História Maru - O Gato do Amor - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Neko, Yaoi
Visualizações 92
Palavras 1.731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Para celebrar este feriado - e o meu feriado prolongado -, um novo capítulo às altas horas da manhã.
Oyasumi nasai. ;3
Boas Lonjuras!

~Rockeiro Sem-Noção.

Capítulo 5 - Calpis de Maçã


 

Shizuki bebeu do seu Calpis de maçã e voltou sua atenção para a tela do notebook. Estava sentado na cadeira de sua escrivaninha no quarto na companhia do gatinho himalaio que parecia estar brincando com uma de suas meias brancas.

 

O garoto olhou para o lado e deixou escapar um riso divertido. O felino rolava, caía no chão e dava várias patadas na meia como se, na imaginação dele, ela fosse uma serpente venenosa com quem ele travava uma batalha destemida.

 

-Só não deixe a minha meia toda arranhada.-Shizuki brincou e bebeu da garrafa de Calpis mais uma vez.

 

Naquele dia, ele decidiu preparar um cartaz para distribuir vários deles pelas ruas de Nakameguro na esperança de que o verdadeiro dono do gato o reconhecesse na foto e viesse buscá-lo. No notebook, Shizuki usou um bom programa de computador para criar um cartaz do gato hamalaio. Ele usou a foto que tirou do felino para centrá-la no cartaz. Em seguida, escreveu algumas informações úteis para ajudar o dono.

 

“Gato himalaio encontrado sem dono e sem identificação. Você conhece esse gato? Venha buscá-lo aqui”. Shizuki colocou o seu endereço, e-mail, número de telefone residencial e do celular também, juntamente do seu nome. Parecia um cartaz decente e inspirou uma certa satisfação. Então, o garoto colocou o cartaz para ser impresso em 100 deles – ele só lamentava ter de sair colocando todos aqueles cartazes pelos postes de luz, muros e paredes de Nakameguro.

 

No minuto seguinte, a impressora ganhou vida com todas as folhas de papel que Shizuki colocou nela. Cada uma das folhas brancas eram sugadas pela impressora e saíam dela já com a foto e as informações do cartaz pouco tempo depois.

 

Shizuki bebeu um pouco mais da garrafa de Calpis e colocou a tampa por cima da boca dela com só um tanto da bebida sobre uma pequena prateleira da escrivaninha para que não houvesse o acidente dele bater o braço e molhar os cartazes. Já tinha muitas folhas impressas se acumulando na impressora. Shizuki tirou o excesso e o colocou sobre a escrivaninha para que mais folhas viessem.

 

-Daijoobu.-Shizuki se virou para o gato no chão.-Os cartazes estão sendo impressos. O que quer fazer agora?

 

Docemente, o gatinho himalaio olhou para Shizuki. Ele conseguira enfiar uma das patinhas dianteiras dentro da meia branca. Do jeito que ele estava, até parecia que estava procurando suas outras meias para calçar os seus getas de tamanho felino.

 

-Hmm! Você é tão fofo! Vem cá.-Shizuki agarrou o gatinho gorducho e peludo do chão e o saiu carregando pelos braços.

 

Ao mesmo tempo em que a impressora engolia todas as folhas de papel de um lado para transformá-las em cartazes do outro, Shizuki andou com o gatinho nos braços até a janela do quarto. Lá, havia a linda paisagem de um muro de pedra todo coberto de heras verdes que cascateavam sobre uma grama ainda mais verde com arbustos, uma torneira com mangueira azul enrolada e um carrinho de mão vermelho que estava cheio com algumas ferramentas antigas de jardinagem que deviam estar numa estante de metal lá atrás.

 

-Todo esse verde estava coberto de neve fria até um tempo atrás...-Shizuki diz para o gatinho enquanto roçava o nariz na orelhinha pequena e marrom dele.-Você devia estar bem quentinho e aconchegante na casa do seu dono, não é?

