História Marcas eternas... (HIATUS) - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dragon Ball
Personagens Androide Nº 17, Androide Nº 18, Bulma, Chaos, Chichi, Gohan, Goku, Kuririn, Lunch, Mestre Kame, Piccolo, Tenshinhan, Vegeta, Yamcha
Tags Dbz, Dragonball, Dragonballz, Gochi, Saiyajin, Vegebul
Visualizações 141
Palavras 4.717
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - A combinação entre uma Terráquea e um Saiyajin!


Fanfic / Fanfiction Marcas eternas... (HIATUS) - Capítulo 29 - A combinação entre uma Terráquea e um Saiyajin!

Chichi

Ainda de olhos fechados, aprecio a gostosa sensação dos seus longos dedos afagando meu cabelo, enquanto escuto seu coração bater em um ritmo suave, assim como o da sua respiração.

Estou em cima dele? Quando foi que vim parar aqui?

Dou um sorriso e involuntariamente meu corpo se alinha mais sobre seu peitoral másculo.

– Chi, está acordada? – Goku sussurra.

– Ahn - Ahn – murmuro negando e ele ri alto.

– Ohayou, princesa...

– Ohayou meu amor, dormiu bem? – pergunto acariciando sua pele exportar dentro do roupão levemente aberto com os dedos.

– Nunca dormir tão bem em toda minha vida – ele dá um leve beijo em minha cabeça e ergue o corpo. – Mas, hora de voltarmos ao mundo real.

– Não! – forço meu corpo contra o dele o impedindo de se levantar. – Fica mais um pouquinho – desamarro a faixa de seu roupão e levo minha boca até seu pescoço dando leves mordidinhas. – Hoje é domingo...

– E se nosso pequeno entrar aqui...

– Não se preocupe, ainda é cedo – desço com os beijos por toda a extensão de seu corpo até chegar aos gominhos de seu abdômen. – Nosso pequeno está dormindo feito um anjinho agora.

Me posiciono de joelhos por entre suas pernas e mordo meu lábio inferior com o olhar fixo no dele.

– Aconselho se ajeitar melhor no travesseiro, terá uma ótima visão.

– O que voc... – sua voz falha no momento que começo a massagear seu membro com a palma da mão.

– Caramba, Chi – ele arfa.

Enrolo meu cabelo em um coque frouxo, inclino meu corpo e lambo lentamente sua bola esquerda.

Goku solta um gemido rouco e contrai o corpo.

Empunho firme seu membro já ereto e círculo a pontinha com a língua. Ergo meu olhar ao dele, que é um ônix ardendo em chamas, dou um sorriso de canto e passo a língua molhada por todo meu lábio, mostrando o quanto aprecio seu sabor.

– Gostoso – sussurro baixo, só para provoca-lo ainda mais.

– Quer me matar? – ele pergunta com a respiração ofegante.

– De prazer – respondo e abocanho seu membro com vontade, o fazendo gemer alto.

Enquanto seguro a sua base com a mão, desço e subo com a boca fazendo carinhos com a língua.

– Não. Para. Chi... – ele se queixa quando o tiro da boca para pegar ar.

– Estava bom? – pergunto o encarando séria.

– Unhum – ele balança a cabeça confirmando.

– Gosta assim? – pergunto o manuseando em um vai e vem.

– Só que com a boca.

– Mostre-me como – pego sua mão e a coloco em meu cabelo.

Ele se ajeita melhor no travesseiro, agarra firme meu coque e leva minha boca de volta a seu membro rígido, ditando o ritmo do meu movimento.

Fecho os olhos, e me permito sentir um novo nível de prazer na nossa relação. Chegar ao orgasmo junto a Goku, é magnifico! Mas tê-lo aqui, tão entregue e excitado com meu ato é tão prazeroso quanto.

– Ei casal – alguém chama batendo na porta. – Levantem-se.

Goku me puxa para cima, me fazendo encara-lo e eu faço um biquinho desapontada.

– Piccolo – ele murmura.

