História Marcas eternas... - Capítulo 14


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Categorias Dragon Ball
Personagens Androide Nº 17, Androide Nº 18, Bulma, Chaos, Chichi, Goku, Kuririn, Lunch, Mestre Kame, Piccolo, Tenshinhan, Vegeta, Yamcha
Tags Dbz, Dragonball, Dragonballz, Gochi, Saiyajin, Vegebul
Visualizações 96
Palavras 4.652
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Super Power, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mestre Kame pede a Goku para se transformar em Super Saiyajin no treino contra Vegeta.
Qual será a reação do Príncipe Orgulho?

Capítulo 14 - O segredo por trás da transformação!


Fanfic / Fanfiction Marcas eternas... - Capítulo 14 - O segredo por trás da transformação!

Vegeta

Acordo e vou até cozinha, sirvo-me com uma boa xícara de café e encaro a janela observando as ondas baterem na areia da ilha.

Ainda não consigo entender o motivo desse treinamento com o velho.

Se eles pensam que vou trocar o traje real Saiyajin para usar as cores e o brasão da tartaruga estão muito enganados.

– Bom dia Vegeta, curtiu passar a noite com a gente?

– Ganhei no pôquer, já valeu algo – respondo sem olhar para a cara do careca.

– Quero revanche! – exclama o velho. – E seu café está muito bom Vegeta, não imaginava esse seu talento.

Foram 20 anos vivendo sozinho, viajando de planeta em planeta causando destruição por onde passava, tinha que me virar de alguma forma ou morreria de fome. Nappa estava sempre comigo é verdade, mas era um inútil, só pensava em possuir as mulheres dos planetas, se tivesse visto as terráqueas ficaria maluco.

– Humpf, que seja!

– Deveríamos pesquisar sobre o Gero, em vez de ficarmos jogando papo fora – Kakarotto nos encara debruçado no balcão com olhos semicerrados.

– Goku acordou esperto hoje – diz Kuririn em tom de deboche fazendo todos rirem.

Me sirvo de mais café e sento ao lado de Kakarotto.

– Gero é um cientista maluco que anda fazendo experiências com órfãos. Ele é conhecido por criar robôs que servem como armas e recentemente está desaparecido – explico. – O que eu não entendo é nossa relação com isso – levo a xicara a boca e encaro o velhote.

– Você está correto Vegeta. Eu tenho uma leve impressão que já o conheço, e algo me diz que ele está interessado no poder do Super Saiyajin.

– Super Saiyajin? – o careca pergunta confuso.

 – No Kakarotto para ser mais específico. – digo apontando-o com a cabeça.

– Ele sabe do Goku, pelo noticiário, você é a nossa carta na manga, por isso quero que você treine para poder chegar a uma transformação perfeita.

– Humpf, nunca ouvi tanta baboseira. Vamos logo? – me levanto e sigo até a porta, mas fico imóvel ao ouvir o careca dizer.

– Viram a foto que as garotas postaram de biquíni? – Kuririn pergunta com os olhos em seu telefone e continua – a noite deve ter sido boa, sorte dos homens que as conquistarem.

 Kakaroto pega o celular do bolso e parece não gostar muito do que vê.

Faço o mesmo e abro minhas redes sociais, Bulma criou uma conta para cada dizendo que era bom para a faculdade, eu nunca entendi a finalidade dessa baboseira.

– Eu já tinha reparado nessas qualidades das garotas, uma pena que não aproveitei as da azulada quando tive chance – Yamcha diz com um sorrisinho malicioso no rosto.

Em um instante já estou com uma das mãos em sua garganta, sem fazer esforço algum o levanto pelo corpo e aperto seu pescoço devagar, ele leva as duas mãos ao meu braço tentando se soltar em vão. É um fracassado!

– Gwaagh, Ve... – grunhi enquanto se debate no ar.

Dou um sorriso de prazer com a cena, mas a sensação dura por pouco tempo quando sinto um aperto em meu ombro.

– Chega Vegeta, ele já entendeu o recado.

Aaargh, esse compadecimento do Kakaroto me enoja.

– Você ouviu o que esse verme acabou de dizer? – digo apertando mais meu punho contra o pescoço de Yamcha.

– Acredite, eu também não gostei do que ele disse, mas depois desse seu castigo, ele pensará bem antes de se referir as duas novamente – o tom de Kakarotto era firme.

Solto Yamcha, que cai ao chão com uma expressão de dor. 