 

O gato himalaio olhou para o garoto. Seus olhinhos azuis possuíam um olhar doce e inocente que inspiravam uma ternura e um carinho que chegavam à ser viciantes. Shizuki sorriu para o gatinho e começou a mexer os braços, fazendo com que o felino subisse e descesse no seu abraço como se fosse um bebê sendo acalmado do choro.

 

-Kawaii...-Shizuki murmurou carinhosamente.

 

Então, o gato fez uma coisa surpreendentemente fofa. Ele moveu a patinha marrom e gorducha, e tocou a bochecha do garoto – e ficou assim. Até parecia que estava fazendo carinho no rosto do ser humano ali presente.

 

De certa forma, isso amoleceu, derreteu ee esquentou o coração de Arashi. Aquele gatinho era extremamente fofo e lindo. Shizuki sentiria saudades dele quando o dono verdadeiro do gatinho aparecesse e o levasse de volta para casa.

 

Seria como ter uma terrível perda.

 

-Olha...-Shizuki sussurrou.-Se ninguém te encontrar, eu deixo você dormir em tudo o que for macio dessa casa... koneko.

 

E o gatinho deslizou a patinha na bochecha do garoto. Devia ser o carinho dos gatos.

 

:

 

Ao desligar a impressora após alguns minutos de espera, Shizuki olhou satisfeito para a pilha de cartazes perfeitamente impressos sobre a escrivaninha do seu quarto. Estavam tão lindos e perfeitos que não tinham nenhum erro durante a impressão e estava bem legível, assim como a foto do gato himalaio saiu linda e colorida para destacar ainda mais os seus belos olhos azuis feito orbes de safiras.

 

O felino permaneceu sentadinho entre o notebook e a pilha de cartazes impressos. Ficava olhando para aquilo com certa curiosidade como se estivesse pensando em alguma coisa secreta.

 

-Ah, muito bem...-Shizuki diz, se levantando da sua cadeira macia.-Eu vou preparar uma okonomiyaki para mim e buscar uma lata de atum para você, pode ser?

 

O garoto fez carinho na orelhinha do gato, que tombou a cabecinha para o lado e fechou os olhinhos azuis. Shizuki riu e beijou a cabecinha dele antes de sair do seu quarto.

 

-Não saia daí, fofinho.-Shizuki brincou ao passar pela porta corrediça do seu quarto.

 

Agora, sozinho, o gato himalaio olhou para aquela pilha de cartazes com o seu rosto impresso neles. Aquilo era algo que ele não podia permitir – estava fora de cogitação. Então, com seus sentidos extremamente aguçados, ele olhou para cima, para uma prateleira da escrivaninha e viu uma garrafa de Calpis de maçã abandonada com um pouco da bebida ali dentro.

 

Era a sua chance.

 

O gatinho subiu em cima de uma pilha de livros de romance e de artes deixados sobre a escrivaninha e logo alcançou a prateleira alta e pequena da escrivaninha, que ficava ao lado de uma prateleira maior para a impressora já desligada e quieta. O felino olhou para os cartazes milimetricamente empilhados e alinhados lá embaixo e depois olhou para a garrafa de Calpis perigosamente posicionada para o monte de papel e com a tampa colocada sobre ela sem estar bem fechada.

 

No minuto seguinte, o gato himalaio tocou a garrafa com a patinha – e a empurrou.

 

A garrafa de Calpis virou e caiu. Todo o restante da bebida de Calpis de maçã banhou os 100 cartazes impressos, molhando-os completamente e os tingindo com um caleidoscópio de manchas pretas e coloridas. A garrafa vazia bateu na escrivaninha e caiu no chão.

 

O gato ficou olhando com uma carinha inocente e curiosa para todo o papel molhado que ia murchando cada vez mais, fazendo sumir a foto do seu rostinho marrom de olhos azuis nela para sempre.