– Ignora e volta a relaxar – tento voltar ao que estava fazendo, mas ele impede.

Que droga!

– Eu sei que os dois estão acordados, inclusive sei exatamente o que estão fazendo – minhas bochechas ardem de vergonha.

Como é possível? Ou será blefe?

– Olhem os telefones de vocês, Bulma acaba de mandar uma mensagem urgente.

– Obrigado Piccolo – Goku grita. – Já estamos levantando.

Franzo a sobrancelha e faço um gesto de negativo com a cabeça.

– Ótimo, estarei esperando na cozinha.

– Que pervertido! – exclamo e engatinho até a mesa de cabeceira.

Pego meu celular e leio a mensagem da azulada.

 

“ Descobri o objetivo do soro rosa!

Espero vocês a tarde, aqui na corporação cápsula.

                                                   Beijinhos Bulma ❤ ”

 

 – Já era tempo – Goku me dá um beijo no pescoço e se levanta. – Vou tomar um banho.

– Ótima ideia – digo me levantando até ele e deixo meu roupão cair ao chão ficando nua a sua frente.

Ele assobia e seu olhar percorre meu corpo por inteiro. Meu rosto queima e eu desvio o olhar para baixo envergonhada.

– Bem – ele coloca o braço para trás da cabeça. – Você toma aqui, enquanto eu tomo no banheiro do quarto de Gohan.

– Mas... – volto a olhar para Goku, com um beicinho que sei que ele ama quando eu faço. – Ontem foi tão bom, você não gostou?

– Não! – ele exclama e eu volto a olhar para baixo com o coração ardendo. – Quer dizer, foi incrível!

– Você já enjoou de mim – digo fazendo manhã, ele não pode me largar aqui, tão excitada.

– Chi, eu também quero, ô se quero – ele ergue meu rosto com as mãos e escota o nariz na minha bochecha. – Mas, eu estou louco para ver nosso pequeno – dou um sorriso com o que ele diz. – E ainda tem esse soro, posso descobrir enfim o motivo desses surtos.

– Ainda temos um tempinho, até Gohan acordar e a Bulma pediu para irmos à tarde – volto a olha-lo. – Dá tempo de tomarmos um banho juntos, eu quero terminar o que Piccolo interrompeu – ergo meu corpo na ponta do pé e colo nossos lábios – eu quero você, amor.

– Eu não estou entendo esse fogo todo, é sempre eu que tenho que tomar a iniciativa – ele diz ainda com os lábios nos meus.

– Então aproveita.

– Guarde-o para de noite, quando poderei ser todo seu – ele me dá um beijo rápido e se afasta saindo do quarto.

Aaargh, talvez o segredo é se fazer de difícil! Não me terá hoje à noite, só para sentir na pele o quanto é ruim não ter o desejo saciado.

•••

Lazuli

– Onde a nº 18, pensa que vai?

– Não te devo satisfações, velho! – exclamo, já próxima da saída.

– Saia por esta porta e eu acionarei a bomba – me viro para trás e encaro Doutor Gero com o dispositivo na mão, rindo de deboche.

O desgraçado me tem nas mãos, graças a essa bomba implantada em meu coração.

– Ela está indo a Corporação Cápsula – Lapis entra no laboratório. – Parece que a azulada descobriu o segredo do seu soro, Doutor!

– E quanto aos dois inúteis, o que descobriram?

– Eu descolei o sangue de Vegeta – meu irmão responde cruzando os braços.

– E eu já lhe contei sobre a gravidez de Bulma – digo.

– A herdeira da corporação cápsula – Gero solta uma gargalhada e continua. – O príncipe escolheu bem a parceira de procriação, não podia ser mais perfeito. E quanto ao outro Saiyajin, teve filhote?

– Pelo que notei na festa, não – Lapis me olha para que confirme.

– Chichi, nunca mencionou algo do tipo.

– E essa moça, tem algo em especial?

