História Mary Washington Healthcare - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Criminal Minds
Personagens Aaron Hotchner, Alex Blake, Chefe de Seção Erin Strauss, David "Dave" Rossi, Derek Morgan, Dr. Spencer Reid, Emily Prentiss, Jennifer "JJ" Jareau, Penelope Garcia
Tags Blossi, Criminal Minds, Declan Doyle, Drama, Haley Hotchner, Henry Lamontagne, Hospital, Hotch, Hotchniss, Ian Doyle, Jack Hotchner, Jeid, Romance, Straussi, William Lamontagne Jr
Exibições 61
Palavras 1.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi amores! Tô mimando vocês demais porque foram 3 capítulos em um curto período de tempo, mas a minha musa tava inspirada esses dias kkk
Bem, antes de tudo, gostaria de agradecer vocês por cada leitura, favorito e comentário!
Aos que me acompanham desde o começo, amo vocês muito e saibam que se não fosse por cada incentivo eu provavelmente já teria largado essa fanfic (sou meio sentimental pra essas coisas kkk).
Aos novos leitores, fico muito feliz - e agradecida - por me darem uma chance e espero muito ver vocês nos próximos!
Bem, já falei muito, agora bora pro que interessa que esse capítula tá da onda kk :3

Capítulo 8 - Certo?


Mais um mês correu em velocidade recorde e, de repente, já era Outubro. Desde o primeiro encontro entre os cirurgiões, muito mudou, começando pelo modo como ambos se tratavam e terminando em uma necessidade crescente pelo contato. Hotch nunca havia pensado, durante os longos anos de sua carreira, que algum dia deixaria seus sentimentos e impulsos controlarem sua ações. Todavia, ele encontrava-se nesse mesmo estado. Era quase estúpido o quanto qualquer ação mínima realizada pela morena despertava uma reação violenta em seu corpo. Do outro lado, Emily sentia-se da mesma maneira. Um olhar prolongado, um sorriso torto ou o cabelo um pouco bagunçado após retirar o gorro cirúrgico e era o suficiente para enviar ondas de calor em todas as suas curvas.

 Isso os levou a várias caronas, normalmente terminando em ambos despidos, os corpos colados enquanto entregavam-se um ao outro no banco de trás da SUV. Era arriscado, quente e era a melhor forma de controlarem seus desejos no ambiente de trabalho. Bastava os amigos terem pleno conhecimento da situação na qual o casal encontrava-se. Casal, sim, pois Aaron tomou duas semanas de coragem para chamá-la para jantar, ao que ela aceitou com um dos maiores sorrisos no rosto.

 A mulher de olhos vagos andava em direção ao descanso médico, tentando relaxar após passar 3 horas no bloco para uma lobectomia pulmonar. Revisou o procedimento em sua mente pela terceira vez consecutiva, assim como a revisão de cavidade. Aparentemente, tudo certo.

- Em! Que bom te ver aqui fora – Garcia surgiu em sua frente com um sorriso colorido – Tá tudo bem? Você parece triste.

- Sim, sim – ela assentiu ao passo que desacelerou a caminhada – Só estou um pouco cansada esses últimos dias.

- Algo de especial? Nosso querido chefe tem brincado de homem das cavernas recentemente? – a loira piscou com uma careta sugestiva, acompanhando os passos da morena.

- Meu chefe, você quer dizer – Emily rolou os olhos em um tom de brincadeira enquanto a enfermeira mordeu a língua dentro da boca em repreensão – Sabe PG, eu invejo você trabalhar para o Morgan, quer dizer, o Hotch é uma pessoa maravilhosa, mas só quando ele...

 A voz abaixou até perder o rumo, ambas se encararam e começaram a rir. Penelope havia perguntado cada detalhe possível e impossível sobre a noite no bar - incluindo detalhes constrangedores - o que causou a morena a convulsionar em risada até responder que o homem sempre sério havia perdido todas as restrições. Na verdade, nem esperou a segunda-feira chegar, bateu na casa de Emily no Domingo de manhã com J.J. ao seu lado e sua coleção de Days of our Lives.

- Por mais que eu fosse adorar ouvir cada detalhe sórdido do “irremediavelmente sério, mas com mãos habilidosas” Aaron Hotchner – suprimiu um riso – O dever me chama e eu não quero apanhar de novo.