– Você tem sorte, por eu não ter contato a ele o que tentou fazer com a sua queridinha aquela noite, verme!

•••

Na faculdade, a estressadinha nos esperava escorada na parede próxima a porta da sala.

– Vegeta, precisamos discutir sobre o trabalho.

Assim que ia a responder, Kakaroto entra em minha frente tampando minha visão.

– Chichi, como foi a noite no litoral? Eu vi a foto que postou.

Reviro os olhos, como é estupido.

Ela responde com um sorriso forçado, dá dois passos para frente e volta a atenção para mim.

– Como estava dizendo, tive uma ideia ótima, me encontra na biblioteca durante o intervalo? – ela vira o corpo e pisca, se afastando logo em seguida.

Confirmo com a cabeça.

Estou surpreso com a atitude da “little stress”, ele nem sempre é simpática, verdade, mas nunca a vi se dirigir tão friamente a Kakarotto. Será que o amor acabou mesmo?

– Não irá assistir aula hoje?

Ele não desiste de chamar a atenção dela?

Ela para um segundo no meio do corredor e nos olha de relance.

– Aula prática de ginastica, talvez vocês gostem de baseball – responde com um sorriso sarcástico.

Puxo Kakaroto até a lista de opções de esportes para aula de hoje.

– Não tem artes marciais, que chato! – diz ele coçando o pescoço.

Aargh.

– Me siga Kakarotto, vamos fazer algo de útil.

Vou até a biblioteca e aproveito o tempo livre para pesquisar notícias sobre Red Ribbon e Dr. Maki Gero enquanto o irritante do Kakarotto dorme com a cabeça apoiada a mesa ao meu lado.

Quando o intervalo chega, “little stress” se junta a nós na biblioteca.

– Preciso conversar com você a sós, é algo importante.

 Ela olha para Kakarotto e eu dou um tapa em sua cabeça para acorda-lo. Ele levanta piscando meio confuso esfregando a cabeça com as mãos.

– Ei  Veg... Oi Chichi!

Tento não ri com a cena, como ele pode ser tão ridículo?

– Pode nos dá licença, por favor? – ela pede gentilmente a ele.

Ele franze o cenho para mim e sai sem reclamar.

Ela me conta sobre as suspeitas de Bulma e combinamos um plano para tentarmos descobrir se existe alguma ligação entre a transformação Super saiyajin e a amnésia de Kakaroto. 

•••

Após o intervalo, entramos juntos na sala de aula.

– O casalzinho tinha bastante assunto hein – diz Kakarotto emburrado.

– Humpf, cala a boca verme.

– Era sobre o trabalho, deveria fazer o mesmo com o Satan.

– Falando no diabo...

Ele se aproxima e aponta para Kakarotto.

– Ei garoto do cabelo espetado, o que fará esse fim de semana? Você quer ir lá para casa fazer o trabalho? Comprei novos equipamentos de treino, poderíamos testa-lo.

Até a voz desse ser é irritante.

– Esse fim de semana daremos uma festa no litoral, quer ir?

Abaixo a cabeça e a sacudo negativamente.

Não, ele não fez isso. Sim, ele fez.

– VOCÊ DISSE FESTA? É CLARO QUE VOU! ONDE? QUE HORAS?              .

– No final da tarde, na casa de praia da Bulma Briefs, a conhece? – responde Kakarotto um pouco assustado

– E quem não conhece a herdeira da corporação cápsula? Estarei lá, será divertido fazer novos amigos. 

Faz um sinal de positivo com as mãos para nós e volta para sua mesa.

– Aaaargh, porque convidou esse inseto exibido? – pergunto irritado para Kakarotto.

– Eu meio que fui obrigado pela Bulma – ele ri com as mãos atrás da cabeça.

•••

Caminhamos juntos até a saída da universidade, quando vejo uma cabeça azul turquesa escorada no “autojato”, acelero meus passos até ver nitidamente o rosto de Bulma. Ela não está vestindo aquelas roupas vulgares de sempre, mas ainda assim consigo ver a forma de seu corpo e até imaginar o que está escondido por debaixo de tanta peça.

Este pensamento me faz cerrar os dentes, e também por saber que a azulada exerce qualquer poder sobre mim.

– Bulma! – seu nome escapa da minha boca, tento voltar atrás, mas já é tarde.