– É filha do Rei Cutelo da montanha Fry-Pan, e também é uma artista marcial. É adepta do estilo tartaruga.

Merda Lapis, não precisa revelar tudo para esse velho nojento.

Estranho, estou começando a me incomodar com a situação. Sinto como se estivesse os traindo de verdade, principalmente a Kuririn, eu realmente, gosto dos momentos ao lado do baixinho.

– Pupilos de Kame! – Gero acaricia o queixo pensativo. – Uma cria oriunda desses dois, seria interessante. – ele se levanta e aponta para mim – O que faz ainda aqui? Vá logo 18 e traga boas notícias.

•••

Chego a corporação cápsula, acompanhada de Kuririn e Yamcha. É um lugar realmente incrível e enorme, Bulma tem bastante dinheiro mesmo.

– O que faz aqui? – pergunta Vegeta sério com os braços cruzados e seu peculiar humor diário, assim que entramos na sala.

– Eu faço parte da equipe deste antes de você pisar na terra, e além do mais fui vítima do soro – Yamcha o responde.

– Humpf, não é com você verme, e sim com a loira – ele me encara desconfiado e eu o encaro de volta.

Não deixarei este metido marreto me intimidar. Se ele soubesse a vontade que tenho de quebra-lo, pensaria duas vezes antes de se dirigir a mim.

– Ela está comigo, Vegeta – informa Kuririn. – Melhor se acostumar com a presença dela, assim como eu tive com a sua.

– É super bem-vinda a minha casa, Lazuli – exclama Bulma, descendo as escadas, já com uma barriga perceptível de gravida e eu lanço um sorriso glorioso para o príncipe mal-humorado.

•••

– Yo, Buulmaaa – um garotinho de cabelos pretos corre em direção a azulada que se agacha e o abraça.

– Quem é essa criança? – pergunta Yamcha.

– É filho de Kakarotto com a estressadinha.

Interessante...

– Oi, pessoal! – me viro e vejo Goku, Chichi e Piccolo. – Diga oi para os amigos do papai, Gohan.

– Oi – ele diz tímido.

Gohan, como eles conseguiram te esconder por todo esse tempo? Gero adorará saber, sobre você...

•••

Bulma

– Meus pais estão na estufa cuidado dos dinossauros. Você gosta, não é? – Gohan faz que sim com a cabeça. – Por que não vai conhece-los? – ele olha para Goku e Chichi como se pedisse permissão. – Tenho certeza que seus papais, não se importam – digo.

– Se comporte! – Chichi exclama e o mini-saiyajin corre animado até a estufa.

É um fofinho!

– Cara, por que não me contou? Achei que éramos amigos.

– Deixa de drama Kuririn! – exclamo ficando de pé. – Nem Goku, sabia de Gohan.

– Pelo visto, os Saiyajins estão mesmo dispostos a restaurar a raça – ele ri piscando para Vegeta.

– Humpf – o príncipe bufa revirando os olhos.

– Bem, já que estamos todos aqui, me acompanhem até meu laboratório – digo dando de ombros. – Ira entender, o motivo real, Kuririn.

•••

Chichi

O laboratório de Bulma é todo tecnológico, e as luzes dos equipamentos de última geração não param de piscar no ambiente branco e azul.

Me dirijo até uma bancada de aço inox e puxo uma banqueta para me sentar.

Em minha frente há três gaiolinhas, com ratinhos brancos, meu coração aperta com a ideia de terem sido usados como cobaias.

– Não faz essa cara, Chichi, eu cuido deles direitinho – a azulada diz como se estivesse acabado de ler minha mente.

– Você testou o soro neles? – pergunto.

– Foi preciso – ela me responde um pouco sem jeito.

– Vegeta, não foi uma cobaia útil? – debocha Yamcha.

– Aaargh, seu verme – o príncipe avança sobre ele, mas Goku o impede.

– Vamos deixar Bulma explicar.

– Obrigada Goku – ela o agradece e continua. – Bem, aqui nós temos cinco ratinhos, três machos e duas fêmeas – ela liga uma tela digital, e projeta imagens explicativas, o que é um alivio, se não teria que explicar cada frase a Goku.

