História Maré - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Allybrooke, Camilacabello, Camren, Dinahjane, Fanfic5h, Fifth, Harmony, Laurenjauregui, Normanikordei, Norminah, Vercy
Visualizações 38
Palavras 2.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoinhas, estou aqui só para avisar que em uma determinada parte deste capitulo a cena é um pouco forte. Então caso você não se sinta confortável para ler, não leia! 

Boa leitura a todos, beijos de Luz. 

OBS: Meu Wattpad está com um bug, caso o capitulo esteja faltando alguma coisa me avisem please! Pq pra mim aparece normal só as vezes :(

Capítulo 9 - Fire


POV Lauren Jauregui.

Ralf saiu de sua caminhonete e caminhou em direção a porta do meu carro. Eu estava apertando minhas mãos ao volante. Tentei ligar o carro e o mesmo me deixou na mão, tentei novamente e nada. Ralf riu sonoramente de meu desespero. Eu queria sair dali, estava tarde, noite e eu estava sozinha com um cara que poucas horas atrás me encarava com olhar de fúria. Era nítido meu medo no momento.

- Essa caçamba velha não serve nem para te ajudar a fugir Jauregui – o homem falou dando um chute no pneu dianteiro ao meu lado. - Saia do carro! - ele disse sério.

Olhei para o mesmo tentando não demonstrar tanto medo, mas não sai de dentro do carro. Observei sua cara se fechar, pude ver novamente as veias de seu pescoço saltarem e então ele gritou.

- EU DISSE PARA SAIR DO CARRO! - deu um soco no capô e foi em direção a porta do motorista a qual eu pensei estar travada, mas por infelicidade do destino o homem a abriu.

Ralf me puxou pelos braços, fechou a porta atrás de mim e praticamente me jogou contra ela, me pressionando com seu corpo, segurou meus pulsos com uma mão só os machucando. Ele olhou cada detalhe do meu rosto e colocou uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha. Sorriu presunçoso. Meu coração estava acelerado e eu só estava pensando em como conseguiria sair dali.

Eu nunca tive medo de Ralf, sempre o enfrentei com as babaquices que ele falava, nunca nos demos bem, ele sempre arranjava uma forma de me provocar. Mas eu sabia que ele era um cara ao qual a sua capacidade eu não poderia duvidar, pois ele era capaz de qualquer coisa e era isso que eu temia.

- Está com medo lindinha? - falou próximo a minha boca e sorriu - Não parecia ter medo quando estava dando uma de macho pra cima de mim horas atrás - disse serio.

- O que você quer Ralf? - falei entre dentes, tentando soltar meus pulsos de suas mãos.

- Você logo vai saber o que eu quero branquinha – falou de uma forma maliciosa me dando náuseas.

- Me larga! - ordenei em vão.

- Shhh, quietinha ou vai ser pior – alisou meu rosto com sua mão - Olha Lauren.. - disse afrouxando o aperto em meus pulsos – Eu até que gostava de você, achava você mó gente boa. Mas ai tu quis dar uma de macho e se meter no meu caminho.

- Ralf eu... – tentei falar, mas ele me interrompeu com a voz um pouco mais elevada.

- Quem tu pensa que é garota? Andando pra cima e pra baixo com a minha mulher e ainda a defendendo como se fosse sua – Apertou meus pulsos novamente.

- Ela não é sua mulher! – disse com raiva o enfrentando.

- Quem disse que não? - falou pegando em meu pescoço.

- Ela! – falei com dificuldade.

Ralf deu uma gargalhada e me largou por um breve momento, ao qual verifiquei que meus pulsos estavam doloridos e meu pescoço também. O homem gargalhou e voltou a me segurar.

- Camila não sabe de nada! Muito menos você, ou acha que ela é uma santa? – riu sarcástico.

- Fala logo o que você quer! - disse irritada com aquela situação. O garoto riu maleficamente e minha vontade era de vomitar.

- Lauren, Lauren, eu quero te dar uma lição! - o homem passou as mãos em meu corpo e eu tentei me soltar de seus braços, minha vontade de vomitar só aumentava. - Primeiro, eu vou te ensinar o que é ser macho de verdade. - disse beijando meu pescoço, senti meu corpo tremer de nojo, eu não conseguia ser forte, estava apavorada e não sabia o que fazer – Depois você verá o resto.

