História Mark My Words - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lily Collins
Personagens Justin Bieber, Lily Collins
Tags Drama, Família, Suspense, Traição
Visualizações 239
Palavras 1.961
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


√ Desculpem-me qualquer erro. Boa leitura!

Capítulo 3 - To Attempt


Fanfic / Fanfiction Mark My Words - Capítulo 3 - To Attempt

JUSTIN

Eu era um cretino, um miserável da pior espécie. Eu não podia negar, era a crua e ávida verdade. Merecia toda desgraça que estava caindo sobre mim. Merecia ter o coração pisoteado e depois enrolado em arame farpado, sangrar até a morte, sofrida e dolorida. Eu tinha perdido tudo. Literalmente. Minha família, minha razão de viver, minha dignidade… Estava pagando um preço muito alto por um erro que podia ter sido evitado. Mas não o fiz. Eu escolhi assim, eu tinha que sofrer assim.

Eu amava Mila, ninguém poderia tirar essa realidade de mim, mesmo que fosse hipócrita, até mesmo desumano. Por muitos anos eu vivi sustentado por este amor, agarrado à tábua de salvação que era este sentimento, e agora que eu não a tinha mais aqui, eu era um nada. Um ponto no vazio. Mila levou tudo de mim, cada passo que ela deu até o carro, levando nossa filha com ela, era no meu coração que ela estava pisando. O jeito como ela me olhou, como tratou do assunto com tanta frieza, não era característico dela. Não era a Mila que eu conhecia. Isso só me dava a dimensão exata do quanto eu a fiz sofrer sem ao menos ter percebido. Eu nunca podia ter imaginado que ela sabia sobre esse maldito relacionamento fora do casamento, e pior: nunca pensei que ela podia ter suportado tanto tempo. Se eu estivesse em seu lugar, teria nojo de mim. Sinceramente, acho que era o sentimento mais inferior que podia ser lançado á mim.

Aquela maldita noite que estraguei com tudo se passava na minha cabeça como um filme de curta metragem. A noite em que me entreguei ao pecado, que me deixei levar por um par de peitos que não valiam nada. Um par de peitos que destruiu a minha família, que destruiu a minha vida. Como eu poderia apenas culpá-la? Bárbara não tinha nada a perder, enquanto eu, tinha perdido tudo que o dinheiro não podia comprar. Deus sabia que minha dor não podia ser comparada a nada físico, pois rasgava minha alma no meio e transformava meu coração em pó, pequenos cacos estilhaçados para todos os lados. Como eu podia reparar isso? Eu tive a chance de parar na palma da minha mão, mas escolhi continuar. Continuei por ter uma carne fraca, um pensamento frágil e um raciocínio imbecil. Todas as noites, antes de voltar para casa, eu estava com ela, estava com Bárbara, comendo-a em qualquer canto escuro, em qualquer hotel sujo, que por mais luxuoso que fosse, não podia ofuscar a podridão que eu estava cometendo. Como eu podia ter sido tão idiota? Como eu podia ter sido tão irresponsável? E pior: como eu podia ter trocado uma mulher doce, determinada, forte, amorosa, carinhosa, astuta — a lista era interminável — por uma mulher que era bonita por fora, mas por dentro era tão seca feito um galho podre? Quando foi que me tornei um monstro?

Centenas de chamadas não atendidas foram o suficiente para me destruir. Ela tinha ido embora, tinha levado a nossa filha para a casa de Mike, o desgraçado que esteve no meu caminho o tempo inteiro, apenas esperando um deslize para me apunhalar, não pelas costas, mas com um golpe certeiro no peito. Ela tinha ido se refugiar na casa dele, e ele certamente estava me envenenando ainda mais, enchendo a cabeça dela contra mim. Só de pensar em seus braços ao redor da minha mulher, consolando-a enquanto ela chorava, afagando seus cabelos, sussurrando em seu ouvido, fazia uma raiva explodir todas as minhas células. “Se eu tivesse escolhido ficar com ele e não com você, talvez eu não estivesse tão machucada”, suas palavras cruéis e frias ecoavam pela minha cabeça, causando uma forte enxaqueca, tão amargas que eram como pequenas lascas de pau atravessando meu coração, causando um enorme estrago.

