História Marry Me? - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Cattary, Interativa, Namjin, Reality Show, Saturncat, Taegi, Taekook, Taeseok, Televisão, Vhope, Vkook, Vsuga
Exibições 236
Palavras 2.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello!

Vocês ainda lembram que essa fanfic existe? aajsasjas
(espero que sim)

Leiam as notas finais~

Boa leitura <3

Capítulo 18 - Episódio 14


Fanfic / Fanfiction Marry Me? - Capítulo 18 - Episódio 14

O dia estaria muito ensolarado e alegre, não fosse aquela maldita mensagem que TaeHyung havia recebido do antigo namorado. Não queria mesmo se encontrar com ele, mas não tinha chance alguma de escolher, devido ao fato de que o mesmo tinha se antecipado e falado com a sua mãe. Tudo isso para garantir que eles todos almoçariam juntos. E, de cabeça abaixada, o alaranjado teve que aceitar aquilo que sabia que aconteceria depois: Kim NamJoon tentando se aproximar de si, sabe-se lá porquê. Até tinha o enorme desejo de correr para os braços de Jimin e receber algum consolo, mas a mãe jamais deixaria que ele o fizesse. E por mais que odiasse admitir, TaeHyung tinha que obedecer aos pais, era o mínimo. Pelo menos era o que ele pensava; que devia algum tipo de coisa para a família, que havia o acolhido em um momento difícil de sua vida.

No fundo, o jovem apenas desejava que não precisasse mais viver com ninguém, que pudesse ser autossuficiente, como não tinha sido durante toda a vida, onde se lembrava de apenas ter necessitado de ajuda alheia, sendo o garoto incapaz de dar um grande passo sozinho. Se não fosse morando com os pais, era dependendo da ajuda financeira de seus namorados ou mesmo de Jimin. Aquilo estava o matando por dentro, mas não tinha a menor ideia de por onde começar. Sabia que precisava de um pontapé inicial, mas não tinha sequer uma direção para chutar.

Escutou um grito da mãe o chamando para a cozinha e deixou o quarto com aquele olhar caído e angustiado que fazia qualquer espelho quebrar se entrasse em contato direto com ele. Ao chegar na cozinha pequena da casa, viu a mãe fazendo uma pilha de pratos bonitos, copos e talheres.

— Me ajude aqui, TaeHyung! Ajeite eles na mesa, eu tenho que terminar de olhar o frango.

— Você vai fazer frango? — Perguntou enquanto levava a pilha para a mesa e a organizava para o almoço.

— Sim. Quero que tudo fique perfeito, então vou precisar que me ajude um pouco.

— Eu não estou com vontade de cozinhar…

A mulher parou de mexer na panela apenas para encarar TaeHyung como se ele tivesse dito alguma sentença em russo.

— Não seja tolo, não quero que cozinhe. Estou pedindo para você cuidar do nosso convidado enquanto eu termino as coisas por aqui.

— Por que o meu pai não faz isso?

— Porque eu estou pedindo para você.

TaeHyung não quis responder, só suspirou baixinho e foi até a sala. Ligou a televisão e assistiu qualquer desenho infantil e engraçado que passava para uma audiência de provavelmente a metade de sua idade. Não tinha a menor vergonha de admitir que ainda assistia e gostava daquele tipo de coisa.

A campainha tocou enquanto TaeHyung dava risada da personagem que o lembrava de Jimin. Ele abriu a porta sem se dar o trabalho de perguntar quem era. Ele já sabia.

— Bom dia. — NamJoon o abraçou enquanto ainda segurava a porta aberta.

Sentir aqueles braços firmes e fortes ao seu redor ainda o fazia se sentir errado. Errado porque já não podia mais gostar de NamJoon, não podia mais esperar que ele gostasse de si também, não podia sequer desejar que os bons tempos voltassem. Aquele aperto no peito era errado. Ele também sabia disso.

