História Maresia - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Anya, Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Echo, Emori, Indra, John Murphy, Lexa, Lincoln, Marcus Kane, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Becho, Clexa, Linctavia, Lostia, Memori, Ranya
Exibições 81
Palavras 3.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, FemmeSlash, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Galera, duas curiosidades aqui que quero compartilhar com vocês rapidinho:
Primeira: Theros, o nome masculino escolhido por Lexa, quer dizer verão em grego, e foi de onde surgiu o nome Teresa, que é o nome da mãe da Lexa aqui em Maresia –sim, fiz esse migue por gosto.
Segunda: Tirei toda a inspiração pra fazer essa fic da minha infância – já contei isso em alguma nota perdida por aí – e do segundo álbum da minha banda preferida. Recomendo que se quiserem entrar em um baita clima ou entender de outra forma as coisas que apresento aqui, escutem Beneath the Skin, do Of Monsters and Men – e sim, a partir de agora todos os capítulos vão ser iniciados com frases das músicas deles, dos dois CDs que eles já lançaram, pq OMAM e Maresia andam juntos <3

Capítulo 22 - Quebra


Quebra

'Cause you're my king and I'm your lionheart/Porque você é meu rei e eu sou o seu coração de leão.
 King and Lionheart – Of Monsters and Men

Lexa voltou ao Karin sentindo-se totalmente perdida. Carregava todas as verdades em seus ombros e não sabia se conseguiria suportar todo aquele peso. Clarke e todas as outras a esperavam no convés.

- Quem vai junto comigo? – a voz de Raven continuava dura, em uma tentativa levemente bem sucedida de não demonstrar medo.

- Murphy. – Lexa murmurou. – O moreno de sorriso sarcástico, o namorado da Emori. – a morena apertou os lábios. “O que matou pra me proteger.” – ela completou em pensamento, com um enorme pesar perfurando seu peito.

- Anya, você me acompanha até o outro barco? Quero conhece-lo. – Raven fitou a namorada, que acenou com a cabeça.

O casal deixou o Karin sendo acompanhado pelos olhares silenciosos de todas as outras tripulantes. A noite se aproximava, e com ela vinha a partida de Raven para o vazio que era o desconhecido. Lexa fitou Bellamy, Octavia e Clarke e percebeu que todos pareciam tão perdidos quanto ela. Já Indra, fechada atrás de suas impenetráveis muralhas, apenas tinha os olhos fixos nas costas de Anya, quase como se tentasse dizer algo para a loira, algo que ninguém mais podia ouvir.

- Ela vai voltar. – Octavia teve coragem de pronunciar-se. – Raven vai voltar. – e sem mais palavras, abriu as grades e foi para o segundo convés, sendo seguida por Bellamy.

- Tirem o resto do dia de folga. – Clarke gritou. – Se forem andar por Azgeda, apenas em grupos de no mínimo três pessoas. Qualquer coisa estou na minha cabine.

Tudo parecia fora de lugar. Lexa observou algumas mulheres seguindo para o segundo convés, outras indo para a proa e sentando-se no chão para conversar aos sussurros, algumas poucas deixaram o Karin e foram em grupo na direção do coração de Azgeda. Indra fitou Lexa e sorriu-lhe, antes de sumir também pelas escadas na direção do segundo convés.

- Sozinha. – murmurou Lexa. – Como sempre.

A morena olhou em volta e seus olhos bateram na porta da cabine. Ela sabia que Clarke estava lá dentro, com seus olhos azuis, seus lábios finos, seu colar de concha, seus segredos, suas verdades, suas cicatrizes e seus próprios pesos para carregar. Lexa sabia que Clarke estava lá dentro, fosse como fosse, ela estava lá. E foi isso que bastou para que a morena abrisse a porta e entrasse.

- Capitã...

- Aqui sou apenas a Clarke. – a loira estava sentada na ponta da cama, fitando os próprios pés. – Aconteceu alguma coisa?

- Tudo, Clarke. Aconteceu tudo.

- Quer falar sobre isso ou o silêncio lhe basta?

- Silêncio sempre foi suficiente, mas não agora.

- Senta aqui. – Clarke bateu no espaço vazio ao seu lado e sentiu quando Lexa ocupou-o. – Me fala o que quiser, depois damos um jeito.

- Jaha conheceu minha mãe, ajudou no meu parto, sabia desde o começo que eu era uma mulher e sabe o que aconteceu com o meu pai.

