História Marry me? - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Lee Seung Gil, Yuri Plisetsky
Tags Leerio
Exibições 115
Palavras 1.936
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ni hao!
Hoje trouxe minha primeira fic/oneshot do meu otp então...
Tenham uma boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


 

Enquanto observava a figura adormecida a seu lado, Seung se lembrava de quando um estrangeiro se mudou para ao lado de sua casa.

 

Nessa época em seus nove anos, observou pela janela a família que iria passar a morar ali. Um homem e um garotinho com uma expressão nada amigável.

Mesmo sendo uma criança naquele tempo, não tinha a curiosidade de espiar a vida de ninguém, mas era curioso ver dois estrangeiros se mudarem ao lado. Não era algo que via todo dia.

O garotinho tinha cabelos loiros, cortados como uma tigela, grandes olhos verdes claros, e um nariz empinado, aparentando ser mais novo que si. Não tinha visto aqueles traços fora da televisão ou das revistas, mas era normal para um coreano que aquilo parecesse raro.

No entanto para Seung, não adiantava de nada ter uma beleza como aquela tendo uma personalidade como a que o garoto o mostrou.

O estrangeiro chamava-se Yuri Plisetsky, um garoto russo que teve de se mudar para a Coréia do Sul após o falecimento de seus pais e as dívidas de sua família em seu país natal. 

No início não aceitou muito bem o fato de ter de se mudar para um país de cultura completamente diferente da sua. Ouvia dizer que os coreanos eram muito rígidos e formais, e desde que pisou no país, percebeu que era a verdade. Não que a Rússia não fosse rígida, mas era muito novo para entender o conteúdo da rigidez de seu próprio país. 

Era estranho, apesa da cidade em que se mudou ser pequena, não tinham crianças gritando ou correndo pela rua. 

No primeiro dia se trancou em seu novo quarto e de lá não saiu, não conformado por estar em um lugar completamente estranho para si. Porém como toda criança, mudou rapidamente de idéia ao observar que tinha um vizinho não muito mais velho que si.

Segundo seu avô, seus vizinhos eram da família Lee, um casal que tinha um único filho, quatro anos mais velho que si.

Lee Seung Gil, tinha sempre uma séria expressão em seu rosto, olhos pequenos pretos, sobrancelhas retas e um cabelo igualmente preto bem penteado. Parecia ser o padrão daquele país, mas o garoto tinha o chamado atenção. 

Depois de ser matriculado em uma pré escola para estrangeiros, seu horário passou a ser o mesmo de seu vizinho, podendo assim encontra-lo na hora de sair.

Tentou algumas vezes puxar assunto com Seung, no entanto seu vizinho não poderia entende-lo, ou não poderia entender seu vizinho. Não entendia coreano, e nem seu vizinho entendia russo.

Mesmo com essa informação, não se impediu de gesticular para tal, logo acabaram adotando um aceno para dizer "oi" ou "tchau".

Uma vez seu avô teve de resolver alguns assuntos as pressas e acabou perguntando a seus vizinhos de Yuri não poderia ficar algumas duas ou três horas com eles, até estar de volta.

O gentil casal aceitou o pedido e deixou que Yuri ficasse na presença de Seung até seu vizinho ter resolvido seus problemas. 

Aquele foi um dia difícil para o garoto russo, que além de não poder entender o que aquelas pessoas diziam, teve de conviver por algum tempo com uma família como a que já não tinha, pela morte de seus pais. Não demonstrou perto do casal Lee, mas tinha ficado realmente abalado com aquilo, e acabando por se acomodar no canto atrás da cama de Seung, e chorar em silêncio. 

Já Seung percebendo a expressão de Yuri, foi atrás do garoto o encontrando naquele mesmo lugar onde imaginou estar. O coreano não poderia dizer nada para o garoto por não o compreender, então só o abraçou mesmo sem entender o porquê de chorar daquela forma.

Desde aquele dia, Yuri acabou desenvolvendo um sentimento por seu vizinho, o qual acreditava ser amor. Logicamente uma criança não poderia entender a complexidade de tamanho sentimento, mas era aquilo que os programas de tv diziam a seu público.  

