História Mark Of Destiny - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Allybrooke, Camilacabello, Camren, Dinahjane, Fifthharmony, Laurenjauregui, Normanikordei
Visualizações 423
Palavras 1.938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


15 minutos não é considerado atraso né. aasasasasasahdsbadb. O capitulo ta bem leve, tipo muito leve mesmo. Tenho uma noticia boa ou ruim (Nunca se sabe) a fic vai ter no máximo 5 capitulo, então estamos na reta final já.

HOJE É ANIVERSARIO DE UMA LEITORA BEM LOUQUINHA, ENTÃO PARABÉNS ANDRESSA. (Não vou fazer textinho, pq estou com preguiça, sorry)

O capitulo vai em especial para a portuga ~Cab3y0o_1992~ espero que goste baby.

Capítulo 22 - Talk to her


POV CAMILA

Foram nove noites passadas sem dormir e dez dias repletos de abusos e trabalhos exaustivos. A minha paciência chegava ao limite de minha resistência e piedade por Alexa estava quase completamente esgotada.

Estava ao lado de Alexa no banheiro depois de ter sido chamada de mulher desleixada e preguiçosa só por que insistira em dizer que a agua do banho não estava fria como gelo, eu estava lutando contra a vontade de derrubar Alexa dentro daquela banheira.

- Alexa, eu tenho mil coisas para fazer antes do jantar e agora não tenho tempo de preparar outro banho quente para você. Talvez Sinu possa fazer isso.

- Sinu esta lendo para mim. – Alexa retrucou com arrogância.

- Não haverá mal nenhuma se Sinu deixar o livro de lado por alguns minutos.

E talvez eu devesse interna-la em algum hospital, de preferencia bem longe daqui, e deixá-la por conta de um bando de enfermeiras mal-humoradas. Pensei.

Alexa me fitou com frieza.

- Será que não existe piedade em seu coração? Será que não passa pela sua cabeça quanto gostaria de poder “eu mesma” preparar o necessário para minha higiene? Descer aqueles degraus e ver o sol brilhar pela janela da sala? Tudo o que eu quero é sentir-me limpa e confortável, porque isso é tudo o que posso ter, confinada neste quarto. Mas minha querida irmãzinha só pensa em si mesma. Sempre foi egoísta, desde criança. Em qualquer ocasião, invejava meus laços e pegava todas, se eu não estivesse presente. Quando eu chegava da casa da nossa tia, os encontrava na sua cabeça.

Engoli a fúria que se avolumava como uma maré incontrolável em minha garganta.

- Eu usava seus laços porque papai não queria comprar nenhum para mim!

-Isso não lhe garantia o direito de pegar o que era meu.

E não era somente disso que eu queria me apropriar, pensei, apertando o esfregão de banho nas mãos. Precisava sair daquele banheiro imediatamente, pois minha resignação e boa vontade estavam no fim e poderia terminar a qualquer instante.

- Sinto muito, Alexa, perdoe-me, mas eu preciso preparar o jantar. Sinu terá de cuidar do seu banho. Voltarei mais tarde com a bandeja de comida.

Alexa resmungou qualquer coisa e acenou uma ordem imperiosa que não precisou de palavras para ser cumprida. Sinu pegou o esfregão e continuou o procedimento do ponto onde eu havia parado.

Aproveitei a oportunidade e sai depressa do quarto, antes que Alexa se lembrasse de pedir mais alguma coisa. Entrei na cozinha e encontrei Lauren, que acabara de chegar à porta dos fundos. Ele me fitou com o olhar preocupado.

- Parece exausta, Camila. Por acaso tem dormido o suficiente?

Peguei o avental que estava sobre a mesa e dei de ombros torcendo os lábios em sinal de pouco caso.

- Tenho descansado quando Alexa dorme.

- Pois, pelo que eu tenho percebido, ela a mantém desperta todas as noites. – Lauren declarou, com raiva e severidade?

- Alexa não se sente bem – tentei contemporizar – e acorda muito.

- E, não satisfeita, faz questão de tirar-lhe o sono. Camila, eu a tenho ouvido descer e subir correndo a escada, como também ouvi várias vezes Alexa gritar e proferir palavras ásperas de repreensão. – Ela entrou na cozinha – isso é um verdadeiro ultraje. Ela a trata como escrava! Camila, ninguém deve aceitar uma coisa dessas, ainda mais a violência sendo cometida por uma irmã. Eu só vejo abnegação de sua parte e rudeza por parte dela – Ela passou a mão pelos longos cabelos negros – Será que Alexa assume essa atitude por lembrar-se de...