 Emily sorriu ao observá-la partir, quase saltitante, em direção à porta dupla. Às vezes se perguntava se aquela mulher era real, pois era inacreditável o quanto ela sempre era um pote de felicidade vestido em acessórios coloridos e extravagantes. Quando a morena adentrou a sala, percebeu a presença silenciosa da doutora Blake, a qual se encontrava sentada em uma poltrona confortável, uma das mãos segurava a xícara de café e outra, um livro. Não falhou em notar que era algum clássico de Jane Austen.

- Emily, bom ver você! – a cumprimentou com um sorriso, desviando a atenção da leitura.

- Bom ver você também, doutora – a cirurgiã percorreu o caminho até a cafeteira, sentindo o corpo dar sinais de cansaço - Como foi o dia? Ouvi dizer que a Urgência e Emergência estava tranquila hoje.

- Sim sim, tive até tempo de avançar no meu livro – fechou o item em um suspiro profundo – Senhor Darcy me faz pensar o porquê de eu ainda me apaixonar.

- Aconteceu algo? – a pergunta foi suave e no momento em que Prentiss direcionava-se ao sofá em frente à senhora de cabelos castanhos – Eu posso dar uns chutes no Rossi se você quiser – levantou uma sobrancelha ao toque dos lábios no líquido quente – Ou posso pedir para o Hotch fazer isso.

- Fico feliz por vocês, fazia um tempo que ele não sorria, pensei até em pedir uma avaliação do fisioterapeuta para saber se os músculos faciais ainda funcionavam – ambas riram de leve enquanto Emily tomou o lugar do outro lado da pequena mesa de centro, sobre a qual estavam desorganizadas várias revistas de assuntos variados – Você parece cansada, acho que eu quem deveria perguntar se está tudo bem.

- Para ser sincera, nem tanto – relaxou sobre a superfície confortável, permitindo o líquido escuro esquentar seu interior – Eu estou com uma dar na lombar horrível ultimamente, sem contar que, apesar de dormir bem, eu sinto um cansaço mortal.

- Deveria ver um médico, brincadeiras à parte – manteve a expressão séria, os olhos mais gentis a fim de passar compreensão – Algo mudou nos últimos tempos?

- Na verdade, já pensei sobre isso, J.J. me atendeu há umas duas semana e ela indicou a troca de anticoncepcional, talvez seja isso – deu de ombros.

 A mulher mais velha a observou atentamente do local onde sentava. Por mais que não fosse a pessoa mais próxima da cirurgiã, tinha certeza de ser uma das mais atentas às pequenas nuances. Vasculhou rapidamente por algo, qualquer alteração seria suficiente para atestar sua mais nova hipótese. Respirou fundo. Por tudo que é mais sagrado, não deixe ser ela.

 (...)

 O dia ia de encontro ao seu término quando Prentiss decidiu tomar um banho antes de partir para casa. Estava exausta e mal encontrou forças para arrastar-se ao escritório do namorado a fim de entregar-lhe alguns prontuários pedidos mais cedo. Pôs-se em frente à porta, batendo duas vezes até ouvir uma voz forte do outro lado permitindo sua entrada.

- Olá – os lábios juntaram em sorriso afetuoso, observando os olhos do homem de cabelos negros se iluminarem e sua expressão modificar-se da seriedade rígida, observada segundos atrás, para algo caloroso e sincero – Os papéis que você pediu, senhor chefe do meu coração.

- Nossa... essa foi bem forçada – trocaram uma risada, divertindo-se com a mera imaginação de uma Emily romântica ao ponto de dizer tais palavras seriamente – Vem cá.

 Aaron afastou a cadeira de rodinhas da mesa, somente o suficiente para sua parceira tomar seu colo sem maiores problemas. Um olhar sugestivo surgiu no semblante feminino à medida que se botou sobre as coxas masculinas vestidas em calça social. Os braços envolveram seu pescoço, ficando a centímetros de encontrarem os lábios.

- Para alguém que enfatizou em manter o profissionalismo, você parece bem ousado.

- Eu não consigo me controlar perto de você, é quase doloroso não poder nem segurar sua mão durante o dia – a palma masculina percorreu seus cabelos quase negros, retornando no intuito de parar carinhosamente sobre sua bochecha corada – A culpa é toda sua.

- Pode chamar a polícia para me prender por isso, eu não me importo – um pensamento fugaz correu em seus devaneios; ele praticamente mordeu os lábios para evitar externar.