Ralf me puxou pelos cabelos me levando em direção ao capô do meu carro, olhei para todos os cantos procurando uma forma de me defender, talvez um ferro ou uma madeira. Mas infelizmente não achei nada e a vontade de chorar já era grande. Em fração de segundos senti meu corpo se chocar com o capô do carro e a mão de Ralf entrar em minhas calças apertando-me. Eu me debatia tentando sair dali, mas Ralf era 3x mais forte que eu. Ele me segurava pelo pescoço, enquanto com a outra mão tentava se desfazer de suas calças. Senti meus braços livres e a oportunidade veio a tona, dei uma cotovelada em seu rosto e o homem foi para trás com o susto. Me lançou um olhar destemido, vi que um carro se aproximava e corri para o meio da estrada buscando por ajuda.

- SOCORRO!!! – gritei desesperada em direção ao carro e balançava meus braços no ar. Ralf me puxou novamente e ameaçou.

- Isso aqui ainda não acabou Jauregui. - falava enquanto andava até seu carro me olhando - Você ainda me deve uma, por ter salvado aquela sua amiga magricela!

Senti o alivio de ele estar indo embora, mas foi por pouco tempo até Ralf voltar e acertar um soco em meu rosto, pegando minha boca e meu nariz em cheio, fazendo minha cabeça girar.

- Isso é pra você pensar duas vezes antes de entrar no meu caminho! - entrou em seu carro rapidamente e saiu cantando pneu.

Só consegui observar as luzes de outro carro se aproximando e estava tudo embaçado, levei minhas mãos até o rosto e o mesmo estava sangrando. Um homem saiu de dentro do carro e correu até mim, chamando por meu nome, eu não sabia dizer quem era, meus olhos estavam repletos de lagrimas e ao lembrar de tudo aquilo coloquei o vomito preso em mim para fora.

- Lauren, o que houve? - questionou, ajudando-me a levantar – Precisamos ir para um hospital.

O homem que até então eu não havia notado quem era, olhou meus ferimentos e tirou seu casaco para estancar o sangue em meu rosto. Limpei minhas lagrimas, sentindo meu corpo tremer compulsivamente. Ao entrar no carro desconhecido, me dei conta de quem estava ali. Era Alejandro, pai de Camila. Mesmo estando um pouco tonta e com muita dor, o alivio era maior.

- Meu carro - falei preocupada – Preciso do meu carro.

- Ele ficará bem aqui, eu volto para busca-lo depois – o homem dizia enquanto tentava achar alguma coisa dentro do porta-luvas - Mas primeiro precisamos ver se você não quebrou nada e se está tudo bem. – sorriu triste e pegou uma necessary com alguns remédios dentro. – Tome este remédio para aliviar a dor – alcançou-me uma garrafa d'agua e o analgésico.

Sorri levemente para o homem, a dor era tanta que meus olhos se enchiam de lagrimas naturalmente. Meu corpo ainda tremia e eu não queira ir para o hospital.

- Eu.. – falei com muito esforço depois de tomar o remédio – Não quero ir para o hospital.

- Mas precisamos saber se irá precisar de alguns pontos, você está muito machucada – disse o homem calmamente enquanto dirigia.

- Eu já me sinto melhor – menti.

Era obvio que Alejandro não havia acreditado.

- Você não quer me contar o que houve? – perguntou-me. Fiquei em silencio por um tempo, ponderando se falava a verdade.

- Uma tentativa de assalto – disse.

Alejandro olhou-me desconfiado, porém não questionou. Passamos alguns minutos em um silencio confortante, porém comecei a ficar sonolenta fazendo com que o pai de Camila falasse comigo sobre várias coisas para que eu não adormecesse. Depois de muito insistir, ele não me levou para o hospital e sim para sua casa. Ao chegarmos lá, observei que havia apenas uma luz acesa. Ao entrar, observei Sinu atravessar uma porta que parecia dar para a cozinha, vindo de muletas em minha direção.

- Meu Deus! Lauren! – disse apavorada – O que houve?

- Uma tentativa de assalto – Alejandro disse, fazendo uma cara cumplice para Sinu que logo entendeu que não era bem isso o que havia acontecido.

- Santa mãe, como tiveram coragem de fazer isso com você? – a mulher disse tristonha fazendo sinal para que eu me sentasse em um sofá ao seu lado.