O mar, quando está violento, empurra suas ondas na direção da praia e varre junto com ele tudo que encontra pelo caminho. Por outro lado, quando está calmo, apenas acaricia a areia e deposita coisas nela ao invés de saquear. As notícias de Lexa, para Clarke, foram como o mar nas tempestades. Já o olhar de Clarke, para a outra, foi como o mais calmo dos mares.

- Eu sinto muito. – murmurou a loira. – Sinto muito que ele tenha carregado todas essas verdades por tanto tempo.

- Carregou-as até que elas ficaram pesadas demais pra mim. – a voz de Lexa quebrou. – Meu pai morreu afogado, Clarke. Tentou deixar minha mãe para trás e o mar se vingou.

- Sabe, Lexa, todo o pirata, em algum ponto da vida, começa a ver o mar como uma entidade, que tudo sabe, tudo vê e tudo controla. – Clarke falava lentamente, como se medisse cada sílaba. – Acontece que muitas vezes essa teoria se prova correta, muitas vezes o mar parece mesmo ter vida própria e ouvir tudo que o dizemos sobre eles. Tem vezes que eu tenho medo dessa água salgada que me rodeia, só de pensar que talvez ela tenha mesmo consciência de todas as coisas que nós fazemos e tente fazer justiça com as próprias mãos.

Não havia mais nada que pudesse ser dito, ou pelo menos Lexa achava que não. Lhe faltava força para abrir a boca. Clarke apertou a mão de Lexa na sua e sorriu levemente, deixando que a morena desviasse o olhar para os próprios pés logo depois.

- O mar sempre sabe quando é hora de agir, Lexa, seja para curar ou para destruir. Ele te levou até o Jaha, levou a Cóstia embora, te trouxe até aqui, guiou Jaha de volta até você... O mar sempre sabe, Lexa.

- E você, Clarke? O mar não te atinge?

- Cada parte minha já foi tocada pelo mar, Lexa. – a loira voltou a sorrir, solidária. – Dependo dele desde os quinze anos de idade, tenho vinte agora e se tem uma coisa que eu sei, é que foi o mar que permitiu que eu vivesse durante esses cinco anos, e não eu que quis viver.

- Eu acho que... Acho que é por isso que gosto de você. – Lexa fitou Clarke. – As verdades, ditas pelos seus lábios, não parecem tão cruéis.

Clarke sorriu novamente e passou a ponta dos dedos pelo maxilar de Lexa, que fechou os olhos por um átimo de segundo. O mundo havia desmoronado lá fora, seja pelo sorteio dos nomes, seja pelas verdades de Jaha ou, até mesmo, pelas duas coisas combinadas e condensadas em apenas um dia. Mas ali, nos olhos da loira, estava a esperança. E nos olhos da morena, estava a promessa de eterna calmaria.

XXX

Jaha apoiava a testa nas mãos e deixava sua cabeça pender para a frente, mantendo, dessa forma, os olhos fixos no chão. O vento do meio da tarde batia no casco do navio e os profundos e melancólicos ecos chegavam na cabine e apenas deixavam o capitão mais desesperado. O homem suspirou e levantou a cabeça no mesmo segundo que a porta era aberta e Emori entrava.

- Jaha...

- Não diga nada, Emo. – o homem sacudiu a cabeça. – Nada que você diga mudará o que já está posto.

- Elas vieram conhecer o homem que irá junto.

- Elas quem?

- A escolhida da outra tripulação foi uma tal de Raven, ela veio com a namorada, queriam conhecer o John. – Emori apertou os lábios. – Ele está conversando com as duas, juntas com Monty e Lincoln.

- Parece que temos quatro amantes desafortunados, então. – o homem disse, com a amargura presente em cada sílaba. – Eu sinto muito, Emori.

- Não sinta, eu e John já passamos por coisas horríveis antes.

O homem fitou sua protegida e sorriu fraco. Quem ela estava tentando enganar com toda aquela pose dura? Jaha levantou-se e abraçou a garota, sentindo-a ceder dentro dos braços dele.

- Não quero lhe dizer mentiras, Emo. – Jaha sussurrou. – Por isso mesmo não vou me atrever a dizer que ele vai voltar ou que tudo vai ficar bem, porque eu não sei se isso vai acontecer.

- Por que tinha que ser justo ele?

- Murphy nunca teve muita sorte.

Emori riu e afastou-se alguns centímetros de Jaha, ainda segurando-o pela cintura e deixando que ele pousasse suas mãos em seus ombros.