Caminho em sua direção, ignorando os olhares de todos. Não é tão difícil, já que os olhos grandes e azuis brilhantes prendem minha atenção exclusivamente neles.

– Como foi a noite das garotas? Vi a foto que a “little stress” postou.

E não gostei nada, mas resolvi omitir essa parte.

– Então deu para notar que foi perfeita, e a noite dos rapazes?

Queria dizer que preferia ter passado a noite com ela, dizer da necessidade que meu corpo tem em possui-la, que sinto saudade, mas...

– Eu sobrevivi – respondo de forma ríspida cruzando os braços.

– Chichi, pode ir com os rapazes até a casa do Kame e me esperar lá? – Bulma pergunta a estressadinha quando ela se junta a nós. – Eu preciso resolver uma coisa antes de ir para o litoral.

– Eu já ia te pedir para passarmos lá mesmo – Chichi pisca para mim e entra no jato rapidamente.

Me aproximo de Bulma, sinto o cheiro de seu cabelo e a pele lisa e corada de sua bochecha contra a minha.

– Não vejo a hora de te ter novamente – sussurro.

Ela se aproxima bem mais, e meu corpo queima.

– Te encontro logo meu Príncipe.

Ela sorri e quando ia dizer mais alguma coisa, uma voz nada agradável interrompe nosso momento.

– Entra logo Vegeta, não temos o dia todo.

Cerro o punho com força para o careca e afasto meu corpo do dela.

Olho para dentro do jato e todos os lugares da frente já estão preenchidos, resolvo então sentar atrás ao lado da estressadinha.

Me acomodo ao meu lugar com os braços fechados e percebo o olhar de Kakarotto do banco da frente.

– O que quer Inseto? – pergunto com a sobrancelha arqueada.

– Pode troca de lugar comigo? – ele pede apontando Chichi com a cabeça.

Balanço a cabeça em sinal de positivo, eles precisam se entender logo, me levanto e dou um tapa no ombro de Kuririn.

– Ei careca, eu piloto hoje, você quase nos matou ontem.

•••

Goku

Estou sentando ao lado de Chichi que está concentrada demais na paisagem que surge através da janela.

No que será que deve estar pensando?

Crio coragem e me esforço para puxar assunto com ela.

– Eu adoro observar as árvores – digo.

Que coisa mais estúpida para se falar.

– Eu também, me lembra as montanhas – responde com um tom de voz suave sem tirar os olhos da janela.

– É, e do meu avô...

Ainda dói lembrar dele.

– Já tivemos uma conversar parecida com essa uma vez.

É, disso eu me lembro.

– Mas em vez das árvores, eram estrelas.

Ela não diz nada só balança a cabeça concordando ainda com o olhar fixo lá fora.

– É tão difícil olhar para mim assim? Devo ter feito algo realmente ruim naquela noite.

Ela sorri e se vira para mim.

A luz do sol vinda da janela atrás dela, faz com que eu tenha nesse momento a melhor visão do mundo.

– Não é isso, é que a paisagem é realmente incrível, olhe.

Inclino o corpo até janela e aproximo meu corpo do dela.

Ela tem razão, a vista é incrível daqui de cima.

 – Tão linda quanto você – meu pensamento escapa da minha boca, e eu coro.

Ela olha para mim envergonhada.

– Não minta, eu nem sou tão bonita assim, não sou feia, mas não chego aos pés de Bulma ou das outras garotas da faculdade.

Reviro os olhos, e solto uma risada.

– Tudo bem, pode não ser tão bonita quanto elas.  E daí? Eu gosto da sua aparência, além do mais você tem um gênio extremamente forte, é corajosa, luta e cozinha bem. Perfeita!

Ela se vira para mim e nossos olhos se encontram, suas bochechas estão em tom clarinho de rosa.

Eu quero beija-la, e por um instante eu sinto que vou fazer...

– Chegamos! – ela exclama se levantando em um movimento rápido quando Vegeta pousa o jato na areia e se afasta logo de mim.

Sacudo a cabeça e me pergunto.

Quando foi que a perdi?

•••

Logo após o almoço maravilhoso feito por Chichi, Mestre Kame me pede para se transformar em Super Saiyjin (Eu e Vegeta decidimos nomear a transformação assim) no treinamento de hoje. Segundo o velhote desse modo irá despertar o ódio de Vegeta. Dou um sorrido de lado como se ele já não tivesse ódio suficiente.