 

-Me esqueci completamente da garrafa de Calpis.-Shizuki entrou no quarto, de repente.-Eu tenho que comprar mais cama... rão...

 

O garoto apenas olhou incrédulo para a bagunça que o seu gatinho feliz no seu quarto. Uma garrafa vazia de Calpis pingava no chão e os 100 cartazes que ele imprimira agora foram reduzidos à um monte de papel molhado e manchado.

 

-Ah...-Shizuki abriu a boca, mas percebeu que não sabia o nome do gato ainda.-Você destruiu os cartazes!

 

Ele correu até lá, pegou a garrafa do chão e a colocou sobre a escrivaninha. Olhou para os cartazes molhados e tocou com a ponta do dedo como se fosse a coisa mais nojenta do mundo.

 

-Ah, droga...-Shizuki murmurou, fazendo uma careta engraçada de nojo.-Virou uma gosma molhada e manchada... vem cá. Por quê que você fez isso? Você não quer se reencontrar com o seu dono?

 

Por sua vez, o gatinho himalaio olhou para o garoto e deixou escapar um miadinho manhoso e doce.

 

Foi o suficiente. Shizuki sorriu apaixonadamente e pegou o gatinho nos braços. Foi andando com ele até o seu futon, onde se sentara lá com o felino enroladinho no seu colo.

 

-O que eu faço com você, hein?-Shizuki quis saber ao fazer carinho na nuca gorducha do gato.-Pelo menos, eu ainda tenho uma foto sua no smartphone. Vou ter que fazer tudo na Internet agora.

 

Por outro lado, o gatinho apenas olhou para o garoto de um jeito misterioso como se uma nova idéia estivesse passando pela mente dele.

 

:

 

Na derradeira luz do Sol, às 18 horas da tarde, Nakameguro provava de mais um crepúsculo de primavera. O Sol ia se deitar no horizonte para adormecer na noite mais tranquila que oculta os mistérios fascinantes da vida. Os postes de luz começaram a se acender nas ruas e ao longo de todo o rio Meguro, iluminando as cerejeiras com uma luz esplendorosa.

 

Os carros, vans e caminhões iam e vinham pelas ruas de Nakameguro num ritmo calmo sem que nenhum motorista apressado precisasse afundar o pé no acelerador. As bicicletas e motos eram estacionadas ao lado de cafés modernos e izakayas tradicionais para que os seus donos desfrutassem de uma boa refeição naquele entardecer de raios dourados e céu roxo. Já outros preferiam um lanchinho gostoso das máquinas de venda automática com sua ampla gama de gostosuras.

 

Lá na cozinha, Shizuki tinha feito umas cinco de okonomiyaki para ele comer no jantar. Sentou-se na mesa da cozinha e comeu aquelas gostosas panquecas de massa de farinha, molho dashi, ovos e repolho picado com vegetais, carne de porco, frutos do mar, queijo e finas tiras de maionese. Já o gatinho himalaio comia num pratinho uma mistura de salmão, atum e robalho grelhados e moídos para os seus dentinhos pequenos, mas afiados. Ele parecia se sentir no maior luxo e privilégio de poder comer aquela gostosuras de peixes.

 

-Do jeito que esse processo de achar o seu dono está demorando tanto...-Shizuki diz enquanto comia uma okonomiyaki enrolada no hashi ao estilo de Tokyo.-Eu vou ter que comprar ração para você, uma caixa de areia e uns brinquedinhos para te animar também. Eu nem sei por quanto tempo você vai ficar aqui até que eu coloque esse seu rostinho fofo na Internet e o seu dono se manifeste, então é melhor eu me preparar, não?

 

Por um momento, o gato peludinho parou de comer do seu montinho de peixes combinados e olhou para o garoto sentado à sua frente.

 

Seu olhar era arcano e ao mesmo tempo engenhoso. Shizuki não sabia de nada.

 



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