– Goku e Chichi, Você e Vegeta e qual seria o sozinho? Eu ou Yamcha? – Kuririn ri, mas ninguém acha graça. – Ah qual é!

– Se você não calar a sua boca, eu te taco para fora daqui – ameaça Piccolo com o punho cerrado. – Continue Bulma – ela assente com a cabeça e volta a falar.

– Eu os separei em casais:

• Casal A: apenas o macho foi infectado com o soro

• Casal B: os dois foram infectados com o soro.

– E o terceiro macho? – pergunta Vegeta com os braços cruzados, escorado na parede.

– Eu modifiquei o dna dele, para um de Saiyajin – ela responde projetando uma molécula de dna na tela.

– E como conseguiu a amostra? – Vegeta a encara impressionado e admirado.

– Eu peguei da cicatriz deixada pelo rabo – ele franze o cenho no instante que ela o responde.

– Não se preocupe, você não foi a cobaia. Bulma, usou o código genético de Gohan – digo atraindo a atenção de Goku.

– Ele tem cauda?

– Tinha, eu a arranquei para evitar um estrago – responde Piccolo.

– Bem, não é tão preciso quanto a um dna de Saiyajin puro, mas obtive resultados satisfatórios. O soro atingiu o sistema nervoso central desse ratinho e sua energia vital aumentou um pouco, porém suas características físicas ao contrário do que aconteceu com Goku e Vegeta, não mudou.

– Por ser um híbrido, talvez com um dna puro, elas mudariam – Lazuli diz.

– Não, pois usei o código genético de Goku.

– O que?! – ele exclama chocado. – Como... 

– Desculpa – sussurro para ele.

– Tem mais alguma coisa, que esconde de mim? – ele me encara sério.

– Não, isso é tudo – respondo com a cabeça baixa.

– Antes que perguntem – Bulma se vira para Vegeta e continua. – Gohan, também pode se transformar em Super Saiyajin, e seu dna é mais eficiente do que o do pai – o príncipe se aproxima da tela com a boca aberta.

– O resultado terráqueo + saiyajin é tão eficiente assim? – ele pergunta para ela, que sorri acariciando a barriga. – Então, quem formulou o soro estava ciente desse poder – Vegeta dá dois passos até Bulma e eu dou um sorriso quando ele estende o braço até o ventre da azulada.

Uma reconciliação?

– E porque acha isso? – Piccolo interrompe a cena perfeita entre os dois. – Gohan é o primeiro hibrido das duas raças.

– E foi gerado graças ao soro – ela me olha como se pedisse desculpas. – Sei que vocês dois passaram a noite, sem influencia alguma, assim como eu e Vegeta. Teria acontecido de todo jeito, com soro ou não, mas ele potencializou a chance de gerarmos um mini-saiyajin.

 – Como?! – pergunta Piccolo.

– É aí que entra os outros ratinhos.

• Casal A: a fêmea não ficou prenha até hoje.

• Casal B: a fêmea está prenha.

 – Chi – Goku sussurra – Você entendeu? Pois estou perdido – ele coça a cabeça confuso.

– Deixa a Bulma explicar – sussurro de volta.

– Além de atingir o sistema nervoso, o soro afeta o reprodutor também, sendo o responsável de tornar a fêmea fértil, mesmo se ela não estiver nesse período.

Por isso naquela festa, eu convidei Vegeta para um mergulho, mas como ele não tinha ingerido o drink por ter quebrado a taça, não ficamos juntos. Já Chichi e Goku, estavam na situação perfeita!

– Eu e Yamcha também o ingerimos – Kuririn diz.

– Verdade, e você passou a noite com Maron, certo? – ele faz que sim com a cabeça, vermelho.

– Bem, ela não ingeriu o drink – Bulma o responde convicta e vira para Vegeta em seguida com um sorriso de orelha a orelha. – E eu e Yamcha, não tivemos nada naquela noite.

