História Mariage de Sang - Capítulo 46


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Himuro Tatsuya, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Murasakibara Atsushi, Nijimura Shuuzou, Personagens Originais, Takao Kazunari
Exibições 49
Palavras 1.812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura~

Capítulo 46 - Ombre


Fanfic / Fanfiction Mariage de Sang - Capítulo 46 - Ombre

Capítulo 45

Kuroko

Sombra

。・゚゚・火・゚゚・。

A manhã estava tranquila e com clima ameno, poucas nuvens no céu e a sinfonia de pássaros de árvores próximas da casa. Estava tudo tão tranquilo que nem ao menos parecia segunda-feira. Encontrava-se deitado no sofá grande, observando o outro homem sentado e com as pernas esticadas, lendo um livro de forma sossegada, como havia desejado dias atrás.

Estava tudo tão normal que passava a se tornar chato. Não achava ruim o momento de estar neutro, mas sim o tédio que ele causava. Não havia nada o que fazer, até mesmo durante as refeições permaneciam em silêncio, os únicos momentos em que havia barulho na casa eram quando os cães se libertavam do canil e corriam para dentro da casa — Kagami se trancava na área mais próxima — e quando sua filha se mexia, tirando isso tudo era silencioso.

Uma página foi virada e o copo com suco foi erguido e depois posto sobre a mesa, em um baque surdo. Levantou o tronco e, com as duas mãos, puxou a barra da camisa para cima, tirando-a e a colocando sobre o encosto do sofá, voltando a se deitar. Cogitou a ideia de permanecer no chão, mas suas costas ficariam grudando no piso, o que seria muito irritante. Esticou o braço, pegando o livro fino, que Tetsuya tinha acabado de ler a poucos minutos, e se abanou.

— Por que não vai lá fora um pouco se está com calor? — perguntou Tetsuya.

— Os cães estão soltos.

Voltou os olhos para ele, vendo-o com o rosto mais sério que o natural. Ele deveria estar pensando em alguma coisa. Taiga perguntou se estava tudo bem com ele e não recebeu uma resposta imediata. Levantou-se novamente, sentando e fitando o outro.

— Não é nada mesmo? — agora fora a vez de o tigre perguntar. Sobrancelha arqueada e um olhar desconfiado.

O livro foi fechado, sendo depositado no braço do sofá. A sombra soltou um suspiro, demonstrando-se forçado a falar sobre aquilo. Tetsuya disse estar preocupado com o assunto que tiveram horas atrás. A conversa que havia sido entre eles e a mãe de Taiga.

Logo no início, a mulher disse não estar querendo assustá-los, mas sim informá-los. A explicação dada por ela foi cautelosa e um tanto receosa. Chinatsu disse que, na hora do parto, haveria a probabilidade de Tetsuya vir a sentir dores dilacerantes na região do abdômen. Isso significaria que Hikari estaria, literalmente, rasgando o ventre do vulto, na tentativa desesperada de sair dali de dentro. A informação dada deixou ambos com receio de quando o momento chegasse — especialmente seu companheiro.

Mas havia um porém; por Hikari ser mestiça, era bem capaz de tal não vir a acontecer, no entanto ela considerou que era melhor dizer sobre isso antes que chegasse o momento, assegurando novamente que não tinha a intenção de assustá-los, apenas alertá-los e nada mais.

— Estava pensando se não poderiam fazê-la nascer antes do momento — ele pareceu escolher bem as palavras.

Taiga apertou o cenho, espreitando os olhos, em uma expressão de curiosidade. O que ele estava querendo dizer com aquilo? O homem de cabelo azul-claro revirou os olhos cerúleos, fazendo um barulho com a boca e perguntando se o tigre-homem não tinha entendido — o que gerou uma resposta positiva — e se pôs a explicar. O que Tetsuya estava querendo dizer era que, se o bebê começaria a rasgá-lo por dentro quando a bolsa rompesse, poderiam fazê-la nascer antes disso, para que nada viesse a acontecer.