Uma batida depois, eu já tinha matado duas garrafas de uísque, bêbado e destruído, gritando para o vazio do apartamento o quanto estava machucado, o quanto eu a queria de volta. Era patético, até mesmo para mim. Mas eu estava disposto a beber até que a dor passasse, nem que isso significasse entrar em coma alcoólico. Talvez se eu estivesse a beira da morte, ela voltasse para mim. E se eu me jogasse desse prédio? O raciocínio nublado pelo álcool se dissipou quando a porta do apartamento bateu. Meus olhos se acenderam em esperança e o coração bateu mais forte no peito, mas ao me virar, uma onda de decepção me invadiu ao ver Will atravessar o hall com uma expressão de tristeza. 

— O que você está fazendo aqui? — perguntei, a língua embolando a cada palavra.

— Céus, Justin, você está… Eu sinto muito — ele me olhou melancólico, o que só serviu para me deixar ainda pior.

— Como você me encontrou? — lutei para me manter em pé.

— Você me ligou, não se lembra?

Liguei?

Forcei a mente para lembrar, mas tudo que encontrei foi pó. Olhei para a expressão de compaixão de Will, e por mais bêbado que eu estivesse, não deixou de doer. Minhas pernas cederam e caí de joelhos, o choro ecoando pelo apartamento vazio, os soluços saindo com tanta força a ponto de estourar meus pulmões. Em um piscar de olhos, Will estava agachado ao meu lado, tentando me confortar, mas o que ele podia dizer? Se ele abrisse a boca, iria me culpar, era inevitável.

— Ela me deixou, Will — solucei. — Ela foi embora. 

— Eu sinto muito, Justin. Sinto muito mesmo. — Ele suspirou, a voz quebrada. — Mas você sabe por que ela foi embora, não sabe?

Fechei os olhos com força, as lágrimas escorrendo pelas bochechas, e concordei com a cabeça.

— O que eu posso te falar, Justin? Eu avisei tanto…

— O que você quer que eu diga, Will? — fiz uma pausa para recuperar o fôlego. Doía tanto… — Eu sou um desgraçado, filho da puta, miserável… Atire no meu peito, Will. Atire no meu peito, agora.

— O que… O quê?! Atirar em você? Você bebeu? É claro que bebeu! Você só pode estar maluco, Justin. E eu nem tenho uma arma — sua pele branca brilhou de nervosismo.

— Essa dor não vai passar, Will… eu preciso… preciso fazer parar de doer tanto — as lágrimas jorravam feito cachoeiras; era inevitável.

— Você precisa parar, Justin. Precisa agora. — Ele me puxou, forçando-me a levantar e me arrastou até o sofá. — Agora para de chorar feito um idiota! — ele me olhou, um olhar duro e severo. — Você está mesmo chorando? Isso é sério? — abriu um sorriso amarelo.

Engoli o choro e parei um instante para ouvir o que ele tinha para me falar. Eu precisava, precisa ser brutalmente castigado pelo meu erro. Precisava sentir na pele a dor que causei àqueles que eu mais amava.

— Somos mais que amigos: somos irmãos — disse ele. — E eu preciso te dizer essas palavras. Mesmo que machuque, mesmo que te magoe, preciso te dizer isso, porque me importo com você… — Fez uma pausa e avaliou o meu rosto cheio de dor. — Você é um canalha, um tremendo filho da puta, que merece sofrer. Merece, sim. E sabe por que, Justin? Porque você tinha tudo. Tudo que um homem pode querer. Dinheiro, amigos, família, o amor de uma mulher incrível, uma filha que é fruto de tudo que vocês viveram juntos… E você foi fraco, Justin. Você preferiu passar o tapete por cima dos seus erros, do que superá-los como um homem de verdade. Você agiu feito um moleque, continuou agindo depois de todos esses anos, magoou a Mila, afastou-a de você, tudo por causa de uma mulher que não vale um centavo da fortuna que você tem.