Com o tempo entendeu que seu avô se comunicava com seus vizinhos por outra língua, a qual descobriu ser o inglês. 

Com seus nove anos, tão encantado por seu vizinho quanto a anos atrás, perguntou ao senhor Plisetsky:

ㅡ Vô, como se diz "casa comigo?" em inglês? 

O experiente senhor surpreso pela pergunta, mas achando graça imaginando que deveria ser por alguma garotinha de sua escola, acabou o ensinando a dizer. Mal imaginando que logo no dia seguinte Yuri procurou seu vizinho com um anel de brinquedo.

ㅡ Marry me? ㅡ Perguntou depois de estender o anel roxo para o garoto. 

Seung pela primeira vez mostrou ao garoto uma expressão de surpresa ao ouvir tal frase, não por ser um "casa comigo" mas por ser em inglês. 

Achando ser mais uma das brincadeiras do estrangeiro, disse na mesma língua que foi usada para fazer a mesma pergunta quando fosse adulto.

Mas Yuri por ainda não entender, somente concordava com a cabeça sem entender o conteúdo da conversa. 

Depois daquele dia, estabeleceu uma nova meta, a de aprender o coreano já que iria morar naquele país e porque gostaria também de entender o que seu vizinho dizia.

ㅡ Ah, isso é muito difícil! ㅡ certa vez admitiu quando começou a tentar aprender aquela língua. 

Demoraram um pouco mais de dois anos para poder compreender perfeitamente o que ouvia, o que lia, e aprender a escrever em hangul, mas no final de tudo se sentiu orgulhoso de si mesmo por não ter desistido no meio de sua aprendizagem, assim podendo conversar normalmente com seu vizinho. 

Visto que o neto tinha se adaptado a língua mãe daquele país, acabou o matriculando em uma escola convencional.

Logo no começo de sua adaptação em sua nova escola, Yuri pôde notar a diferença. Aquela nova escola era bem mais rígida em com seus alunos, Yuri nem mesmo poderia ir com sua blusa favorita de estampa animal porque poderia "chamar atenção demais" mais do que naturalmente chamava por ser o único estrangeiro daquele lugar. Entretanto não considerava tão ruim, porque aquele era o colégio de Seung, o qual já não era um novato ali.

Soube por fofocas que Seung era considerado um dos garotos mais inteligentes da escola, e mais inteligente de sua classe. Mas Yuri já imaginava isso afinal muitas vezes o via fazendo cálculos.

ㅡ Está sozinho? ㅡ Seung o perguntou se sentando na mesma mesa da biblioteca. ㅡ Imagino que deva ser difícil se adaptar sendo de fora.

Yuri considerava Seung uma pessoa bastante gentil, mesmo que para os outros parecesse o contrário, só achava que não poderiam compreende-lo assim como não o compreendiam. O russo tinha um temperamento bastante forte, um jovem irritadiço que "não levaria desaforo para casa", já o coreano tinha uma calma incrível, um jovem paciente que optava pelo lado racional das coisas. 

Mesmo com todas essas coisas, Yuri notou que Seung era um tanto popular entre as garotas, que sempre com um pretexto fútil o procuravam.

Yuri também tinha lá suas admiradoras apesar de seu estilo "bad boy" mas sempre duvidavam de suas preferências por seus traços femininos e cabelo que já tinha crescido até seu ombro. O russo aprendeu que na Coréia a grande maioria das pessoas pensavam que um garoto de cabelo comprido não poderia ter a aparência de um homem, portanto seria visto sempre como uma figura feminina.

Não que se importasse, pelo contrário, vinha a calhar, logo que não tinha interesses por aquelas garotas.

Seus sentimentos por Seung nunca mudaram para algo diferente do que já imaginava em sua infância, estava apaixonado pelo jovem, mas em sua adolescência já sabia que isso seria um grande problema.

Seung por seu lado, teve uma adolescência complicada, em meio de suas descobertas pessoais em sua puberdade. Como seu desinteresse por mulheres.