- Me deixe ir com ele, Jaha.

- Você sabe que eu não posso fazer isso.

- Jaha...

- Não, Emori. – os olhos do homem endureceram. – O combinado era um homem e uma mulher, e assim vai ser. Raven e Murphy foram os escolhidos e eles terão que lidar com isso.

- Mas...

- Emori. – o grito do homem foi como um tapa. – Não vou perder mais nenhuma protegida. Clarke e Cóstia já foram mais do que posso lidar.

A morena parou e afastou-se, sentindo que todo seu corpo queimava. Ela mirou Jaha com dor e ódio nos olhos, aquela mistura cruel que sempre destrói ambas as partes, quem olha e quem recebe o olhar.

- Aquela loirinha foi sua protegida? – a morena cuspiu. – Ela era a antecessora da Cóstia?

- Emori...

- Como isso aconteceu, Jaha? Como ela virou capitã de um navio se eu e Cóstia nunca tivemos as mesmas perspectivas?

- Você pode ter tudo o que quiser, Emori. – Jaha tentou aproximar-se da mulher, mas esta afastou-se de um salto. – Emori...

- Não! Nunca mais me fale sobre Cóstia ou me diga... Nunca mais diga que sou sua protegida. Se algumas podem avançar na vida e outras não eu não aceito mais esse título, nunca mais.

- Você não entende, Emori. Clarke roubou de mim e fugiu, foi assim que ela virou capitã.

A morena estancou onde estava e seu rosto tornou-se indecifrável. Jaha suspirou longa e pesadamente.

- Existem coisas, Emori, que você não deve perguntar para mim. Não me questione sobre Clarke ou sobre como me sinto em relação a ela. Não me pergunte sobre o que senti por Cóstia e muito menos sobre o que sinto por você. – o homem olhou a protegida nos olhos. – Eu amei cada uma de vocês três e ainda amo, mesmo que de formas diferentes. Nunca mais duvide disso, Emori. E é exatamente por amar você que não vou deixa-la acompanhar Murphy nessa missão que todos sabemos ser suicida.

- Ela roubou de você.

- E eu perdoei ela. Você mentiu pra mim sobre namorar Murphy e eu perdoei. Cóstia mentiu sobre Lexa, e eu perdoei as duas. – o homem sorriu, o cansaço tomando cada célula do seu corpo. – Piratas também perdoam, criança.

- Você vai conversar com Clarke como fez com Lexa?

- Vou tentar, ainda tenho coisas para dizer para aquela loirinha, como você mesma diz.

- Me... Desculpa duvidar do senhor.

Jaha apenas acenou com a mão, como se não desse importância para os fatos que haviam ocorrido minutos atrás.

- Apenas fique com Murphy por enquanto, Emori. Aproveite cada segundo, porque hoje de noite ele terá que partir.

A morena saiu e Jaha jogou-se na cama, sentindo algo apertar-lhe o peito. Havia tido conversar difíceis com Lexa e Emori e sabia, porque algo dentro dele berrava, que uma conversa com Clarke aproximava-se a passos rápidos.

XXX

A noite foi anunciada por duas batidas hesitantes na porta. Lexa sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha quando Clarke sentou-se na cama e puxou o lençol sobre seu peito desnudo.

- E agora? – sussurrou a morena, enquanto a loira sorria travessa.

- O que foi? – a loira gritou, para que sua voz chegasse do outro lado da porta.

- Senhora, está anoitecendo. – era Bellamy. – Queremos saber quando a senhora irá mandar Raven... Quando Raven...

- Me dê um minuto, Bell, estou indo.

- Sim, senhora.

A loira deitou-se na cama e deixou uma risada despontar dos seus lábios, enquanto Lexa sorria ternamente. As duas trocaram olhares e a morena roçou seus lábios aos da loira, que voltou a sorrir.

- Todos já sabem. – a capitã murmurou. – E quem não souber vai descobrir hoje, assim que deixarmos juntas essa cabine.

Lexa sorriu e deu de ombros. Por incrível que pudesse parecer, ela não se importava que o resto do Karin soubesse sobre ela e Clarke. Na realidade, Lexa não se importava com nada quando estava perto da loira.

- Vamos, então? – perguntou a morena, já preparando-se para deixar a cama e ir procurar suas roupas.

- Vamos. – Clarke sentou-se na cama e assistiu enquanto Lexa se erguia.

