História Maru - O Gato do Amor - Capítulo 21


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Neko, Yaoi
Visualizações 53
Palavras 1.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 21 - De Conchinha


 

A primeira coisa que Shizuki viu ao acordar foi Maru. O gatinho himalaio estava sentadinho ao lado do futon lambendo sua jubinha peluda e marrom. Seus olhinhos azuis e inocentes olharam para o seu dono e sua linguinha rosada ficou lambendo sua boquinha marrom. Shizuki sorriu ainda meio sonolento.

 

-Ohayoo, meu peludinho...-Shizuki sussurrou.

 

-Ohayoo, meu carnudinho...-Taishou diz preguiçosamente.

 

Na mesma hora, Shizuki deu um grito digno de uma burikko e saiu rolando para fora do próprio futon. O garoto se sentou rapidamente no chão e deu de cara com um marmanjão todo musculoso só de cueca deitado no seu futon. Taishou tinha uma expressão inocente no rosto como se também tivesse sido pego de surpresa.

 

-O que você está fazendo aí?-Shizuki exigiu saber.

 

-Érm...-Taishou pensou por um momento – depois sorriu.-Me deitando?

 

-Mas esse aí é o meu futon.-Shizuki respondeu.

 

-Olha, eu sei lá.-Taishou suspirou.-Só sei que eu segui o Maru até o seu quarto e quando dei por mim já estava dormindo de conchinha com você.

 

-Mas que loucura é essa?-Shizuki questionou.

 

-Fala com o seu gato!-Taishou replicou.-Ele foi o arquiteto de tudo isso.

 

Shizuki olhou para Maru. O gatinho estava olhando para a própria cauda que se ondulava bem ao lado de suas patinhas.

 

-Tá. Que seja.-Shizuki diz, enfim.-Mas eu preparei a sua cama lá no sofá da sala.

 

-Mas o Maru é muito peludinho.-Taishou diz como se fosse a melhor desculpa do mundo.

 

-Para com isso...-Shizuki começa a rir.

 

-Ah, Shizu-chan.-Taishou dá um sorriso brincalhão.-Não vai me dizer que você não gostou de dormir de conchinha comigo, hum?

 

-E como é que eu ia saber que estava dormindo de conchinha com você?-Shizuki corou subitamente.-Eu já estava dormindo há muito tempo!

 

-E você não gostou de dormir nos meus brações musculosos?-Taishou provocou e começou a flexionar um dos bíceps definidos.

 

Na verdade, Shizuki teve sonhos muito maravilhosos enquanto dormia nos braços de Taishou. Ele sonhou que estava dentro de um ninho quente e seguro, onde nada de ruim poderia alcançá-lo. Mas seria muito embaraçoso contar uma coisa dessas. Seu rosto todo estava tão vermelho quanto um tomate cozinhando na panela.

 

-Estava tendo sonhos com alguma coisinha, não estava?-Taishou perguntou, de repente, com um sorriso de quem sabe das coisas.

 

-O quê?! Não!-Shizuki mordeu o lábio nervosamente.-De onde foi que você tirou essa idéia maluca?!

 

-Shizuki, eu sei que você sonhou com alguma coisa porque você não soltava a minha mão enquanto dormia.-Taishou está dizendo.-Além disso, eu sinto que você está louco para me contar tudinho.

 

Nessas alturas, Maru miou e começou a lamber a coxa do seu dono na maior naturalidade. Diante dos olhos e do sorriso do marmanjo, o garoto acabou cedendo de vez.

 

-Eu sonhei que eu estava num ninho priotegido de tudo!-Shizuki esbravejou – depois calou-se e ficou ainda mais vermelhinho.

 

Há um momento de silêncio no quarto às 9 horas da manhã.

 

Ainda com aquele sorriso de marmanjo brincalhão e fofo, Taishou abriu os braços e chamou Shizuki para voltar ao conforto dos seus braços e do futon. Sentindo raiva de si mesmo, Shizuki saiu engatinhando e subiu no futon.

 

O garotinho deitou-se e o marmanjão o abraçou por trás com aqueles braços musculosos, fazendo com que seu peito e abdômen definidos se colassem naquelas costas estreitas e lisinhas. O gatinho himalaio aproveitou a série de conforto e foi logo subindo no futou também – ele se enrolou perto da barriga magra do seu dono e ficou ali ganhando carinho dos dois seres humanos.

 

Taishou olhou para Shizuki e sorriu divertidamente, fazendo ele corar um pouco mais.

 

-Viu como é confortável?-Taishou sussurrou.