-... Que o compromisso foi desfeito? – Senti meu coração dar um pulo.

- Ela pode estar querendo agredi-la por conta disso.

- Essa não seria a maneira de Alexa atacar. Acredito que ela seria incapaz de guarda um desastre desse teor para si mesma. Falaria sem rodeios i que estivesse pensando e atiraria um ou dois vasos na minha cabeça.

O leve sorriso de Lauren não escondeu sua feição aborrecida e ela ergueu uma sobrancelha.

- Então, essa comportamento agressivo de Alexa é normal? Até mesmo com a única irmã? – A pergunta destinava-se a fazer-me refletir as arbitrariedades que Alexa vinha cometendo.

Não gostaria de admitir que a crueldade era uma atitude usual de minha irmã. Não apenas por parecer-me um gesto traiçoeiro, mas porque isso a faria reconhecer que ela mesma tolerava o fato de Alexa tratar-me daquela forma.

E alguém poderia explicar-me por que permito?

- Não é bem assim – tentei sair em minha defesa, deixando as minúcias que me atormentavam no momento. – O sofrimento deixou a personalidade de Alexa um pouco mais... Impetuosa de que o normal.

- E, sem duvida, a medicação para a dor deve ter contribuído para exacerbar o seu caráter. É como se diz: In vino veritas.

- A verdade se conhece com o vinho...

- A única razão por eu ainda não ter tido nada a Alexa, é por saber que não iria contar com sua aprovação, Camila. Mas nos últimos dias tenho apertado tanto meus dentes que receio vê-los quebrados até as raízes.

Não podia acreditar no que Lauren dizia. Não tinha certeza se ficava lisonjeada pela preocupação dela a ainda por cima satisfeita, pois, através das paredes, Lauren ficara sabendo do lado não tão encantador da personalidade de Alexa. Ou se permitia o acesso da irritação por Lauren imiscuir-se em assuntos que se referiam somente a mim e a Alexa, e a mais ninguém.

Contudo uma verdade não podia ser negada. Lauren tinha razão. A situação estava ficando incontrolável. Por que eu sempre me acovardava diante de Alexa?

- Então, o que sugere que eu faça? – Pergunto, ainda não preparada para aceitar a ideia de que minha atitude condescendente em relação á Alexa nada mais era de um senso de dever anormal e de tamanho exagero – Lauren, ela está passando por uma fase muito difícil. É natural que se sinta amargurada sobre...

- Camila, por favor, procure enxergar a realidade. Alexa está com uma perna quebrada. Ela vai se recuperar.

- Precisará andar com uma bengala, Lauren. E ainda ficará com uma cicatriz na testa.

- Uma bengala e uma cicatriz? Isso não é o fim do mundo.

 - Para ela, será com certeza. A aparência, no entender de Alexa, sempre foi o mais importante. Com passar do tempo, ele deve ter começado a dar maior valor ao sei aspecto, pois as pessoas sempre se mostravam incansáveis em elogiar lhe a beleza.

- e eu pensava ser uma mulher piedosa em demasia! Parece que tenho uma parceira à altura.

Lauren aproximou-se e pude sentir o cheiro de baunilha característico dela.

Havia quanto tempo não saia de dentro dessas quatro paredes com Lauren? Indaguei a mim mesma. Fazia dias que não ficava sozinha com ela, conversando de maneira tão agradável como costumávamos fazer? Imediatamente senti-me faminta e desprovida de... de quê? De companheirismo? De amor?

- Pois eu não creio que a compaixão seja um defeito. – Indaguei.

- Ela é quando nos torna subservientes em demasia.

- Pois eu não me considero uma pessoa servil.

- Mas o seu sentimento de culpa a faz agir como se fosse, mesmo sem ter cometido nenhum delito.

- Não é nada disso. Se estou cuidado de Alexa, é por... – deixei a frase morrer, não tinha o que dizer.

- O que foi, Camila? – Adiantou-se ela me fitando intrigada.

Tive a sensação de que o ar começava abandonar os meus pulmões, levando junto o proposito da minha força e de manter meus sentimentos acorrentados. Meus músculos da nuca e dos ombros se contraira.

- É porque Alexa precisa de mim agora. Pode ser que, se eu fiar a seu lado e ajuda-la nesses momentos de maios aflição... Talvez ela...