– Mas, e se o soro só fizer efeito em nós Saiyajins? – ele pergunta.

– Não faz, vocês só se transformaram pois afeta o sistema nervoso do corpo, assim como a transformação – ela o responde e ele dá um sorrido tímido.

– Eu tenho uma dúvida – diz Piccolo. – Se o criador do soro, arquitetou tudo isso interessado no hibrido. Por que até hoje, não veio atrás de Gohan?

– Por não saber de sua existência – Lazuli responde baixo, mas nada que não consigamos ouvir.

– Faz sentindo, ninguém sabia dele até Goku voltar – diz Kuririn.

– Ou talvez a intenção dele, era apenas controlar os Saiyajins – a loira diz firme, mudando rapidamente de opinião.

– É, até hoje sinto os efeitos dessa droga – Goku diz.

– Achei que você e Vegeta já tivessem controlado.

– Eu também, Kuririn. – ele suspira desanimado.

– Goku, teve um leve surto ontem – digo.

– E quanto a você, Vegeta, o que pensa sobre? – Piccolo o pergunta, mas ele parece com os pensamentos longe. – Vegeta... – ele sacode a cabeça e olha para Piccolo ainda meio perdido. – Qual sua opinião? – o outro insiste.

– O filho de Kakarotto e a gravidez de Bulma já não são mais segredos – ele encara Lazuli de forma séria e continua – Vamos aguardar, acredito que teremos a resposta em breve...

•••

– Como contou para Goku, sobre Gohan? – Estamos no sofá tomando café com bolinhos, servidos pela senhora Briefs, quando Bulma me pergunta.

– Ele descobriu sozinho – respondo levando a xicara a boca. – Viu Gohan treinando com Piccolo e acredite, chegou a conclusão por si só.

– Eu falei que isso aconteceria – ela me adverte. – Como foi a reação dele?

– Tivemos uma briga, o motivo real do surto dele – mostro meu pulso inchando a ela e continuo. – E isso foi o resultado.

– Chi, e vocês estão bem? – ela pergunta chocada.

– Sim, tivemos uma ótima reconciliação – dou um sorriso lembrando da noite.

– Goku jamais te machucaria, ele ama você.

– Eu sei Bulma, mas juro que apesar de achar lindo a tonalidade do verde, eu morro de medo daqueles olhos – dou um suspiro e olho para a xicara em minha mão. – E por mais que o ame, eu não sei se consigo aceitar o Super Saiyajin, e agora que sei que Gohan também pode virar um, fico mais paranoica ainda.

– Disse isso a ele? – sacudo a cabeça negando.

– Só que tinha medo de perde-lo.

– Deveria dizer que o ama, Chi. Estar na sua cara, mas a gente sempre gosta de ouvir – ela faz uma careta.

– Eu já disse na verdade, mas não sei se ele estava acordado para ouvir – solto outro suspiro e o olho do outro lado da sala conversando com Kuririn. – O convidei para ficar lá em casa por um tempo.

– Isto é ótimo! – ela exclama. – E quando é o casamento, ele fez o pedido? Este é seu maior sonho, não é?

– Era Bulma, aquela garotinha boba, já não existe mais.

– Não é verdade, ainda acho que a moça romântica das montanhas, ainda está aqui dentro – ela toca com o dedo em meu peito e sorri.

– E você e o príncipe marrento? – pergunto mudando de assunto.

– Ah, Chi – ela suspira – Vegeta, está sempre por perto, me observando de longe, só vai dormir quando eu resolvo ir. Ontem, fui tomar sol na piscina, e ele resolveu entrar na água e ficou por lá até eu terminar e voltar para casa. Tentei puxar assunto várias vezes, até do soro tentei falar, mas ele continua me dando um gelo, ou melhor, um iceberg.

– Reparou o jeito como ele te olhava no laboratório? Achei que já tivessem se entendido.