Na realidade, segundo seu parceiro, o que o preocupava não era a dor física em si — para Tetsuya, poderia sentir a pior das dores, ele suportaria só para que a filha nascesse bem —, mas sim outro tópico: que, quando Hikari crescesse, seria capaz de a menina vir a querer ter um irmão, ou o casal poderia ter em mente ter outra criança. Taiga sabia como era isso; quando era menino, seu maior desejo era o de ter um irmão caçula, mas nunca tivera um e agora sabia que o motivo foi  ter destruído o útero da mãe quando estava para nascer.

— Isso não pode ser perigoso, Tetsuya? — indagou o ruivo, deitando e pousando a cabeça no braço do móvel. — Não seria melhor esperar a bolsa romper e assim fazer o parto? Se quiser posso falar com a Alex.

Tetsuya pegou o copo e bebeu mais um pouco do suco. Ele encarou o conteúdo por alguns instantes, como se estivesse vendo algo inédito. Parando de encarar a bebida, o vulto balançou a cabeça, dizendo estar pensando em conversar com a mãe de Aomine e a de Midorima também. Optou por nada dizer, permanecendo do jeito que estava e voltando a se abanar com o livro.

Parando para analisar, se não viessem a ter outro filho, seria aquele bebê que ainda está sendo gerado quem comandaria as duas famílias dali vários anos. O assunto de irmãos também o fez recordar do tio. No mês que se passara, recebera a notícia de seus avós maternos de que o tio havia falecido há um ano, pois possuía tuberculose — denunciando que a coisa que quase o matou no Covil do Mal fora apenas uma bolha de sangue moldada em sua forma. Isso o deixou um pouco aliviado — só um pouco mesmo.

Talvez devesse jogar as lembranças familiares em um lugar esquecido de seu cérebro, junto de outras lembranças nada convidativas, como traumas ou momentos vergonhosos.

Suspirou de forma cansada, retornando a colocar o livro na mesa. Seu parceiro voltou a ler e, só neste momento, percebeu que ele narrava a história em voz baixa, contando acontecimentos e detalhes para Hikari. A cena dava a impressão de que Tetsuya criara um pequeno mundo colorido para ele a bebê, onde raramente Taiga era convidado para entrar, contudo não chegava a considerar tal um problema. Tetsuya possuía o primeiro vinculo com ela, diretamente, por isso torna-se algo natural o acontecimento. Não era como se Taiga fosse excluído de tudo, pelo contrário, era obrigado a participar (o que nunca lhe seria um incomodo), então não se importava quando seu esposo possuía um momento em particular com a filha deles.

Por vezes se passavam pensamentos engraçados dentro de sua cabeça, todos envolvendo sua filha já com alguns anos de idade. Tais como qual seria sua reação quando descobrisse que o pai tinha medo de cães; se ela seria mais silenciosa do que alma penada, igual Tetsuya; ou se ela teria o mesmo espírito que o pai para quando estiver diante um desafio. E este último deixava tudo mais divertido. Por ser menina, possivelmente sua determinação para as coisas seria maior, para mostrar que não era tão frágil ou fraca como muitos viriam a pensar. Ronronou, divertido, balançando a cauda ritmadamente.

Claro que, no começo, não seria assim, pois os pais teriam de protegê-la com unhas e dentes. Taiga não conseguia nem ao menos imaginar alguém tocando em sua filha. Contudo, ao invés de pensar assim, resolveu por acalmar-se e imaginar a grande pessoa que seu bebê se tornaria.

— Parece estar de bom humor, Kagami-kun — o outro cantarolou. — Por isso não vai se incomodar se for sua vez de ler, não é?