•••

Vegeta

Enquanto visto meu traje de luta para mais uma tarde de treino, ouço Kakaroto gritar:

– Ei Vegeta, não precisa se montar todo, eu vou acabar com você de todo jeito mesmo.

Cerro os dentes e olho para cima, otimo como previsto, o bastardo está na forma de Super Saiyajin.

Quando cheguei a ilha mais cedo, pedi para o velho convencê-lo a se transformar com a desculpa que queria despertar a minha transformação. Mas na verdade, meu objetivo é descobrir se a amnésia está de fato relacionada com isso.

Aaargh, só estou me sujeitando a isso, porque “Little Stress” prometeu que não me faria dançar no trabalho e ainda se ofereceu para fazer meu lanche por um mês, a maldita cozinha bem.

Levo meu corpo a mesma altura de Kakarotto, mantendo uma boa distância e aponto em sua direção

– Não se sinta tão confiante verme, eu vou arrancar esse seu sorrisinho sarcástico do rosto com apenas um soco em meu estado normal.

Ele ri, o que me faz ter mais ódio ainda.

– Você só está blefando, nós dois sabemos que está louco para se transformar em Super Saiyajin e me superar. Você não pensa em outra coisa, além disso.

– E se eu não for capaz disso, se for algo só seu? "Kakaroto, o lendário guerreiro dourado, o mito! ” – mesmo que tenha dito em tom sarcástico, sinto vontade de me socar por dizer essas palavras.

– O Príncipe dos Saiyajins dizendo uma coisa dessas? Você envergonha nossa raça Vegeta! – diz com um sorriso debochado nos lábios.

Cerro os dentes com mais força, isso vai ser mais difícil do que eu imaginei.

– Vocês ficarão se atacando só com palavras? Ou terá alguma ação? – pergunta o velhote batendo palmas.

Voo rápido em direção a Kakarotto e acerto sua mandíbula com um soco.

– Nada mal Vegeta – ele vira o rosto lentamente para mim, e limpa sua boca sorrindo. – Agora é minha vez!

Tento dá-lhe outro soco, mas ele segura meu punho com as mãos, tento atingi-lo com o outro punho, mas também o defende.

Droga.

Vejo suas pernas se moverem e tento me defender, em vão. Levo uma joelhada na barriga, outra no queixo, tento desviar a dor na minha mente e então recebo um chute que me derruba de costas na areia.

Abro os olhos e rosno.

Maldito.

Kakarotto se aproxima de mim flutuando e em um movimento rápido vou para trás de seu corpo e o atinjo com uma cotovelada, ele cai com as palmas das mãos na areia e tenta me atingir com um coice, consigo desviar e emito uma energia que o acerta.

Onde ele está?

De repente sinto um aperto no pescoço, levo as mãos em seu braço tentando me soltar sem sucesso.

– Se você se transformar conseguirá se soltar, vamos Vegeta, cadê aquele orgulho todo?

•••

Chichi

O plano tinha começado a dar certo, Kuririn e Yamcha dormem na sala, enquanto Goku e Vegeta treinam lá fora observados por Mestre Kame.

Termino de lavar a louça do almoço e me junto a ele.

– Vamos Vegeta, você não aguenta mais.

Reconheço imediatamente o tom sério na voz do Goku, é o mesmo que...

“Preciso te dá algo...

Algo que marcará como minha para sempre...

Será algo só nosso. ”

Olho para cima e Goku mantém o corpo de Vegeta preso em seus braços.

Seus cabelos estão loiros, seu olhar apesar do tom claro de verde, é escuro

– Gwaagh... – Vegeta olha para mim com os olhos semiabertos.

Um choque percorre minha espinha e eu entendo o recardo.

– SOLTE-O, AGORA! – grito.

– Chichi? – Goku me olha do alto para mim e solta Vegeta imediatamente.

– Coof, não... se... meta...

– ESSE MONSTRO VAI ACABAR TE MATANDO VEGETA.

– EU NÃO PRECISO QUE TENHA PENA DE MIM! – com a palma da mão estendida, Vegeta emite uma energia em minha direção, tampo meus olhos com o braço e ela explodi a uma distância segura de mim.

– COMO OUSA ATACA-LA, SEU IDIOTA.

Assim que minha visão volta a ser nítida, vejo Goku em cima de Vegeta dando uma sequência de socos em seu rosto.

– Se transforme Vegeta, ai sim será uma luta justa.