— Onde a sua mãe está? — NamJoon se desvencilhou do aperto e TaeHyung precisou engolir a vontade de gritar. — Deixa eu adivinhar… Está na cozinha?

Aquela risada divertida fazia memórias boas virem com força total. TaeHyung odiava que o outro agisse como se fossem melhores amigos ou coisa do tipo. Não suportava que para NamJoon as coisas tinham acabado sem qualquer resquício de dor ou ressentimento, porque para ele mesmo tinha sido exatamente isto.

O mais velho notou a ausência de ações ou palavras do alaranjado, então sorriu de canto e fechou a porta da casa, retirando a mão do garoto que ainda repousava nela, como um tipo de suporte emocional. Passou reto por ele e foi até a cozinha. TaeHyung podia escutar a conversa calorosa que se iniciou no cômodo ao lado e não levou muito tempo até que o rapaz voltasse para lá e se sentasse perto do mais novo no sofá.

— Eu queria muito que a gente se acertasse, Tae. Sabe, ter ficado esse tempo longe de você e da sua família me fez perceber que vocês são importantes demais pra mim e pra que eu só deixe o nosso término afastar a gente.

o nosso término? Você tem alguma noção do quanto isso acabou comigo?

NamJoon soltou um suspiro devagar.

— Eu entendo. Entendo de verdade que eu fui um idiota e que eu nem deveria estar aqui, mas eu ainda gosto muito de você, como um amigo. Não entendo qual é o problema de você esquecer tudo o que aconteceu e deixar que a gente comece de novo.

NamJoon já havia visto por diversas vezes o mais novo chorar. E principalmente por isso, o garoto não queria deixar que nenhuma lágrima escapasse de seus olhos.

— Não consigo compreender você. Primeiro termina comigo como se eu nunca tivesse significado nada na sua vida e depois tenta se aproximar como se eu tivesse. Se o seu plano é me confundir, já pode parar por aqui, porque você conseguiu. — Fechou os olhos e respirou fundo, tentando manter o controle. — Não faça isso comigo, por favor. Eu não gosto mais de você, realmente estou fazendo a minha fila andar e você já deve ter feito o mesmo, mas ficar perto de você me faz lembrar de tudo. Faz eu me sentir um idiota por ter dado tudo de mim para alguém que não teve a decência de ser honesto comigo. Alguém que terminou comigo no meu aniversário por mensagem de texto.

— Eu já disse que eu fui um idiota. Quer que eu repita um milhão de vezes? Porque posso fazer isso, se quiser. Só não me tire da sua vida assim. Você mesmo já disse que eu fui importante para você, então… Me dê uma segunda chance. Eu quero ser um bom amigo.

— Eu quero muito confiar em você por todo o tempo que passamos juntos, mas… Sei que você vai acabar fazendo a mesma coisa, porque eu… Por favor, não me abrace assim. — TaeHyung deixou que a cara de choro lhe tomasse por completo. Não conseguia lidar com aquela vozinha imbecil que insistia para que ele deixasse o mais velho entrar na sua vida outra vez. O segundo abraço que recebia naquele dia o fez repensar sobre toda a confusão dos últimos meses.

— Me desculpe.

 

***

 

— Você fez o quê!? — TaeHyung cobriu as orelhas para o grito que Jimin tinha acabado de soltar.

— Eu já falei! Ele veio na minha casa e acabamos conversando sobre um monte de coisas. E eu perdoei ele.

— Então vocês vão ser amigos, é isso?

— Basicamente.

— Bom, eu fico feliz que tenham se acertado e que não se odeiem, mas também espero que você não se arrependa disso.

— Eu também espero, Jimin.

— Seu encontro é hoje?

— Sim, eu já estou indo para o prédio do canal. Estou com a cabeça meio quente, então pode me ajudar a relaxar um pouco.

 

***

 

TaeHyung estava curioso sobre aquele lugar. Ninguém nunca dizia para onde estavam indo e aquilo o fazia surtar. A curiosidade não era algo com o qual sabia lidar.

