletir sobre todas as coisas ruins que já havia feito na vida. Mas Haneul não era o único motivo, depois da morte de Lílian, a Princesa passou a ter pesadelos, a culpa estava começando a lhe consumir depois da visita da Alfa, mãe da camponesa.

 

-FLASHBACK ON-

 

Estavam todos reunidos na sala do palácio, exceto Seokjin, Liang estava grudada ao braço do noivo, os Reis estavam tendo alguma conversa que a ômega não fez questão de prestar atenção, afinal, não lhe interessava. Estava tão inerte pensando em como fora fácil se livrar da ômega que se assustou quando ouviu um rosnado alto, se encolheu um pouco e deu sua atenção para a linda mulher que acabara de atravessar o Hall de entrada.

Era uma Alfa, a mulher estava com os olhos de cor vermelho sangue, demonstrava estar irritada e muito triste. Suas roupas mostravam que não era da nobreza e sim uma simples camponesa, seus cabelos estavam soltos e caiam como cascatas por seus ombros até abaixo dos seios. Apesar das roupas simples, a Alfa era uma mulher muito linda, rosnou mais uma vez fazendo Liang fechar os olhos.

— Minha filha. — Todos ali ficaram confusos. A mulher rosnou mais uma vez e um guarda a segurou com força, pobre Alfa, esqueceu-se que não se deve mexer com uma mãe irritada. A Alfa se soltou e jogou o outro na parede fazendo todos ali se assustarem, se aproximou mais dos presentes ali  e analisou todos. — Onde está a minha filha?

— Ajumma... — Jeongguk se aproximou e os olhos da mulher voltaram a cor normal, castanho claro. Seus belos olhos marejaram e a Alfa se aproximou do médico que conhecera desde criança.

— Gukkie, onde está minha filha? — A voz da mulher estava embargada, as lágrimas já caiam e manchavam seu rosto. Liang sentiu uma forte pontada em seu peito, um breve déjà vu se passou ali, fazendo-a recordar momentos que não desejava.

— Eu sinto muito, Ajumma. A Lílian se foi assassinada.

— Não! Não, não, não. A minha filha não. — Então a Alfa passou a chorar copiosamente. — Por que a minha menina? Por quê? Ela nunca fez mal a ninguém, era uma boa pessoa. Não pode ser verdade, a minha menininha não pode ter sido tirada de mim.

Ter sido tirada de mim...

Essas palavras passaram a ecoar na mente da Princesa que já tinha o rosto banhado em lágrimas e segurava o soluço, as imagens de quando Haneul fora tirada de si vieram com força em sua mente, viu a mulher desmaiar e não aguentou, se retirou assim que os demais ali foram socorrer a Alfa, entrou em seus aposentos e chorou, chorou por sentir aquela dor novamente, chorou pela dor que a mãe da ômega estava sentindo, chorou por ser um monstro."

 

-FLASHBACK OF-

 

As lágrimas caiam incessantemente pelo rosto da ômega, não era apenas as lembranças da Alfa, tinha também os pesadelos de todas as noites a qual Lílian sempre aparecia cheia de sangue e perguntando o porque da Princesa ter feito isso com ela. Mas ontem, ah, ontem havia sido o pior de todos. Parecia tão real.

 

-FLASHBACK ON-

 

— Liang... — A Princesa abriu os olhos, piscou algumas vezes tentando se acostumar com a luz da lua que invadia seus aposentos, se assustou ao focar na imagem do outro lado do quarto, próximo a porta.

Era uma mulher e Liang sabia bem quem era a mulher.

— V-Você está m-morta. S-Saia daqui.

— Você me matou. — A voz era suave, a expressão facial era triste, Lílian estava com um vestido branco, havia sangue por toda sua barriga, havia sangue também escorrendo da testa pelo seu rosto. A ômega deu um passo a frente e Liang se encolheu, seus olhos já estavam marejados. — Porque fez isso? Mato a mim e ao meu bebê.

— Vá embora. Você está morta, você está morta.

— Sim, eu estou e a culpa é sua.

— Não! — A Princesa gritou e fechou os olhos puxando os cabelos, sabia sim que a culpa era sua e dos seus ciúmes, estava magoada e com muita raiva, deixando a segunda citada toma conta de si. Realmente não havia nada de bom dentro de si, era tão ruim como seu pai. Deixou um grito lhe cortar a garganta e passou a chorar ainda mais.