A meia-lua vinda dos candelabros espalhados pela cabine bateu nas costas da morena e delineou sua silhueta. Lexa juntou suas roupas e começou a vesti-las, sabendo que Clarke fitava cada movimento seu com seus ávidos olhos azuis.

- Não vai se vestir, capitã? – a provocação pintava as palavras de Lexa, enquanto esta abotoava a camisa e virava-se de frente para a loira. – A tripulação está esperando sua ilustre presença.

Clarke sorriu com deboche e abandonou a cama, aceitando as calças que Lexa lhe estendia. As duas passaram as mãos nos cabelos, Clarke prendeu-os no coque de sempre, Lexa deixou os seus soltos. Trocaram um último olhar e a loira abriu a porta da cabine, saindo junto com a morena para o convés cheio.

Toda a tripulação fitou as duas, mas nenhuma mulher disse nada, todas estavam mais preocupadas com Raven e Anya, que de mãos dadas, fitavam Clarke como se esperassem a sentença de um algoz. Lexa deu uma última olhada na capitã e deixou-a, juntando-se ao grande grupo, entre os irmãos Blake. A loira, sozinha diante de todos, pigarreou e cravou os olhos em Raven.

- Já tem alguém no porto?

- Echo e um homem. Ninguém do outro barco saiu ainda.

- Bom, vamos indo então.

Clarke seguiu para fora do Karin, Raven e Anya foram logo depois. Ninguém mais se moveu, era como se todos soubessem que aquele momento era particular demais para ter mais gente lá, o segundo em que Raven partisse para o nada em um pequeno veleiro pertencia apenas ao casal.

Quando o trio chegou, Echo acenou com a cabeça e o silêncio instalou-se. Pouco depois, Jaha, Emori e Murphy apareceram, lado a lado, com os rostos tão fechados quanto o das três mulheres da outra tripulação. Os quatro amantes desafortunados trocaram rápidos olhares, Clarke fitou os próprios pés, fugindo de Jaha.

- Bom... – começou Echo. – Antes de tudo, quero dizer que eu agradeço os sacrifícios que vocês estão fazendo aqui hoje e... Luna não voltou até agora e não me restam mais opções. – a loira olhou de Clarke para Jaha. – Eu irei junto com os escolhidos de vocês. Luna deveria ficar no meu lugar, mas ela não está aqui, então Lutor ficará. – a mulher apontou para o homem parado ao seu lado. – Se Luna voltar e eu não estiver aqui, peço que vocês dois lhe expliquem tudo que aconteceu.

- Echo, mas... – Clarke congelou. – Mas...

- Eu sei, o combinado era que eu ficaria aqui em Azgeda, mas cansei de ver meu povo ser levado pelo nada e ficar sentada esperando que soluções cheguem do céu. Eu sou a responsável por esse povo, Clarke, então tenho que lutar por ele.

Aquilo encerrava completamente a conversa. A capitã acenou com a cabeça e deu um passo para trás. Echo foi a primeira e subir no veleiro, seu rosto era uma muralha de força de vontade. Murphy virou-se para Emori e segurou o rosto da morena entre as mãos. Os dois sorriram fraco e o homem grudou os lábios na testa da namorada, e deixou-se ficar lá por dois longos segundo que continham toda a eternidade.

- Eu amo você, Emori. – ele sussurrou, para que apenas a mulher ouvisse. – Sempre vou fazê-lo.

- Eu sei, e eu amo você também, pela eternidade.

Os dois sorriram mais uma vez e Murphy colocou-se ao lado de Echo. Clarke fitou suas tripulantes e Raven lançou os lábios nos de Anya, deixando-os lá, fazendo com que aquele terno e lento ato dissesse tudo o que nenhuma tinha forças para colocar em palavras. Anya soltou-se de Raven apenas para abraça-la novamente e afundar seu rosto no pescoço da morena, sentindo o perfume da outra entrar em seu corpo e alojar-se lá.

- Volte pra mim, Rav.

- Me espere aqui, Any.

Jaha, Clarke, Emori, Anya e Lutor ficaram no porto até que o veleiro desapareceu no horizonte.

XXX

A noite estrelada parecia uma injustiça. Clarke esperava que a mais terrível das chuvas caísse, assim ela poderia ter o infantil pensamento de que o céu estava chorando pela partida de Raven. A loira estava na popa, com o corpo apoiado contra a amurada do navio e olhando o horizonte. Pela primeira vez a loira sentiu falta da segurança de Arkadia, onde Abby tomava todas as decisões e lhe contava apenas meias-verdades, protegendo-a sempre das piores quedas.