Quando desceu do carro, encontrou-se de cara com a entrada daquele shopping que sempre teve vontade de visitar em Seul: COEX Mall. Como o shopping era subterrâneo, a produção o levou para onde o encontro ocorreria de fato. E seus olhos quase saltaram das órbitas ao ver a placa redonda e azul com um tipo de tubarão no meio. Os escritos dizendo que estavam no COEX Aquarium animavam TaeHyung quase que inconscientemente.

Uma câmera pegou seu sorriso feliz e o seguiu enquanto se aproximava de Jung HoSeok.

— Sentiu a minha falta? — Perguntou ao rapaz que estava de costas para si e que fez questão de se virar para encontrar a voz grossa que lhe era direcionada.

— É um pouco difícil não sentir.

O de cabelos alaranjados acompanhou a risada suave do mais velho, sacudindo a cabeça num gesto negativo. Começaram uma caminhada lenta enquanto olhavam para todos os lados, admirando os peixes e toda a decoração bonita do lugar. Parecia outro mundo

— Você parece um pouco pra baixo hoje. Eu estou vendo coisas? — HoSeok quis saber.

— Ah, você sabe… Todo mundo tem um dia ruim de vez em quando.

— Tem razão. Mas eu gostaria que você estivesse sempre sorrindo, o seu sorriso é tão bonito que até acabo esquecendo dos meus problemas.

O mais novo deu uma risada contida, mordendo o lábio inferior e parando para ver um tubarão enorme passando diante de seus olhos. Nem conseguia acreditar que um animal poderia ser tão grande, chegava a se arrepiar.

— Se lembra do nosso primeiro encontro, quando andamos de mãos dadas durante um bom tempo? — HoSeok falou, também admirando o animal.

— Como esquecer? — Fitou os olhos do mais velho, que não demorou muito tempo para olhá-lo também. — Nunca senti tanta vergonha na vida.

— Então você sentiu vergonha de andar de mãos dadas comigo? — HoSeok fingiu que estava verdadeiramente ofendido com aquilo, arrancando outro riso do alaranjado. — E eu aqui, já quase propondo que a gente fizesse isso de novo, você adora me ver sofrendo.

— Não é nada disso! Eu teria morrido de vergonha por segurar as mãos de qualquer desconhecido, agora é diferente…

— Isso por um acaso é um sim? Meus ouvidos estão bons? — O mais velho colocou uma mão atrás da orelha e fechou os olhos momentaneamente. — O TaeTae está mesmo cedendo?

— Para com isso! — Retirou a mão de HoSeok detrás de sua orelha e aproveitou do gesto para entrelaçar seus dedos nos do mais velho. Olhou para qualquer outra direção, tentando não focar muito na reação do outro.

Foram andando mais um pouco ainda com as mãos dadas, até chegarem num ponto menos movimento e barulhento. O aquário estava um pouco cheio naquele dia e podiam ver pessoas por todos os cantos. Acabaram se soltando do contato.

— Você está todo feliz agora, isso é bom. Já posso dormir hoje à noite com a sensação de dever cumprido.

TaeHyung fez um bico e se sentou em uma grade dali, aproveitando que não tinha nenhum segurança por perto para lhe punir pelo ato. HoSeok se aproximou, mantendo-se em pé.

— Posso perguntar uma coisa?

— Pode, só não garanto que vou responder.

— Certo… Eu sinto que às vezes você não deixa eu me aproximar muito, talvez seja só coisa da minha cabeça, mas eu quero saber. Por que você me trata assim?

— Não sei, me desculpe. Nunca tinha reparado nisso… — E era verdade. TaeHyung mantinha uma certa distância do candidato sem nunca ter notado. — Talvez seja porque você me lembra alguém…

— E pelo visto, alguém que você não gostaria de lembrar. — HoSeok parecia meio chateado com o rumo da conversa, suspirando e sem dar seus sorrisos charmosos e cheios de segundas intenções de minutos atrás. A ausência de uma resposta do mais novo era como uma confirmação.