-FLASHBACK OF-

 

A Princesa estava tão inerte em pensamentos que não sentiu o cheiro de um Alfa ali, muito menos a presença. O Príncipe mais novo não havia visto a noiva desde que acordara, Liang parecia sempre distante, sempre pensativa, sempre calada, Jimin não sabia o que estava acontecendo de fato com a mais nova, mas iria descobrir. Poderia ser os pesadelos, poderia ser remorso, não sabia. Se dirigiu para o jardim e lá encontrou quem buscava. Liang estava linda, como sempre, mas dessa vez usava um vestido mais simples do que o de costume.

— Champanhe cai bem em você. — A Princesa deu um leve salto ao ouvir a voz do noivo fazendo Jimin soltar uma breve risada e sentou-se ao lado da ômega.

— Estás bem?

— Sim, estou. Foi apenas um pesadelo.

— Quem era “Ela”, que você tanto dizia? Quem estava cheia de sangue?

— Não sei, eu não consegui reconhecer. — Mentiu. Jimin iria se pronunciar, mas foi impedido. — Por favor, não toque mais neste assunto.

— Precisamos esclarecer muitas coisas, Liang. Existem muitos segredos seus que você acredita que não tenho conhecimento.

— Do que estás falando?

— Da sua filha, aquela adorável garotinha que fica feliz ao ouvir apenas teu nome. — Viu a expressão espantada da ômega e soltou uma risada em deboche. O Príncipe levantou e ficou de frente para a mais nova. — Até quando iria me esconder isso? Até quando iria me esconder que mandou envenenar a Lílian?

— O que? — Liang se levantou de imediato ficando cara a cara com o noivo. — Porque estás me acusando de algo assim? Me conheces bem, Park Jimin. Eu jamais faria algo tão baixo assim. E sobre a Haneul...

— Vais negar tua própria filha?

— Não! Claro que não. — A ômega negou de imediato. — Eu nunca a negaria. Não sabes o que senti ao saber que ela não havia sido morta, não sabes o quão doloroso foi acordar no dia seguinte e ver que a minha filha não estava mais ao meu lado. Meus pais a tiraram de mim, fizeram-me acreditar que a minha pequena estava morta. Tudo isso porque eles sempre quiseram passar a imagem de família perfeita.

— Sabias que podia confiar em mim.

— No início não. Depois de tanto tempo eu não podia dizer que havia tido uma filha, não é tão fácil assim. Você me devolveu motivos para ser feliz, Jimin.

— Queria ter te dado muito mais que felicidade, queria ter sido capaz de te fazer mudar. Você matou a Lílian. — A decepção era visível nos olhos do Príncipe e a expressão de espanto no rosto da ômega era igual. — Porque fizeste isso?

— Ela queria te tirar de mim. — Liang se exaltou, seus olhos mudaram para o laranja e Jimin rosnou fazendo a ômega se encolher um pouco. — Ela queria tirar a única pessoa que me fazia feliz e você estava ficando caidinho por ela, você é um traidor, Jimin. Enquanto eu estava naquele inferno na China, você estava passando o cio com ela. — O silêncio se instalou ali, Jimin se sentia culpado, mas isso não era motivo suficiente para Liang fazer o que fez, isso é crueldade. — E-Eu não queria que ela tivesse tido esse fim, estava com raiva, minha loba não aceitou a traição e o filhote. Confesso que fiquei feliz ao saber que tinha conseguido me livrar dela, mas então eu vi o sofrimento de sua mãe quando chegou procurando a filha e lhe foi confirmada sua morte. A perda de um filho é a pior é a pior dor a ser sentida.

— Você foi um monstro, Liang.

— Eu sei. — Se exaltou mais uma vez, a ômega já chorava novamente. — Eu sei que eu sou um monstro, mas Jimin, como não ser? Convivi toda minha vida com dois.

— Você poderia ter sido melhor, fazemos nossas próprias escolhas. Seu amor por mim poderia ter-te feito um ser humano melhor. — A Princesa negou e se afastou um pouco.

— Depois que perdi a Haneul, prometi para mim mesma que não perderia mais nada. Eu não mereço o amor que a minha filha sente por mim, não mereço o amor que o Yoonie sente por mim e muito menos o carinho que você já sentiu por mim.