– EU JÁ MANDEI VOCÊ PARAR! – grito novamente.              

– É para o bem dele, Vegeta precisa se transformar... – diz Mestre Kame apertando meus quadris. 

– NÃO VOU PERMITIR! – dou um soco na cabeça do velho. – A TRANSFORMAÇÃO TORNOU GOKU INSENSÍVEL, DESNATURADO E CRUEL!

Quase que instantaneamente Goku aparece em minha frente, seus gelados olhos verdes se encontram aos meus assustados, por um segundo tenho vontade de abraça-lo.

Ainda é meu Goku, eu sinto que é.

– Vegeta acabou de te atacar e você acha isso tudo de mim? – ele tenta tocar meu rosto, mas dou dois passos para trás me afastando. – Eu superei meus poderes por você, pois não suportei a ideia de vê-la sofrendo nas mãos de Freeza, e você me trata como se eu fosse o vilão.

Sinto vontade de chorar, mas devo continuar com o plano.

Sacudo minha cabeça.

– Ah que romântico! – Vegeta debocha – esse sentimentalismo falso me causa ânsia de vômitos, onde estava o herói, quando a amada foi abordada seminua por cinco caras aquela noite na praia?

Abaixo o rosto e sinto meus olhos se encherem de água.

– O que ele está dizendo, é verdade Chichi? – Goku pergunta preocupado.

Confirmo com a cabeça.

– humpf, o herói não se lembra?  Você a deixou sozinha Kakarotto, você a deu de jantar para Leões famintos.

Goku o encara com os olhos ardendo em raiva.

– CALA A BOCA VEGETA! – ordena.

Vejo uma energia crescer na palma de sua mão e entro em sua frente para evitar que emita sobre Vegeta.

– Você não ousaria ferir o homem que impediu que uma barbaridade acontecesse a mim e permitiu que seu filho nascesse – digo firme.

– Filho? – Os dois dizem juntos com os olhos arregalados.

– Não se lembra? Você jurou nos proteger, disse que iria voltar para gente. UMA MENTIRA!

– Nosso amor gerou fruto aquela noite? – um sorriso surge em seu rosto. – Eu sabia, eu senti! Então, é menino? Qual seu nome? Como ele é? Eu preciso conhece-lo – ele pergunta desesperadamente.

Meu corpo se enche em fúria, balanço a cabeça em desespero.

O que? Ele se lembra?

Uma onda de calor cresce dentro de mim, cerro meus dentes com raiva e dou um tapa com toda força em seu rosto que meus dedos ardem com o impacto.

– Por que fez isso? – pergunta enquanto esfrega com a mãos o local onde eu acabo de atingir.

Estúpido.

– Ainda ousa perguntar o motivo? Você me abandonou aquela noite, não deu um sinal sequer para mim em cinco anos, volta e age como se nada tivesse acontecido e vem me dizer que já sabia?

– Eu fiz isso para proteger vocês.

– Proteger? – solto um riso irônico.

– Aquela noite eu senti que estava sendo controlado por alguma coisa estranha. Tive medo do que poderia acontecer a você, por isso a deixei sozinha, se achasse que eu tivesse a abandonado desistiria de me acompanhar no intercâmbio. Eu esvaziei uma parte da minha mente, para que me esquecesse daquela noite e dessa forma protegeria você e nosso filho.

 Ele partiu meu coração aquela noite de propósito?

– O que? Explica isso direito – pede Vegeta se aproximando confuso.

– Essa lembrança está no meu subconsciente e em meu estágio normal não sou capaz de alcança-lo.

– Eu não entendo... – balanço a cabeça nervosamente.

– Kakarotto só se lembra daquela noite, como Super Saiyajin – explica. – Em vez dele controlar a transformação, é ela quem o controla através do poder mental – ele bate com o dedo na cabeça.

– É por isso que não quer se transformar Vegeta? Tem medo de ser controlado?

– E se for?

– Somos uns fracos no estágio normal, se você se tornar um Super como eu, seremos invencíveis.

– Tão invencíveis, que você estava sendo controlado por algo. O que era? Acha que está relacionado com a bebida rosa que tomou?

O drink rosa claro!

– Eu não sei...

– Você deveria ter me contado, eu teria te ajudado – digo.

– Você também estava estranha, grogue. Eu fui atrás de Vegeta, pedi ajuda...

Abaixo a cabeça e lágrimas escorrem do meu rosto voluntariamente.