– Claro que reparei – ela sorri – Piccolo interrompeu um momento perfeito – ela faz uma careta e eu rio concordando

– Especialidade do verdão, hoje de manhã fez a mesma coisa comigo e Goku – reviro o olho e ela solta uma gargalhada.

•••

Goku

Já é noite quando me despeço de Kuririn e Lazuli na área externa da corporação cápsula.

– Nos vemos amanhã na ilha do Kame – ele diz flutuando. – Leve Gohan, o velho gostará de conhece-lo.

– Levarei – digo e olho para meu pequeno que dorme com o rosto escorado em meu ombro.

– Vá chamar a Chichi, para também irmos – ordena Piccolo. – Já é tarde e aquela máquina que dizem que voa é uma lesma.

– Pode colocá-lo na aeronave, enquanto vou busca-la? – ele assente com a cabeça e pega Gohan do meu colo.

•••

Caminho de volto a sala, e me aproximo de Bulma e Chichi.

– Onde está Gohan? – ela me pergunta preocupada.

– Dormindo com Piccolo na aeronave – respondo – Vamos para casa?

– Ah, ainda é cedo – Bulma lamenta fazendo bico.

– Antes de ir, podemos conversar Chichi? – Vegeta pergunta se aproximando.

Deste quando ele a chama pelo nome?

– Claro – ela o responde sorrindo, e eu não sei se gosto disso.

– Me acompanhe até meu quarto – ele dá de ombros e quando ela vai segui-lo eu a seguro pelo braço.

– Não mesmo – digo firme. – Piccolo está esperando por nós com nosso filho!

– Ei, você não responde por mim – ela puxa o braço irritada. – Diga a ele, que espere alguns minutos, tenho certeza que não se importará.

– Não se preocupe Kakarotto, ela está segura comigo.

E os dois sobem as escadas deixando eu e Bulma sozinhos na sala.

– Essa relação dos dois, não te incomoda? – pergunto.

– Eu vejo a relação dos dois, como a nossa.

– Eu não te convido para conversarmos, a sós no meu quarto!

– Relaxa Goku! – ela exclama rindo. – Chi é minha melhor amiga, além do mais ama você.

– Sei não viu.

– Como não sabe? Ela te convidou para morarem juntos.

– Como um hóspede – bufo. – Não como um... como diz mesmo? – levo a mão a cabeça e dou um sorriso sem graça.

– Marido?

– É assim que se chama quando duas pessoas vão morar juntas?

– Quando casam na verdade... – ela para por um instante e cerra a sobrancelha para mim. – É isso que quer? Casar com a Chichi?

– Mas ela não quer, Bulma.

– Ela não é mais a garotinha com que você dividia maçãs na beira do riacho.

Saudades daquela Chichi.

– É, eu sei, e nem eu sou o mesmo garotinho – digo.

– Este é o problema, Chi ama você, mas ainda é apaixonada por aquele garotinho ingênuo e despreocupado, que apesar do rabo não tinha poderes especiais. E quanto a você, é apaixonado por qual delas?

– Pela princesa da maçã deste sempre e pela guerreira deste que a vi na porta da casa do Kame quando voltei do intercambio – olho para ela que sorri para mim.

– Então, sabe o que tem que fazer?

– A Chichi de hoje se apaixonar pelo Goku de hoje...

•••

Chichi

Vegeta para na entrada do quarto e me convida para entrar, assim que passo por ele fecha e tranca a porta.

– O que há de tão grave? – pergunto um pouco assustada.

– Quando você estava grávida, recebeu alguma ameaça? – ele me pergunta sério.

– Não – digo.

– Nem quando o filho do Kakarotto nasceu?

– Meu filho e o nome dele é Gohan! – o advirto irritada.

– Que seja – ele revira os olhos e insiste. – Recebeu algo suspeito?

– Não, por que a pergunta? Está me deixando nervosa, Vegeta!

– Tenho que te mostrar uma coisa – ele caminha até a cômoda, abre a gaveta e me estende um cartão branco. – Leia.

Eu o pego e faço o que ele pede.