- Espero não atrapalhar seus devaneios. – Bellamy colocou-se ao lado da loira. – Mas sinto o peso da culpa que você está carregando nos meus ombros e eu não posso deixar isso acontecer.

- Bell...

- Clarke, estou falando sério. – o homem olhou-a nos olhos. – Foi um sorteio.

- Eu podia ter lido outro nome, qualquer outro. Ninguém pediu para ver o papel.

- Se você tivesse feito isso não seria a Clarke Griffin que eu conheço. – o moreno beijou-lhe a testa. – Seria apenas uma capitã traiçoeira qualquer.

- Bellamy, eu confiei a vida da Rav a dois desconhecidos.

- Não confia em Murphy e em Echo?

- Eles matariam Raven se a vida deles estivesse em jogo.

- E ela faria o mesmo com eles se fosse a dela. – Bellamy sorriu. – Está tudo sob controle naquele veleiro, Clarke.

- E se ela morrer, Bell? – a loira afastou-se do moreno. – Eu preciso protege-la, Bellamy.

O moreno apertou os lábios e passou uma das mãos nos cabelos, deixando-os mais bagunçados do que já eram naturalmente. Bellamy pensou em Octavia, mas logo depois seus olhos bateram na loira assustada e desesperada na sua frente, loira essa que ele considerava como uma segunda irmã.

- Você quer que eu parta atrás deles? – o moreno olhou Clarke nos olhos novamente. – Você quer que eu pegue um veleiro e vá atrás deles para garantir que Raven fique bem?

- Eu não... Não posso pedir isso para você.

- Tarde demais, pequena, você já pediu. – o moreno fez um leve carinho no rosto de Clarke. – Você já pediu e eu estou pronto para atender.

- Bellamy...

- Não se preocupe com nada, capitã, tudo ficará sob controle. – o moreno sorriu. – Apenas cuide bem de Octavia enquanto eu estiver fora.

- Eu sempre fiz isso.

- Então siga fazendo. – Bellamy beijou a testa de Clarke. – Fique bem, Clarke. Em uma semana volto com Raven inteira, e com Murphy, Echo e o povo dela também.

- Eu amo você, Bell.

- Eu também te amo, Clarke, eu também te amo.

XXX

A manhã seguinte chegou com gritos surpresos vindos de ambos os galeões e de Azgeda. Um veleiro havia desaparecido misteriosamente e os planos de Clarke haviam saído totalmente do controle. Assim que a loira foi acordada pelos berros de Octavia, ela soube que Bellamy havia partido. Mas a loira nunca esperou Jaha invadindo o Karin e berrando, desesperado, que Emori havia desaparecido, e muito menos Lexa segurando-a pela mão e dizendo, com os olhos quebrando, que Anya havia sumido também.

- Clarke. – Octavia ignorava totalmente que estava na frente de toda a tripulação e de mais algumas pessoas da outra tripulação. – O que você fez, Clarke?

Indra segurava a garota pelos braços e fitava a loira, implorando para que ela dissesse logo a verdade. Lincoln segurava Jaha por um dos braços, enquanto Monty segurava um pedaço de papel.

- Ela deixou uma carta. – bradou Jaha. – Emori deixou uma carta.

Clarke sentia que todos cobravam dela, como se ela tivesse pedido que Anya e Emori fossem junto com Bellamy, mas ela sabia que não havia feito aquilo.

- Clarke. – voltou a berrar Octavia.

- Eu não mandei Anya e Emori irem para lugar nenhum. – foi tudo que ela conseguiu dizer antes das lágrimas taparem totalmente sua visão e do ódio de Octavia arrebentar totalmente sua alma.


Notas Finais


Gente, uma última coisa: Diante de todo o choque causado nesse lindo fandom depois do aparente pedido de demissão da Lindsey, pessoa que dá vida pra Raven, eu quero dizer que nossa amada Rav sofreu bastante na série e que minhas fics são sempre dramáticas, então todos os personagens sofrem, porém, em respeito à Lindsey e à Raven, eu vou reduzir consideravelmente o que tinha planejado para a Raven sofrer a partir desse ponto. Em respeito a essas duas mulheres, uma real e uma fictícia, estou dando uma leve alterada no drama, e digo no que: Não mais matarei Anya como estava planejado, a deixarei viva até o final dessa história, simplesmente por Rav não merecer tanto sofrimento. Calma na alma e bjs <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...