– Chi.... – Goku se aproxima e eu permito que ele toque meu rosto, me sinto fraca para me afastar. Ele limpa minhas lagrimas com os polegares e levanta meu rosto, nossos olhos se encontram. O tom de verde que um dia achei lindo, agora não significam nada. Franzo meus olhos, e só consigo ter raiva do homem que eu amo, ou amava...

– Eu te odeio! – disparo nervosa contra ele.

Ele arregala os olhos assustados.

– Não diga isso, eu fiz tudo isso porque te amo.

– Me ama? – solto um riso irônico. – Então prove, faça o meu Goku doce e ingênuo se lembrar – levo meu corpo a sua frente e estendo meus braços.  – AGORA VEGETA! – grito.

– GALICK HO!

Fecho os olhos quando o clarão roxo se formando a minha frente.

– CHICHI, NÃO! – em um movimento rápido, Goku entra a minha frente me protegendo do ataque.

•••

Goku está caído na areia em seu estado normal.

Deu certo?

– Deu certo! – corro até Vegeta e o abraço – Você foi ótimo!

Ele me olha assustado imóvel, esqueci que o príncipe não gosta muito de demonstrações de afeto.

Me afasto e olho para o chão envergonhada.

– Você foi incrível estressadinha – diz levando as mãos a meus ombros e sorri timidamente.

Ele tem evoluído, gosto desse Vegeta!

– Formamos uma ótima dupla! – exclamo.

– Não é algo que me agrade, mas tenho que concordar. Somos bons juntos! E esse filho? – pergunta dando um soco de leve em meu ombro direito.

– Éh...

Vou contar de Gohan, mas uma voz nervosa me interrompe.

– O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI?

– Bulma? – dizemos juntos.

Sua sobrancelha está arqueada e não parece gostar do que vê.

– Deste quando está aí? – pergunta Vegeta nervoso.

– Deste seu ataque certeiro em Goku – diz Mestre Kame. – Estou impressionado Vegeta! Hoje à noite vocês meditarão, vou pedir ajuda a Piccolo. Nada de transformação até estarem aptos a controlar o poder da mente, agora leve Goku para dentro.

Vegeta vai pega-lo, mas Bulma entra em sua frente.

– Por que o atacou daquele jeito?

– Eu posso te explicar – digo levando a mão em seu ombro.

Ela se vira para mim com uma expressão desanimada.

– Melhor eu não saber, o diálogo entre vocês já deixou tudo bem claro.

 Ela acha que eu e Vegeta... A ideia me faz enjoar.

– Não é nada disso Bulma – reviro os olhos.

Ela vira o corpo e corre para dentro da casa de Kame.

– O que deu nela? – Vegeta me pergunta confuso.

– Vai atrás dela, eu cuido de Goku!

•••

Vegeta

Corro atrás de Bulma e a alcanço no topo da escada no segundo andar da casa.

– Bulma?

Ela para e me encara com os olhos semicerrados.

– O que há de errado com você? – pergunto.

Ficamos encarando um ao outro por um tempo.

Ela cruza os braços e dispara contra mim.

– Você quase mata o Goku e ainda tem a ousadia de flertar com a garota que ele ama?

Sinto vontade de ri.

– Defina Flerte – tombo a cabeça para o lado e suspiro.

Ela me encara com um olhar sombrio.

– “Você foi incrível estressadinha”! “Somos bons juntos”! Você a deu um apelido carinhoso e nem se afastou do abraço dela.

Me esforço para abafar meu riso e adoto uma expressão séria.

– Está com ciúmes de mim com a estressadinha? Saiba, que sua relação com o Kakarotto é mais calorosa do que está que acabou de presenciar.

Ela pisca para mim e abre a boca para responder, porém a agarro pela cintura e a coloco em meus ombros.

– Vem comigo, precisamos conversar.

– AARRRGH, ME SOLTA! – ela se debate com socos e pontapés enquanto caminho para um dos quartos.

– Pronto – a coloco no chão em minha frente, seu humor parece estar mais moderado.

– Posso te perguntar uma coisa? – ela pergunta com um beicinho.

Como resistir a ela?

– Pergunte.

– O que vocês fizeram?

Sento apoiado com as costas na parede.

– Chichi me procurou hoje cedo e me contou sobre suas suspeitas da conexão entre a bebida rosa com as amnésias e pediu para que eu contasse minha versão daquela noite...