 

Shizuki apenas assentiu, mas depois soltou um gritinho quando sentiu uma mordidinha carinhosa na sua orelha.

 

:

 

Após o asagohan, Shizuki ficou trancado no atelier pintando mais uma porção de quadros. Hoje, ele estava se dedicando em pintar o quadro de um grupo de lindas maikos dançando com leques na aula de dança. Sua concentração mais uma vez era profunda.

 

Seu pincel deslizava muito gentilmente pelos rostos doces e delicados das maikos e realçava as cores vívidas e vibrantes dos seus kimonos de cada uma delas.

 

Maru lhe fazia companhia dentro de sua tenda vermelha com móbile. O gatinho himalaio agarrava um camundongo colorido nas patinhas enquanto assistia a expressão extremamente concentrada do seu dono, cujos lábios até se retorciam ligeiramente.

 

Em algum momento, veio na mente de Shizuki a visão de Taishou no futon todo musculoso e abrindo os braços para ele, convidando-o para se deitar de conchinha. Decididamente, essa visão não abandonaria a sua mente tão cedo.

 

E só foi pensar nele que Taishou veio entrando no atelier – sem camisa – numa bermuda simples e carregando uma cumbuca de chawan mushi cheia de somen. Shizuki parou de pintar o quadro quando o viu colocando a cumbuca na mesa ocidental ao seu lado com os hashis. Shizuki olhou para Taishou e viu-o tão lindo, sorridente e sem camisa, principalmente, que ele se sentiu indigno de contemplar tamanha beleza.

 

-Você vai ficar cozinhando para mim o dia todo?-Shizuki perguntou, dando um riso divertido.

 

-Você tem que comer, não tem?-Taishou sorriu e se sentou na cadeira ao lado.-Além disso, está muito calor e eu coloquei esses cubos de gelo no somen para deixar a sua boquinha bem geladinha.

 

O garoto quase deixou cair o seu pincel no chão de tatame.

 

-Geladinha... pra quê?-Shizuki quis saber.

 

-Para te deixar refrescado, ué.-Taishou riu em diversão.

 

Mesmo assim, Shizuki deixou o pincel dentro de um copo de solvente e pegou a cumbuca de vidro cheia de somen. Usou os hashis para pegar os longos fios de macarrão de farinha de arroz deliciosamente mergulhados no molho shoyu e hondashi com cebolinha picada, gengibre ralado e folhas de nori.

 

O macarrão gelado de verão não durou muito tempo nas mãos de Shizuki. O garoto saiu enfiando todos os fios de macarrão goela abaixo, sugando tudinho e fazendo muito barulho. Por outro lado, o marmanjo sorriu com satisfação – ele gostava quando alguém gostava de sua comida e comia com muita ferocidade.

 

Maru olhava tudo de dentro da sua tenda vermelha.

 

Shizuki entornou todo o molho da cumbuca e quebrou todos os cubos de gelo que ainda não derreteram em sua boca. Era o melhor somen para aquela tarde de verão, mesmo com o ar-condicionado ligado.

 

-Você gostou, não é?-Taishou sorriu.

 

-Hmm, Taishou, por quê você não vem morar aqui pra ficar cozinhando pra mim o dia todo?-Shizuki brincou.

 

-Eu me mudo num segundo se for para ficar pertinho do meu artista favorito e do seu gatinho lindo.-Taishou diz carinhosamente.

 

Naquele momento, o garotinho esboçou um sorriso acanhado e virou o rosto para que o marmanjão não visse o rubor em seu rosto doce. Mas ele percebeu isso porque sorriu como se estivesse se divertindo com a situação de brincadeiras fofas. Enquanto isso, os olhos azuis do gato himalaio continuavam fixos no par de humanos.

 

-Vem cá...-Taishou olhou para o quadro.-O que você está pintando hoje aí, hein?

 

-É um quadro para uma professora de história da Universidade de Kyoto.-Shizuki explicou ao deixar a cumbuca e os hashis na mesa ao lado.-Ela está passando as férias de verão aqui em Tokyo. A avó dela era geisha, então ela quis fazer uma homenagem depois que sua avó renunciou a profissão para se casar.

 

-É um quadro lindo.-Taishou comentou.-Olha só como ficaram lindas as maikos. Todas ainda mocinhas inocentes treinando para se tornar as mulheres misteriosas e belas que são as geishas.

 

-Eu tenho um grande fascínio por essa arte até hoje...-Shizuki riu.

 

Eles ficaram em silêncio por um tempo.

 

-Talvez, elas tenham vindo de outro mundo.-Taishou diz subitamente.