- Talvez ela passe a amá-la, é isso?- Perguntou enquanto me encarava.

Depois de sua constatação, não consegui conter as lagrimas.

- Nem meu pai e nem a Alexa jamais se dirigiram a mim com palavras bondosas. Nunca fizeram questão de demostrar que eu era importante para eles em qualquer aspecto, por menor que fosse. Eu suponho... Bem, acho que eu queria apenas... merecer a consideração de alguém. Isso será tão errado assim?

Lauren segurou minhas mãos, como se tentasse me passar segurança e tranquilidade.

- Pois para mim, Camila Cabello é muito importante. Por que não permite que eu a ame, Camila? Por que não aceita o  fato de que Alexa jamais deixará de ser como é e abandona as ilusões?

- Ela é minha irmã. Temos o mesmo sangue... Preciso fazer uma tentativa de salvar nós duas... como uma família.

 - Por causa de sua mãe? É por esse motivo que passou a vida inteira culpando a si mesma pela morte dela?

Sacudi a cabeça, negando com veemência.

- Não é isso, eu...

- Mas essa é uma verdade. Em sua mente existe uma ideia fixa. Considera-se responsável pelo fato e sempre aceita que seu pai e Alexa agissem a vida toda de maneira deplorável. Camila, sua mãe não morreu por sua causa. Deus tem seus motivos para tirar de nós os seres amados, e precisamos aceitar Seus desígnios. Se seu pai e Alexa a excluíram do amor deles como uma consequência da tragédia, acabaram ferindo também a eles mesmos. Veja a que ficou reduzida sua família. Estão todos espalhados e afastados um do outro não só na distancia, mas principalmente no coração.

- Eu não queria que ficássemos distanciados. Desejava que nos amássemos muito. Eu olho para sua família, Lauren, e vejo o que almejava para nós o tempo inteiro (N/A Esse “nós” ela esta se referindo à família dela).

- Então fale com ela. Sei que tem receio de abrir seu coração. Mas terá de dar o primeiro passo, se está com disposição de assumir uma parte de uma culpa que nunca foi sua e tentar conserta o que foi despedaçado na sua vida por, no mínimo, omissão alheia. Diga a Alexa o quando ela significa como irmã e como pessoa. Camila, seu amor por ela transpira em cada ato e em cada palavra sua. É uma demonstração diária e contínua. Talvez Alexa possa aprender o que é amar alguém que não seja ela mesma.   

- Certa vez, Normani afirmou para mim quase a mesma coisa a respeito de como era importante “demonstrar” o nosso amor.

- E eu tenho dito exatamente o mesmo para Dinah inúmeras vezes.

Então a lição que aprendi com Normani e Dinah tivera origem em Lauren. Por isso a família dela sabia valorizar o amor em todas as suas formas. Por que lhes fora ensinada e importância interior do seu humano, e não de sua roupagem externa.

Permaneci imóvel olhando para aquela mulher que entrara na minha adolescência tocando violão. Ela me pareceu uma princesa dos contos de fadas modernos, que me resgataria da torre onde me encontrava aprisionada. Não sabia quando tempos isso poderia demorar e nem mesmo se ela me libertaria. Lauren teria de escalar as paredes? Ou lutaria com um dragão? Quem poderia imaginar que ela iria entregar-me uma chave singela e feita de esperança para abrir seu coração.

- Lauren, eu a rejeitei e tentei afasta-la de todas as maneiras – confessei com a voz tremula, e embargada pelas emoções – Assim mesmo, continuou demonstrando sua amizade por mim, embora eu não a merecesse.

Ela sorriu pra mim, porem compreendi que ela não estava totalmente satisfeita. Lauren apenas cumpriu o dever de mulher honrada que coloca os interesses de alheios acima dos próprios. Ela sugeriu uma reconciliação com Alexa, sabendo que um possível reatamento de amizade entre nós poderia nos unir, mas a excluiria, e talvez para sempre. 


Notas Finais


Camila vai falar com Alexa?

QUERO MUITOS COMENTÁRIOS, FORAM DOIS CAPÍTULOS EM UMA SEMANA EU MEREÇO MUITOS COMENTÁRIOS.

P.S Só uma notinha rápida aqui, demonstrem amor gente, falem para todos que vcs amam o quão importante eles são para vcs. Não deixem de demonstrar isso nunca, não vivam guardando tudo para vcs.

bjus, ate semana que vem.


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