 

"PARABÉNS PAPAI SAIYAJIN,

Aconselho que aproveite o filhote enquanto ainda está no ventre da azulada, pois quando ele resolver sair: GAME OVER"

 

Meu corpo gela e meu coração dispara quando termino de ler, olho para Vegeta sem saber o que falar, abro a boca várias vezes mas não consigo emitir som algum.

– E ainda veio acompanhado a pétalas azuis sujas de sangue. Bizarro, não?

O meu sonho...

– Quando recebeu isto? – pergunto.

– Há uns dois dias atrás.

– Mostrou a Bulma?

– Apenas a você.

– Fez bem.

– Deste quando, ela está ciente da gravidez?

– Um mês mais ou menos.

– A loira já sabia?

– Sim, Lazuli foi uma das primeiras pessoas a saber da notícia.

– Eu sabia! – ele exclama socando o móvel – A garota tem ligação ao soro, assim como o irmão.

– E Doutor Gero – concluo.

– Certeza, coloque isto – ele me estende um scouter, porém eu nego com a cabeça, o objeto me faz lembrar o exército de Freeza, e eu não gosto da sensação. – Deixa de bobeira, este é o meu, coloque-o, preciso que veja com seus próprios olhos – ainda hesitante, pego o scouter de sua mão e coloco no rosto.

– Esta é a localização do laboratório de Gero – o scouter aproxima o mapa no local exato e eu posso vê-lo nitidamente a minha frente.

– É próximo ao litoral!

– Exatamente, agora olhe o endereço que os gêmeos deram na matricula da faculdade – ele aperta um botão no aparelho em meu rosto e o rastreador leva ao mesmo lugar que antes.

– Ela está usando o Kuririn...

– Não diga nada por enquanto, você precisa continuar a tratando normalmente, entendeu?

– Mas...

– Ela descobriu sobre o Gohan hoje, certo? – ele pergunta me interrompendo.

– Sim.

– Se você ou Kakarotto receberem algo parecido com isto – ele sacode o envelope em sua mão. – Ela é a responsável, e então contaremos aos outros. Enquanto isso, será nosso segredo.

– Eu preciso contar a Goku.

Já escondi coisas demais dele, e eu prometi que não mais faria.

– Nem ouse, ou é capaz de estragar tudo, sabe como aquele tonto é.

– Mas, e se alguma coisa de grave acontecer a Gohan?

– Não irá! – ele exclama e leva as mãos ao meu ombro, me encarando com seus olhos negros como a noite. – Confie em mim – faço que sim com a cabeça, hipnotizada com o olhar intimidador de Vegeta.

– Agora, melhor descermos, Kakarotto deve estar louco lá na sala – ele solta uma gargalhada e eu reviro os olhos.

– Talvez não, Bulma está fazendo companhia a ele, oras – solto um riso e ele bufa.

•••

– Que conversa mais demorada – diz Goku, quando já estou de volta a sala. – O assunto era muito interessante, pelo visto – ele cruza os braços e eu o ignoro indo até Bulma.

– Até amanhã, na Orange – a abraço forte, e ela solta um grunhido.

– Até Chi – a azulada me dá um beijo no rosto e eu me afasto com um aperto no peito.

– Não irá me contar? – Goku pergunta enquanto caminhados de volta a aeronave.

– Reparou a lua? Está linda! – aponto para o céu, tentando mudar de assunto.

– Nós combinamos não esconder nada um do outro – ele diz desapontado.

– Mas é assunto do Vegeta, eu não posso contar sem a autorização dele – explico e ele aumenta os passos me deixando para trás.

– Goku – digo assim que ele abre a porta da frente da aeronave. – Fica atrás comigo e com Gohan – peço e ele olha para Piccolo.

– Eu até prefiro que vá lá atrás mesmo, assim posso pilotar em paz.

Goku bate à porta ainda nervoso e se senta ao meu lado.

– Seria mais rápido, ir voando – ele bufa.