 

Shizuki riu.

 

:

 

O Sol estava brilhando intensamente lá fora.

 

Shizuki estava se perguntando onde Taishou e Maru se meteram. Ele ouviu alguns risos vindos lá do jardim e foi andando até a janela retangular da cozinha para se deparar com uma cena linda.

 

Taishou estava lá fora brincando com Maru. Ele amarrara um camundongo de brinquedo na ponta de um fio de lã e corria pra lá e pra cá com Maru. O gatinho himalaio estava se divertindo loucamente, ele mais parecia um coelhinho marrom pulando pela grama com as garras prontas para agarrar o camundongo.

 

Shizuki riu e foi abrir a geladeira. Pegou uma jarra de água gelada e encheu um copo de vidro, colocando alguns cubos de gelo dentro. Ele se dirigiu até as portas fusuma do atelier e abriu o filtro de água de Maru para colocar mais uma porção de cubos de gelo na água geladinha ali dentro. O garoto se dirigiu pelo atelier climatizado pelo ar-condicionado e abriu uma das portas shoji, deixando que um pouco do calor do verão adentrasse o cômodo.

 

Ele observou por um tempo aquele escritor lindo e sensual correndo pelo jardim com seu gatinho peludo. Os dois haviam desenvolvido um laço emocional em questão de segundos desde o dia em que se conheceram por acaso na rua perto daquela van que vendia roupas. É como se era para acontecer esse tempo todo. Shizuki ficava muito pensativo quanto à isso.

 

Em algum momento, Maru conseguiu agarrar o camundongo e saiu rolando pela grama. Taishou riu e pegou o gatinho do chão tão logo deu um beijo na cabecinha dele e saiu andando para a varanda da casa.

 

O marmanjo subiu as escadas e deixou o gatinho no chão para que ele saísse correndo para o atelier geladinho com um fio de novelo enrolado no corpo e um camundongo de brinquedo sendo arrastado por aí. Enquanto isso, o garoto fechou a porta e olhou para o marmanjo ao seu lado.

 

Taishou havia suado um pouco. Seus músculos fortes e desnudos estavam brilhando com uma leve camada de suor por cima deles. Shizuki só fingiu não ter visto isso e entregou o copo de água com gelo para Taishou.

 

-Arigatoo, Shizu-chan.-Taishou sorriu, brincalhão, e entornou o copo todo.

 

Ao fazer isso, um milhão de riachos de água saíram rolando do seu maxilar para o seu peito e foram percorrendo os gominhos do seu abdômen até a barra da bermuda.

 

Shizuki ficou paralisado por um momento. Seus olhos castanhos contemplaram quase que obsessivamente um riacho de água gelada rolar pelo pescoço de Taishou, passar por cima de um dos mamilos bicudos do seu peito e ir serpenteando sensualmente pelos seus gominhos tonificados. O destino daquele riacho de água foi desaparecer no tecido da bermuda, onde algum presente maravilhoso estava muito bem guardado até então.

 

O marmanjão quebrou alguns cubos de gelo na boca e sorriu para o garotinho, que estava todo vermelhinho naquele momento.

 

-Está com calor, Shizuki?-Taishou perguntou com um olhar inocente.

 

-Não...-Shizuki balançou a cabeça milimetricamente.-Eu estou bem...

 

-Tem certeza?-Taishou diz delicadamente.

 

-Tenho...-Shizuki olhou para o lado, tentando disfarçar a sua situação.

 

Por um momento, Taishou olhou para baixo e notou que tinha alguma coisa apontando entre as pernas de Shizuki logo abaixo de sua bermuda preta.

 

Maru estava assistindo tudo depois de ter bebido muita água gelada do seu filtro. Seu olhar parecia tão tranquilo e impassível como se ele nem se importasse com a situação constrangedora em que o seu dono se encontrava.

 

-Por quê não vai tomar um banho gelado?-Taishou sugeriu gentilmente.-Eu acho que você vai ficar bem melhorzinho depois.

 

O garoto levantou a cabeça como se uma luz tivesse se acendido em seu cérebro escuro e depois olhou para o marmanjo.

 

-É. Isso mesmo, Taishou.-Shizuki sorriu.-Você tem toda razão. Preciso de um banho gelado. Volto logo!

 

E ele saiu andando rapidinho do atelier como se tivesse sido pego em flagrante. Taishou olhou para Maru e Maru olhou para ele com sua curiosidade sendo refletida em sua imensidão azul.

 

-O seu dono estava com tesão?-Taishou perguntou, franzindo o cenho.

 



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