História Marianne - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Tokio Hotel
Personagens Bill Kaulitz, Personagens Originais, Tom Kaulitz
Tags Assassinato, Bill, Bill Kaulitz, Drama, Gay, Hentai, Investigação, Morte, Policial, Sexo, Tokio Hotel, Toll, Tom, Tom Kaulitz, Tragedia, Yaoi
Visualizações 10
Palavras 920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estou muito feliz e animada de estar voltando a postar essa fanfic. Ela foi idealizada, a princípio, de outra forma, porém, durante esses dias que se passaram, resolvi reformulá-la e tornar a postá-la aqui no site. Os personagens principais, Tom e Bill Paëllr, são de aparência condizente a Bill e Tom Kaulitz e, por isso, eu considero essa narrativa como uma fanfic. Apesar de eles serem baseados nesses dois músicos, são personagens originais, logo terão características próprias que diferem das recorrentes. A menina que está na capa da fanfic é uma modelo australiana, encontrei-a nas redes sociais: @mimielashiry. A fanfic é em terceira pessoa, dessa forma, acredito eu, a visão de tudo o que vai acontecendo fica mais ampla. Personagens irão aparecendo no decorrer dos capítulos como, por exemplo, a dona do nome da fanfic. Por enquanto, silêncio absoluto de minha parte. Eu estou na torcida para que essa história possa trazer, para mim e para os possíveis leitores, muita diversão e prazer. Conto com vocês para que dê certo.

Att, wpetals.

Capítulo 1 - Intro


Fanfic / Fanfiction Marianne - Capítulo 1 - Intro

Não se sabia o porquê de aquele jovem amanhecer morto, sua estrutura corpórea estirada no chão, vazando sangue denso no tapete da sala principal da antiga casa – herança da família Paëllr. Viam-se buracos de contorno vermelho-escuro na camisa que ele ainda vestia, por cima do abdômen e peitos. Furos provocados por, certamente, projéteis de calibre mediano.

O ocorrido tinha características fortes de assassinato, mas essa afirmativa não poderia ser levava como veredito final antes que as autoridades examinassem.

 

--

 

14 de janeiro de 2010.

 

– E que o Senhor guarde consigo a alma do então jovem tão querido. – Dizia o sacerdote com suas vestes eclesiásticas. – Bom filho, irmão e amigo. – Antes de encerrar sua prece, ajustou as lentes de grau, acompanhando a linha de direção que seguiam seus olhos. –Tudo Nele confio e, em Sua presença, dedico os sentimentos de perda dos familiares, amigos e entes queridos, esperando Dele o consolo divino. Amém.

 

O campo gramado abrigava torno de trinta pessoas, todas enroupadas de tecidos na cor preta. Algumas delas vendavam seus olhos com óculos escuros. Ao lado do corpo que era velado, via-se um rapaz alto com seus dedos compridos enfiados nos bolsos do agasalho, ele estivera compenetrado nas feições do defunto desde o início, muito mais do que qualquer dos ali presentes. Parecia aéreo, disperso, desligado.

 

– Querido... – Soou a voz fina da senhora ruiva de pernas esguias que estava ao lado do então rapaz. Pela aparência e o olhar decifrável, ela era sua mãe. Ele nada respondeu. Suas bochechas pálidas estavam úmidas e seus lábios secos, com leves rachaduras. Sua face era quase igual a do cadáver que descansava no ataúde*: extensas olheiras e nenhuma expressão.

 

O finado assinou o nome Tom Paëllr por vinte anos, a contar de quando aprendera escrever. Seus aniversários somavam vinte e três datas repetidas e alguns meses esquecidos. O rapaz alto, que o cobria com olhares de amargura, atendia à graça: Bill Paëllr. Os dois, tanto o com vida quanto o falecido, foram gerados pelo mesmo casal de pais e concebidos pela mesma gestação. Gêmeos univitelinos.