 Ao invés disso, preferiu ocupar-se com um beijo quase desesperado, expressando toda sua necessidade por ela. Os dedos prenderam-se o cabelo e Emily gemeu leve com a lembrança do jeito que ele segurou seus cachos enquanto ela o observava por cima do ombro no dia anterior. Preferiu empurrar os pensamentos para longe, afinal, ainda estavam no Mary Washington e, pior ainda, na sala dele. Quando se soltaram para recuperar o ar, ela rememorou o motivo de ter ido lá.

- Eu vou tomar um banho, me espera? – os olhos amplos pediram com ternura; como ele poderia dizer não?

- Claro, eu espero você aqui.

(...)

 A cirurgiã adentrou o vestiário feminino em silêncio, o pensamento do provável “encontro” iminente no banco de trás da SUV preta impregnando toda e qualquer vontade de falar. Percorreu o corredor lateral estreito e um tanto escuro em direção ao seu armário, as mãos nos bolsos e a cabeça baixa. Caso quisesse montar uma lista de sintomas, distração certamente deveria entrar entre os principais deles. Os ouvidos captaram um som baixo vindo do corredor mais amplo, onde ficavam armários brancos de ambos os lados da parede e um banco largo de madeira, sem apoios de braço, entre eles, criando dois espaços menores para o trânsito de pessoas. No final desse corredor havia uma porta branca dando acesso às duchas em si.

  Prentiss ponderou se deveria prosseguir, retornar ou apenas ficar quieta aonde já se encontrava. Prestou atenção em vozes, discernindo um tom feminino ao qual rapidamente atribui à J.J. A surpresa maior veio nos instantes seguintes, quando a voz confusa de Reid tomou lugar. Engoliu seco. Eram Reid e J.J., certo? Sabia do laço de amizade forte entre eles, então certamente algum dos dois deve ter tido um dia ruim e outro apenas correu à ajuda. Certo? Emily, por que você está duvidando? Os próximos passos fizeram a morena deglutir seus pensamentos quase sem a possibilidade de lutar contra.

 A mulher loira estava beijando o jovem psiquiatra com fervor, tão envolvidos no calor daquele momento que mal perceberam a presença da terceira pessoa. Bem, até Emily estagnar boquiaberta como uma pilastra grega. De alguma forma, a cirurgiã conseguiu manter-se quieta mesmo quando os olhos assustados dos dois pararam sobre ela.

- Emily! O que você...?! Isso não...! – a obstetra tentou formar frases, mas elas não vinham, os olhos azuis lançaram um olhar apavorado para o jovem doutor, sem réplica já que o mesmo encontrava-se tão perdido em palavras quanto ela - Você...

 Uma falta de expressões capazes de definir o momento acabou por piorar a situação. Prentiss abriu e fechou a boca como um peixe, pensando em uma resposta plausível ao que acabara de testemunhar. Foi pouco tempo até um rubor tomar conta da bochecha dos três, por mais que Spencer demonstrasse tal reação em níveis aumentados.

- Desculpa, eu... – negou com a cabeça, olhando para o chão – Eu vou pegar minhas coisas e já estou de saída – correu para o armário - quase tropeçando - destrancou-o e praticamente arrancou a bolsa de dentro, jogando no ombro antes de botar suas pernas ao serviço de retirá-la do local.

 Reid tentava ainda recuperar o ar - e provavelmente o raciocínio lógico que ele tanto exaltava - ao passo que J.J. havia cruzado os braços em frente ao corpo. A posição defensiva destoava do olhar perturbado da mulher.

- Em... – sussurrou breve, chamando a atenção da amiga mais velha agora de costas para casal – Você não viu nada, certo?

- Certo – assentiu a cirurgiã em um sorriso quase morto, antes de sumir pela porta da frente.

 Não foi por mal o motivo da promessa ser quebrada cerca de meia hora depois, quando Aaron estacionou na frente do apartamento dela. Seu olhar estava embebido em preocupação pela palidez e leve agitação de sua parceira, mesmo após ela tentar assegurá-lo com um sorriso fraco. Então, após a décima vez insistindo que havia algo de errado, a verdade deslizou ao encontro do franzir de cenho do cirurgião. No futuro ela se arrependeria amargamente daquilo. Como ela poderia imaginar, porém, a tempestade que estava por vir?


Notas Finais


É isso por hoje, espero que gostem!
Ps: qualquer comentário é bem-vindo!


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