— Eu sei, eu sei — eu chorava.

— E agora ela está na casa do Mike, e o que você está fazendo? Se afogando em garrafas de uísque — respondeu a própria pergunta, com um olhar indiferente para as embalagens vazias. — Você deveria estar pensando numa maneira de trazê-la de volta, não se lamentando feito um bebê que cai da cama — acrescentou, a dureza em suas palavras.

Uma luz se acendeu no meio da névoa do álcool que nublou minha mente. Will tinha razão. Mais uma vez, ele tinha razão. O que eu estava fazendo? Eu deveria estar pensando em alguma maneira de trazê-la de volta, implorando para que ela me perdoasse, não lamentando pelo que eu não fiz. Mila precisava me dar mais uma chance, ela tinha que me ouvir. E, com o último pensamento, levantei do sofá em um sobressalto, e limpei as lágrimas rapidamente.

— Eu vou trazer a Mila de volta — determinei, com a dor disfarçada no tom de convicção.

Will ergueu a cabeça para me encarar, o olhar cheio de tristeza e dor.

— Justin, eu…

— Preciso falar com ela — disse eu, enquanto procurava às cegas a chave do carro.

— Justin, não, para — ele segurou a chave do carro antes que eu pudesse alcançá-la. — Você não vai a lugar nenhum neste estado, bêbado. Antes de qualquer decisão, você precisa dormir, esfriar a cabeça.

— Mas…

— Sem “mas”, — ele soltou um longo suspiro. — Se você não estiver fedendo a álcool e sóbrio o suficiente para conseguir se manter em pé, talvez a Mila concorde em conversar com você.

Ele tinha razão, de novo. Ela tinha saído pela porta um pouco mais de quatro horas, e depois da merda que fiz, ela precisava de tempo da confusão que nossas vidas se tornaram. Da confusão que eu me tornei para ela. Eu precisava de argumentos muitos bons para trazê-la de volta, pois suspeitava que dizer o quanto eu a amava não fazia mais diferença. Ela não acreditava no meu amor, e isso doía mais que navalhas encravadas no peito.

— Toma um banho gelado, troca essa roupa, dorme um pouco… vou te preparar um café bem forte — disse ele um pouco mais baixo agora, tão cansado quanto eu. — Vou te manter longe de confusão por hoje.

Sem ter o que dizer, apenas lhe ofereci um aceno de cabeça banal. Meus pés não pareciam firmes no chão, e as paredes foram os únicos apoios para eu alcançar o corrimão da escada, e olhar para os degraus me deixou tonto. Cada passo que eu dava sem ela aqui, ecoava no imenso vazio que era aquele apartamento sem ela, sem a minha filha, uma das coisas mais importantes da minha vida. Sempre quando eu chegava do trabalho, havia brinquedos espalhados pelo chão, senão, as duas mulheres da minha vida estavam deitadas no sofá assistindo um desenho qualquer na tevê ou apenas me esperando chegar para contar como foram o seu dia. Eram esses momentos que faziam o meu dia, que trazia cor para o meu mundo em preto e branco. E só de pensar que isso não era mais real, meu peito apertava de uma maneira que me deixava sem ar, como se meu pulmão tivesse entrado em colapso.

Burro, burro, burro.

Como eu pude ter sido tão idiota?

Com lágrimas transbordando nos olhos, virei-me para Will, com a pergunta na ponta da língua, e que por mais óbvia que fosse a resposta, eu precisava de um pouco de esperança.

— Você acha que… ela vai me perdoar algum dia?

Ele engoliu em seco. Nenhuma palavra precisava ser dita, eu já sabia a resposta.

— Talvez ela te perdoe algum dia — ele respondeu depois de um breve silêncio, a voz baixa, quase um sussurro. — Mas não acho que o que você fez tenha perdão.

Pensei que não poderia doer mais, mas ao ouvir aquelas palavras, percebi o quanto me enganei. Eu sabia que não tinha perdão, mas preferi me agarrar ao velho ditado “Todo mundo merece uma segunda chance” como uma tábua de salvação.

Mesmo que não houvesse esperança, eu precisava tentar.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...