Frustrante era a definição para a sensação do receio por conversar sobre isso com alguém. 

Falar com seus pais nem passava por sua cabeça, sabendo que provavelmente teriam a pior reação possível, porque era sempre assim.

Não fazia muito tempo em que a notícia de jovem que se suicidou por ter sido expulso ao contar sobre sua sexualidade para pais caiu nos noticiários, e também não fazia muito tempo em que ouviu seu pai comentar que além de tudo aquele suicídio só serviu para dar mais trabalho aos pais do jovem, com sua mãe concordando com aquela indagação.

Foi o suficiente para saber que não deveria cometer o "erro" de conversar sobre aquilo com seus pais. Estava tudo bem se crescesse e tivesse sua própria vida sem interferir na de seus pais. 

Toda aquela sobrecarga era guardada para si mesmo, e sua expressão sempre séria não deixava rastros sobre suas questões particulares, como TOC não muito grave que adquiriu com o tempo, mas que não chegou a contar para alguém a não ser seu vizinho. 

Nessa época acabou ficando mais próximo de Yuri, que agora com seus dezesseis anos, tinha amadurecido seu lado imaturo. 

Desde quando começou a rir das idiotices ou palavreado de Yuri não se lembrava. Eram muito diferentes, e mesmo assim passaram a se dar tão bem que Seung passou a ver um lado em Yuri que antes não tinha visto ou cogitado ver, e algumas semelhanças que antes não conseguiu enxergar.

ㅡ Estou pensando em cortar esse cabelo, faz algum tempo em que estão comentando sobre estar longo demais, o que você acha? ㅡ comentou o russo após desistir de tentar entender aquele cálculo que pediu para Seung o ensinar. 

ㅡ Vai cortar porque quer ou porque estão dizendo? Acho que ficaria bom de qualquer forma mas talvez devesse deixar ficar como você achar melhor. ㅡ respondeu antes de ir embora de sua casa naquele dia.

Seung sempre foi tão gentil consigo que as vezes pensava se seria possível que sentisse algo por si da mesma forma que sentia por ele.

Olhando o anel roxo ainda guardado em sua gaveta, se lembrava de sua resposta naquele tempo, já podendo entender as palavras que não entendeu no passado. 

Talvez fosse a hora de retomar aquele assunto... ou talvez não. 

Fechou a gaveta novamente decidindo esquecer sobre aquilo.

ㅡ Não é como se ele tivesse falado sério. ㅡ disse para si mesmo.

Não existiam beijos, ou abraços íntimos entre os dois, mas a cumplicidade e amizade de ambos se assemelhava tanto a um relacionamento que mal perceberam que iam dormir sorrindo ao lembrar de alguma conversa em particular, ou ao lembrar da bagunça que fizeram na cozinha ao tentar cozinhar algo.

Era tão comum que certa vez os amigos de Yuri o perguntaram sobre "seu namorado" quando apareceu sozinho.

Era tão comum que Yuri ajudou a arrumar as coisas de Seung em sua mudança e dizer onde tal objeto ficaria melhor.

Nem mesmo estranharam quando se beijaram pela primeira vez ou quando brigaram e acabaram rindo no meio dela.

 

Eram coisas que Seung e Yuri não poderiam esquecer. 

ㅡ Ahn, já está acordado? Volte a dormir. ㅡ Yuri bocejou ao acordar e ver que o coreano já estava acordado. ㅡ Pare de ficar me observando, isso é incômodo, idiota.

Se virou para não ficar sobre o olhar de Seung, no entanto o chutou com pouca força.

ㅡ Já que está acordado igual fantasma, vá pegar algo para eu beber.

Suspirando, Seung se levantou.

ㅡ Claro, claro.

Decidiu não provoca-lo, já que além de tudo aquela havia sido a noite do aniversário de dezenove anos de Yuri.

O russo sorriu entre os cobertores, enquanto Seung surpreso riu vendo o que estava escrito com batom sobre a louça limpa, Yuri sabia bem sobre seu TOC, era uma grande afronta.

"Marry me?"

ㅡ Talvez sim se você limpar isso!
 
 



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