— Sinto muito, isso não é justo com você. Nem um pouco justo. Prometo que vou tentar esquecer dessa minha bobagem. Sei que você não tem nada a ver com essa pessoa, talvez seja só o jeito de você falar ou como você é meio atrevido.

— Atrevido? — HoSeok teve que rir daquilo. Não era bem uma mentira. — É isso o que acha de mim? O que mais?

— Hum… — TaeHyung contorceu a expressão, pensando muito a respeito. — Você também é metido, um pouco arrogante… Orgulhoso. Pelo menos é isso que você demonstra. Pode ser um equívoco.

— Você está certo, em partes. — O mais velho se controlava para não dar risada das palavras direcionadas a si. — Mas as pessoas têm os seus motivos para serem como são. Talvez um dia eu te conte mais sobre mim.

— Vou estar esperando por isso.

HoSeok chegou mais perto de TaeHyung, apoiando os cotovelos nas coxas do outro, que por sua vez se apoiavam na grade, ainda sentado, os rostos na mesma altura. Aquela troca de olhares deixava o mais novo ansiando por algo que nem tinha certeza.

Não imaginou que o mais velho faria aquilo que estava desejando sem querer assumir. Não imaginou que HoSeok quebraria a distância entre eles, assim como não imaginou que se beijaram com tamanha volúpia, apenas por um impulso. HoSeok sabia bem até demais como fazer aquilo. Sabia onde segurar, sabia acariciar a nuca num ponto específico demais. TaeHyung poderia passar horas sentindo a pegada do candidato, mas tão logo o beijo se iniciou, ele também se findou.

— Agora estamos quites.

O alaranjado segurou a vontade de pedir por mais e se contentou com os selares delicados, tênues, que recebeu no pescoço, inclinando a cabeça para trás e deixando a área exposta para que o mais velho fizesse o que tivesse vontade de fazer, no entanto não foi marcado. Apenas se deliciou com a suavidade da pressão que os lábios macios faziam em sua pele, sem machucá-la.

Estava mais carente do que costumava ser sempre e o mais velho estava ali para suprir suas necessidades de receber algum carinho e atenção. Por mais que odiasse admitir, Kim TaeHyung era tão carente quanto Jimin e, muito provavelmente por este motivo, eles dois se dessem tão bem.

Mas talvez Deepak Chopra esteja certo: “O que a maioria de nós leva para o relacionamento não é a plenitude, mas a carência. A carência implica uma ausência dentro de si... A carência é uma força poderosa, capaz de criar ilusões poderosas. Ninguém pode realmente entrar dentro de você e substituir a peça que está faltando”.


Notas Finais


E aí? O que acharam?

Só lembrando que o próximo capítulo é o especial com as respostas das perguntas de vocês! Estou muito ansiosa <3
Se eu deixei algum comentário sem responder, prometo que respondo ainda hoje!

A resposta se eu passei de ano ou não sai dia 16 desse mês e estou muito nervosa por não saber mesmo o que esperar. Me desejem sorte o/
Se você estiver passando por uma situação parecida, te desejo sorte também <3

Vou deixar agora os links de fics perfeitas, ok?

Da minha marida <3
Message - Vhope 2 (que o Spirit fez a indecência de apagar)
https://spiritfanfics.com/historia/message--vhope-2-7316260

~assim como também recomendo todas as fics desse serumaninho lindo~

O trono de ouro - O príncipe perdido:
https://spiritfanfics.com/historia/o-trono-de-ouro--o-principe-perdido-5852474
(todo o meu amor declarado para essa fic)

Porcelain Doll:
https://spiritfanfics.com/historia/porcelain-doll-7246739
(vão ler, muita perfeição)


Bom, agora já chega, né? XD
Muito obrigada pela paciência, amo vocês <3 <3


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