Alejandro saiu da sala e nos deixou a sós por um tempo, a mulher fazia perguntas, mas eu não as respondia, estava atônica, tentando assimilar tudo o que aconteceu horas atrás. Ao voltar Alejandro trouxe um kit de primeiros socorros entregando-os para sua esposa que murmurou várias vezes que ele deveria ter me levado ao hospital.

Ouvi passos no andar de cima, enquanto Sinu separava os medicamentos para fazer um curativo em meu rosto. Reparei que a casa era um tanto quanto rustica, quase uma casa de campo. Toda feita de madeira tratada e algumas colunas que sustentavam a casa se formavam de pedra pura. A sala se resumia em grandes janelas na entrada e vários quadros da família Cabello espalhados pelo local, uma lareira, três sofás sendo um de três lugares e outros dois menores, duas poltronas, uma mesa de xadrez, uma estante com vários livros e uma grande televisão. Ao lado direito havia um arco com um degrau onde levava para um corredor largo e ao fim dele havia uma escada, onde eu vi descer Camila.

- Camila, filha, por favor me ajude aqui – Sinu disse para a menina que me olhava incrédula.

- Lauren, você está bem? – falou e logo se arrependeu vendo meu estado – Digo.. O que aconteceu?

- Não foi nada, eu estou bem – ri sem humor.

- Vocês se conhecem? – Sinu questionou curiosa, mas mudou de assunto rapidamente – Bom, falamos disso depois, hija, limpe o machucado de Lauren enquanto eu arrumo um lugar para ela descansar.

Camila assentiu pegando os curativos necessários e sentando ao meu lado. Camila me olhava intensamente, seus olhos estavam tristes e preocupados, ela nada disse, talvez estivesse pensando no que aconteceu. Começou a limpar o corte em meus lábios com uma gaze molhada em algum remédio que não sei o nome. Fiz uma cara de dor com seu toque.

- Desculpa – disse sem jeito e deixou seu toque mais leve.

A morena fazia a limpeza em meu machucado calmamente observando cada detalhe de meu rosto e várias vezes direcionando o olhar em meus lábios. Me senti um pouco desconfortável, e já não era por conta da dor e sim por estar diante de Camila dessa forma tão vulnerável. Senti que meu corpo não tremia mais, a não ser pelas batidas de meu coração que estavam descompassadas. A mulher de olhos chocolates olhou para mim e deu um sorriso lindo, me passando tranquilidade.

- Estamos quase terminando – limpou as mãos e pegou um esparadrapo - Só mais isso aqui – o colocou com cuidado sobre meu nariz e então sem aviso algum depositou um beijo no canto de minha boca. – Agora você vai melhorar rapidinho.

Algumas horas se passaram e Sinu insistiu para que eu dormisse em sua casa, havia preparado uma cama para que eu dormisse confortavelmente no quarto de hospedes que ficava ao lado do quarto de Camila. A morena havia lembrado que tinha ficado com uma roupa minha e entregou-me para que eu pudesse dormir.

- Você tem certeza que não precisa de nada? – perguntou-me após deixar um copo de agua no bidê ao lado da cama.

- Não, obrigada. – disse sem graça.

Camila ficou me observando enquanto eu deitava, seus olhos curiosos pareciam querer ler minha mente. Assim que a menor percebeu que estava olhando demais, pigarreou e aproximou-se sentando ao meu lado.

- Você sabe que eu sei quem fez isso não é? – ela perguntou.

Fiquei calada, não sabia se a morena estava jogando um verde para saber o real motivo de meus ferimentos, mas eu não queria esconder dela o que havia acontecido, ainda mais depois do que Ralf havia me dito. "- Camila não sabe de nada! Muito menos você, ou acha que ela é uma santa?" – Aquelas palavras não saiam da minha cabeça e eu estava martelando-as em meio à confusão que estava em meus pensamentos.

- Lauren, pode confiar em mim. – Camila voltou a falar segurando minhas mãos, depositando um carinho leve sobre elas. Eu nada disse e ouvi um suspiro pesado da menina ao meu lado, senti meu coração apertar por estar ocultando o ocorrido – Tudo bem, se não quiser me falar eu não vou te forçar.. – levantou-se indo em direção a porta.

- Camila.. – chamei quase que em um sussurro. A garota virou-se em esperanças de que eu falasse algo. - Boa noite.

– Boa noite Laur.. – voltou até mim e depositou um beijo em meu rosto, deu um breve sorriso e então antes de fechar a porta disse - Amanhã mesmo eu irei tirar satisfações com Ralf.



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