– Mas eu não sei – digo irritada – Se me instruísse...

– Pede a Vegeta.

– Boa ideia – digo e Piccolo ri.

– Eu posso fazer isso, já que estou ensinando a Gohan.

– Talvez eu devesse ter me casado com você Piccolo, mas não sei porque meu coração insiste no tonto do Goku...

Ele dá um sorriso e eu ergo meu rosto dando um beijo em sua bochecha, o impedindo de dá uma resposta, que poderia levar a uma nova briga.

– Você é o Saiyajin que eu quero! – exclamo e deito minha cabeça em seu ombro entrelaçando nossos dedos.

•••

Vegeta

– Bulma, nós vivemos ótimos momentos juntos, éramos felizes. Eu prometo que serei um ótimo pai para esse bebê...

Aaargh, essa voz irritante só pode ser daquele verme inútil.

Me aproximo mais da porta do escritório, para que possa escutar melhor a conversar entre os dois.

– O que você acha sobre minha proposta?

– Eu não sei Yamcha, o pai desse ou dessa mini-saiyajin é o Vegeta – dou um sorriso de satisfação com a resposta dela.

O que esse isento, quer com isso afinal?

– Mas ele deixou claro que não se responsabilizará pelo filho, Bulma! Eu posso ser o pai que aquele maldito não quer ser, te garanto que até melhor do que ele seria.

Aaagh, além de inútil é um insolente, minha vontade é de entrar lá e quebrar a cara dele.

Humpf, até parece que tem capacidade para criar um Saiyajin de sangue nobre.

– Eu sei a opinião dele sobre essa situação, mas... – ela responde cabisbaixa.

Vamos Bulma, coloque esse verme no devido lugar. – Eu irei pensar Yamcha, prometo!

O que?! Irá pensar?! Que mulher mais estúpida, o pior que sou apaixonado nessa azulado.

Dou três tapas na minha cabeça. Idiota, idiota, idiota!

•••

Caminho até a varanda, para que não perca a razão e comenta uma besteira, ainda mais com Bulma esperando um filho MEU, que fique bem claro.

É noite de lua cheia, e uma sensação nostálgica invade minha mente.

Aaah, se eu ainda tivesse minha cauda.

Estou sentando no guarda corpo quando vejo Bulma se despedir do verme. Espero que ela entre e voo até o maldito.

– Então, o verme se acha no direito de criar o filho de um príncipe dos Saiyajins?  – pergunto firme, cruzando os braços.

– É seu filho agora? Pensei ter ouvido da sua própria boca, que não faz questão alguma de assumir o bastardo.

– Aaargh – seguro a gola de sua camisa. – Não se meta em assunto meu e de Bulma.

– Irei me meter sim, pois eu a amo.

– Ama?! – solto um riso irônico. – Se a amasse não teria feito o que fez. Ela merece um homem melhor ao lado dela, e não um verme inútil como você.

– Com certeza, esse homem não é você, que de príncipe não tem nada.

Fecho minha mão em um punho e o acerto no rosto, sem piedade alguma.

– Fique longe dela e do meu filho!

– Isto quem decidirá é ela, e você já começou perdendo.

– Suma daqui, antes que eu te mate! – ordeno e ele voa para longe, em direção a ilha do velho.

Meu sangue Saiyajin está em ponto de ebulição, tive que me controlar ao máximo para não me transformar e arrebentar a cara dele.

Vou direto para a sala de gravidade, preciso extravasar minha ira e melhor que seja nos drones.

•••

Após horas treinando, a fome chega e decido ir até a cozinha sacia-la.

No meio do caminho encontro Bulma, sua barriga já está redondinha e seu rosto mais iluminado ainda. Ela está linda!

Mas não cederei a seus encantos, não ainda! Primeiro, tenho que me concentrar em protege-los, depois quem sabe quando esse turbilhão passar, não penso em formar uma família.

– Bons sonhos, azulada – sussurro assim que passo por ela, que apenas sorri, corada! 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Até o próximo capitulo ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...