– E você? – ela me pergunta sentando ao meu lado.

– Contei o que eu achei necessário – viro meu rosto em sua direção e nossos olhos se encontram.

– Eu gostaria que me contasse – ela murmura.

Consinto com a cabeça.

– Eu passei a festa inteira fazendo o possível para que tudo fosse perfeito para uma certa garota de cabelo azul.

Ela ri e eu continuo.

– Parece que fui o Herói de todo mundo, até mesmo de Kakarotto... – desvio o olhar do dela, respiro e abaixo a cabeça.

– Eu não consigo me lembrar de nada, fiz algo errado? – pergunta com um tom de voz suave.

– Exceto que correu atrás do Yamcha a noite inteira e bebeu demais? – faço uma careta para ela.

– Aaargh, minha primeira vez perfeita! – ela revira os olhos.

Eu que digo aargh, ela queria que fosse ele tanto assim?

– Você teve uma primeira vez perfeita Bulma! – digo firme.

Ela aproxima o corpo para mais perto do meu e escora a cabeça em meu ombro levando o rosto ao meu pescoço, uma sensação de conforto e calor invadem meu corpo.

– E como encontrou Chichi?

– Encontrei Yamcha.

– E consequentemente evitou uma barbaridade.

 Faço sinal de positivo com a cabeça.

– E quanto a Goku?

– Kuririn me avisou que ele estava precisando da minha ajuda e imediatamente fui até Kakarotto que se debatia na areia, quando me aproximei ele pediu para cuidar de Chichi e voou em direção aqui.

– Você pediu para o Piccolo leva-la para despedir do Goku...

– Era o que ele queria, não era?

– E como chegaram ao plano de hoje?

– Eu já desconfiava que o esquecimento de Goku estava de alguma forma ligada ao Super Saiyajin, quando Chichi me contou da noite com Kakarotto eu tive a ideia de pedir ao velhote que o convencesse a lutar comigo transformado – explico.

– Foi arriscado.

– Mas valeu a pena, ele confessou que o Super Saiyajin tem controle total sobre nossa mente, e escolhe o que vamos lembrar ao voltarmos para o estado normal.

– É por isso que não quer se transformar? Eu sei que você pode, eu já o vi fazendo na sala de gravidade.

Inclino a cabeça para olha-la.

– Tenho sido observado por você todos esses anos? – pergunto quase sussurrando.

– Às vezes.

Franzo a testa e ela desvia o olhar corada.

Melhor mudar o assunto.

– Tem mais uma coisa, Kakarotto disse que sentia que estava sendo controlado por algo. Acha que tem a ver com a bebida rosa?

– Se tivéssemos alguma amostra, eu poderia analisar – ela suspira – mas só temos achismo.

Envolvo meus braços em sua volta a puxando para mim, ela se alinha em meu peito e beijo sua cabeça.

Ficamos em silêncio por um tempo.

– Agi feito uma idiota hoje.

Rio e concordo com a cabeça.

Levanto e estico meu braço gentilmente para ela se levantar.

– Você deve desculpas a alguém.

– Chichi é minha amiga, e você... bem...você é o Vegeta, vou agora falar com ela.

Ela gira o corpo para sair e eu a puxo de volta.

– Onde você pensa que vai?

Seus olhos azuis brilham confusos, sem desviar a atenção dos meus, ela suspira e abre a boca, aperto minhas mãos em seu rosto e a beijo.

Enquanto levo minha língua até a sua, ela envolve meu pescoço com os braços, travo seu corpo entre o meu e a parede, e sinto seu gemido por entre nossos lábios. Percorro uma das mãos até sua cintura, e subo com ela lentamente por dentro de sua blusa até chegar em seu seio farto, o aperto, o esmago entre os dedos com desejo e Bulma geme novamente. Levo os beijos até seu pescoço, e com a outra mão deslizo o zíper de sua blusa para tira-la, porém sinto um empurrão, abro os olhos e ela tenta se libertar de mim.

– Melhor não Vegeta, tem gente aqui...

– E o que isso importa? – mordo seu queixo – todos estão distraídos lá em baixo.

Tento tirar sua blusa, mas ela impede, fecha o zíper e afasta o corpo até a porta.

– Você precisa de uma ducha gelada.

Quanto mais eu demonstro o que eu sinto, mais difícil fica!

Apoio a cabeça na parede e a soco com raiva.

– Aaargh, sou um estúpido!    



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