Não tardando, ele parou em frente ao tigre e pediu por espaço, sentando-se ao seu lado e, depois de o ruivo colocar a camisa novamente, entregou-lhe o livro, indicando com o dedo onde havia pausado a leitura. Aquela seria uma boa maneira de se entreter com ambos. Sobretudo, por não ser um amante da leitura, eram várias as vezes que errava ou enrolava a língua ao falar uma palavra.

Era nesse momento que Tetsuya dizia:

— Tudo bem, querida — e então acariciava a barriga. — Seu pai é um idiota, naturalmente irá continuar a cometer erros bobos.

— Eu não sou idiota. E também não tenho culpa se essa droga de palavra é difícil de falar! — Sentiu seu rosto começar a esquentar, envergonhado e nervoso.

Ah, e uma informação que não se pode passar despercebida: em situações como esta era quando Hikari mais se mexia dentro do ventre. Era como se ela risse do que acontecia.

Apesar de ter que pausar a leitura por conta de uma palavra diferente das que conhecia, leu até que sua companhia adormecesse, de repente. Mas ainda assim permaneceu a narrar ao invés de ler para si mesmo, afinal era capaz de sua filha ainda estar desperta e ouvindo com total atenção. Ao menos era isto que Kagami achava. A história era interessante até, totalmente o contrário do que achava quando começou a ler, e talvez tenha sido este fato que o prendeu ali.

Chegou a ler quase a metade, sem se dar conta de que as horas passavam gradativamente, narrando palavra por palavra para quem que o ouvisse no momento — que, neste caso, era a filha dele. Claramente ficaria com vergonha caso alguém aparecesse de uma hora para outra ali, um emprego ou membro da família, quem sabe até mesmo uma visita (neste ponto, as únicas pessoas que se passavam pela sua cabeça eram Aomine e Himuro, eles não perderiam a oportunidade de tirar uma com sua cara. Ninguém perdia, e Kagami reconhecia isso).

Por vezes, parava a leitura e prestava atenção no ambiente ou se alguém estava a fazer um barulho, mas tudo se encontrava em uma profunda quietude, assim o fazendo retomar a leitura. Havia também momento em que Taiga se interrompia para poder sentir se o bebê estava se mexendo (sentiu-a se mexer apenas duas vezes, mas fora enquanto ele ainda lia em voz alta). Entretanto, de acordo com que o tempo passava, ele parou de ler em voz alta, guardando os acontecimentos apenas para si.

Já durante a tarde, ainda com o livro em mãos, Tetsuya acordou e desencostou a cabeça de seu ombro. Seu esposo levantou sem fazer qualquer pergunta, apenas afirmando que iria dar mais uma olhada no quarto de Hikari — pelo que ouvira e soubera, era normal que ele ficasse agitado desta forma, faltavam apenas dezessete dias para que a bebê nascesse, por isso ficaria olhando cada coisa, para saber se tudo estava pronto para a chegada de Hikari. Taiga disse que tudo bem e que, caso ele quisesse, poderia ir junto. E mais uma vez não teve resposta.

Sentiu uma das mãos acariciando seus fios rubros, bagunçando-os levemente. A respiração se chocou contra o pé de seu ouvido quando o outro aproximou os lábios da região.

— Não sei se você se lembra, mas no começo você tinha o receio de não ser um bom pai, certo? — sim, Taiga se lembrava muito bem disto. Ele continuou: — Pois saiba que deve ficar despreocupado. Seu cargo como um ótimo pai está garantido, e você possui muito o que ganhar com isto. — E por fim, sentiu que ele sorriu minimamente.

O restante de seu sangue se acumulou no rosto; fechou o livro e, respirando fundo, guardou bem aquelas palavras. Esperava fazer jus a elas futuramente.

 


Notas Finais


Os próximo capítulos também serão curtos, já que não há muita coisa a se falar neles :D Por isso, creio que eles possam sair o mais breve, mas não garanto nada, já que possuo trabalhos da escola e tal.

Espero que tenham gostado <3
Bijins e inté o próximo o/


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