Tom Paëllr, mais velho por alguns minutos, havia sido dado como morto na manhã do dia anterior ao seu velório. Depois disso, a família havia se entregado a um derradeiro de cruéis sentimentos e muita dor.

 

– Mãe? – Bill Paëllr, ainda inexpressivo, chamou pela senhora ruiva e se fez ouvir pelos que estavam ao redor do corpo de seu irmão, alguns parentes e amigos próximos. – Não podemos deixá-lo aqui sozinho. Tom nunca gostou de cemitérios. Pode ser que ele fique nervoso. – com a respiração pesada, ele balbuciou.

 

– Sente-se bem, Bill? Precisa de alguma coisa? – Um ente da família Paëllr se adiantou em perguntar, aproximando-se cautelosamente do jovem.

 

Bill apertou os lábios, seu coração martelava dentro do peito, uma energia pesada e obscura tomava conta de seu espírito. Tudo se aclarou, mais uma vez, diante dos seus olhos e ele se desesperou.

 

– Mãe! Ah meu Deus... – Tentou gritar e não foi capaz, de sua garganta mal o ar conseguia passar. Era tão doloroso para quem o assistia. Ele se ajoelhara ao lado do corpo do irmão, derramando tudo o que restava dentro de si: lágrimas e palavras inacabadas. Não queria aceitar, não podia.

 

Bill implorou logo que recuperou a voz e ela, dessa forma, pudera fazer algum sentido. Ele implorou para todos que estavam ali, pegando em suas mãos e braços, arrastando-se pelo solo úmido. Pedia para que trouxessem Tom de volta, que o fizessem acordar, insistia que nada daquilo era real, não tinha a menor possibilidade de ser. Estavam sonhando, ele constatou em sussurros, esbaforido. Afinal, pensou, não era a primeira que tinham o mesmo sonho e, dessa vez, se tratava de um pesadelo. O mais horrível de todos. – Por favor! – Berrou. A sua súplica só fazia com que os outros soluçassem, secassem suas faces com lenços de papel, procurassem consolá-lo ou fazer com que ele se recuperasse do que parecia ser um surto, resultado do trauma que a morte precoce do irmão estava lhe causando.

 

Bill se voltou, novamente, para próximo do que sobrara da altivez de seu irmão mais velho. O grande e galanteador Tom Paëllr. Sempre sedutor e irradiando saúde e sucesso.

Por quê aquilo estava acontecendo? Outra vez, incansável, ele se perguntou.

 

– Eu te amo. – Bill falou em segredo para o irmão. – Eu te amo tanto... – Repetiu. – Tom, você não pode me deixar sozinho. Tom, você não pode fazer isso comigo. – Provava de suas próprias lágrimas, ainda suplicando pelo irmão. Suas mãos amassando as bordas da cova em que desciam Tom para o último leito em que descansaria. – Acorda, por favor... Acorda. – O jovem Bill se projetou para baixo a fim de alcançar a face do irmão, como se aquilo o fizesse se fundir a ele e leva-lo consigo.

 

Num segundo, retornou a pedir ajudar e gritar e chorar e se descabelar. A mãe, despedaçada e em soluços, atirou-se ao lado do filho que lhe restara, impedindo-o de aumentar as proporções que aquela tragédia vinha ganhando. Suas dores se encontravam em gemidos tortuosos aos ouvidos. O padrasto, Sr. Sanderson, observava-os de cima sem saber como proceder, com as sobrancelhas franzidas e o semblante de quem não dormia por mais de 48 horas, ele já tinha se deixado levar pelo choro por tanto tempo a fio, que sequer lhe restaram lágrimas para o momento.

O sofrimento só terminou, temporariamente, quando mãe e filho foram sedados. E, enquanto permaneciam inconscientes, a realidade era só um quadro negro esperando para ganhar figuras de uma noite tão infeliz. 


Notas Finais


*ataúde - caixão

Caso tenha gostado da leitura e do enredo da fanfic, deixa aqui seu comentário, favorite-a! Vamos juntos nessa <3


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