— Você não merece, mas eu acredito que aí dentro ainda exista aquela mulher doce por quem me apaixonei. Aquela mulher que era verdadeira, em partes, ao meu lado. A Haneul pode ser sua salvação, eu acredito nisso. Aquela garotinha tem um amor enorme por você, não desperdice isso, não cometa os mesmos erros, mude pela sua filha, ela não merece saber das monstruosidades que você já fez. — A ômega assentiu deixando um soluço escapar e abaixou a cabeça. — Eu deveria mandar te prender, mas não posso. Não tenho soldados suficientes para enfrentar outro ataque da China. Não irei te prender também porque todos merecem uma segunda chance, e a sua está lá dentro, e eu não só falo da Haneul, falo também do Yoongi-hyung.

— Obrigada. — A Princesa se curvou brevemente e olhou o Príncipe nos olhos. — Você tem um grande coração, eu sei que nunca terei o seu perdão e também não sou digna dele, mas agradeço por sua misericórdia. Você será verdadeiramente feliz com ela.

— Ela? — A expressão de Jimin era de confusão, mas por dentro o sangue do Príncipe gelou, temia a resposta.

— Sim, a Lílian. — Os olhos do Príncipe dobraram de tamanho, o que resultou em uma risada da ômega. — Você me subestima demais, Jiminnie. Eu o vi entrar em um aposento que não é utilizado, você carregava comida demais para um café da manhã em um quarto empoeirado.

— Se você chega perto daquele quarto, eu juro q-

— Não se preocupe, não chegarei perto. Fico mais aliviada que ela esteja bem, só tome cuidado com o Seokjin, ele é ambicioso e faria mal a qualquer um por dinheiro, mesmo tendo mais do que o suficiente.

— Majestades! — Um dos guardas reais se aproximou e se curvou diante da realeza. — Perdoe-me interromper, o Rei pediu para que avisasse que os Reis da China estão a caminho.

— O que? — Jimin viu o guarda se afastar e olhou para a ômega. — Você sabia disso?

 

— Claro que não! Mas que inferno. — Esbravejou a Princesa. — Jimin-ah, tome cuidado redobrado, o Seokjin não é a única ameaça agora.


Notas Finais


Foi isso meus amores, finalmente esse capítulo saiu e eu estava MUITO animada para postar ele. Sério, eu tinha alguns capítulos favoritos, mas esse agora é o que está em primeiro lugar, HAHA. Muito obrigada pela paciência e me perdoem pela demora, o próximo virá mais rápido, acredito eu. Enfim, o capítulo foi revisado, mas qualquer erro me perdoem. Um grande beijo e até a próxima.
Ah, dêem uma olhada nas fanfics das minhas dongsaengs e na minha OS com o Tae <3

Penumbra (Com o Jimin e Jungkook.) - https://spiritfanfics.com/historia/penumbra-9043525
Sinopse: Se fosse viúva, tudo seria mais fácil.
Se não estivesse casada com o próprio irmão, seria feliz.
Se morresse, tudo ficaria melhor.

Garota a prova de Balas - https://spiritfanfics.com/historia/garota-a-prova-de-balas-8113505
Sinopse: vc tem 21 anos , é uma ARMY( claro né?) , está iniciando uma carreira de cantora e dançarina na Coréia do Sul, e por mais incrível que pareça, você vai trabalhar na Big Hit, onde seus maiores
k-idols trabalham.

Revelações Dolorosas ( Imagine Jimin - Em revisão) - https://spiritfanfics.com/historia/revelacoes-dolorosas-hiatus-8511270
Sinopse: O dia começou chuvoso, havia acabado de sair do banho trajando apenas uma toalha na cor bege, fui rápida no banho pois meu namorado estava me esperando no quarto. Estava indo em direção ao mesmo quando notei que Jimin ao sentir minha presença rapidamente desligou o celular. Confesso que fiquei desconfiada, ele nunca fez isso, o que ele está escondendo de mim? Senti meu peito doer com tal atitude.
~.~
Já era quase 17:30. Ele havia saído a pouco tempo, confesso que estava desconfiada, logo tentei esquecer, porém, avistei o celular do mesmo na cabeceira da cama. - O que devo fazer?

Minha OS com Taehyung -> Pertencer ( Mini-Imagine Taehyung - BTS ) - https://spiritfanfics.com/historia/pertencer-mini-imagine-taehyung--bts-9473873
Sinopse: Está na hora de abrir minhas próprias asas e aprender a voar, mesmo que eu ainda te pertença.

Tchau tchau <3 <3


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